Casamentos arranjados

Esta polémica acerca do Miguel Sousa Tavares e do José Alberto Carvalho, mostra à descarada o nível da ditadura de género (uma espécie de fantasia inventada para depreciar a dualidade sexual) e da inadmissível discriminação positiva dos LG Samsung e+marcas de televisões.

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Quem não for trans, ponha o dedo no ar

Numa certa ordem do dia, está a recusa de Miguel Sousa Tavares em casar com a vencedora do concurso de Miss Portugal, recusa essa secundada por José Alberto Carvalho. Não sei, aliás, se podemos falar em recusa, porque, que se saiba, nenhum dos dois foi pedido em casamento pela pessoa com quem não querem casar. No mundo tantas vezes incerto das relações amorosas ou conjugais, ter uma recusa como antecipadamente certa não deixa de ser refrescante. Deste modo, Marina Machete já sabe que não vale a pena insistir com estes dois senhores e assim não se perde tempo.

Segundo Miguel Sousa Tavares, Marina é o resultado de uma operação e não propriamente uma mulher. Devo dizer que penso muito pouco sobre essências, por ser um relativista empedernido, sempre na dúvida do que é isso de ser e de não ser. A biologia é um facto, mas isto de ser humano não é só biologia. Os órgãos sexuais existem, como existe o cérebro, como existe a sociedade, com todos os seus fechamentos e aberturas. [Read more…]

José Sócrates não deve responder

Sócrates1

Pol. and now remaines
That we finde out the cause of this effect,
Or rather say, the cause of this defect;
For this effect defectiue, comes by cause,
Thus it remaines, and the remainder thus.
— Shakespeare, “Hamlet” (Folio 1, 1623)

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A entrevista que José Sócrates concedeu ontem à TVI terá, no mínimo, dois aspectos que merecem ser distinguidos. Contudo, hoje, em vez de nos debruçarmos sobre a entrevista propriamente dita e sobre os aspectos pertinentes, reflictamos acerca das 16 perguntas que o redactor Luís Rosa considera merecerem resposta do ex-primeiro-ministro.

Depois de terminado o exercício de reflexão, facilmente se conclui que a 13.ª pergunta pura e simplesmente não merece resposta. Encontra-se [Read more…]

Como na TVI se censurou uma peça que incomodava o poder vigente

O caso é conhecido: a jornalista Ana Leal terá visto um trabalho seu censurado na TVI, que por sua vez negou a acusação.

Entretanto o Conselho de Redacção da TVI debateu o assunto. Transcreve-se a acta da reunião respeitante ao assunto, que me veio parar às mãos e me parece de inestimável valor para o apuramento da verdade e constatação de  que nesta televisão privada se omitem conteúdos desagradáveis para o poder vigente:

No dia 6 de março de 2013, pelas 16 horas, reuniu-se o Conselho de Redação da TVI (adiante, designado por CR) com a presença dos membros eleitos Maria José Garrido, Margarida Martins, Pedro Veiga, Filipe Caetano, João Gabriel e Carlos Enes, e do director de informação, José Alberto Carvalho, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1 – Queixa da Ana Leal;

(…)

Ponto 1: Queixa da Ana Leal

José Alberto Carvalho leu Lei de Imprensa, a saber: [Read more…]