Portugal-Tailândia: 500 anos!

O pescador André, um dos últimos luso-siameses residentes no ban Protuguet em Ayutthaya. Nas imagens, as ruínas do bairro e igreja portuguesa da antiga capital do Sião. Estes são os Centenários que verdadeiramente importam.

Um conto da vida de Zé Pequeno (4)

(Continuando)

Com esforço, Zé Pequeno juntou uns quantos Escudos e foi à Vila para comprar tecido. Trouxe três metros de pano e uma caixa de sapatos, arrumados na grade da sua bicicleta, que cuidava de não passar por poças de água ou mau caminho. E pelo caminho encontrou o Toninho de Tiães, seu colega da obra.

“Oh Zé! Prá semana queres ir à festa da Senhora da Saúde?” perguntou com a sua voz grave Toninho, agitando o seu cabelo preto do alto da sua estatura.

“Ai a essa não falto. Levo aqui a encomenda” disse Zé Pequeno batendo ao de leve sobre o embrulho das compras.

Combinaram encontrarem-se no próximo sábado, junto à curva larga da estrada do Lamal. E durante os dias que faltavam, entusiasmavam-se cada vez mais com a ideia de irem à festa.

Zé Pequeno todos os dias apressava o alfaiate a concluir o fato. Fazia as provas de noite à luz da lamparina, frente ao espelho baço em que via a sua imagem reflectida como se fosse um sonho. Ele, Zé Pequeno, vestido de fato, com uma gravata de tecido, que pendia sobre os sapatos pretos brilhantes. Finda a prova, os sapatos voltavam para a caixa e à guarda do alfaiate.

Era sábado e a noite ia-se espalhando, rendendo o dia quente.

Zé Pequeno retirou a sua roupa do embrulho e vestiu-a com mil cuidados. Como não tinha espelho em casa, havia fixado de memória a imagem da última prova que fizera no alfaiate. Saiu de casa empurrando a sua bicicleta, pelo carreiro poeirento. Calçou meias largas de algodão sobre os sapatos, subidas até a meio da canela para não empoeirar a linhagem.

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Fumar é como ter de fazer um broche sem nos apetecer

Em França acaba de ser lançada uma campanha anti-tabaco, da responsabilidade da associação DNF – Droits des non-fumeurs (Direitos dos Não-fumadores), que está gerar grande polémica.

Numa das fotos da campanha surge um jovem de cigarro na boca, ajoelhado frente à braguilha de um homem, no que parece ser um prelúdio a uma felação. O homem tem a mão sobre a cabeça do rapaz, numa atitude de imposição. A legenda, e slogan da campanha, diz: “Fumar é ser escravo do tabaco”. Numa outra foto, o rapaz é substituído por uma rapariga, e o homem, já sem casaco (será o segundo escravo sexual do dia?) mostra uma barriga de burguês instalado. [Read more…]

2 000 pessoas controlam o país !

O Prof António Hespanha, ontem no Prós e Contras disse alguma coisa que todos vêm mas nem todos têm a coragem de dizer. Há uma elite , no país, que passa do governo para as empresas públicas, destas para as privadas e destas novamente para o governo e do governo para os bancos, num circuíto fechado e de janelas nada transparentes.

Serão duas mil pessoas entre políticos, gestores de empresas, banqueiros, empresários que tudo controlam e tudo decidem sempre tendo como objectivo a manutenção do poder. Entre eles contam-se tambem os comentadores encartados que circulam à vez pelas televisões e pelos jornais e que se encarregam de fazer a agenda pública, encobrindo o que não interessa e destacando o que serve à minoria dominante.

Esta elite coloca nos lugares  essenciais gente da sua confiança que trabalha na sombra fazendo o trabalho “sujo”, sendo pagos milionariamente, como ficou às claras agora com os recentes casos vindos a público, em especial a Face Oculta. Se a coisa corre mal, ninguem conhece ninguem, são amigos mas só se falaram muito raramente e sobre o assunto em questão, nunca. As escutas não são prova, os lugares que ocupam tambem não, os vencimentos milionários ainda menos, as nomeações só por acaso é que recaem nos boys do mesmo partido.

