A alta sociedade do Vaticano

Vaticano

Portanto a coisa funciona assim: mulher alguma se pode apresentar perante Sua Santidade vestida de branco. Excepto se for rainha ou princesa católica. Nesse caso, a regra deixa de existir a as sete senhoras elegíveis para este tratamento de excepção são imunes ao diktat da Santa Sé.

Não deixa de ser irónico (e ridículo) que uma religião que pregue a igualdade dos seres humanos tenha uma regra tão estapafúrdia. Tão absurda. Tão discriminatória. Mas tem. No que diz respeito aos trapinhos que cada uma pode usar na presença do Papa, existe a alta sociedade e a ralé. As duas castas da indumentária.

E quem integra este grupo de católicas de primeira categoria? Rainha Letizia e rainha Sofia de Espanha, as rainhas Matilde e Paola da Bélgica, a grã-duquesa Maria Teresa do Luxemburgo, a princesa Marina de Nápoles e a princesa Charlene do Mónaco, que até Abril de 2011 era protestante, tendo-se convertido “livremente” antes de se casar com o príncipe Alberto. Portanto a minha mãe e as minhas tias são católicas, praticantes e de fé inabalável, e não podem estar vestidas de branco caso estejam na presença do Papa. Outras convertem-se para se casar e, por estarem casadas com um príncipe boémio qualquer, passam a ter imediatamente mais direitos do que todas as outras. Até o Francisco superstar fica mal nesta fotografia.

Foto: Filippo Monteforte@DN

Comments

  1. pSalaberth says:

    Pensei que o link ia para a CARAS.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.