A alta sociedade do Vaticano

Vaticano

Portanto a coisa funciona assim: mulher alguma se pode apresentar perante Sua Santidade vestida de branco. Excepto se for rainha ou princesa católica. Nesse caso, a regra deixa de existir a as sete senhoras elegíveis para este tratamento de excepção são imunes ao diktat da Santa Sé.

Não deixa de ser irónico (e ridículo) que uma religião que pregue a igualdade dos seres humanos tenha uma regra tão estapafúrdia. Tão absurda. Tão discriminatória. Mas tem. No que diz respeito aos trapinhos que cada uma pode usar na presença do Papa, existe a alta sociedade e a ralé. As duas castas da indumentária. [Read more…]

Os operários têxteis do Bangladesh sonham com 74 euros por mês

Mais ou menos o que custam, nas grandes capitais da Europa, umas calças de ganga produzidas por eles (artigo em castelhano).

Mal vestida

São muitos e variados os motivos para não gostar de Merkel.

Mas só um é verdadeiramente importante  e foi a sonda Curiosity que a confirmou- é a primeira vez que alguém, pelo menos nos Planetas Terra e Marte, se consegue vestir pior que a Maria Cavaco Silva.

O Aventar é uma casa especializada em altura costura desde sempre. Ou não. Se calhar é só, deixa ver, há precisamente meio minuto – o tempo necessário para escrever as primeiras linhas deste post.

Pelo contrário, em Inglaterra, há muito tempo descobriram o problema da prima Angela- só espero que ela tenha tomado banho nos entretantos.

Sabemos todos que a líder alemã não fica a dever muito à beleza e, claro, isso não nos leva a todos para a rua – estamos de acordo, nem todos seriam bem-vindos. Até por causa do cheiro – já nos chega a amiga Angela.

Mas há uma solução na net. Aliás, na net há solução para quase tudo. Até para encontrar o marido de Maria Cavaco Silva, que insiste em não sair da net. Ninguém me tira da cabeça que o almoço entre ele e a Angela será via Facebook.

Mas, falava eu da solução. Querem arriscar?

Eu, pelo sim, pelo não, não arrisco. Ainda anda por aí alguma sonda enviada por Jupiteriano qualquer e depois temos um problema maior que o nosso défice.

E já nos chega o Gaspar!

Teoria dos bolsos

Desengane-se quem pensa que vou falar de corrupção. É já assunto muito “varado”.

Vou falar acerca dos bolsos na indumentária masculina, e em como isso reflecte as nossas diferenças para com o sexo oposto.

Aos homens, os bolsos servem para compensar a ausência de espaço que as carteiras proporcionam às mulheres.

As mulheres possuem um saco mágico onde conseguem ter tudo quanto faz falta (e o que não faz). Mas nós somos obrigados a espalhar a tralha pela nossa roupa: porta-moedas, chaves do carro e de casa, tabaco, isqueiro, óculos, carteira, telemóvel, caneta (por vezes em parelha com um daqueles pequenos pentes de plástico oferta de hotel), documentos, agenda, livro de cheques, lenço, etc.

Ora, em média um casaco tem cerca de 7 bolsos: três exteriores e quatro interiores. Se somarmos três bolsos (no mínimo) das calças, passamos a ter 10 bolsos. Se o fato for de colete, acrescente-se mais 2, e temos 11 bolsos. Mas deixemos os coletes, e fiquemos pelo fato mais usual de 10 bolsos. São 10 esconderijos em que nos habituamos a espalhar, ao longo das vestes, a palamenta com que vivemos diariamente.

Um visão radiográfica, faria de nós expositores andantes.

Mas além de nos habituarmos, faz parte da nossa mentalidade masculina: a partir do momento em que algo está guardado para nós está arrumado, finito, missão cumprida. Para as mulheres, não: as coisas têm de estar guardadas e arrumadas. Se para os homens estar guardado e arrumado são a mesmíssima coisa, para as mulheres são duas realidades distintas. Daí que o homem aprecie mais um armário e as mulheres uma vitrina.

Sossega-me, no entanto, que a evolução da espécie será na direcção do homem deixar de precisar de esconderijos: nos filmes de ficção científica as roupas não têm bolsos, pois tudo está concentrado num aparelho que fica preso à cintura ou aperta no pulso, e que além de ter a nossa identidade, telefone, televisão e computador, também dispara raios-laser.