O caso António Figueira

O António Figueira, que não conheço pessoalmente mas que fui lendo com prazer e agrado no 5 Dias e no Albergue Espanhol,  foi encontrado pelo Miguel Abrantes em pleno acto de nomeado para um cargo de assessoria do actual governo.

Vai daí vomitou a Madame Mubarak contra o pulha, e escarraram mais uns órfãos e viúvas do defunto aprendiz de filósofo. Curiosamente não fizeram o mesmo quando Correia de Campos desejou que o Ministro da Médis acabasse o seu trabalho de privatização do SNS (e pelas negociações em curso, pouco faltará para Maria de Lurdes Rodrigues fazer o mesmo no que toca à educação). O negacionismo dos que esqueceram ter o programa do actual governo sido negociado por Teixeira dos Santos com a troika, que ele chamou, chega a ser ridículo. Já agora posso assegurar que entre os assessores dos ministros socretinos havia pelo menos um que era, e é, de esquerda. Mais, por estranho que pareça, conheço pessoas de esquerda que ainda militam no PS. E até, vejam lá, sei de quem adivinhou a Ferreira Fernandes, no seu tempo de trotskista, o destino de carpideira mor da direita, embora não me conste que tenha ganho a lotaria.

4 pensamentos em “O caso António Figueira

  1. Sem interesse.

    Dança de cadeiras.

    Já agora, …os salários da função pública continuam parcialmente nacionalizados?

    Já nao basta terem dado 500 milhões…, mais parte do subsidio de natal?

  2. Pingback: O moço de recados | cinco dias

  3. O caso Figueira é interessante. Um serventuário nunca passará de serventuário. Se o é do PCP ou do PSD é-me indiferente. Aliás os flick-flacks à direita são célebres, de Zita a Pacheco de José Manuel Fernandes a Durão Barroso. Custa-me a crer que se trate de uma contratação exclusivamente pelos méritos do tal Figueira [que aliás exibe o CV no 5 dias e imagine-se até é Professor Doutor]. Se vai perder dinheiro como diz, tal ainda reforça mais o carácter político desta contratação. Pode-se até mudar de ideologia, não se pode é esconder essa mudança sobre o chapéu do “profissionalismo”.

  4. Cagando me estou para a forma como o Figueira ganha a vidinha. Se é a chupar piças no Parque ou em qualquer outro lugar qualquer é-me totalmente indiferente. Nunca o gramei!

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