Sporting: corrupção no andebol sob investigação do Ministério Público

Já sabíamos que os leões são muitos fortes no mundo desportivo que existe para lá do futebol. Daí até comprar o título o nacional

Os próximos Panama Papers estão aí e passam por Portugal

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E, como não poderia deixar de ser, o Expresso já está em cima do acontecimento. Desconheço se Os truques já puseram algum contador a rolar (este já rola há quase 300 dias), mas, aparentemente, foram os primeiros a fazer soar o alarme cá no rectângulo. Lá fora o assunto já é tema desde Terça-feira. Pelo menos em Espanha, França e Alemanha.

Long story short: uma investigação internacional, que envolveu vários jornais e cadeias televisivas, descobriu aquilo que Portugal já sabia há anos. Que a Zona Franca da Madeira (ZFM) é um paraíso fiscal onde têm lugar situações pouco recomendáveis para pessoas sérias, dignas e dadas à transparência. A investigação fala de um esquema de evasão fiscal que se prolongou durante 19 anos, com milhares de empresas, muitas delas meras fachadas dedicadas à livre circulação de dinheiro vindo sabe-se lá de onde, a pagar impostos microscópicos. [Read more…]

Coincidências

coincidencias

No Porto.

Tese de Doutoramento de Sergio Denicoli está online

A tese de Doutoramento   de Sergio Denicoli (Universidade do Minho) acaba de ser integralmente publicada pelo Centro de Investigação em Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho:

Este estudo doutoral analisa o processo de implementação da Televisão Digital Terrestre (TDT) em Portugal, desde o início da sua introdução definitiva, a partir de 2007, até o fim das transmissões dos sinais analógicos, em 2012.

O Investigador Sergio Denicoli, autor do blogue TV DIGITAL, verificou “a fundo um processo que sacrificou sobretudo os mais pobres e os mais idosos.”

Segundo a comunicação social a investigação terá levado a PT e a ANACOM a avançarem com uma acusação em tribunal contra Sergio Denicoli, que continua a dizer que não sabe de nada:

Li hoje reportagens que dizem que a PT já impetrou uma ação judicial, no entanto, até o momento, não recebi qualquer intimação. O presidente da empresa refere, segundo a agência Lusa, que eu acusei o grupo de corrupção, o que não é verdade.

Sergio Denicoli disse e reafirma que [Read more…]

Pestilência

Este meu regresso às publicações, à bica de ir parar à lista de ex-autores, não acontece pelas melhores razões. Porquanto se reconduz a uma necessidade premente que os últimos dias criaram em mim. Em mim enquanto cidadão e em mim enquanto homem do Direito. De ver este país, afundar-se dia-a-dia na pestilenta insalubridade. E um claro exemplo desse afundanço é a constante, selectiva e cancerosa praxe da manipulação da investigação criminal. Que ainda agora se manifestou com toda a sua desfaçatez e impunidade, como tradição se tornou. Após dias de cerco ao ministro Miguel Relvas, eis que da investigação criminal, surge, mais ladino que um coelho em fuga de uma qualquer cartola, um relatório mandado fazer e feito não se sabe por quem, em que António Costa e Ricardo Costa são dados em esquemas de obtenção e aproveitamento de informação altamente classificada. Em plena pressão sobre o PSD, um estouro para os lados do PS para compensar as coisas. É que não há qualquer falta de vergonha no modo em que nas ditas grandes investigações, se sucedem as cirúrgicas fugas de informação para a comunicação social. Nenhum agente de investigação criminal é responsabilizado, nenhum responsável pela investigação tem de prestar contas. Tudo acontece no mais impune, abjeto e protector anonimato. Acontece de modo inexorável, não importa quem manda. Porque só as moscas vão mudando. Até ao dia em que o país perceber, de vez, que o que é preciso é mesmo livrarmo-nos da peste.

O Caso BPN

O DN apresentou na semana passada uma série de artigos ao longo de seis dias onde, com bastante detalhe, desenhou o caso BPN. São revelados os números, descritos os crimes, mostra como o país foi roubado de 8300 milhões de euros e descreve o evento que precipitou o país para as mãos da Troika, que tão bem nos tem tratado e com resultados tão satisfatórios.

Leia a investigação do DN, depois do corte.

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trabalho de campo

a escrita é o resultado da investigação em trabalho de campo

Acabo de escrever um livro. Para mim, um livro muito especial. Parece uma frase redundante. Ao acabar um livro, são todos especiais. Especialmente se gostamos da escrita, esse pôr as nossas experiências de investigação no papel, esse passar das nossas ideias à letra gravada em diários de campo, ou na nossa memória, rascunhos em pequenos livros que enchemos, enquanto ouvimos o que nos é contado, sem retirar o nosso olhar da cara da pessoa que nos narra a sua história de vida, ou a cronologia do sítio em que vive. E, se confia em nós, fala da família, dos amigos e dos vizinhos, tal como do trabalho e dos prazeres que tem na vida. Por vezes, quando a relação entre observador e observado se estreita, isto é a relação de confiança fortalece-se, então, este último, aborda as suas tristezas.

Nós ouvimos, anotamos e calamos, excepto se a pessoa (informante) é tímida e fala pouco. Nestas circunstâncias torna-se, pois, necessário intervir um pouco, narrando as nossas vidas e experiências, para acordar a sua curiosidade e inverter os papéis que jogamos, passando de curioso a narrador. Narrativa que estimula a pessoa

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A Universidade abre-se às empresas

As Universidades de Évora e Aveiro criaram as chamadas ” cátedras patrocinadas” em que uma empresa apoia financeiramente, com “know How” e o saber da experiência de quem está no mercado, a investigação de universitários e de investigadores com provas dadas em assuntos com grande potencial económico.

