Acordo Ortográfico: o que nasce torto nem a CPLP endireita

No dia 30 de Março, os Ministros da Educação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) reuniram-se e, entre outros assuntos, abordaram, também, a questão do Acordo Ortográfico de 1990. A Declaração Final pode ser lida aqui.

O primeiro aspecto a merecer destaque é o facto de o texto respeitar a ortografia portuguesa de 1945, talvez por vontade das representações angolana e moçambicana.

No que respeita à secção relativa à questão ortográfica, para além de declarações vagas sobre a “promoção e defesa da Língua Portuguesa no espaço da CPLP e no Mundo”, os presentes reconheceram que a “aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 no processo de ensino e aprendizagem revelou a existência de constrangimentos que podem, no futuro, dificultar a boa aplicação do Acordo”. [Read more…]

Dicionário do futebolês – permitiu a defesa do guarda-redes

Não marcar golos é uma das actividades mais praticadas no futebol, apesar da baliza enorme, dos vinte e dois jogadores, de um campo com um mínimo de noventa metros de comprimento e quarenta e cinco de largura e dos intermináveis noventa minutos de jogo, durante os quais, em princípio, seria possível que cada equipa marcasse entre trinta a quarenta golos. O guarda-redes é um dos maiores obstáculos para que isso aconteça, graças, por exemplo, àquele privilégio revoltante de poder usar as mãos dentro da grande área, com a vantagem adicional de ser um maricas dentro da pequena área, onde nem sequer pode sofrer uma carga pequenina que seja (a pequena área é, no fundo, uma zona onde ao guarda-redes se aplicam regras de basquetebol). Para além disso, a grande área é uma região extremamente populosa, habitada por gente tão intratável como os defesas e os médios defensivos, pessoas programadas para traumatizar, se necessário, pontas-de-lança, extremos, médios e outros mal-intencionados.

Ora, dizer que um determinado jogador “permitiu a defesa do guarda-redes” dá a impressão de que o marcador do golo que, afinal, não entrou resolveu ser simpático com o adversário, talvez indicando com antecedência para que lado ia rematar ou esperando, cavalheiro, que este se lançasse para um lado, endereçando-lhe a bola para as mãos. Para além disso, o guarda-redes fica reduzido a um jogador que vive dos favores alheios, um trapo sem méritos que se limita a defender porque lho permitiram.

Não se espera que um comentador de futebol seja frio, mas num jogo em que o golo é um metal raro, há que valorizar quem o descobre. Uma tal afirmação, por constituir uma ironia, deve ser usada com muita parcimónia, servindo para comentar um daqueles lances em fosse mesmo impossível falhar (mesmo sabendo que isso não existe) e não, como acontece frequentemente, em remates frouxos de fora da área ou em lances com mérito evidente dos guarda-redes. Vejam como Cardozo e Saleiro permitem a defesa dos guarda-redes, esses inúteis.

E se a Alemanha sair do Euro ?

E voltar para o seu Marco alemão, forte, consistente e não ter que andar a segurar países que não fazem o trabalho de casa?

As sondagens dão acima de 70% dos Alemães a quererem sair do euro a que há a somar-lhe os USA que nunca viram, nem vêm, com bons olhos uma moeda forte a disputar-lhe a primazia de moeda mundial e a valer mais que o seu dólar.

Os avultados montantes de moeda que estão a ser injectados na economia podem originar daqui a uns anos uma hiperinflação que acaba com o resto das economias e das finanças dos países mais endividados. Nessa altura a Alemanha paga novamente a factura?

Há, evidentemente, problemas imensos que se colocarão no caso de acontecer o regresso às moedas nacionais, o maior dos quais, será a desvalorização dos activos que estão cotados em euros. E a própria Alemanha deixa de ter um mercado de 400 milhões de pessoas para a sua super balança comercial, embora, nada que não consiga equilibrar a exportar para países emergentes e com economias a crescer.

Infelizmente, se em termos de economia todos estão avisados, em termos políticos, que foram as verdadeiras razões que levaram os pais da UE a ver longe, as incertezas e a violência que sempre caracterizaram o centro da Europa, podem estar de volta.

O aprofundamento da coesão política da Europa exige, que os actuais 1% do PIB, como contribuição para o Orçamento da Europa, suba para perto dos 7% ! Não vejo a Alemanha a largar mão de uma tão grande fatia do seu Orçamento e do seu poder !

Isto de porreiro não tem nada, pá!