Excelência cívica

Na disciplina de corrupção passiva, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e abuso de poder os alunos só podem ter razão para obterem as melhores as notas…

Esta desfaçatez é apenas suplantada pela falta de exigência cívica dos seus eleitores. Cada autarquia tem os mestres que merece.

Crónicas do Rochedo XVI – O algodão não engana…

18274761_10156047120311521_4734376433602392776_n

Ontem escrevi um post sobre o facto de Rui Moreira se ter divorciado do PS. Um dos comentários com que fui brindado no facebook foi:

O problema do teu post, Fernando, é que partes dos princípio que o Rui Moreira funciona segundo os cânones da política partidária. Rui Moreira sempre deixou claro que contava com Pizarro por uma questão de lealdade política, por ter sido um bom parceiro durante o mandato, e que aceitava o apoio do PS nesse pressuposto. Traçou linhas vermelhas na sua relação com os partidos, aceitando o apoio de quem subcrevesse as regras. Violadas as regras, de forma reiterada, assumiu as consequências. Não há nem manha nem calculismo” – Rodrigo Adão da Fonseca.

Ora então, passadas 24 horas, o que temos?

[Read more…]

Crónicas do Rochedo XV – De uma decisão há muito tomada…

Captura de ecrã 2017-05-05, às 13.39.24

Rui Moreira não precisou do PS para ganhar as eleições autárquicas no Porto em 2013. Só precisou no dia seguinte. Para ter uma maioria estável e governar na paz do Senhor durante os quatro anos do seu mandato. Será que precisa para ganhar as eleições deste ano?

Obviamente que não. Nem do PS nem do PSD e muito menos do Bloco ou da CDU. Para ganhar não precisa. Mesmo para governar tenho dúvidas pois estou convencido que, sozinho, consegue os 44% mínimos para ter maioria absoluta. Mas já estive mais convencido disso há uns meses do que hoje por um motivo muito simples: a abstenção fruto do “já ganhou”.

[Read more…]

Jornalismo precário e dependente

O Primeiro-Ministro António Costa, na comunicação de Natal destacou duas dimensões da nossa vida comum: a precariedade laboral e a educação. Ontem a Comunicação Social fez o favor de mostrar a importância de ambas – o não-caso de Vila Nova de Gaia e a escuta a Santos Silva mostram como o jornalismo português está demasiado dependente de interesses, eventualmente diversos e onde a boa-educação está, há muito, à margem da profissão.

Em Gaia, à falta de melhor, uma jornalista resolveu escrever um conjunto de falsidades e, sabendo eu, que a jornalista teve acesso documental à informação verdadeira, pergunto:

-em que momento a senhora se esqueceu da sua carteira profissional? No momento em que talvez se fosse vingar de algum acontecimento passado? Ou no momento em que talvez estivesse a ajudar alguém?

Aliás, também Os truques da imprensa questiona a jornalista:

“1. Ou Margarida Gomes não sabia do arquivamento, o que é pouco verosímil, tendo em conta que a jornalista terá contactado o DIAP para confirmar a existência da queixa e, se sabia da queixa, sabia necessariamente também do seu arquivamento.

2. Ou Margarida Gomes preferiu nunca mencionar de forma explícita o arquivamento da queixa, optando por deixar no ar uma eventual investigação em curso, favorecendo a sua narrativa e o enviesamento do caso e utilizando para isso uma redacção ardilosa ou mesmo manhosa (o que significa uma queixa “estar” no DIAP? Pode incluir “estar” (arquivada) no DIAP? Num caixote do lixo? Numa gaveta? Ou em fase de inquérito?”

Uma coisa dou como certa, Jornalismo, não é de certeza e a ética não se faz assim.

Percebo a banhada autárquica que se aproxima do PSD e até imagino como gostariam de recuperar Gaia, mas não creio que seja a sul do Porto que a cavalgada de Rui Rio para a liderança laranja vai ser questionada. A derrota do PSD e de Passos Coelho vai mesmo acontecer e Rui Rio vai chegar lá, mas não creio que esse seja um problema de Gaia. Logo, não creio que este tipo de notícias tenha uma génese partidária. Nacional, claro. [Read more…]

Radicalismo sem amor

Ao cuidado dos lisboetas, em particular aqueles que residem nos bairros sociais da cidade. Não se deixem enganar.

Video: Luis Vargas@Geringonça

O Tino está de volta

Penafiel nunca mais será a mesma.

