22 de março, greve geral (2)

Fazer política com uma greve geral

Onde é que foram feitas estas duas fotografias? A resposta está a seguir mas procure primeiro formar o seu palpite.

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Sinto-me Tenso com a CGTP e com a EDP

Na próxima Quinta-feira não sei se poderei ir trabalhar. O Metro do Porto falhou-me na última Brincadeira Geral com o Fogo e eu dependo inteiramente dele-Metro para complementar as minhas deslocações a pé diárias, para lá e para cá: 10km são duas horas. [Read more…]

22 de março: Greve Geral (1)

Dizem que a CGTP vai tentar parar o País na quinta-feira

Com uma intenção destas, deve ser por coisa séria. Por isso, fui à fonte ler sobre os motivos das próxima greve geral. São:

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Não Há Nada Como Realmente

Viva, vamos ter uma nova greve geral!

Estes senhores são uns pândegos. Mas a pãndega deles pode lixar o País.

Mais uma vez têm de mostrar que, logo que chegados ao poleiro do poder, são os maiores lá da rua deles, e que eles é que sabem, e que eles é que são bons.
Não descansam enquanto não nos colocam ao lado dos gregos.
Não poderiam aproveitar esta vontade toda e irem trabalhar? É capaz de se arranjar por aí muito para fazer, mesmo que e apesar de, com ordenados baixos,
O que vale é que os Portugueses são mais inteligentes do que eles julgam!
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Carta aberta ao Director Nacional da PSP

Exmo Sr Director Guedes da Silva:

Gostaria antes de mais e na sequência da notícia em anexo de inquirir sobre o estado de saúde do polícia (ainda não identificado, pelo que desde já as desculpas de tão impessoal voto) ferido no passado dia 24. Estamos todos muito preocupados, e achamos grave a agressão ao polícia ferido no cumprimento das suas ordens, ainda que achemos as mesmas de um cariz ainda bastante pouco claro.

Mas temos boas notícias, que são imagens claras e indiscutíveis do agressor, na pessoa de um seu colega, também ainda não identificado. Por ele, e por todos os que foram feridos e violentados no passado dia 24, lembramos do compromisso constitucional que vos rege, o de justiça e de serviço ao povo português. Em nome dessa transparência, agradeço então rigor nesse processo, e pode contar comigo enquanto cidadão informado, cooperante com a reposição de justiça, e do juramento nobre que fez: o de servir e proteger o povo. [Read more…]

A provocação

Nos finais do dia da Greve Geral houve uns incidentes em S. Bento. Nada do outro mundo: manifestação, escaramuças com a polícia, um pouco de sangue e emoção para a abertura dos telejornais. Mas com uma novidade nacional: nesta fotografia vemos dois manifestantes a furar o cordão policial, não vemos?

Não, não vemos. A PSP infiltrou agentes entre os manifestantes, o que parecendo que não dá jeito quando não acontece nada e fazem falta incidentes que ofusquem uma greve geral.

Não vou ter a ingenuidade de atribuir toda a confusão a estes senhores (sei o que é uma manif e como nos tempos que correm são inflamáveis). Mas alguém tinha de acender o fósforo. [Read more…]

Sobre a Greve Geral de 24 de Novembro

Os números da adesão à greve, para mim, actuam como um bálsamo no espírito, ainda se pode ter esperança neste povo: parece que finalmente se começa a entender que este caminho só conduz a mais miséria

Ouvi há pouco um responsável da UE a dizer isto: os portugueses têm que sofrer, e vão ter de sofrer ainda mais, mas esse sofrimento é para terem um futuro melhor…

Isso traduzido é mais ou menos isto: hoje levas porrada mas amanhã o teu corpo todo negro irá certamente trabalhar mais e melhor..; hoje passas fome mas amanhã terás uma saúde de ferro… hoje és roubado mas amanhã terás mais dinheiro…

Mas alguém ainda consegue levar a sério o discurso político desta canalha politica que nos tem governado?
Das duas, uma: ou o discurso político dá uma reviravolta a bem ou terá que dar a mal.