É neste abraço de gibóia em que estamos metidos que aperta cada vez mais, que transformou este país no mais pobre da UE e no mais injusto, e o que é mais irónico é que foi pela mão de um partido que se diz socialista e de outro que se diz social-democrata!

Locais Recônditos de Lisboa

O Prof. António Brotas, professor catedrático jubilado do Instituto Superior Técnico, é um veterano combatente por causas da cidadania e do interesse nacional. É um militante daquilo a que se poderia chamar o ‘PS autêntico’ – a meu ver, dos tais militantes antípodas de José Sócrates, o que reflecte a pureza dos ideais que o professor perfilha.

Como sucedeu em outros casos – TGV, Plataforma Logística e Aeroporto de Alcochete – enviou-me a fotografia acima, com a imagem da alameda no interior do antigo quartel Infantaria 16, em Campo de Ourique. Trata-se de uma construção pombalina, planeada pelo Conde de Lippe. Foi neste quartel, diz ele, que na noite de 3 para 4 de Outubro se iniciou a revolução de implantação da República.

O objectivo do Prof. Brotas é alertar as autoridades, principalmente a CML, para que os espaço seja aberto ao público, bastando, segundo diz, abrir os dois portões nas extremidades da alameda, na Rua de Infantaria 16 e na Rua de Campo de Ourique. Complementarmente as instalações poderão ser ocupados por espaços culturais, de serviços municipais ou outros. Isto antes que avancem os carmatelos dos ‘gaioleiros’ para violentar, ainda maís, a paisagem urbanística de Lisboa.

Tenho a certeza de que a vereadora Helena Roseta será sensível a este apelo do Prof. António Brotas, que ela tão bem conhece.

Madeira: Fotos impressionantes

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Secção das Canavilhas decepadas


Manuel António Pina refere-se hoje à criação de uma Secção da Tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, decisão da Ministra da Cultura Gabriela Canavilhas ontem publicada em «Diário da República».
Já que, ao que parece, os actos mais bárbaros podem ser considerados actos de cultura, lembrei-me que também seria interessante criar no Conselho Nacional de Cultura uma Secção de Canavilhas decepadas. Cada um tem os seus passsatempos preferidos e ninguém tem nada a ver com isso.
Aqui fica, pois, o meu humilde contributo para uma futura Secção no Conselho Nacional de Cultura.

O projecto de Siza para o Guggenheim


É este o projecto de Siza. São mais de 200 os concorrentes ao desafio proposto pelo Guggenheim de Nova Iorque. Ver mais aqui, aqui e aqui.

Cândida Almeida não precisa de ser escutada – não, não precisa, uma magistrada impoluta acima dos políticos e dos partidos


Quer que os magistrados, os seus colegas, sejam escutados por causa das fugas ao segredo de justiça? Claro que quer!
Não consegue encontrar um único indício da ligação de José Sócrates ao Freeport? Claro que não!
É amiga do peito de Almeida Santos e foi mandatária de Mário Soares? Mas o que é que isso tem a ver? É magistrada, mas das sérias, daquelas que não precisa de ser escutada. Séria, impoluta e acima de todas as suspeitas.
E não é verdade que uma foto vale mil palavras?

Pensamentos XVII e XVIII

XVII

Quando vires uma zebra com pescoço de girafa, chama-lhe girafa.

Chamar-lhe zebra poderia diminuí-la.


XVIII

Torna-te inventor.

Inventaria o que não imaginaste.


Conheça o primeiro Caderno de Pensamentos do Sr. Anacleto da Cruz.