Uma sugestão para a playlist de Eduardo Vítor Rodrigues

evrmac

Na hora do almoço, enquanto conduzia, dei por mim a ouvir a playlist de Eduardo Vítor Rodrigues, autarca de Vila Nova da Gaia, na TSF. Devo confessar que fiquei bastante surpreso, não pela escolha musical, que até me pareceu bastante agradável, mas pela ausência de uma dedicatória a Marco António Costa, esse grande obreiro da catástrofe financeira na CM da Gaia. [Read more…]

Porto e Gaia, muito mais que um Rio… a separar

De lugares comuns está a blogosfera cheia e poderia aqui recorrer ao chavão de que o rio une, não separa e tal… Mas, a unanimidade instalada em torno de Rui Moreira não permite a similitude total entre as duas realidades políticas das margens, esquerda e direita, da foz do Douro.

Do lado direito, Rui Moreira acaba de receber o apoio do PS e estarão a caminho outro tipo de apoios. Sinto-me tentado a partilhar da opinião do Ricardo no Manifesto74. Não tanto porque sinta como obrigatória a apresentação de uma candidatura do PS a todas as autarquias, mas porque é do debate que nasce a Luz. O Porto vive uma encruzilhada civilizacional – com a crescente presença do Turismo em todas as dimensões da cidades, importa equacionar os caminhos a seguir, nomeadamente no que aos residentes diz respeito. Nunca, em Democracia, o silenciamento que o unanismo provoca pode ser uma opção. E, só por isso, seria mais interessante o aparecimento de ideias e projectos com olhares diferentes para a cidade, que, de uma maneira ou de outra, tem um papel central no futuro do nosso país. Percebo, de qualquer moda a coerência de Manuel Pizarro que abraçando de corpo e alma a cidade durante quatro anos preferiu seguir este caminho, claramente, coerente – admito, até, que no seu lugar tomaria exactamente a mesma opção. Mas e permita-me, caro leitor, que leve o texto para o território das emoções: gostaria de ver mais opções para o Porto. [Read more…]

Aquele momento em que Marques Mendes me obriga a concordar com ele

mm

Nem é por se mostrar surpreso com o bom desempenho da Geringonça. Acho que a supresa é mais ou menos generalizada, não só pela aparente solidez do acordo de incidência parlamentar, mas principalmente porque, com a excepção da questão do crescimento e da trajectória ascendente da dívida pública, que de resto não parou de subir durante o consulado de Passos e Portas, a governação de António Costa até tem apresentado alguns resultados interessantes e inesperados, nomeadamente no que diz respeito aos números do défice.  [Read more…]

Sobre radicais idiotas

idiota

(na falta de foto do nosso conterrâneo idiota, deixo-vos uma outra, de um jovem igualmente idiota)

De toda uma panóplia de idiotas que anda por ai a pregar o evangelho de Adolf, de Kiev ao Funchal, passando por todos os Mários Machados desta vida, existe um idiota que se quer destacar dos outros idiotas. O seu nome é Luís da Silva Canedo e a idiotice que nos apresenta é de um nível de execução só possível aos mais exímios praticantes da idiotice.

Ora o senhor Luís é candidato da Frente Nacional nas autárquicas francesas. Este indivíduo, emigrado em França há 20 anos e sem ter requerido, até ao momento, nacionalidade francesa, assume-se como admirador de Marine Le Pen, a mulher que quer limpar o país dos infames emigrantes, grupo no qual se inclui o indivíduo que a admira. Um idiota masoquista portanto.

[Read more…]

Eusébio, Sócrates e as autárquicas

far_west__cowboys__by_dibuganya-d5fjq9p

Confesso que a polémica sobre o que José Sócrates disse na RTP me estava a passar ao lado. Não vi o programa e o que vi nas redes não foi suficiente para me despertar a curiosidade. No caso de José Sócrates atingiu-se um ponto tal que mais parece uma discussão Porto-Benfica. A racionalidade da coisa perdeu-se pelo caminho.

Porém, agora mesmo, nas redes sociais, dei de caras com um post do Domingos Amaral. Fiquei a pensar. Esta história, aparentemente desmontada pelo autor, fez-me recuar ao período eleitoral autárquico de 2013 e o que se passou nas redes sociais. Para não ser acusado de exagero direi que em todos os distritos (desconfiando que foi mesmo em todos os concelhos) existiam páginas de facebook falsas e blogues anónimos de campanhas negras. Recordo o caso do Porto com o famoso “menezolândia” ou o “libertem o JN”. Aliás, Luís Filipe Menezes foi, provavelmente, o candidato autárquico mais atingido por este tipo de campanhas a nível nacional. Eram plantadas frases retiradas do seu contexto, criadas novelas  e facilmente a mentira era transformada na mais pura das verdades e convenientemente espalhada por profissionais e por incautos ingénuos.

