Fazer política com uma greve geral
Onde é que foram feitas estas duas fotografias? A resposta está a seguir mas procure primeiro formar o seu palpite.
Sinto-me Tenso com a CGTP e com a EDP
Na próxima Quinta-feira não sei se poderei ir trabalhar. O Metro do Porto falhou-me na última Brincadeira Geral com o Fogo e eu dependo inteiramente dele-Metro para complementar as minhas deslocações a pé diárias, para lá e para cá: 10km são duas horas. [Read more…]
Dizem que a CGTP vai tentar parar o País na quinta-feira
Com uma intenção destas, deve ser por coisa séria. Por isso, fui à fonte ler sobre os motivos das próxima greve geral. São:
Não Há Nada Como Realmente
Viva, vamos ter uma nova greve geral!
Estes senhores são uns pândegos. Mas a pãndega deles pode lixar o País.
Carta aberta ao Director Nacional da PSP
Exmo Sr Director Guedes da Silva:
Gostaria antes de mais e na sequência da notícia em anexo de inquirir sobre o estado de saúde do polícia (ainda não identificado, pelo que desde já as desculpas de tão impessoal voto) ferido no passado dia 24. Estamos todos muito preocupados, e achamos grave a agressão ao polícia ferido no cumprimento das suas ordens, ainda que achemos as mesmas de um cariz ainda bastante pouco claro.
Mas temos boas notícias, que são imagens claras e indiscutíveis do agressor, na pessoa de um seu colega, também ainda não identificado. Por ele, e por todos os que foram feridos e violentados no passado dia 24, lembramos do compromisso constitucional que vos rege, o de justiça e de serviço ao povo português. Em nome dessa transparência, agradeço então rigor nesse processo, e pode contar comigo enquanto cidadão informado, cooperante com a reposição de justiça, e do juramento nobre que fez: o de servir e proteger o povo. [Read more…]
A provocação
Nos finais do dia da Greve Geral houve uns incidentes em S. Bento. Nada do outro mundo: manifestação, escaramuças com a polícia, um pouco de sangue e emoção para a abertura dos telejornais. Mas com uma novidade nacional: nesta fotografia vemos dois manifestantes a furar o cordão policial, não vemos?
Não, não vemos. A PSP infiltrou agentes entre os manifestantes, o que parecendo que não dá jeito quando não acontece nada e fazem falta incidentes que ofusquem uma greve geral.
Não vou ter a ingenuidade de atribuir toda a confusão a estes senhores (sei o que é uma manif e como nos tempos que correm são inflamáveis). Mas alguém tinha de acender o fósforo. [Read more…]
Sobre a Greve Geral de 24 de Novembro
Os números da adesão à greve, para mim, actuam como um bálsamo no espírito, ainda se pode ter esperança neste povo: parece que finalmente se começa a entender que este caminho só conduz a mais miséria
Ouvi há pouco um responsável da UE a dizer isto: os portugueses têm que sofrer, e vão ter de sofrer ainda mais, mas esse sofrimento é para terem um futuro melhor…
Isso traduzido é mais ou menos isto: hoje levas porrada mas amanhã o teu corpo todo negro irá certamente trabalhar mais e melhor..; hoje passas fome mas amanhã terás uma saúde de ferro… hoje és roubado mas amanhã terás mais dinheiro…
Mas alguém ainda consegue levar a sério o discurso político desta canalha politica que nos tem governado?
Das duas, uma: ou o discurso político dá uma reviravolta a bem ou terá que dar a mal.
Fazido e mal pago
José Manuel Fernandes escreve, hoje, no Público (em papel), sobre o célebre vídeo da revista Sábado em que estudantes universitários são apanhados a demonstrar uma ignorância que, na sua opinião, se deverá estender a uma geração inteira. No Blasfémias, discorre sobre a greve geral de ontem com o mesmo simplismo, típico de quem descobriu as soluções ou de quem é pago para fingir que as tem. Nesse mesmo texto, JMF é apanhado a usar um particípio passado digno, provavelmente, das respostas dos estudantes que critica: “fazido”. São episódios como este que podem dar mau nome a uma geração inteira.
Fica aqui o excerto:
Felizmente há uma explicação: o povo que não fez greve afinal queria ter fazido greve, mas teve medo. Só um país aterrorizado, depreende-se, é que face a tantas malfeitorias, não começou ainda a protagonizar tumultos “à grega”.
Adenda: felizmente, alguém informou José Manuel Fernandes do erro e, agora, já aparece um “feito” escorreitíssimo no lugar do “fazido” universitário. Não teria ficado mal uma explicação. Para a história, ficam os comentários, se não forem apagados, e o printscreen que se segue.
A greve nunca existiu, a imbecilidade cumpriu a rotina
De acordo com as estatísticas oficiais ontem não fiz greve, a minha escola não esteve fechada, não aconteceu nada. Nada.