O vício foi mais forte

Eu, com o meu fato de atleta dotado pela Natureza, a snifar uma dose de Aventar

Pois é, o vício foi mais forte e acabo, afinal, por não sair do Aventar. Prometi que saía, por causa de desavenças internas provocadas pela entrada de Carlos Santos, mas parece que não consigo manter uma reles promessa. Nunca mais digo mal dos políticos que não cumprem promessas – eis mais uma promessa para quebrar ainda hoje.
A culpa nem sequer é minha. Para o meu regresso, concorreu uma incrível vaga de fundo como eu nunca tinha visto até hoje. Foi preciso viver até aos 39 anos para acreditar que as vagas de fundo existem mesmo.
Vou deixar-me de tretas. A verdade, verdadinha mesmo, é que eu sou do Aventar desde pequenino…

NATO e Afeganistão causam queda do Governo holandês

O Afeganistão e a indefinida política da NATO relativamente ao país levaram esta noite à queda da coligação de centro-esquerda que governou a Holanda nos últimos 3 anos. De acordo com a Reuters, o Primeiro Ministro Jan Peter Balkenende revelou que o pedido da NATO para um prolongamento de uma presença militar holandesa no território até 2011 foi recusado liminarmente pelos trabalhistas, provocando a demissão do executivo.

Convirá ter presente que a indefinição dos membros europeus da NATO relativamente ao Afeganistão, com as típicas tibiezas de esquerda face à ameaça terrorista talibã, está na génese da progressiva subalternização da Europa na agenda de política externa norte-americana. Escrevi em Fevereiro de 2009, que o Afeganistão era o litmus test para a posição americana face à Europa, uma vez que não é adequado pedir aos EUA o esforço brutal de combate solitário à ameaça talibã. Para quem não esteja a ver totalmente o problema, convirá recordar que os talibã têm não só desestabilizado o Afeganistão como lançado o caos no Paquistão, e que essa ameaça no Af-Pak é encarada com crescente preocupação pela Índia, e na Ásia Central ex-soviética.

Um domínio talibã na Ásia Central, com a liderança dos mullah, representaria não só uma real ameaça terrorista para a Europa, como um perigo concreto para todos os que se preocupam com os direitos humanos: falamos de guerrilheiros capazes de incendiar escolas para impedir o ensino das mulheres, optando pelo assassinato bárbaro enquanto crianças. A repressão talibã é por isso um imperativo, e a fraqueza Europeia só conduz a desenlaces em que a sua marginalização é tão patente como foi em Copenhaga.

P.S. Seria imperdoável não agradecer os termos gentis com que o que o Ricardo me apresentou aqui. Permito-me contudo salientar que o meu alegado “socialismo” se limitou ao apoio ao PS nas últimas legislativas. Já tive ocasião de reiterar várias vezes que o rumo (ou a falta dele) da actual governação me empurram crescentemente à crítica às posições deste executivo. A minha posição, inspirada na doutrina social da igreja (porque me assumo como católico, e só o é quem não tem vergonha de o dizer) , aproxima-me de um modelo que respeite a propriedade privada, a livre iniciativa, e o mercado como principal gerador de riqueza. Assumo contudo, uma posição semelhante à da encíclica Caritas in Veritate, em que os resultados de mercado se compreendem como não necessariamente justos socialmente, e por isso se reconhece um papel à justiça redistributiva e à protecção social (seja privada, ou pública). Quanto ao que se passou nos últimos dias, ninguém espere ouvir de mim alguma resposta a todos os que me criticaram no antigo grupo do simplex. Tenho desprezo por corporativismos, e prezo a ética acima da lealdade. O ataque ad hominem ensaiado, não me faz duvidar um minuto que mostrar a brincadeira que é a Câmara Corporativa doeu a muita gente. Se calhar porque agora será mais difícil alguém dizer que jantou com o Miguel Abrantes. Pode-se sempre perguntar: qual?

