Esta é a minha gente. À Porto!

Assisti, pela televisão relacionada com o clube maior da cidade do Porto, ao jogo entre o FCP e o SLB, em andebol, que conferiu aos dragões o hexacampeonato. Os atletas tinham acabado de entrar no reservado palco da história maior do clube, os recordes, os directores acotovelavam-se para cumprimentarem o Presidente, o Presidente desfazia-se em cumprimentos e abraços, os atletas saltavam, o treinador vestia a camisola de um campeão que vai partir para a Polónia, até que surge na pantalha o momento sublime da tarde: perdido algures na assistência, o grande capitão de Viena, João Pinto, limpava as lágrimas enquanto perpassava pela sua cara o supremo sopro da emulação clubista. [Read more…]

Porra!, esqueceram-se da Ruth Marlene

ruth marlene

João Pinto e Jorge Gabriel candidatos do PSD a freguesias do Porto. Porra!, esqueceram-se da Ruth Marlene.

Dicionário do futebolês – remate denunciado

João Pinto, antigo defesa direito do Futebol Clube do Porto, considerou que “Prognósticos só no fim do jogo” é a sua melhor tirada. A verdade é que esta frase, ainda que involuntariamente, constitui uma lição que deveria ser aproveitada pelos comentadores de futebol.

De uma maneira geral, o comentador de futebol gosta de se apresentar como um adivinho, sendo vulgar ouvi-lo antever os actos dos futebolistas ou as decisões dos treinadores. É por isso que podemos ouvir frases como “O jogador vai rematar eeeee… passou a bola ao colega.” Sendo certo que o futebol resulta de treino constante, não se confunde com o xadrez, porque o tempo para pensar é muito menor. Logo, querer saber aquilo que um futebolista vai fazer, quando o próprio não sabe, até pode passar por falta de respeito.

O comentador, na realidade, deveria emitir juízos sobre o que se passou e não sobre o que ainda não aconteceu. No entanto, mesmo quando fala do passado, não consegue deixar de tornar implícito que já sabia que o acontecido tinha de acontecer.

A expressão hoje dicionarizada é muito usada para explicar por que razão uma grande penalidade foi defendida. Vários guarda-redes já explicaram de que modo conseguem fazê-lo, sendo unânimes na afirmação de que a pressão está toda sobre quem marca. Na maior parte dos casos, o homem da baliza escolhe um lado e lança-se o mais tarde possível. Quando a bola vai ao seu encontro, a remate foi denunciado; se, por acaso, a bola e o guarda-redes se desencontrarem, o avançado passa a ter mérito absoluto. [Read more…]

Dicionário do Futebolês – saltar mais alto

Na maioria das vezes em que há um golo de cabeça, a explicação mais utilizada é “Fulano saltou mais alto”. Rui Veloso chega mesmo a cantar o voo de Jardel sobre os centrais.
A verdade é que se cabecear dependesse apenas ou sobretudo da capacidade de elevação, Javier Sottomayor teria sido ponta-de-lança. Se ser alto fosse suficiente para se ser um bom cabeceador, Shaquille O’Neal poderia ser um dos melhores. Se os atributos físicos fossem tão determinantes, um certo Martin Pringle que passou pelo Benfica teria sido um dos maiores cabeceadores de todos os tempos, em vez de ter sido uma dor de cabeça para os benfiquistas. No entanto, para se jogar bem de cabeça é fundamental saber usar a cabeça.

Uma boa questão:

“Miguel Dias Aventa:
Bem vindo ao balneário.
Em que posição joga? à frente, atrás. Esquerda, direita? Ou é um polivalente?”

Ora aqui está uma bela questão…
Devido ao tamanho avantajado do meu abdómen tinha por hábito jogar numa de duas posições, a saber: ou na baliza ou na frente (na chamada “mama” que correr nunca foi o meu forte). Quando na frente, costumava flectir para a direita. Mesmo que por vezes fosse tentado a, copiando as palavras do Grande Capitão João Pinto, chutar com o pé mais à mão.
Agora, pulidovalente não. Sou um pouco mais optimista. Ou idiota. Depende da perspectiva.