Crónicas do Rochedo XVI – O algodão não engana…

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Ontem escrevi um post sobre o facto de Rui Moreira se ter divorciado do PS. Um dos comentários com que fui brindado no facebook foi:

O problema do teu post, Fernando, é que partes dos princípio que o Rui Moreira funciona segundo os cânones da política partidária. Rui Moreira sempre deixou claro que contava com Pizarro por uma questão de lealdade política, por ter sido um bom parceiro durante o mandato, e que aceitava o apoio do PS nesse pressuposto. Traçou linhas vermelhas na sua relação com os partidos, aceitando o apoio de quem subcrevesse as regras. Violadas as regras, de forma reiterada, assumiu as consequências. Não há nem manha nem calculismo” – Rodrigo Adão da Fonseca.

Ora então, passadas 24 horas, o que temos?

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Angola em versão light

Por razões alheias à minha vontade eu tenho todos os dias a novela “única mulher” como barulho de fundo. Para quem não sabe ela é transmitida pela TVI em horário nobre e passa-se entre Angola e Portugal. É uma banal história de amor com alguma herança colonial à mistura: uma das personagens viu o pai ser morto por soldados portugueses na guerra colonial e depois matou o soldado que tinha morto o pai. Esta parte até é relativamente interessante embora o enredo se foque mais nas consequências que esse acontecimento tem no presente (há toda uma tentativa de vingança por parte do filho do soldado). A novela aborda também a questão do racismo nomeadamente através das duas personagens principais, um português e uma angolana, ela vítima de racismo em Portugal (pela invariável mão de Alexandra Lencastre que interpreta uma personagem verdadeiramente irascível) e o rapaz enfrentando também o preconceito do pai e da ama/empregada/amiga da namorada. Esta parte do racismo está até bem estruturada, dentro do que é possível, e não há uma demonização excessiva de ninguém.

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Só por milagre

Convenhamos que a escola é muita: engravidar uma virgem e fazer um carpinteiro assumir a paternidade, patrocinar um Salvador e assim lançar uma religião mundial, não é obra para qualquer um.

Vem isto a propósito da “novela BES”, onde fico a pensar se não deveria ser legal, pegar numa qualquer empresa (uma carpintaria, por exemplo) que foi levada à ruína por gestão danosa, abrir uma outra empresa, passar para esta máquinas, trabalhadores, créditos cobráveis, inventário, património, saldos bancários, encomendas e demais activos, e deixar na empresa falida tudo quanto é dívida vencida, crédito de difícil cobrança, prejuízos, negócios de risco e outros sacos do lixo?

Depois, reflectindo melhor, concluo que não, pois teríamos sempre de estar perante a obra e graça do Espírito Santo, ou seja só por milagre.

A Novela Mexicana da blogosfera lusa:

Numa produção e realização do “do costume” estamos, por estes dias, a assistir aos episódios “revelação” da mais mexicana das novelas da nossa blogosfera. Os revelações sucedem-se a um ritmo vertiginoso.

Afinal, quem é o Abrantes? E o Valupi? E o Rogério Costa Pereira? Quem é, na realidade, o Paulo Querido???

Na próxima semana, segundo a TV Guia e a Gina, vamos ficar a saber quem é, na verdade, a f. e quais as suas relações secretas com perigosos “faxistas” dos blogues da destra, em especial, o AE e até o Aventar. A Não Perder.

Por amor de Deus, não cortem a fita!

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