Perguntam, como se combate semelhante? Nesta era em que a força das redes sociais e em especial do facebook atingiu, em Portugal, semelhante grau de importância/audiência torna-se quase impossível.

A melhor forma de combater a manipulação, como escrevi num outro blogue sobre outro caso/tema conexo, é não a ignorar e procurar não ser ignorante. Ou seja, a melhor forma de a combater passa pela procura da informação, do conhecimento. A ignorância é a melhor arma da manipulação. A comunicação política sempre assentou na tentativa da manipulação. Umas vezes tragicamente negativa, outras francamente positiva e sempre, mesmo sempre, fruto da falta de informação do receptor.

Ora, o texto de Domingos Amaral é disso um bom exemplo. Era tão simples saber que nesses anos os estudantes tinham aulas ao sábado. Era tão simples primeiro procurar a informação e só depois comentar. Mas não. A lógica nas redes sociais é primeiro atirar e perguntar depois. Como no velho oeste.

Como escrevi noutro post, sobre um outro caso de aparente manipulação nas redes: “A comunicação está a mudar, habituem-se”. O problema é que a malta não se quer habituar e prefere continuar a nadar na ignorância. É Portugal no seu melhor…

Tomada de posse #2

Eduardo Vítor Rodrigues é o novo Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e está, neste momento, a tomar eduardo-vitor-rodrigues-e7e6posse.

Escrevo sobre Gaia há muitos anos e por isso sinto uma enorme expectativa neste mandato do Professor Eduardo Vítor. Sente-se nas pessoas uma esperança numa forma diferente de fazer política.

Confesso que fiquei muito contente com a vitória em Gaia, quase tanto como com as derrotas de Carlos Abreu Amorim, aqui em Gaia e Luís Filipe Menezes no Porto.

O projecto que ambos desenharam foi pelo voto abaixo e isso foi uma expressão fantástica da força do povo. Esta gente tinha para o Grande Porto e para todo o norte um projecto de poder muito delicado, que felizmente foi derrotado. A cambada que vivia à custa da autarquia de Gaia estava-se a preparar para ampliar o seu território e o povo percebeu isso. Foram os concertos com o Rui Veloso ou com o Quim Barreiros, os porcos, as facturas de cartazes do Porto que chegaram a Gaia, as nomeações de Presidentes de Junta para cargos nas Águas de Gaia, enfim, uma lista sem fim de trapalhadas que, finalmente, estão atiradas para longe.

Costumo perguntar aos  putos o seguinte:

– se um buraco demora uma hora a fazer, quanto tempo demora a fazer meio buraco?

Palpita-me que em Gaia não vão faltar buracos e buracões, mas agora é a nossa hora – a hora dos Gaienses, pessoas normais que assumem a gestão da sua terra. Vamos a isto!

Boa sorte Eduardo Vítor!

Coisas

Vamos lá ver se compreendemos uma coisa básica sobre Oeiras.

O facto de Oeiras ser o Concelho com maior número de licenciados não significa que todo o Concelho seja licenciado ou que todos os licenciados tenham votado no Isaltino/Paulo Vistas ou mesmo que os licenciados sejam uma maioria na população do Concelho.

Segundo, se devemos responsabilizar as pessoas que votaram no Paulo Vistas – e ainda bem que o fazemos – devemos pensar bem nesta coisa de colocar um homem que foi presidente da Câmara de Santarém durante anos como candidato à presidência da Câmara de Oeiras. É a mesma lógica Seara/Costa. Não faz sentido. A estratégia não resulta. O que não significa que as pessoas que votam em Vistas não deviam ter vergonha mas vergonha também devia ter o PSD que depois de 40 anos de Democracia devia ter um bocadinho mais de respeito pelos eleitores.

Gajos que são eleitos

O voto do povo de Leça elegeu  o Ricardo Santos

ricardo  santos

jovem, comuna, sexy, escreve no Aventar.

Parabéns Ricardo.

