Última hora: contas de 2012 foram aldrabadas

O governo deu indicações para esconder prejuízos do antigo BPN com o objectivo de não agravar as contas do défice de 2012.

É uma investigação da Antena 1. A empresa pública Parvalorem que ficou com os ativos tóxicos do banco ocultou uma parte das perdas registadas com o crédito mal parado a pedido da actual ministra das Finanças.

Enquanto Secretária do tesouro Maria Luís Albuquerque sabe que a Parvalorem ia ter perdas de 577 milhoes de euros em créditos em risco de incumprimento.
A atual ministra pede para mexer nas contas e exprimir as contas melhores possíveis.

Parvalorem faz uma operação contabilística e o impacto foi adiado para exercícios futuros.

Para responder positivamente a Parvalorem muda as contas auditadas

Uma fonte a que a Antena 1 teve acesso diz que: “foi uma martelada que demos nas contas as ordens vinham de cima, atuamos dentro da margem que tínhamos”. [Antena 1, Frederico Pinheiro, 29/9/2915]

Independentemente das intenções, e das boas está o inferno cheio, o governo teve uma intervenção directa para que as contas públicas não reflectissem a realidade.

Fica claro que é real a possibilidade do governo martelar as contas.

A questão que se coloca é em que outras contas públicas houve ordens de cima para as alterar ? Já sabemos das alterações quanto ao números do desemprego. E o que é que há quanto ao défice? E quanto à dívida pública? E quanto aos cofres cheios? E quanto às exportações? Se algo tão central no que foi a acção do governo houve martelanço, não há garantia de que o mesmo não tenha sido feito transversalmente em toda a governação.

Este caso indicia que, tal como nessa Grécia da qual somos diferentes, os problemas foram varridos para baixo do tapete.

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Comments

  1. Jorge Saraiva Santos says:

    Esperem aí. Mas não era esta a ministra que fez parte do executivo anterior, e que levou o país a banca rota?
    Não esteve ela envolvida nos celebres contratos swaps que tanto lucro deu a Portugal?
    Mas quando ouvimos nós, esta senhora levantar a voz no mandato anterior e criticar o seu superior pelo rumo que levava o país?
    Enfim, isto é tudo farinha do mesmo saco.
    Vejam onde está o anterior ministro,o tal do “desvio colossal”
    Simples, fez o trabalhinho que a Alemanha lhe incumbiu, e o qual o Passos se comprmeteu com a Merkel e hoje está no bem bom, a usufruir da recompensa devida.
    O interessante é que quando os socialistas nomearam o Campos e Cunha para ministro da Economia, e este disse que os portugueses teriam que apertar o cinto, logo os partidos da oposição, entre eles o PSD, alçaram a voz que estavam contra qualquer politica de austeridade.
    Ou seja o costume, quando estão na oposição dizem uma coisa, quando vão ao pote dizem outra.
    Vejam agora o caso do Costa e do Seguro anteriormente.
    E o engraçado de tudo isto é que a comissão Europeia, já lhes mandou o recado. que é preciso continuar a aumentar os impostos.
    Mas será que eles não sabem que temos ordenados de miséria, reformas miseraveis, combustivel caríssimo, e um custo de vida, a nível dos paises mais ricos,onde o ordenado minimo é varias vezes superior ao nosso?

  2. Nightwish says:

    A Milú? Não pode ser, uma senhora tão séria…


  3. As estimativas que levam à provisões situam-se no intervalo optimista/pessimista.
    O pedido é de aproximar ao optimista.
    Martelar é tipicamente ignorar o intervalo ou alterar o que é o realizado.
    Campanha oblige…até sábado teremos mais!
    No domingo conhecer-se-à a resposta.

    • j. manuel cordeiro says:

      LOL
      Ordens de cima, com os auditores a refazerem o relatório da auditoria. Está bem.


      • Talvez mais útil fosse continuar com a troika…quanyo aos auditores não lhes cabe ser optimistas nem pessimistas.

        • j. manuel cordeiro says:

          “Talvez mais útil fosse continuar com a troika”
          Como assim, o que é que martelar as contas tem a ver?

          “quanyo aos auditores não lhes cabe ser optimistas nem pessimistas.”
          Exacto. Cabe-lhes relatarem, sem ordens de cima.

    • A.Silva says:

      “o pedido”, diz cinicamente o sacana do jgMenos


  4. Uma vergonha! Fazem-se de diferentes, mas quando podem são tal o socrates!! Quem nos acode?

  5. antónio says:

    parece que isto não conta para o défice, diz o INE.

    • j. manuel cordeiro says:

      Sim, já sabemos como é. Só conta para o défice quando é para aumentar impostos.

      • antónio says:

        está a discordar ou a concordar com o meu comentário? conta ou não para o défice?


  6. Não foi cometida qualquer ilegalidade. Apenas uma manobra contabilística que muitas empresas fazem. Existe sim é muita vontade que os défices sejam elevados.


  7. Afinal a montanha pariu um rato: efeito da martelada nas contas = o,1% do defice. Foi mais a demagogia de quem divulgou o escandalo do que o efeito real nas contas; estes “democratas” demagogos são uns ases da moscavilha!!