É o caso das energias renováveis e da biodiversidade já com parcerias a funcionar. Agora vão avançar outras Universidades como a da Madeira, do Porto e da Católica com matérias segundo o interesse das empresas, centradas num investigador com trabalho importante e reconhecido que poderá ser estrangeiro e que com os meios assim obtidos, poderá rodear-se de equipamentos e pessoas altamente prestigiadas.

As empresas ganham notoriedade por estarem envolvidas em investigação credível que poderá levar ao desenvolvimento de novos saberes e tecnologias e fazer o trabalho de transformar a investigação pura em produtos e serviços de mercado e, quanto à Universidade, adquire um músculo financeiro que só por si não  conseguirá alcançar.

Em Aveiro trabalha-se activamente nas tecnologias  das telecomunicações de onde já saíram ideias e produtos comercializados em todo o mundo.

No Alentejo, pela mão de Rui Nabeiro já foi criada uma cátedra com o seu nome e já conseguiu chamar um dos nomes mais importantes em Ecologia e Ambiente (Miguel Bastos Júnior) para desenvolver investigação sobre três pilares: promoção da investigação em biodiversidade e alterações globais, formação avançada em ecologia e divulgação.

Felizmente que a Universidade fechada sobre si própria, como um “bunker” onde só entravam os considerados “pares” e de onde nada saía de novo, está a travar o passo e a dar lugar a uma Universidade aberta à sociedade civil, às necessidade emergentes e aos mercados em parceria com o mundo económico.

Só retirando do palco o peso desmesurado do estado e da administração pública é que o país poderá avançar na senda do desenvolvimento. Enquanto tal não acontecer, continuaremos a ter o lamaçal dos negócios ílicitos, dos administradores “criados” do poder político, da cumplicidade entre poder económico e poder político , e o país a empobrecer!

Porque fogem os portugueses ?

A emigração volta aos números dos anos 60, agora para Espanha e Inglaterra, Suiça ou Andorra e, tambem, Angola e outros países africanos e asiáticos.

Para além do desemprego, ou melhor da falta de oportunidades de emprego, os melhores níveis salariais tambem são um chamamento. Muitas vezes saem temporariamente, para prestar serviços específicos e de duração limitada – na construção civil, no turismo, na agricultura.

O que é novo e preocupante é a saída de cérebros, estamos em terceiro lugar na lista da OCDE, quase 15% da população qualificada está a viver no estrangeiro.

Há algumas esperanças, como sejam a abertura de novas unidades de investigação e laboratórios associados que  cresceram de 8 000 para 12 000 e temos ainda a Fundação Champalimaud, o Instituto Fraunhofer, o Instituo Gulbenkian da Ciência, o Laboratório Ibérico da nanotecnologia…

Mas a fuga continua, mais de cem licenciados por mês abandonam o país por falta de oportunidades de trabalho.

A inesgotável fonte jornalística

A fonte anónima diz o que pensamos, o que escutamos, o que desconfiamos, desonerando a nossa pessoa de explicar, fundamentar ou provar.
A fonte anónima facilita a vida, e dá credibilidade sem compromisso.
A fonte anónima abre segredos, viola segredos, sem responsabilidades.
A fonte anónima é indesmentível, não conhece contraditório, e é sempre investigação.
A fonte anónima transforma a fuga de informação em sapiência, e as nossas palavras em palavras dela.
A fonte anónima dá sempre jeito, principalmente quando não existe.

Quando a água e o azeite se misturam

Por vezes o azeite mistura-se com a água. Quando acontece nem tudo é assim tão transparente. Por isso, nem todos os casos de violência doméstica são de diagnóstico simples, porque esta violência, como outras, não é sempre clara como água.

 

Não são as nódoas negras, nem os braços partidos. São outros sinais, outras mazelas, que um estudo europeu (de nome DoVE) pretende avaliar. Portugal está na primeira linha desta investigação. Ainda bem.

A Bial e o mérito

A BIAL investigou durante 15 anos para introduzir um medicamento no mercado. Passou por todas as fazes inerentes à complexidade de um medicamento para ser utilizado na epilépsia, e foi reconhecido e autorizado por todas as instituições europeias e americanas.

 

No processo foram investidos 300 milhões de euros, dinheiro dos sócios, sem redes, num  mercado onde só se ganha se se for melhor que os melhores, num mercado aberto sem protecção a não ser os resultados. E com um forte impacto nas exportações.

 

São estas empresas como a BIAL que devem ser apoiadas e reconhecidas, não as empresas monopolistas ou em cartel a trabalharem no mercado interno como a REN,a GALP,  a PT, a BANCA e todas as outras onde os seus gestores ganham fortunas sem se perceber bem porquê.

 

Mas a BIAL não é única, há mais empresas que trabalham no duro e com mérito, produzindo bens transaccionáveis, para exportação, operando em mercados altamente competitivos e sem andarem a mamar nas tetas do Estado e no dinheiro dos nossos impostos.

 

Enquanto não se reconhecer o mérito, este país vai continuar a ser um país pobre e adiado, pese embora a prosápia dos grandes vencimentos e dos grandes carros.