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Fazido e mal pago

José Manuel Fernandes escreve, hoje, no Público (em papel), sobre o célebre vídeo da revista Sábado em que estudantes universitários são apanhados a demonstrar uma ignorância que, na sua opinião, se deverá estender a uma geração inteira. No Blasfémias,  discorre sobre a greve geral de ontem com o mesmo simplismo, típico de quem descobriu as soluções ou de quem é pago para fingir que as tem. Nesse mesmo texto, JMF é apanhado a usar um particípio passado digno, provavelmente, das respostas dos estudantes que critica: “fazido”. São episódios como este que podem dar mau nome a uma geração inteira.

Fica aqui o excerto:

Felizmente há uma explicação: o povo que não fez greve afinal queria ter fazido greve, mas teve medo. Só um país aterrorizado, depreende-se, é que face a tantas malfeitorias, não começou ainda a protagonizar tumultos “à grega”.

Adenda: felizmente, alguém informou José Manuel Fernandes do erro e, agora, já aparece um “feito” escorreitíssimo no lugar do “fazido” universitário. Não teria ficado mal uma explicação. Para a história, ficam os comentários, se não forem apagados, e o printscreen que se segue.

A greve nunca existiu, a imbecilidade cumpriu a rotina

De acordo com as estatísticas oficiais ontem não fiz greve, a minha escola não esteve fechada, não aconteceu nada. Nada.

Os dados estão disponíveis online, os totais e os parcelares.

Escolas Básicas e Secundárias do Centro em 46724 funcionários 0 grevistas.

Estatisticamente não existo. Estatisticamente como ontem não aconteceu nada espanta-me a indignação de tanto honesto trabalhador que continua por aí vociferando contra a meia-dúzia de perigosos sindicalistas que ontem fez greve, esquecendo o estado em que o país está, a necessidade de pagarmos 34400 milhões de euros só em juros à troika, vamos todos trabalhar, viva a austeridade essa proximidade possível com a penitência e o cilício, produzir mais, muito mais, comer e calar (e escolhi esta ilustração com duplo sentido, é verdade), abrir bem o esfíncter para eles entrarem melhor. Há coisas fantásticas, não há?

Porque fazem os trabalhadores do estado greve e os outros menos?

Em Coimbra 10,48% estiveram em greve, segundo o governo

Eu compreendo a chatice: um homem monta o seu negócio, para o qual necessita de trabalhadores. A coisa corre bem. Um belo dia, já o nosso empreendedor se passeia no seu veículo topo de gama, os colaboradores vão ter com ele e lá se queixam: isto está a correr bem, já era altura de deixarmos de ganhar o salário mínimo. É preciso ter lata, não é?

Aqui há dois finais. Numa sociedade com direitos o empresário vai ter de ceder porque a conversa descamba para uma ameaça de greve, e já não compra este ano o iatezito que tinha em vista. Num país onde existe flexibilidade laboral o patrão despede os filhosdaputa, arranja outros, e compra o barco.

No estado, por enquanto, não se pode brincar assim com a vida de quem trabalha. Nas empresas pode. Chama-se a isto mercado de trabalho. Quanto mais desempregados e leis favoráveis ao empregador tivermos mas barato fica o custo do trabalhador, e mais capital foge patrioticamente para um offshore qualquer.

Por isso a greve geral teve mais peso no sector público do que no privado. Por isso comecei o dia ouvindo na TSF vários personagens que não tinham feito greve, mas ali estavam ao telefone, sabendo-se que para um minuto de antena muito tiveram que esperar. Por isso o facebook estava cheio de gente proclamando o desígnio nacional de trabalharmos mais para pagarmos as dívidas dos outros (BPN, Madeira e restantes larápios). Por isso a blogocoisa de direita (com honrosas excepções citadas pelo Luís M. Jorge) andou em estado de trauliteirismo galopante. Aos auto-proclamados senadores do regime nem pergunto quantos fizeram greve nas suas empresas, que seria perguntar quantos mais desempregados teremos amanhã. A economia é muito simples, os carreiristas duques é que a tornam complicada.

