O padrão Musk

Ninguém votou em Elon Musk.

No entanto, il consigliere tem neste momento mais poder e exposição mediática que JD Vance. E ombreia com Trump.

Aliás, a saudação nazi – sim, foi uma saudação nazi, e foi intencional, mas já lá vamos – roubou claramente o protagonismo a Donald Trump. No dia seguinte ao mais importante da vida do outra vez presidente dos EUA, o maior comeback da história da política americana, o tema não foi Trump. Foi a actuação do Adolfo de Pretoria. E Trump, dono do mais pedante ego à face da Terra, não deve ter ficado nada contente. A Soberba é pecado mortal, mas Donald é muito cristão. Enviado por Deus.

Esta é uma das minhas esperanças: que os gigantescos egos de Trump e Musk colidam. Sem retorno. A seguir abasteço-me de pipocas e vou assistir ao combate entre nativistas e broligharcs no octógono, com Joe Rogan a comentar e Trump a tirar selfies com Dana White na fila da frente. Se tivesse que apostar, apostava nos segundos. In America, cash rules. Ou como muito oportunamente o colocaram os Wu-Tang Clan: C.R.E.A.M. Dolla dolla bill, y’all.

Adiante.

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Saudação à Académica

Por várias razões, todas elas sentimentais, a Académica ocupa um lugar importante no meu coração, apesar de a maior parte do meu território cardio-futebolístico pertencer ao Benfica. De resto, o romantismo, a irreverência e a ligação do clube à contestação estudantil em 1969 fazem com o meu peito esquerdista se orgulhe da história do único clube em que cheguei a ser federado.

Da Académica desse tempo já muito se perdeu, mas, ainda assim, será pelo clube da minha terra e de boa parte do meu coração que estarei a torcer, na próxima final da Taça de Portugal.

Em 1939, como lembra o João José, a Académica ganhou a sua única final, tendo como adversário o Benfica. Nesse mesmo texto, aproveita para notar o facto vergonhoso de que os jogadores benfiquistas fizeram a saudação nazi, por jogarem num clube do regime, apontando a derrota como uma espécie de justiça imanente.

Ora, se fazer a saudação nazi fosse razão suficiente para que um clube merecesse perder todos os jogos, as fotografias que podem ver mais abaixo deixam bem claro que os três grandes deviam estar nas distritais há muitos anos. [Read more…]

Académica à reconquista da Taça

Da primeira final da Taça de Portugal, ganha em 1939, destaque para as capas negras como resguardo contra os braços no ar de um clube do regime, levantados lá ao fundo numa saudação vergonhosa. Levaram 4-3 para baixarem a cabecinha.

Académica é futebol de causas.