Francamente!

O Papa afirmou que o poder e a ambição são tentações do diabo.

 O papa Bento XVI considerou hoje, no seu discurso do Angelus, na praça de S. Pedro, que “o poder, a necessidade de bens materiais e a ambição” são tentações do diabo que devem ser reprimidas.

 Ou o papa pensa que fala para estúpidos, considerando os outros burros, ou pretende passar por ingénuo, ou não consegue consciencializar a falsidade das suas palavras, ou procura intencionalmente escamotear a hipocrisia daquilo que diz.

 Bens materiais! Ambição!

Já se viu um potentado, a nível planetário, como a igreja católica? Não só do ponto de vista patrimonial, mas do ponto de vista económico-financeiro, do ponto de vista do money, money, money, dos altos interesses em variadíssimos bancos e empresas, dos astronómicos investimentos em todas as áreas e também naquelas que só deus sabe, mais do que reconhecidos e provados, sobretudo a partir da última metade do século vinte! [Read more…]

Golpe militar em Espanha

Foi em 24 de Fevereiro de 1981 que se malogrou o golpe militar chefiado pelo Ten. Coronel António Tejero que irrompeu pelo parlamento, com um grupo de guardas civis.

Sob a ameaça de pistolas e metralhadoras, foi possível ver-se na televisão os deputados esconderem-se, ao som de um tiro, debaixo das cadeiras com excepção do primeiro ministro Adolfo Suarez, o ministro Gutiérrez Mellado e o deputado comunista Santiago carrilho.

Juan Carlos, envergando o uniforme de comandante supremo afirmou que ” a Coroa não pode permitir a acção de pessoas que pretendam interromper o processo democrático” assim desactivando um golpe que até hoje não se sabe se saiu de uma cabeça perdida de um saudosista ou se os contornos eram mais ambiciosos se aquela primeira acção tivesse tido êxito.

O que se sabe é que saboreia a liberdade e a democracia que tentou tirar aos outros com as armas que lhe foram confiadas para assegurar o cumprimento da constituição.

Manuela Ferreira Leite confirma mentira de Sócrates

Com a confirmação por Manuela Ferreira Leite de que sabia do negócio PT/TVI, fica confirmado que Sócrates mentiu ao parlamento quando disse desconhecer  o negócio. Se a chefe da oposição sabia porque foi informada pelos seus boys, o que levaria os boys de Sócrates a não informarem o chefe?

Protegê-lo? Mas a única maneira de proteger um primeiro ministro é informá-lo antes do que a qualquer outra pessoa! Ou já estamos naquela fase em que mergulhou Salazar que já não mandava nada ( o presidente do Concelho era Marcelo Caetano) e os íntimos faziam-lhe crer que sim, que continuava a ser o chefe da nação?

Do que não há dúvida nenhuma é que o negócio só não se fez porque alguem deu com a língua nos dentes antes de tempo e porque havia outras hipóteses como se viu com a entrada da Ongoing. E no que não há mesmo dúvidas nenhumas é que a Manuela Moura Guedes foi calada ( o tal jornalismo travestido de que falava Sócrates) e Moniz, bem indemnizado, saiu da TVI!

Contra factos não há argumentos salvo se o assunto for com Sócrates!

Um conto da vida de Zé Pequeno (5)

(Continuando)

Todos os dias Zé Pequeno largava o trabalho e montado na sua bicicleta atravessava a Vila até Ribeiro Grande. Parava junto do pequeno quiosque fazendo-se distraído e mirava a serração. Seguia com atenção todos os movimentos por entre o gradeamento de ferro da frontaria, que lhe parecia uma fronteira. E todos os dias, via Luísa acompanhada por um homem de meia-idade de figura franzina no Ford V8 preto que parecia protegê-los de uma qualquer ameaça. “Deve ser o pai” pensava.