Os dados estão disponíveis online, os totais e os parcelares.
Escolas Básicas e Secundárias do Centro em 46724 funcionários 0 grevistas.
Estatisticamente não existo. Estatisticamente como ontem não aconteceu nada espanta-me a indignação de tanto honesto trabalhador que continua por aí vociferando contra a meia-dúzia de perigosos sindicalistas que ontem fez greve, esquecendo o estado em que o país está, a necessidade de pagarmos 34400 milhões de euros só em juros à troika, vamos todos trabalhar, viva a austeridade essa proximidade possível com a penitência e o cilício, produzir mais, muito mais, comer e calar (e escolhi esta ilustração com duplo sentido, é verdade), abrir bem o esfíncter para eles entrarem melhor. Há coisas fantásticas, não há?
Porque fazem os trabalhadores do estado greve e os outros menos?
Eu compreendo a chatice: um homem monta o seu negócio, para o qual necessita de trabalhadores. A coisa corre bem. Um belo dia, já o nosso empreendedor se passeia no seu veículo topo de gama, os colaboradores vão ter com ele e lá se queixam: isto está a correr bem, já era altura de deixarmos de ganhar o salário mínimo. É preciso ter lata, não é?
Aqui há dois finais. Numa sociedade com direitos o empresário vai ter de ceder porque a conversa descamba para uma ameaça de greve, e já não compra este ano o iatezito que tinha em vista. Num país onde existe flexibilidade laboral o patrão despede os filhosdaputa, arranja outros, e compra o barco.
No estado, por enquanto, não se pode brincar assim com a vida de quem trabalha. Nas empresas pode. Chama-se a isto mercado de trabalho. Quanto mais desempregados e leis favoráveis ao empregador tivermos mas barato fica o custo do trabalhador, e mais capital foge patrioticamente para um offshore qualquer.
Por isso a greve geral teve mais peso no sector público do que no privado. Por isso comecei o dia ouvindo na TSF vários personagens que não tinham feito greve, mas ali estavam ao telefone, sabendo-se que para um minuto de antena muito tiveram que esperar. Por isso o facebook estava cheio de gente proclamando o desígnio nacional de trabalharmos mais para pagarmos as dívidas dos outros (BPN, Madeira e restantes larápios). Por isso a blogocoisa de direita (com honrosas excepções citadas pelo Luís M. Jorge) andou em estado de trauliteirismo galopante. Aos auto-proclamados senadores do regime nem pergunto quantos fizeram greve nas suas empresas, que seria perguntar quantos mais desempregados teremos amanhã. A economia é muito simples, os carreiristas duques é que a tornam complicada.
Sim e Não à Greve
Na minha opinião, é necessário protestar, reclamar, é fundamental que nos façamos ouvir. Não é possível ficar calado diante de tanta unanimidade podre, diante das soluções únicas, diante das mentiras e do descaramento de quem tem ocupado o poder. Se as pessoas decidirem que a greve é a melhor maneira de exprimir tudo isso, devem fazê-lo, em consciência, ignorando as vozes que, como de costume, consideram as greves desnecessárias, com os argumentos estafados dos prejuízos na produtividade ou da necessidade de “remarmos todos para o mesmo lado” (frase que ganha um sentido curioso, quando os que a proferem estão a empurrar tanta gente para fora do barco) ou que o exterior está a olhar para nós (e já há cassandras a relacionar a greve geral com a classificação da Fitch). Quando falar não chega, é preciso gritar.
Depois de muitas greves e de manifestações, com resultados nulos ou insignificantes, há quem se sinta desiludido, há quem não se reveja em movimentações que parecem ter-se transformado em rituais que têm como único resultado o anúncio épico de percentagens de adesão, a manutenção do que estava antes e a perda de um dia de salário, para não falar, no caso dos professores, da assinatura de acordos, no mínimo, dispensáveis. É pouco para me convencer a voltar a participar numa greve e, por isso, faltei à chamada e, enquanto sentir o mesmo, continuarei a faltar.
Por, na prática, ser amarelo e, no fundo, ser grevista, tenho consciência de que me arrisco a ser elogiado por aqueles de quem discordo absolutamente e a ser criticado por aqueles com quem concordo em grande parte, mas eu ser elogiado ou criticado não tem importância nenhuma. O que tem importância é saber que não sou o único, o que tem importância é perceber que parte do problema está na voz e que parte está no megafone.
Contas mal contadas
Parece que o correio da manha andou a fazer contas, de cabeça e mal feitas, sobre o número de sindicalistas docentes, e resultou a coisa num número avultado que escandalizou vários idiotas inúteis a até mesmo pessoas de bem, esquecidas de que falamos da profissão com maior número de sindicalizados.
