Thomas Massie já era uma estrela do partido republicano quando Trump ainda comprava e votava em candidatos democratas.
Fervoroso opositor do intervencionismo militar, adepto do controle da despesa e de um governo limitado nos seus poderes, Massie foi e é o enfant terrible do Partido Republicano, mas não era um problema para Donald Trump.
Sobretudo se Trump tivesse cumprido o que prometeu.
Mas Trump não só não cumpriu, como, em muitos casos, fez o exacto aposto daquilo que prometeu em campanha.
O caldo começou a entornar-se quando Massie decidiu exigir toda a verdade sobre os ficheiros Epstein. E agravou-se com a oposição à Guerra do Irão e com a denuncia de um alegado “takeover” da administração Trump e do Tesouro Americano por parte do Estado de Israel, representado nos EUA pela poderosa e opaca AIPAC. Thomas Massie cumpriu a sua promessa eleitoral. Donald Trump, que fez campanha a prometer revelar os ficheiros, acabar com as forever wars e meter todas as fichas no America First, não.
A obliteração de Thomas Massie
Irão, China e Jeffrey Epstein entram num bar israelo-americano

Não choro a morte de Ali Khamenei. Um fanático totalitário a menos causa-me zero comoção. E já foi tarde.
Digo mais: por mim arranjava-se uma daquelas bombas do Gajo de Alfama, que fosse lá pelo cheiro a fundamentalista religioso, e antecipava-se o encontro com o Criador a todas as criaturas sedentas de o encontrar e de nos levar com elas. Independentemente da religião. Win-win.
O regime iraniano é execrável. E é também um produto directo da política externa norte-americana, parido pelo mesmo golpe de Estado que, em 1953, derrubou Mohammed Mossadegh. Seja como for, o fim do regime dos ayatollahs seria uma excelente notícia para qualquer pessoa que tenha a Liberdade como valor inalienável, mas a morte de Ali Khamenei não o garante.
Nova Ordem Mundial

Ainda sou do tempo em que Donald Trump era diferente dos outros, garantiam milhares de trumpettes no país e no mundo.
Ia acabar com a guerra na Ucrânia da noite para o dia, até se tornar mordomo de Vladimir Putin.
Ia denunciar pedófilos e revelar os ficheiros Epstein, até perceber que o seu nome aparecia muitas vezes nos documentos sobre o maior escândalo de pedofilia da história.
Ia defender os valores cristãos até transformar o velório de Charlie Kirk no Super Bowl neofascista.
Ia drenar o pântano até perceber que podia transformar os EUA numa oligarquia onde o nepotismo e as suas amizades pessoais seriam critério de selecção. E assim foi.
Ia acabar com a corrupção, mas depois percebeu que podia lucrar com ela e optou antes por normalizar o suborno e a usar a presidência para corromper e ser corrompido.
Ia combater as elites, mas mudou de alvo e decidiu combater a sobrevivência do americano médio para dar borlas fiscais aos mais ricos entre os mais ricos.









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