CARLOS SANTOS

Gabriela Mistral

Foto da petisa ao ganhar o prémio Nobel

Tinha eu, se bem me lembro, doze ou treze anos, quando a vi pela primeira vez. Ela tinha vários anos mais, sempre calada e silenciosa. Falava quando lhe parecia bem. A maior parte da sua vida, do seu dia, das suas noites, em silêncio. Exprimia os seus sentimentos por escrito. Vestia sempre uma roupa larga, tecida num tipo idêntico à serapilheira, que raramente mudava. Raramente também tomava banho, somente lavava o interior do seu corpo e as partes públicas. Não cheirava mal, apenas quando bebia a sua bebida preferida, a sangria, essa bebida que combinava um nadinha de vinho, muita água e açúcar, que bebia várias vezes ao dia. Tinha o mau hábito de arrotar após as refeições, costume que ninguém apreciava, era de um som e fedor repelente.
Gabriela foi o nome por si escolhido por puro prazer e Mistral, porque sentia ser o vento que soprava com força e tudo varria. Tal como ela com os seus versos e os prémios que vencia. Tanto quanto me lembro (escrevo exercitando as minhas memórias pessoais), nasceu na vila de Vicuña, no Vale de Elqui, situada no norte do Chile. Nasceu de mãe madura e assistida por uma parteira, que sofreu imenso a tirar a criatura do ventre materno, vinha mal posicionada e quase asfixiada, nesse 7 de Abril, dia do seu nascimento no ano de 1889. Viveu até 1957, relembro esse dia e o pranto que não cessava de cair dos meus românticos olhos e coração e do amor que sentia pela sua poesia e pela sua pessoa. Viveu apenas 68 anos, faleceu a 10 de Janeiro, dia da sua entrada na eternidade, poucos meses antes do seu próprio aniversário. [Read more…]

Íngrid Betancourt Pulecio

(Foto retirada do jornal “The Guardian“)

Nascida em Bogotá, no Natal de 1961, Íngrid Betancourt Puleci  surgiu nas primeiras páginas da imprensa mundial quando a 23 de Fevereiro de 2002, na sua campanha presidencial,  foi raptada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Voltaria às primeiras páginas aquando da sua libertação em 2 de Julho de 2008.

Para mais informações, consultar aqui, ou aqui.

Antero (Poesia & etc.)

É um dia húmido de Novembro. São Miguel está, como quase sempre, sob uma espessa camada de nuvens. Azorian torpor é como os ingleses chamam a esta atmosfera opressiva, obsidiante, que não só atormenta o corpo como parece infiltrar-se e assediar a mente. Na baixa de Ponta Delgada, ao lado da Tabacaria Açoriana, fica a loja de quinquilharias de Benjamim Ferin. Antero entra na loja e cumprimenta o empregado. Está calmo, tranquilo.

Pergunta se tem revólveres à venda. O empregado olha-o surpreendido. Antero, sorri:
– Sabe, vou morar para um local longe de vizinhança. Com a malandragem que anda por aí, é bom estar prevenido.

– Sem dúvida, senhor doutor. É mais prudente estar prevenido.

E vai buscar as armas que tem para venda. Antero analisa-as uma a uma. Acaba por optar por um revólver Lefaucheux. O empregado ensina-o a carregá-lo.

– Nunca peguei numa arma de fogo…
O homem dá-lhe mais algumas explicações. Quando vai a retirar as balas do tambor, Antero diz-lhe:
– Não, não. Deixe-o assim, já pronto.
O homem obedece, mas avisa de que convém nunca esquecer que a arma está carregada, pronta a disparar. Às vezes há acidentes…
– Esteja descansado. Vou ter todo o cuidado. [Read more…]

Diálogo de surdos

Depois da entrevista de ontem, José Sócrates disse o que irá dizer sempre.

Depois da entrevista de ontem, a Oposição irá continuar a questionar José Sócrates sobre as mesmas coisas.

O Primeiro-Ministro disse, taxativamente, duas coisas lapidares:

1 – Não deu ordem para qualquer plano ou avanço da PT sobre a TVI;

2 – Não comenta nem tem qualquer reponsabilidade por aquilo que afirmam ou conversam terceiros, mesmo que esses mesmos terceiros envolvam o seu nome.

Face a isto, das duas uma: ou se descobre provas de que tal é mentira, ou mais vale parar com um diálogo de surdos em que alguém repete sempre a mesma coisa e um outro insiste em que seja dita coisa diversa.

No ponto em que estamos, isto parece aquelas investigações criminais – à boa maneira do Estado Novo e que ainda vai dando sinais nos tempos que correm -, que são orientadas para a confissão do suspeito.

O mal disto é que não há verdadeira  investigação: alguém vendeu a bom preço as escutas – não sei se transcritas ou não -, e o Despacho do Procurador. Fez bom dinheiro, e a imprensa fez bons títulos. Isto não é jornalismo de investigação. É um negócio de tiragens, à custa da clássica “fonte anónima” e de fugas de informação, de atropelo em atropelo à Lei. Isto é luta político-partidária, a querer corroer um Governo à custa de ausência de ideias ou de vontade em assumir compromissos – até Paulo Rangel já disse que com ele não haverá moção de censura, pois neste momento não é “apetitoso” governar.