Por que razão voto Marco Martins para a Câmara de Gondomar

Conheci o Marco Martins em 1993, era ele um adolescente de 14 anos no 9.º ano da Escola Secundária de Rio Tinto e eu um jovem estagiário de História. Não cheguei a ser professor da turma, embora lhe tivesse dado algumas aulas por via do «intercâmbio» de turmas que se ia fazendo entre os elementos do Grupo de Estágio.
Confesso que não me lembro dele nessa altura e que nem sequer sabia que o conhecia quando o contactei, como Presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, para que resolvesse o problema do estacionamento selvagem em cima do passeio na minha rua, uma das mais movimentadas da freguesia. Porque quem devia resolver o problema, a Câmara, nunca respondeu aos meus pedidos, teve de ser a Junta a chegar-se à frente, com os seus parcos recursos, e a colocar meia dúzia de pilaretes na parte mais complicada da artéria em questão.
Devia ser encarado com naturalidade, o facto de um autarca resolver o problema legítimo de um munícipe. Mas como em Portugal não é natural, fiquei agradavelmente surpreendido. Da mesma forma que fiquei surpreendido quando vi o Presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto a entrar em casa do meu sogro, como Bombeiro Voluntário, para levá-lo de Urgência ao Hospital numa das suas habituais crises de DPOC.
Apesar disto tudo, à excepção dos cumprimentos de circunstância – na Junta, na rua ou no Ginásio – nunca falei com o Marco Martins. Nunca me dirigi pessoalmente a ele para lhe agradecer a forma como tem governado aquela que é uma das maiores Juntas de Freguesia do país. A forma como tem posto os interesses dos riotintenses em primeiro lugar. Eu que até sou um riotintense emprestado, que sempre votei no Porto e que só passei a fazê-lo em Rio Tinto porque fui obrigado.
E no entanto, não é por nada disto que voto em Marco Martins no próximo Domingo. Propositadamente, não digo que voto no PS. Porque na hora de pôr a cruzinha, vou tentar que o sapo não me seja muito indigesto. Votei PS uma vez na vida, na primeira de António Guterres, e jurei para nunca mais. [Read more…]

Em Gondomar

está resolvido – adeus Major!

Com Deus e com o Diabo

Meu caro, grato pela réplica, permite-me que retribua mantendo a discórdia.

Infelizmente, goste-se ou não, no próximo Domingo todos vão querer saber duas coisas:

– quem ganhou e quem perdeu na sua terra;

– quem perdeu e quem ganhou no país.

E, queiras ou não, o PSD e o CDS vão dizer que o povo deu um voto de confiança às políticas que estão a ser seguidas e os partidos da oposição irão dizer que os resultados são um claro voto de protesto – falta saber apenas a cor do cartão, amarelo ou vermelho.

Dirás que a escolha do meu Presidente de Junta não pode ser exclusivamente dependente dos factores nacionais – subscrevo. Mas a dimensão nacional é mais um dos argumentos que deve pesar no momento do voto. Porque se há quem vote com o porco no espeto ou a ouvir Quim Barreiros, há quem faça as suas opções com base noutro tipo de argumentos. Eu próprio já assisti a vários encontros desse tipo e reconheço o mérito que têm, até porque levam alegria ao povo – e como ele precisa dela. O que não posso subscrever é a dificuldade de fazer uma campanha nessas condições. Difícil seria o Marco António e o Carlos Abreu Amorim irem, na próxima segunda de manhã, de madrugada para a porta do Centro de Emprego na Avenida da República falar com quem lá passa a noite – aí, sim, seria uma prática digna de aplausos. Agora, política como a que o PSD está a fazer? Difícil?

Mas, há outro motivo de discórdia – o comportamento dos dirigentes do PSD aflitos com o que aí vem – dois ou três exemplos: [Read more…]

A veia artístico/cultural do PSD de Lagos

O Laboratório de Actividades Criativas, em Lagos, a cuja direcção me orgulho de pertencer, tem promovido ao longo dos últimos anos uma residência artística dedicada à Arte Urbana. Como consequência, a cidade de Lagos conta hoje com uma colecção de arte urbana de que poucas se podem gabar – especialmente cidades de dimensão comparável -onde pontuam nomes como os portugueses Paulo Arraiano, Gonçalo Mar, Daniel Heime, Pantónio, Jorge Pereira ou os artistas internacionais António Bokel, Vasmoulakis, Seiner, C215, Bezt ou ROA.

Este ano lançámos mais uma edição que inicia exactamente hoje e conta com autores como Add Fuel, Draw, Natalia Rak, Onur, Samina e Wes 21 além dos já referidos Bezt ou ROA.