Percebeu então que pelo fim de tarde, Luísa costumava entrar no pequeno café onde demorava cerca de um quarto de hora, para depois regressar à fábrica. Era o melhor território para se fazer encontrado com ela. O melhor e o único.

Depois de dias de atalaia, levou por diante o seu plano. Num saco de pano acondicionado na grade da bicicleta, levou roupa limpa e os seus sapatos de festa. Após o dia de trabalho, o Senhor Nogueira guardou a bicicleta em sua casa, onde Zé Pequeno se lavou em pressas.

“Deita esta água de cheiro, homem. Se não vais a cheirar a sabão amarelo” disse o Senhor Nogueira segurando um frasco translúcido.

Na cabina do camião, Zé Pequeno ia descrevendo a figura delicada de Luísa e como lhe soara a um desejo a sua frase “Até mais ver”. Falava dela como se sentisse algo novo e que não sabia explicar. O camião parou a distância segura da serração e Zé Pequeno saltou do transporte, ajeitou a sua roupa e sorriu sem saber bem porquê. Logo apressou o passo em direcção ao café. Queria chegar antes de Luísa.

Entrou no estabelecimento com ar altivo, como se fosse cliente habitual e todos o conhecessem. Saudou distraidamente o empregado e pediu um quarto de águas, sentado-se defronte à vitrina, donde contemplava algo estranhamente novo. Alternava o seu olhar entre a vitrina e o relógio que pendia na parede. Apercebeu-se, então, quanto tempo demorava cada movimento pendular. Tornava-se até gracioso, aquele movimento que a ansiedade parecia fazer perdurar cada vez mais.

Surgiu então Luísa, caminhando pelo passeio em direcção ao café, que fez saltar Zé Pequeno da cadeira e o atrapalhou. De súbito já não se lembrava do que havia planeado fazer quando a mirasse. O pêndulo do relógio perdera as estribeiras e parecia ter entrado em pânico, como ele. Tentou repor a ordem nas ideias, mas elas pareciam estar contagiadas pelo pêndulo do relógio. De relâmpago, voltou a sentar-se, cruzou a perna e quedou-se numa nervosa tranquilidade.

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Na Madeira já se sabia que ia acontecer, e aconteceu

Também sou dos que acha não ser quando se enterram as vítimas a melhor altura para discutir porque morreram. Não é um momento de serenidade. O problema é que em relação à tragédia que ocorreu na Madeira esta reportagem tem dois anos. E era antes que se devia ter discutido o problema. Em democracia claro, regime que um dia também chegará à Madeira.

via Spectrum

Tudo deu quase certo no novo filme de Woody Allen

É Larry David que vemos quando vemos “Tudo pode dar certo” (título que não faz jus ao original ‘Whatever works’). É o autor e actor de Curb your Enthusiasm e argumentista de Seinfeld que nos surge, ao fim de uns minutos, a olhar para nós e a conversar, de forma unidireccional, connosco. Em concreto não é uma conversa. É ele que nos interpela, incluindo àqueles que comem pipocas de boca aberta. É a voz dele. Mas, na verdade, quem ali está é Woody Allen. É o realizador e argumentista do filme que é o nosso verdadeiro interlocutor.

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É Larry David que surge mas é Allen que fala connosco. O estilo, os tiques, a postura, os gestos são de David. O discurso, as palavras e as histórias da película são do realizador de “Manhattan”. E ainda bem que Allen preferiu não protagonizar a fita, deixando ao comediante radical a tarefa de desempenhar um homem complexado, paranóico e com tendências suicidas. Um homem que “quase ganhou o Nobel da Física” e que ganha a vida a ensinar crianças a jogar xadrez mas a quem trata mal. Muito mal. Um homem sarcástico, que canta os parabéns a você enquanto lava as mãos e sofre de pesadelos.