Sim e Não à Greve

Na minha opinião, é necessário protestar, reclamar, é fundamental que nos façamos ouvir. Não é possível ficar calado diante de tanta unanimidade podre, diante das soluções únicas, diante das mentiras e do descaramento de quem tem ocupado o poder. Se as pessoas decidirem que a greve é a melhor maneira de exprimir tudo isso, devem fazê-lo, em consciência, ignorando as vozes que, como de costume, consideram as greves desnecessárias, com os argumentos estafados dos prejuízos na produtividade ou da necessidade de “remarmos todos para o mesmo lado” (frase que ganha um sentido curioso, quando os que a proferem estão a empurrar tanta gente para fora do barco) ou que o exterior está a olhar para nós (e já há cassandras a relacionar a greve geral com a classificação da Fitch). Quando falar não chega, é preciso gritar.

Depois de muitas greves e de manifestações, com resultados nulos ou insignificantes, há quem se sinta desiludido, há quem não se reveja em movimentações que parecem ter-se transformado em rituais que têm como único resultado o anúncio épico de percentagens de adesão, a manutenção do que estava antes e a perda de um dia de salário, para não falar, no caso dos professores, da assinatura de acordos, no mínimo, dispensáveis. É pouco para me convencer a voltar a participar numa greve e, por isso, faltei à chamada e, enquanto sentir o mesmo, continuarei a faltar.

Por, na prática, ser amarelo e, no fundo, ser grevista, tenho consciência de que me arrisco a ser elogiado por aqueles de quem discordo absolutamente e a ser criticado por aqueles com quem concordo em grande parte, mas eu ser elogiado ou criticado não tem importância nenhuma. O que tem importância é saber que não sou o único, o que tem importância é perceber que parte do problema está na voz e que parte está no megafone.

Não à Greve Geral

Contas mal contadas

Parece que o correio da manha andou a fazer contas, de cabeça e mal feitas, sobre o número de sindicalistas docentes, e resultou a coisa num número avultado que escandalizou vários idiotas inúteis a até mesmo pessoas de bem, esquecidas de que falamos da profissão com maior número de sindicalizados.

Isto foi assim: ao longo de décadas, para lá das duas federações (e suponho que ninguém vai agora defender a unicidade sindical) foram surgindo uns sindicatozinhos docentes, sem qualquer expressão, e que na verdade serviram para muito má gente fazer a vidinha. Como esses sindicatozinhos na hora negocial assinavam sempre com os governos, os governos fizeram de conta que aquilo representava alguma coisa, e tratavam-nos como sindicatos. Um regabofe. [Read more…]

Pouco falta para não passarmos de um bando de Gregos.

GREVE GERAL

É MESMO DISTO QUE PORTUGAL PRECISA!
Força, p´rá frente co’a  paragem de toda a gentinha deste pobre País.
O último a sair que faça o favor de fechar a porta (por causa das correntes de ar).
ESTAS CENTRAIS SINDICAIS É QUE A SABEM TODA! (Excepto trabalhar, claro!)


Deus nos valha!
Segundo alguns “heróis”, é mesmo disto que Portugal precisa.
Haja pachorra!

Agua engarrafada, beba da torneira
refrigerantes, beba água
congelados e refeições prontas, coma produtos frescos e faça as suas refeições
espectáculos, vá menos vezes
restaurantes, vá menos vezes ou escolha os “low cost”
frutas e conservas, coma fresca
óleos e margarinas, use azeite e manteiga
etc.
aprenda a poupar e a fazer você mesmo, vai ver que resulta

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Greve geral, e tapar o sol com uma peneira de malha larga

Segundo os dados do ministério, 23 por cento dos professores fizeram greve, um número que sobe para os 38 por cento no caso do pessoal não docente.

PIB Portugal 1976-2009, com enquadramento político

Já que se fala no que mudou da primeira greve geral de 1988, aproveito para republicar enquadramento sobre a nossa performance económica no período 1976-2009.

