A mais

Scheissefüher Merkel determinou que Portugal e Espanha têm licenciados a mais. Sabendo que a percentagem de licenciados em relação à população é, nestes países, ainda muito inferior à da Alemanha e à da maioria dos outros países europeus, pergunto-me o que significa, de facto, esta declaração da megera. É que quando os fürher teutónicos decidem que há excesso de um determinado segmento social, as coisas costumam acabar mal. Até porque Herr Coelho costuma servir obedientemente a sua suserana.

«Os licenciados em História são inúteis para a economia» (III)

Diziam os antigos romanos que até as coisas belas devem ser úteis. Pois Camilo Lourenço, para além de não ser útil a quem quer que seja, de beleza… enfim, fico-me pelas reticências. Se fosse licenciado em História, perceberia que não serve mesmo para nada.

Não, não sou Doutor

Muito se tem escrito sobre a licenciatura de Relvas feita em apenas um ano.

Miguel Esteves Cardoso escreveu muito bem sobre o caso: “Mas o não-dr. Relvas não tirou curso nenhum. Por muito mau que seja o curso de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Lusófona (UL) se o não dr. Relvas o tivesse tirado, não só seria dr. Relvas, como seria, com certeza, menos ignorante.”

Miguel Relvas é um não-doutor que chegou a ministro.

Ao mesmo tempo, há «doutores» –  efectivamente, comprovadamente e merecidamente doutores -, que têm que esconder que são licenciados, ou mestres ou doutores para conseguirem um emprego.

Há jovens licenciados que “criam várias versões do seu CV de forma a garantir que os chamem mais depressa para entrevistas de trabalho“. “Reduzem as habilitações ao 12.º ano como estratégia, tornando o currículo simples e atraente”. ??

Há portugueses que negam a sua formação, que quase têm vergonha do seu esforço e da sua formação académica de alto nível. Anos das suas vidas que têm necessidade de negar com medo!!!!Portugueses que recebem um salário muito aquém daquilo para que se prepararam.

Há portugueses que se sentem prejudicados por excesso de habilitações. O que é isto? E ainda se lhes pede: voltem à escola (Mariano Gago)!!

Isto é uma vergonha! Uma vergonha nacional!

A Educação em Portugal: «só para inglês ver».

Um retrato do nosso país.

P.S.: E há portugueses que não são «doutores» por falta de oportunidade para estudar e a quem respeitamos! Uma palavra para eles, como o meu pai: não têm mais que a 4ª classe mas são «doutores» pelo respeito que me merecem, pelo exemplo que dão nas suas vidas de gente íntegra. O meu pai, com mais de 60 anos, acabou agora o 9º ano (Novas Oportunidades). Parabéns a todos os que, com esta idade, procuram actualizar as suas habilitações académicas, desinteressadamente…

Porque fogem os portugueses ?

A emigração volta aos números dos anos 60, agora para Espanha e Inglaterra, Suiça ou Andorra e, tambem, Angola e outros países africanos e asiáticos.

Para além do desemprego, ou melhor da falta de oportunidades de emprego, os melhores níveis salariais tambem são um chamamento. Muitas vezes saem temporariamente, para prestar serviços específicos e de duração limitada – na construção civil, no turismo, na agricultura.

O que é novo e preocupante é a saída de cérebros, estamos em terceiro lugar na lista da OCDE, quase 15% da população qualificada está a viver no estrangeiro.

Há algumas esperanças, como sejam a abertura de novas unidades de investigação e laboratórios associados que  cresceram de 8 000 para 12 000 e temos ainda a Fundação Champalimaud, o Instituto Fraunhofer, o Instituo Gulbenkian da Ciência, o Laboratório Ibérico da nanotecnologia…

Mas a fuga continua, mais de cem licenciados por mês abandonam o país por falta de oportunidades de trabalho.