Mas não é esta a notícia (podia bem sê-lo).  Há pouco mais de duas semanas, ROA, um dos mais conceituados artistas mundiais de arte urbana, executou dois murais na cidade de Lagos a nosso convite, que funcionaram como “entrada” para a edição que hoje começa. Eis um desses murais:

ROA - flamingo - Lagos, Portugal

Ora, hoje mesmo, pela manhã, o PSD de Lagos, cujo programa eleitoral, entre o bla-bla do costume, diz respeitar muito as associações locais e declara ter como preocupação muito importante a cultura e as artes, assoberbado pela febre comunicativa que nestas alturas dá aos partidos, esqueceu-se do seu programa e decidiu que os seus próprios “artistas” valiam mais, eram mais estéticos e importantes do que um pobre flamingo de pernas para o ar.

Vai daí, e como, a julgar pelo slogan, está a resolver resolver coisas, resolveu fazer isto, danificando mesmo a pintura: [Read more…]

Também tu? E tu?

Estou longe, felizmente muito, de perceber o que é uma swap. Dá para perceber que é uma forma de alguns ganharem dinheiro à custa do Estado. Sempre em grande quantidades e por isso passível de distribuições generosas pelos amigos.

visao

E, se Rui Machete é o exemplo supremo do centrão Luso, não deixei de me espantar com o PSD ontem. Fiquei de boca aberta quando vi o Marco António  a falar destas coisas. É que também por cá, por Gaia, há muito que se fala da relação impossível entre Menezes e as boas contas, bem como das Swaps que Guilherme Aguiar (Vereador PSD) seria responsável. A visão de hoje confirma e demonstra o que todos já sabiam – Guilherme Aguiar, uma das escolhas do PSD para Gaia, é responsável por uma boa parte dos problemas financeiros de Gaia. E, se foi assim como Vereador, o que poderia acontecer, na Presidência? [Read more…]

Se o PSD diz

Quem sou eu para duvidar?
psgaia

E, já agora, a malta do PSD já se decidiu?

De manhã andam com um, supostamente independente, para a Câmara e à tarde aparecem com outro, do partido, para a Junta…

Vão levar a candidatura até ao último lugar do pódio ou  vão mudar de candidato para, juntando dois perdedores, conseguirem um resultado um pouquito menos mau?

Sondagem em Gaia

As sondagens são bissexuais, só pode  – estou absolutamente convencido que dão para os dois lados, mas servem vários aogaia mesmo tempo, o que as tornam uma espécie de meretriz bissexual. Sim, afinal, os seus préstimos são pagos por várias entidades, ou não?

As Brízidas Vaz da política são usadas por uns, os que estão em cima, como uma confirmação do caminho percorrido. Os outros, os que ficam por baixo, olham e coiso, ela é isto e ela é aquilo. E, são mesmo.

No entanto, não deixa de ser curiosa a parcialidade da análise – quando dá jeito, eis que os números mostram a qualidade de um candidato e da sua máquina. Quando o resultado sai furado, a máquina continua a caminhar para a excelência, o candidato é fantástico, mas a empresa de sondagens é que é uma daquelas que se vende a qualquer um.

E Gaia  – onde sou eleitor e daí a minha insistência na análise da sua realidade autárquica – foi um dos concelhos onde o Jornal de Notícias realizou uma sondagem sobre as intenções de voto para as autárquicas 2013. [Read more…]

Alô?

É do Magrebe?

As Redes Sociais e as campanhas eleitorais #2

redes_sociais

 

Toda esta discussão começou com um artigo de opinião de Hugo Gomes no Jornal de Negócios e passou para a Briefing num artigo meu.

No essencial estou de acordo com Hugo Gomes. Aquilo que nos separa, em termos de opinião, são meros pormenores quase insignificantes. Para mim, mais importante do que saber se a presença nas redes sociais significa um potencial de crescimento eleitoral, é considerar que uma não presença ou uma presença amadora pode ser um risco de consequências nefastas para o candidato.

Mais importante é saber se um post num blogue, um tweet, um vídeo ou uma fotografia podem ser trágicas para uma candidatura. Sobretudo quando, segundo os números mais recentes, cerca de 5 milhões de portugueses estão ligados à internet e destes muito mais de 70% usam diariamente as redes sociais. Ou seja, estamos perante um número substancial de potenciais eleitores que circulam pelas redes. Num estudo académico que estou a realizar peguei num exemplo prático: as eleições directas no PSD em 2010 e a importância do digital na vitória de Pedro Passos Coelho. Sem me alongar muito (até por não me ser permitido tal) posso sempre afirmar que a estratégia digital integrada foi importante. E importante não significa decisiva. Ou….