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Não fiz nada de mal, mas por favor não contem a ninguém

“Na noite de uma quinta para sexta-feira o senhor primeiro-ministro telefonou-me e pediu-me por tudo para não publicar uma notícia sobre a sua licenciatura”, contou o director do Expresso, acrescentando que estiveram “mais de uma hora ao telefone”, e que questionou várias vezes José Sócrates se “queria fazer algum desmentido ou correcção”.

Mas não, o primeiro-ministro pedia apenas, e reiteradamente, para que o texto não “fosse publicado”. “Antes disso”, contou ainda Henrique Monteiro, “já várias pessoas, políticos e não políticos me tinham manifestado incomodidade ou estranheza por notícias que tinham saído, mas por notícias que ainda não tinham saído foi a primeira vez”.

O engraçado é que ainda na segunda-feira vimos o licenciado ao Domingo com a maior lata deste mundo afirmar que não se tinha provado que tivesse havido qualquer favorecimento nesta anedota.

Pelos vistos não se provou, mas preferia que não se tivesse sabido.  Como se não fossem tantas as oportunidades que tem de demonstrar a qualidade do seu inglês técnico:

Mal-entendidos

Quando cheguei, já tarde, contava-se a história de um homem cuja vida fora marcada por um episódio dramático, ocorrido no final da adolescência. O episódio, que, pelas razões que a seguir se explicarão, não vos posso contar, tinha tanto de torpe como de pungente e era fascinante do ponto de vista ficcional. E foi justamente isso que entendi, que se tratava do enredo de uma obra de ficção.  Um romance a que me apeteceu deitar mãos de imediato, diga-se. Mas a narração do episódio chegava ao fim, impunha-se avançar para outro tema, e eu já não encontrei espaço para esclarecer de que autor e de que obra se falava.

Nos dias seguintes, procurei no Google. Não era fácil, apenas com um excerto da trama, sem saber autor nem título, nem coisa nenhuma. A temática levava-me a supor que se trataria de uma obra relativamente recente, mas a busca revelou-se infrutífera. Não conseguia encontrar nenhum registo de uma obra com esse enredo. [Read more…]

Da PJ a Sócrates, do sexo oral ao Parlamento

A PJ foi à SAD do Porto, buscar uns documentos. Terá a ver com transferências de jogadores, no cumprimento de uma carta rogatória da Bélgica. Pois é, o “clube regional”, negoceia transferências de jogadores a nível internacional, quem diria…

A “Comissão de Ética” do Parlamento ouviu o Director do “Expresso“, Henrique Monteiro, afirmar que José Sócrates chegou a telefonar-lhe para lhe pedir por tudo que não fosse publicada uma dada notícia acerca da sua licenciatura. Continuarão a chover exemplos da difícil relação de José Sócrates com a liberdade de imprensa. Algo que não é novidade, servirá apenas para refrescar a memória lusitana que é, tendencialmente, curta.

O sexo vende. É mais do que sabido. A publicidade que o diga. É o caso desta campanha anti-tabagista, que associa o acto de fumar ao sexo oral forçado. Que é outra coisa (o sexo oral) que é uma fixação dos portugas (relembro que para constatar isso basta ir á versão portuguesa do Google e escrever a palavra “como”).

Inês de Medeiros arrisca-se a ter de pagar do seu bolso as viagens a Paris para ver os filhos. Isto não se faz, conforme o nosso Ricardo Santos Pinto decerto concordará…

Uma nota final: aprovada a redacção final do casamento homossexual. Aguardemos pela decisão de Cavaco Silva.

O túnel belga

A polícia Judiciária efectuou buscas na SAD do FC do Porto a pedido das autoridades belgas. Ao que consta, as buscas prendem-se com a transferência de alguns jogadores e, aparentemente, com o empresário Luciano D’Onófrio.

Uff, ainda bem que foram os belgas. Se as autoridades fossem portuguesas lá teria Lisboa que arder, o polvo benfiquista seria acusado de manipular a PJ, a Liga, o CD, a magistratura  e sabe-se lá mais o quê.

Mata-Cães ou o criador e a criatura (Poesia & etc.)

