Uma semana surrealista ,mas preocupante

Assistimos esta semana a um período muito estranho da vida nacional, diria mesmo, surrealista,com golpes e contra golpes preparados por centrais de informação- que agora devem ter baixado de intensidade – mas que deixaram a imagem de Portugal bastante debilitada, sobretudo no estrangeiro, e os portugueses perplexos .
Nunca se imaginou ver a direita e a esquerda alinhadas com Alberto João Jardim, para votarem contra o PS.
Nunca se imaginou que o PS podia demitir-se, ao fim de 100 dias de governo ,por causa de 0,04‰ que oneram, de facto , um orçamento que se quer de contenção,mas houve ameaças nesse sentido .
O país da indiferença ,começa a olhar preocupado para as lutas que se travam ,e, em breve, quando aumentarem os juros daquilo que comprou a crédito, designadamente, casas e equipamentos ,vai haver protestos, porque o dinheiro vai custar mais caro com o descrédito em que o país mergulhou internacionalmente .Os especuladores ,agora, vão exigir mais juros pelo dinheiro que emprestarem a Portugal.
Está a caminho uma tentativa , (subjectiva ou objectiva) de descrédito, e de fazer cair o Governo como propôs o líder da Madeira.Só não avança mais , porque os partidos sabem que umas eleições próximas, provocadas ,não alterariam substancialmente o quadro parlamentar ,salvo provavelmente, para o PS.

Os casos, 1º , o espúrio, do conhecido e prestigiado jornalista Mário Crespo, depois, o outro, das conversas privadas ,agora públicas, de dois ou três envolvidos no processo da “Face Oculta”, não ajudam à construção da imagem de seriedade deste Governo ,porque se pode pensar que ele se movimenta directa, ou indirectamente, para controlar orgãos de informação importantes, o que não é aceitável em Democracia .
Recordo que há vinte e quatro anos, em 1968 também houve um braço de ferro idêntico, num orçamento com Cavaco .
Então, os grandes pontos de divergência,eram a redução dos impostos,e o preço dos combustíveis.Nessa altura o ministro da economia era Miguel Cadilhe cuja intervenção parlamentar foi considerada pela oposição de “violenta” e um “ultimato” ao Parlamento.
Quatro dias depois, Cavaco fez uma comunicaçao oficial ao país, declarando que a Assembleia da República tinha invadido uma área da competência do Governo.

Hoje, todos percebemos que em Portugal abundam os politicos, mas sobretudo precisamos de seriedade, tanto quanto faltam os estadistas que ponham o bem público acima dos partidos e dos interesses pessoais, e é isso que faz falta , urgentemente, neste momento crucial, da nossa história recente.
AS

Comments

  1. António Soares says:

    Da maneira que o sistema está,nem com este (SISMO politico)ele acaba!!!!O DR.Medina Carreira é que os topa…

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