[Read more…]

Cidadão e político

Rafael Barbosa, no Jornal de Notícia, escreve sobre as eleições em Vila Nova de Gaia, elaborando uma síntese sobre três dos candidatos. E, aqui está o primeiro erro de análise: o Bloco e o PCP também já apresentaram os seus candidatos, ambos, Gaienses envolvidos na vida da sua terra e que, por isso, não podem deixar de ser considerados nesta reflexão.

Tenho, desde há muito, defendido que a política não pode ser o primeiro emprego de alguém – tenho a certeza que, quem nunca trabalhou, jamais poderá ser um bom político: o filho do ainda Presidente de Gaia é um exemplo esmagador. Por outro lado, tenho imensa dificuldade em aceitar que alguém pretenda gerir uma realidade que desconhece. Não faz sentido algum que eu, eleitor em Gaia, residente e cidadão do Grande Porto, me candidate a deputado em Viana do Castelo ou em Faro, para depois nas autárquicas seguintes me ir apresentar a Beja ou à Maia. Não faz, ainda que a publicidade partidária tente argumentar em sentido contrário. Gosto, por isso, da forma como o Marco Martins, em Gondomar, e o Eduardo Vítor, em Gaia, se apresentam. São pessoas das suas comunidades, envolvidos e dedicados às pessoas das suas terras. Não estão, nem de passagem, nem de visita, nem tão pouco a tapar um buraco que outros abriram.

Posteriormente, o artigo procura resolver uma contradição que, parece-me, não é real: por um lado questiona as qualidades e as competências do Professor Eduardo Vítor Rodrigues (PS), apontando a sua falta de mediatismo. Por outro lado, atira-se a um dos candidatos do PSD, acusando-o de só ser mediático. Além de utilizador de adereços mais usados em atividades relacionadas com saltos de avião. [Read more…]

Porra!, esqueceram-se da Ruth Marlene

ruth marlene

João Pinto e Jorge Gabriel candidatos do PSD a freguesias do Porto. Porra!, esqueceram-se da Ruth Marlene.

Será que sou eu que vou pagar?

Ou passa também para o outro lado do rio?

Paraquedas via rede

Ser natural ou habitante de uma terra não constitui condição suficiente para ser um bom autarca. Mas, conhecer o local a que se candidata, nas suas diferentes dimensões, é uma condição sine qua non para poder ser uma opção válida para os eleitores. E, sou dos que pensa que ver Gaia pelo Google Earth ou estar cá e sentir o pulsar da terra não são bem a mesma coisa.

E, hoje, com o recurso às redes sociais podemos perceber muitas coisas e à distância de um ou dois cliques conseguimos revelar aos nossos 100, 500 ou 5000 amigos o humor com que acordamos, a alegria pela vitória do nosso clube, a opinião relativamente a um assunto, o gosto por determinado relógio ou restaurante e podemos até, através de uma aplicação instalada no telemóvel, revelar o local que acabamos de visitar. Aliás, as pessoas gostam de mostrar quando estão num lugar único ou agradável, num local que lhes é querido, que tem uma importância especial ou que tem um determinado significado. Pode dizer-se que há inclusivamente uma certa sensação de realização quando fazemos o check-in em determinados locais.

Por isso, podemos com relativa facilidade perceber por onde andaram, por exemplo, os candidatos a uma autarquia  – claro que podemos ver isto como uma espécie de big brother, mas a exposição pública tem destas coisas, que é como quem diz, quem anda à chuva molha-se. E, sabemos também, que isto está longe de ser uma ferramenta exaustiva – digamos que é uma amostra de mercado… [Read more…]

O meu IMI foi para pagar isto?

Já se tinha falado de candidaturas a  líder partidário pagas por autarquias, agora ficamos a saber que se calhar o meu IMI ajudou a pagar pareceres aos amigos. E assim se faz política que, aqui por Gaia, já não dá para aguentar!

Agora, como gosto muito da cidade do Porto, gostaria muito de não exportar para o outro lado do rio as más práticas dos últimos anos. Mas, isso ficará nas mãos dos eleitores do Porto ou dos tribunais.

Tou, Marco António

Dá para vires à Guerra Junqueiro?

A 4ª escolha: subscrevo, especialmente hoje

É só rir!

4 escolha