A extrema-direita a meter o focinho de fora

Jaime Nogueira Pinto votaria em Bolsonaro. Afirma que as declarações do facho são uns meros “excessos retóricos” e que a esquerda apenas anda a tecer um “processo de intenções”. Face ao que o facho brasileiro tem dito sobre a intenção de silenciar os seus opositores políticos e dado o apoio sem reticências do Nogueira Pinto a este candidato, é a altura certa para pedir uma actualização de posições quanto ao tema “ai jesus que calaram o Jaime”. Chamam-se a recepção os excitados Mário Amorim Lopes, Rui Carmo, ente outros, incluindo toda a redação do Observador.

Entre rodriguinhos, Luís Nobre Guedes diz que iria votar no Bolsonaro, caso fosse brasileiro, por causa da corrupção do PT. Vejamos, este é um destacado membro do partido onde o Jacinto Leite Capelo Rego doou um milhão de euros ao CDS em notinhas. Foi o ex-ministro do ambiente que assinou o despacho que deu origem ao caso Portucale. Pertence ao partido onde os submarinos comprados por Portas tiveram condenados por corrupção na Alemanha, sem que ninguém tenha sido condenado em Portugal.

Por fim, há Cristas e o seu apoio dissimulado. Mais virão, ou não tivesse uma multidão passado de salazaristas a democratas num espaço de horas em 1974.

Jaime Nogueira Pinto

Então, já chamaram o Voltaire?

Jaime Nogueira Pinto falará em liberdade

Na Associação 25 de Abril. Obrigado ao Vasco Lourenço!

Erro crasso e perigoso

Jaime Nogueira Pinto terá sido impedido de dar conferência na Universidade Nova de Lisboa.

Fotografia PÚBLICO

TVI24, a comemorante

nogueira pintoJaime Nogueira Pinto é salazarista. É e sempre foi. Não o escondia dantes, não o esconde hoje. Mas a TVI, com aquela pulsão tão ao estilo Correio da Manhã, gosta de temperar as suas iniciativas com um toque de escândalo que, no pequeno cérebro dos seus editores, dá um je ne sais quoi de estimulante nojo às suas produções. Assim, para “debater” o 25 de Abril, nada como convidar jurados inimigos da revolução. Não questiono o direito de JNP acalentar os seus devaneios coloniais, mas já ter de aturar as suas tiradas de “saudade do império colonial” que o Jaime promove a sua “utopia pessoal” e cuja perda reputa como a sua mais relevante recordação do 25 de Abril, é demasiado indigesto. Isto perante a perplexidade do pobre Eduardo Lourenço, que bem faria em escolher melhor as companhias para estas andanças. E a procissão ainda vai no adro. Não falta quem queira transformar esta festa numa vingança. O próprio banqueiro vigarista Jardim Gonçalves já decretou, há dias, que o 25 de Abril está arrumado. Por esta semana, é a segunda vez que suporto as catilinárias do Nogueira Pinto. Não tardarão a aparecer outros democratas de (28) Maio. As comemorações televisivas vão de vento em popa. No que mostram e, sobretudo, no que escondem.

É verão

Mário Crespo entrevista Jaime Nogueira Pinto sobre os problemas da democracia. Jaime Nogueira Pinto e democracia na mesma frase. Devo ter apanhado sol hoje.

Até chegava a explicar aos opositores por que razão eram presos e torturados

Jaime Nogueira Pinto. “Salazar em ditadura explicava tudo o que estava a fazer”