Isto foi assim: ao longo de décadas, para lá das duas federações (e suponho que ninguém vai agora defender a unicidade sindical) foram surgindo uns sindicatozinhos docentes, sem qualquer expressão, e que na verdade serviram para muito má gente fazer a vidinha. Como esses sindicatozinhos na hora negocial assinavam sempre com os governos, os governos fizeram de conta que aquilo representava alguma coisa, e tratavam-nos como sindicatos. Um regabofe. [Read more…]
Pouco falta para não passarmos de um bando de Gregos.
GREVE GERAL
Deus nos valha!
Segundo alguns “heróis”, é mesmo disto que Portugal precisa.
Haja pachorra!
Agua engarrafada, beba da torneira
refrigerantes, beba água
congelados e refeições prontas, coma produtos frescos e faça as suas refeições
espectáculos, vá menos vezes
restaurantes, vá menos vezes ou escolha os “low cost”
frutas e conservas, coma fresca
óleos e margarinas, use azeite e manteiga
etc.
aprenda a poupar e a fazer você mesmo, vai ver que resulta
PIB Portugal 1976-2009, com enquadramento político
Já que se fala no que mudou da primeira greve geral de 1988, aproveito para republicar enquadramento sobre a nossa performance económica no período 1976-2009.
Retomamos a Emissão Dentro de Breves Momentos
Acaba de chegar à redação do Aventar outra notícia importantíssima:
Greve GeralO Governo retomará amanhã as suas habituais funções.
(Cobrar impostos)
Para quando uma greve para resolver estas coisas? (2)
Já se fazia uma greve geral por causa disto, não?
- A Comissão Europeia quer saber o que tem feito o governo quanto à golden share na PT. Se lá lessem o Correio da Manhã nem precisava de perguntar. O Rui Pedro já lá está, com carro e secretária (presumo que com mobília também).
- Parece que há funcionários públicos de primeira de de segunda, já que os do parlamento não vão ser cortados. E nem precisaram de fazer greve.
- Sem mala de cartão mas de mala aviada uma geração de licenciados está a ir-se. Apesar da governativa Paixão Pela Educação, aparenta que não têm em grande conta o prestígio português.
Notícia de Última Hora
Acaba de chegar à redação do Aventar a seguinte notícia importantíssima:
Greve Geral
O Governo aderiu massivamente à Greve Geral convocada para hoje e decidiu não trabalhar; os efeitos nocivos são vários e têm-se intensificado nos últimos 20 anos.
Especialistas apontam como causas prováveis uma excessiva exposição a dinheiro fácil de Bruxelas “a fundo perdido” (colocar ênfase no “perdido“). Para disfarçar o problema, vão ser encomendados nove milhões de computadores Cagalhães e 500 toneladas de vaselina.”
Para quando uma greve para resolver estas coisas?
A CP há décadas que apresenta maus horários em algumas linhas. Isto é um factor crítico para o negócio da empresa e para os resultados desta. Já se falou até da desorganização como decorrente do plano para se privatizar a empresa. O que situaria a origem do caos num passado recente. Acontece que a situação tem barbas. Há 20 anos, nos meus tempos de Coimbra, já a Bifurcação de Lares era o local ventoso de espera por ligações que não foram planeadas correctamente que agora é. Bi-anualmente havia novos horários, os de Verão e os de Inverno. Em cada novo horário, a situação mantinha-se: uma ligação não se fazia por uma questão de minutos, obrigando à espera de quase uma hora pela ligação seguinte. Situação ainda recentemente verificada em Coimbra-B, com a ligação para Coimbra daí a uma hora, tendo uma ligação saído minutos antes.
Melhorar a organização da empresa já podia ser motivo para greve, não podia? Afinal de contas, melhorando a empresa, terá mais lucros e maior margem para aumentos salariais, não é?
Começou a remodelação governamental
O novo secretário de estado da Administração Pública tomou posse, e já fez as primeiras declarações: 
A PSP e a Greve Geral, estamos entendidos
Depois dos intensos treinos na Cimeira da Nato, a PSP intervém na defesa da ilegalidade (uma empresa não pode contratar trabalhadores externos para furar uma greve) e contra o piquete de greve nos CTT de Cabo Ruivo.
O blindado smiley vem já a seguir.
A "função pública do tacho"
Então, e os serviços mínimos na saúde?
O Henrique Raposo está a delirar com febre e ninguém o interna?
Ao defenderem leis laborais ultra defensivas (as mais restritivas do espaço da UE, aliás, do espaço da OCDE), a UGT e a CGTP contribuem para a ausência de criação de novos postos de trabalho, de novas empresas.
Está mal. Ainda é atropelado por um elefante azul na sua própria imaginação.
O Senhor Ministro faz Greve?
Fazer greve é um direito constitucional de alguns cada vez menos trabalhadores.
















Recent Comments