Crónicas do Rochedo XVI – O algodão não engana…


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Ontem escrevi um post sobre o facto de Rui Moreira se ter divorciado do PS. Um dos comentários com que fui brindado no facebook foi:

O problema do teu post, Fernando, é que partes dos princípio que o Rui Moreira funciona segundo os cânones da política partidária. Rui Moreira sempre deixou claro que contava com Pizarro por uma questão de lealdade política, por ter sido um bom parceiro durante o mandato, e que aceitava o apoio do PS nesse pressuposto. Traçou linhas vermelhas na sua relação com os partidos, aceitando o apoio de quem subcrevesse as regras. Violadas as regras, de forma reiterada, assumiu as consequências. Não há nem manha nem calculismo” – Rodrigo Adão da Fonseca.

Ora então, passadas 24 horas, o que temos?

Temos o PS-Porto a afirmar o seguinte:

Desde 2013, quando faltou a maioria necessária ao actual executivo, o PS Porto disse presente e subscreveu um acordo pós-eleitoral. Trabalhámos dedicamente e nunca falhámos na lealdade, no compromisso e na dedicação. Nunca usurpámos qualquer identidade nem procurámos impor o que quer que fosse. Quisemos renovar este acordo pela avaliação positiva de todo o executivo. Nenhum autarca é inferior porque tem filiação partidária. Correspondendo à expectativa da Cidade com a realidade conhecida até ao início desta semana, fizemos esse caminho e tivemos um comportamento irrepreensível. Nunca esse apoio esteve dependente de listas. Sempre o dissemos e nunca fizemos de outra forma“.

Não tenho nenhuma razão para duvidar da palavra do Tiago Barbosa Ribeiro (líder do PS Porto) e o mesmo se diga quanto a Rui Moreira. Por isso, alguém aqui está a mentir com os dentes todos. Todos, até os que se perderam pelo caminhar dos anos…

Outra coisa em toda esta história é que, aparentemente, a gota que fez transbordar o copo para Rui Moreira e os seus “companheiros de luta” foram as declarações da Secretária Geral do PS, Ana Catarina Mendes. E o que disse ela: “todas as vitórias dos candidatos do PS e das lista que o PS integra serão vitórias dos socialistas“. Ora bem, qual a diferença entre isto que ela disse e o que disse Paulo Portas (CDS-PP) em 2013 sobre o mesmo tema? Recordando: “Paulo Portas diz que vitória de Rui Moreira, no Porto, é uma vitória também do CDS“.

Podemos estar perante o velho dilema de interpretação do português. Ou então, como afirmei ontem: “No fundo, com esta decisão hoje anunciada e há muito tomada, Rui Moreira perdeu finalmente a virgindade política. Já em nada se distingue dos restantes actores políticos na manha, calculismo e oportunismo. Temos político“.

Comments

  1. Agostinho Miguel says:

    É o habitual. Qual a dúvida? A merd@ é a mesma e o cheiro também. Tudo como dantes…

  2. José Fontes says:

    Agostinho:
    Acho que anda a seguir o conselho do Bocage.
    Um dia, ia por uma rua de Setúbal e viu uma bosta no chão.
    Meteu o dedo e cheirou para confirmar que era a dita merda.
    E desabafou: ainda bem que não provei.

  3. Atento/sempre says:

    Eu queria dizer alguma coisa sobre Rui este neoliberal cristão do CDS! Esperem!? Já não sei o que ele é!

Trackbacks

  1. […] na sua missão? Há quem afiance que se trata de uma manobra planeada e que, por isso, não passa de um jogo palaciano engendrado por Rui Moreira e Manuel Pizarro. É uma leitura plausível, mas não me convence. Não […]

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