
Nunca fiz greve
24/11/2010 by
Nunca fiz greve. Em primeiro lugar porque quando não estou bem numa empresa, mudo. Em segundo lugar porque não trabalho no sector estado.
A verdade crua e dura é esta: nas últimas décadas, a greve não tem sido um direito mas sim um privilégio de algumas pessoas, quase todas trabalhadores do estado e com posição laboral absolutamente estável.
Com a mesma regularidade do Natal, das janeiras e da época balnear, ano após ano aí temos as mesmas greves. Este ano com a particularidade de haver greve geral.
Fura greves
24/11/2010 by

Zero horas e oito minutos. Chove. Greve geral. É lamentável a forma como este sistema de rega de uma rotunda de Almada está a trabalhar, em pleno acto de fura greves.
A greve
23/11/2010 by

Entre as k-7′ mais repetidas contra as greves está o clássico “não querem é trabalhar“. Faz parte do álbum “A minha política é o trabalho“, música habitual com que se dança a lógica do deixar a política aos outros, e cada um que trate da sua vidinha.
A política não é dos políticos, é nossa. É monopólio dos que vivem da política, para os seus negócios, os seus favorecimentos, as suas aldrabices, porque deixamos.
Fazer greve é muito mais que um direito. Não é um acto de preguiça, quem faz greve (e todos, sindicalizados ou não, a podem fazer) prescinde de um dia de salário para falar. Para dizer que chega, que estamos fartos dos roubos, dos bancos que mandam na economia e aumentam os seus lucros, das grandes empresas que fogem dos impostos, dos que à custa do trabalho alheio acumulam fortunas.
Quando fazemos greve ao menos eles reparam numa coisa: fazemos falta. É com o nosso trabalho que eles ganham a vida. Vamos deixá-los engarrafados, sem almoço, sem as ruas limpas, sem o “muito obrigado senhor doutor” com que lhes alimentamos a vaidade. Vamos fazer-lhes a vida negra, nem que seja só num dia. É pouco, mas é melhor que nada.
Polícia assalta sede de sindicato no Porto
22/11/2010 by
Porto, 1973. O Sindicato dos Trabalhadores dos Sectores Têxteis, Vestuário, Calçado e Curtumes do Distrito do Porto apela à greve através da colocação de faixas e cartazes nas suas instalações. Como o direito à greve é proibido, a Câmara Municcipal do Porto manda retirar essa propaganda. A PSP invade o sindicato e leva consigo todo o material.
O grave de tudo isto é que não foi em 1973. Foi em 2010 – na semana passada. A PSP, a mando da Câmara Municipal do Porto, invadiu o Sindicato dos Trabalhadores dos Sectores Têxteis, Vestuário, Calçado e Curtumes do Distrito do Porto e levou todo o material de propaganda relacionado com a Greve Geral do dia 24.
É a democracia portuguesa, vista à luz dos conceitos de Rui Rio. É o Porto no seu melhor.
Ela vem aí
19/11/2010 by
O que gosto mais neste vídeo é ter sido feito no metro de Lisboa e usar uma saudação muito portista. Portugal está a mudar. E faz o teu vídeo sobre a greve geral. No youtube há um canal que espera por ele.
A greve geral não é hoje, mas já andam nos treinos
06/11/2010 by
O sr. com esta cara (tirei da foto que rasga o DNonline, o efeito de pronlogamento das fuças é fabricado pelos feitos de uma grande angular um bocadinho perto da tromba a abater) disse, repetem os jornais online o mesmo destaque, que a
Greve serve para castigar “uma certa burguesia“
ainda não sabemos para quantas pessoas estava este senhor com esta cara a falar de castigos, mas já sabemos que a escolta do autocarro da equipa de futebol sénior e profissional do Sport Lisboa e Benfica disparou tiros de shotgun, “para prevenir actos violentos de adeptos que se encontravam num viaduto da auto-estrada.” Também detiveram “uma carrinha com adeptos do Porto que terão, alegadamente, cuspido na direcção do autocarro benfiquista.”
Ainda não sei a quantas pessoas esta cara, propositadamente deformada, disse que a greve geral é para castigar uma certa burguesia, vai-se a ver e pode ser a tua.
E fica como medo, muito medo.
Greve geral a 24 de Novembro?
30/09/2010 by
Anda a CGTP a discutir a data, já que os motivos não merecem um segundo de reflexão. E mais uma vez se aponta para uma quarta-feira.
Se eu vou prescindir de um dia do meu salário, porque raio não posso ao menos usufruir de um fim-de-semana prolongado?
Porque os que não fazem greves vão mandar umas bocas? Mas a greve não é para quem a faz? Continuamos a dar ouvidos aos tolos?
Haja pachorra.
espanhol por um dia, greve geral no estado vizinho
29/09/2010 by
capa do publico.es para o 29-s: “La edición digital no se actualizará este miércoles porque el 90% de sus trabajadores harán huelga”
E começou assim:


Roubado ao 







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