Esta é a minha gente. À Porto!

Assisti, pela televisão relacionada com o clube maior da cidade do Porto, ao jogo entre o FCP e o SLB, em andebol, que conferiu aos dragões o hexacampeonato. Os atletas tinham acabado de entrar no reservado palco da história maior do clube, os recordes, os directores acotovelavam-se para cumprimentarem o Presidente, o Presidente desfazia-se em cumprimentos e abraços, os atletas saltavam, o treinador vestia a camisola de um campeão que vai partir para a Polónia, até que surge na pantalha o momento sublime da tarde: perdido algures na assistência, o grande capitão de Viena, João Pinto, limpava as lágrimas enquanto perpassava pela sua cara o supremo sopro da emulação clubista. [Read more…]

Uma francesa imbecil

A directora de uma escola francesa proibiu um menino português de entrar com uma camisola da nossa selecção.  É ler no Expresso, tal como a bela carta que o nosso embaixador em Paris endereçou ao miúdo.

Estranhará quem não conhece o chauvinismo gaulês, a forma como sempre desprezaram os nossos emigrantes, e o mau perder que a tantos caracteriza, cá e lá.

É um bom aviso para os que entre nós maltratam imigrantes, nomeadamente os brasileiros que espero fiquem cabisbaixos amanhã, esquecendo que cada vez mais os portugueses se tentam desenrascar emigrando e sujeitando-se a estas imbecilidades. A xenofobia é sobretudo uma imbecilidade, mas quando mete miúdos ao barulho ultrapassa a simples connerie e dá-nos vontade de ter a senhora pela frente para lhe despejar algumas frases da bela língua francesa, adivinhem quais.

É não perceber que o futebol é só um jogo, sobre o qual dizemos disparates, que nos faz explodir de alegria e conter de raiva, mas apenas e só um jogo.

O Mathis Araújo tem cinco anos. Está a aprender cedo, muito cedo, uma lição de vida sobre o estranho mundo dos adultos. Resta-me lamentar que a selecção francesa já tenha regressado a casa. Bem se podiam cruzar connosco: 7 a 0 ia ser pouco.

Sou Trendy com um toque vintage

Aí em cima, no título, está o “estilo” de um gajo que responde a uma série de perguntas de uma revista “Pública”.
E o que veste? Camisola Burberry, calças h&M, sapatos Fly London, casaco vintage. E…
E depois, porra? O que é que isso tem a ver com a felicidade das pessoas, a começar pelo próprio? Eu calço (deixa ver…) Rockport, calças Armani (mentira…) e camisa H&M (não consigo ver a etiqueta no pescoço, deve ser mentira.). Visto-me assim todos os dias? Sei lá, visto o que está mais à mão, os sapatos mais confortáveis, conforme está frio ou calor.

Se vou a um jantar visto um casaco e uma gravata (por acaso sou doido por gravatas tenho uma legião delas compradas em sítios muito diferentes) que é sempre a mesma, isto é, uma para as alegres outra para as tristes, mas isso não concorre em nada para o meu estilo.
Andei anos seguidos de fato e gravata, no inverno e no verão (profissão oblige…) chegava à loja e trocava um dos fatos por outro igual, por acaso todos muito caros, mas era porque eu não aguento a “fazenda” junto ao corpo, tinha que ser do melhor, nem assim me safava estava sempre com vontade de urinar o que só me passava quando vestia umas jeanes.

Será que nem trendy consigo ser? E vintage? Quem não aguenta andar muito direitinho para não amarrotar os casacos “armani” tem que, forçosamente, andar mal vestido?
Eu ando bem vestido! Mas a verdade é que ninguem me pergunta nada sobre o assunto, ao contrário de um amigo meu jornalista que me telefona e pergunta-me uma coisa qualquer sobre economia, ou Gestão de Empresas, e só na semana passada descobri que apareço no jornal a dar doutas sentenças!
Um gajo quando é pobre…