Já o disse em tempos e reitero: entendo que José Sócrates não tem as condições pessoais necessárias para liderar o Executivo. Mas sei que não se demitirá. Não é do seu temperamento. E, também, há que o dizer, ninguém neste momento quer calçar os seus sapatos e fazer-se à espinhosa estrada. Seja esse alguém do PS ou da Oposição.

Assim sendo, a menos que se obtenha provas concretas que José Sócrates participou no alegado plano, que tal lhe seja ouvido, ou lido, seria bom que se parasse de vez com o Carnaval. O país deveria estar já preocupado a discutir o PEC e as respectivas opções estratégicas para os próximos 4 anos. A agenda política deve ser ditada pelo interesse nacional, não pela imprensa.

A economia com base no Euro

Para lá do livro do José Reis (Economia Impura) que é interessante, coincidiu terem-me enviado um artigo do Paul Krugman (“The Making of a EuroMess”, traduzível por “A Construção duma EuroTrapalhada”) muito actual sobre a economia com base no Euro, com notícias em vários jornais (p.ex. o Público de hoje) sobre como “abalado pela crise, o FMI mudou de discurso”, expresso em afirmações de responsáveis de que : “um pouco mais de inflação até pode ser positivo”, “reduzir os défices públicos pode não ser, num cenário de crise, a melhor opção” ou que “os fluxos de capitais nos países em desenvolvimento têm de ser controlados”…

Porque estes temas merecem óbvia reflexão, achei por bem enviar-vos em Anexos. O segundo, acessível através deste link abaixo

http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704337004575059542325748142.html

relata essa “nova” postura do FMI e inclui referência a um relatório de Janeiro que é um trabalho “surpreendente” (para o próprio Paul Krugman) de Olivier Blanchard (com 2 colegas do Fundo), economista-chefe do FMI, um ex-PS esquerdista que já foi conselheiro desde o Mitterand até ao Sarkozy, mas sobretudo da Comissão Europeia..

Apontamentos do Porto (6)

(Ribeira, Cidade do Porto)

Programa semanal Vidas Alternativas nº 208

o VA 208 abre com uma entrevista com João Lobo ,artista que vive na Dinamarca , a propósito de um trabalho de video arte que está a ser passado num bar de Almada velha,à noite, sobre o tema do devir das identidades das pessoas.

Depois, é a vez de dois representantes do Movimento Liberal Social, MLS,Miguel Duarte e Igor Caldeira falarem sobre o que pensam da proposta de acordo feita pelos EUA, à CE para partilhar informações bancárias, e sobre o Orçamento do Estado, recentemente aprovado.

Fechamos, indo para o Alentejo para contactar com uma associação local ,associação de Desenvolvimento de Nisa,ADN que através do seu director ,Victor Camarteiro, nos vai explicar , as dificuldades que sentem no interior do país,e o esforço que estão a fazer para acordar as populações para a cidadania e participação local .

António Serzedelo-editor
www.vidasalternativas.eu

Estórias do Sem-tenário de 2010


Salário de Barack Hussein Obama, presidente dos EUA….. 294.000 EURO/ano (400.000 USD)

Salário de Armando Vara no BCP (2009)……………………………. 480.000 EURO/ano (653.000 USD)

Dotação de Cavaco Silva, presidente de Portugal…………………………………………17.000.000 EURO/ano

Dotação de João Carlos I, rei de Espanha…………………………………………………… 8.500.000 EURO/ano

e agora, uns pequenos detalhes acerca de gente mais comum:

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Poesia do Socialismo Português

A surpreendente semana

Esta semana fomos confrontados com a enorme catástrofe da Madeira,por força ,entre outros, dos elementos da natureza não controláveis, o que levou à morte de dezenas de pessoas, centenas de feridos,e muita destruição de bens .Mas logo o país se mobilizou em solidariedades várias.Porém , foi o Governo que marcou pontos ,sem dúvida, o Governo, e Sócrates que souberam pôr de lado as acrimónias com Alberto Jardim,e imediatamente se meteu num avião com o ministro da Admnistração Interna para ver “in loco” os estragos, e perceber de que forma, e de que modo o Governo Central podia ajudar, e ser solidário com as gentes madeirenses.