Retomamos a Emissão Dentro de Breves Momentos

Acaba de chegar à redação do Aventar outra notícia importantíssima:

Greve Geral

O Governo retomará amanhã as suas habituais funções.
(Cobrar impostos)

Para quando uma greve para resolver estas coisas? (2)

Já se fazia uma greve geral por causa disto, não?

  • A Comissão Europeia quer saber o que tem feito o governo quanto à golden share na PT. Se lá lessem o Correio da Manhã nem precisava de perguntar. O Rui Pedro já lá está, com carro e secretária (presumo que com mobília também).
     
  • Parece que há funcionários públicos de primeira de de segunda, já que os do parlamento não vão ser cortados. E nem precisaram de fazer greve.
     
  • Sem mala de cartão mas de mala aviada uma geração de licenciados está a ir-se. Apesar da governativa Paixão Pela Educação,  aparenta que não têm em grande conta o prestígio português.

Notícia de Última Hora

Acaba de chegar à redação do Aventar a seguinte notícia importantíssima:
Greve Geral
O Governo aderiu massivamente à Greve Geral convocada para hoje e decidiu não trabalhar; os efeitos nocivos são vários e têm-se intensificado nos últimos 20 anos.
Especialistas apontam como causas prováveis uma excessiva exposição a dinheiro fácil de Bruxelas “a fundo perdido” (colocar ênfase no “perdido“). Para disfarçar o problema, vão ser encomendados nove milhões de computadores Cagalhães e 500 toneladas de vaselina.”

Pedimos as Maiores Desculpas

Para quando uma greve para resolver estas coisas?

A CP há décadas que apresenta maus horários em algumas linhas. Isto é um factor crítico para o negócio da empresa e para os resultados desta. Já se falou até da desorganização como decorrente do plano para se privatizar a empresa. O que situaria a origem do caos num passado recente. Acontece que a situação tem barbas. Há 20 anos, nos meus tempos de Coimbra, já a Bifurcação de Lares era o local ventoso de espera por ligações que não foram planeadas correctamente que agora é. Bi-anualmente havia novos horários, os de Verão e os de Inverno. Em cada novo horário, a situação mantinha-se: uma ligação não se fazia por uma questão de minutos, obrigando à espera de quase uma hora pela ligação seguinte. Situação ainda recentemente verificada em Coimbra-B, com a ligação para Coimbra daí a uma hora, tendo uma ligação saído minutos antes.

Melhorar a organização da empresa já podia ser motivo para greve, não podia? Afinal de contas, melhorando a empresa, terá mais lucros e maior margem para aumentos salariais, não é?

Começou a remodelação governamental

O novo secretário de estado da Administração Pública tomou posse, e já fez as primeiras declarações:

“Neste momento, temos um nível de adesão na casa dos 19,4 por cento no número de trabalhadores na adesão à greve, o que nos aponta para a casa dos 73.546”

A Dança do Desamparado

A PSP e a Greve Geral, estamos entendidos

Depois dos intensos treinos na Cimeira da Nato, a PSP intervém na defesa da ilegalidade (uma empresa não pode contratar trabalhadores externos para furar uma greve) e contra o piquete de greve nos CTT de Cabo Ruivo.

O blindado smiley vem já a seguir.

A "função pública do tacho"

o tacho

Em dia de greve geral, há função pública na rua. Mas qual?

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Então, e os serviços mínimos na saúde?

O Henrique Raposo está a delirar com febre e ninguém o interna?

Ao defenderem leis laborais ultra defensivas (as mais restritivas do espaço da UE, aliás, do espaço da OCDE), a UGT e a CGTP contribuem para a ausência de criação de novos postos de trabalho, de novas empresas.

Está mal. Ainda é atropelado por um elefante azul na sua própria imaginação.

Farão Greve?

Os desempregados do meu país. São muitos, pr’aí uns 150.000!

O Senhor Ministro faz Greve?

Fazer greve é um direito constitucional de alguns  cada vez menos trabalhadores.