E isto aconteceu no meio de uma semana que ficara´nos anais da história política da 3ª República, em que o Governo e Sócrates,começaram a reagir á campanha da oposição, ,uma espécie de PREC ao contrário, em que se tentava dividir o país, entre aqueles que acham que tudo o que se passa ,não é mais do que uma manipulação suja, que já cansa, e por isso defendem a legitimidade do Governo, e que são os maus, e vendidos , e os que o atacam de todas as maneiras,algumas de discutível ética,como se viu no Parlamento, e que são os bons.

Neste contexto, até a marcha pela realização do referendo sobre o casamento homossexual, do passado dia 20 , tinha tanto de homofóbica e fascisante ,-até bandeiras fascistas lá se exibiram-como contra Sócrates. A direita e a Igreja querem abate-lo,contando para isso com alguns aliados à esquerda- desde que fez aprovar na AR a lei. Assim, todos vão favorecendo uma estratégia presidencial cavaquista já em curso,desde a última reunião do Conselho de Estado .

Acontece que neste caso o tão anunciado sucesso da manif , com participação de 20 mil pessoas ,foi um “flop”,porque não estiveram mais de 5 mil – números que nem a policia confirmou- trazidas em autocarros de todo o lado ,com muitas crianças e adolescentes, o que explica que os orgãos de informação, antes tão empolgados, lhe tivessem dado um tratamento muito secundário.

Afinal, a questão não parece tão fracturante para um país de 10 milhões de habitantes…

A outra notícia da semana foi o aparecimento de uma nova candidatura presidencial, à esquerda .Referimo-nos ao dr. Fernando Nobre figura bastante conhecida da sociedade portuguesa pela sua intrépida actuação na AMI, Médicos do mundo .

É uma candidatura que surge da sociedade civil, muito crítica da partidocracia ,que tanto tem desgastado esta República, e que pode introduzir um discurso novo, de ruptura, no discurso dos políticos portugueses,e que, certamente, mesmo que não seja vencedora,os obrigará ,e bem, a repensar o papel da política versus cidadania.
Vamos ver que surpresas nos pode trazer…
António Serzeddelo-editor do Vidas Alternativas

…oxalá não acabes fugido à Justiça

Um militante do PS, Armando Ramalho, hoje no Público escreve uma carta aberta a José Sócrates de uma frontalidade desarmante. Tem 35 anos de militância no partido e trata o secretário- geral por tu.

“…Qualquer militante com alguns anos de partido recordará, no mínimo, que os dois últimos secretários-gerais, por razões diversas, abandonaram o partido e o país. É uma triste sina, de facto, ,só falta saber o que te levará daqui para fora, a Lei ou a tua consciência. Faço votos para que não sejas varrido da mesma forma que os socialistas italianos, fugidos à justiça”

“…sim,só eu e milhões de portugueses não sabiam nem sabemos até onde queres levar este povo…vais acabar mal, é mais do que certo, não sabemos até onde podes arrastar contigo a própria pátria. Basta, não queiras ficar como o último e único aprendiz de feiticeiro que a liberdade de Abril gerou.”

“Bettiino Craxi de seu nome, tinha outra agenda a cumprir, como mais tarde todo o mundo soube, paz à sua alma. E à do PS italiano e à do seu irmão-inimigo da democracia-cristã, tambem.”

“…não fabricas dinheiro, e esse facto tão banal vai virar todos contra ti, o povo é cruel, sem música não há festa, e a tua festa acabou.”

“Tecnicamente, é possível uma saída de cena digna e constitucional, artigo 195, alínea b) : a aceitação, pelo Presidente da República, do pedido de demissão apresentado pelo primeiro-ministro. Constituição da República. Para o bem do país e daqueles que dignamente e convictamente ainda acreditam na tua boa fé.”