Em meados dos anos 80, entre as muitas coisas que fazia, tinha a meu cargo a leitura de originais de uma pequena editora – a Salamandra, do Bruno da Ponte e do Veiga Pereira. Como sempre acontece a quem tem essa responsabilidade, era obrigado a ler muitos textos sem qualquer interesse, muitas vezes sem qualidade e, portanto, sendo de gente desconhecida, sem viabilidade de edição. Fazia um pequeno relatório de leitura e depois os donos da editora tomavam as suas medidas.

Muito raramente, era surpreendido pelo aparecimento de textos que se distinguiam no meio desse amálgama de lixo produzido por infatigáveis escrevinhadores. Devo abrir um parêntesis para vos confessar que o ler grandes doses de má literatura, acaba por embotar a capacidade crítica. Começa-se a ler um texto já com a ideia de que se vai ler mais uma pessegada. O pior é que quase sempre se acerta. [Read more…]

Pensamentos XIX e XX

XIX

Agarra-te a uma ideia.

Seguras-te melhor se essa ideia não for lisa.


XX

Um mais um, dois, dois mais dois, quatro, quatro mais quatro,

oito. Continua a contar, eu vou viver um bocadinho

e já volto.


Conheça o primeiro Caderno de Pensamentos do Sr. Anacleto da Cruz.

Cego é quem não quer ver e Sócrates não quer!

Boys abandonam o navio! Justiça se faça vamos todos para o fundo mas Sócrates tambem vai!

O desemprego está a crescer como não pode deixar de ser. As empresas fecham todos os dias, não há investimento, há a maior retracção ao crédito dos últimos anos e a duplicação do crédito mal-parado!

A procura interna e externa retraiu-se é pois normal que a tesouraria das empresas não tenha capacidade de expansão. Todos sabemos isso menos o primeiro ministro que continua no convés do navio a tocar clarinete enquanto o navio se afunda, como se viu e ouviu em recente entrevista.

O Boletim Estatístico do Banco de Portugal (tambem tu, Constâncio?) vem confirmar os maus presságios, pior, vem-nos dizer que a tendência é a de piorar mas  a dimensão e o ritmo dessa tendência é muito preocupante. Em apenas um ano o crédito mal parado cresceu de 2.5 mil milhões para 4.5 mil milhões o que quer dizer que as empresas estão moribundas.

As falências e o desemprego vão continuar a um ritmo crescente durante todo este ano e, na altura de contar os despojos , a situação vai estar próxima de uma falência mas esta nacional. O que sobrar não vai aguentar o esforço necessário para pagar pensões, fundos de desemprego, serviço da dívida.

Entretanto, o nosso primeiro ministro, sozinho e com a água pelo pescoço, desafina no convés!

Estamos em ano de Sem-tenário…


Anda Portugal inteiro raladíssimo com o défice e por isso mesmo, urge auxiliar o governo no corte da despesa. Pode bem começar num edifício contíguo, onde as verbas para 2010 serão as seguintes:

1 – Vencimento de Deputados ……………………………………………12 milhões e 349 mil Euros
2- Ajudas de Custo de Deputados………………………………………..2 milhões e 724 mil Euros
3 – Transportes de Deputados …………………………………………….3 milhões 869 mil Euros
4 – Deslocações e Estadas …………………………………………………..2 milhões e 363 mil Euros
5 – Assistência Técnica (qual?) …………………………………………… 2 milhões e 948 mil Euros
6 – Outros Trabalhos Especializados (quais?) …………………………3 milhões e 593 mil Euros
7 – Serviço restaurante, refeitório, cafetaria…………………………………………… 961 mil Euros
8 – Subvenções aos Grupos Parlamentares………………………………………………970 mil Euros
9 – Equipamento de Informática ………………………………………….2 milhões e 110 mil Euros
10 – Outros Investimentos (quais?) …………………………………….. 2 milhões e 420 mil Euros
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Pela demissão de Pinto Monteiro

O Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, já não tem condições de se manter no cargo. Aquele que devia ser o garante máximo da Justiça, no que ao Estado diz respeito, mentiu descaradamente a propósito das escutas que envolvem o Primeiro-Ministro e agora «mete os pés pelas mãos» para parecer que o seu único objectivo não foi proteger José Sócrates. Mentiu e ainda continua a mentir
E um PGR não pode ser mentiroso. E não pode ser o advogado de defesa do Primeiro-Ministro. Quando muito, é o advogado máximo do Estado. E por muito absolutista que gostasse de ser, José Sócrates não é o Estado. «Non, l´État c’est pas lui!» (está bem escrito, deputada Inês de Medeiros?)
Façamos o que temos a fazer e comecemos a pedir, desde já, a demissão do Procurador-Geral da República. O Presidente Cavaco, por maior nulidade que continue a ser ao fim de 4 anos de mandato, tem de servir para alguma coisa.

Inês de Medeiros quer passear à minha custa


Inês de Medeiros, moradora na rua de Santa Catarina, em Lisboa, foi eleita deputada à Assembleia da República pelo círculo de Lisboa.
Agora, diz que mora em Paris e quer que eu (e tu, amigo leitor, e tu) lhe pague uma viagem semanal de ida e volta para Paris. Em Classe Executiva, claro está, que a classe económica não faz jus à sua categoria (se fosse ela a pagar, até em «low-cost» viajava; como sou eu a pagar, tem de ir em Executiva).
Diz que os filhos estão lá a viver. E que tenho eu com isso?
O PS, como seria de esperar, está a usar todas as artimanhas para ver se passa. Equipará-la a deputada eleita pelo círculo da Europa foi a proposta do inefável José Lello. E no final, claro que eu – e tu, amigo leitor, e tu – vou pagar as viagens a mais uma que anda a parasitar o Erário público. Diz que é para ver os filhos que moram em Paris. E se morassem nas Seychelles, eu também tinha de pagar?

Não há ditaduras boas (a propósito de Orlando Zapata Tamayo)


Orlando Zapata Tamayo estava preso pelos crimes de desrespeito da ordem pública, desordem e resistência ao Governo de Cuba.
Um preso político, que iniciara há 85 dias uma greve de fome em protesto pelas condições das prisões do país. Morreu ontem.
Para aqueles que insistem em defender Cuba: não, não há boas e más ditaduras. Há apenas ditaduras e Cuba é uma delas.

Portugal-Tailândia: os 500 anos de uma grande embaixada


A Embaixada de Portugal ofereceu a esta comunidade cerca de 800.000 bath – que na Europa não é nada, mas para os Karen uma fortuna – para a edificação de uma escola dotada de biblioteca com ligação à internet, luz eléctrica, ventoínhas e até um pequeno laboratório de físico-química para aulas de introdução ao meio natural. Ao chegarmos à aldeia, fomos recebidos com júbilo por professores, autoridades locais e miudagem. Sem que ninguém o pedisse, retiraram da parede a bandeira portuguesa, aglomeraram-se no centro da sala e deixaram-se fotografar com a bandeira do longínquo país dos “farangues” para lá dos montes e oceanos que lhes quis oferecer uma migalha de dignidade que tantos outros, ricos e poderosos, lhes recusam. Confesso que me senti orgulhoso, pois desta gente nada temos a ganhar: aqui não temos interesses geopolíticos a defender, não somos candidatos à mercearia das barganhas comerciais nem seguimos o calculismo da intriga diplomática. Portugal veio a esta aldeia no fim do mundo só e apenas para fazer o bem. Isto lembrou-me a velha história que aqui venho contando sobre o sentido profundo e transcendente da missão portuguesa no mundo, uma ideia de fraternidade que outrora aqui trouxe missionários, capitães e soldados em busca de um novo lar português.

Leia mais A Q U I !

Escrever ou blogar, eis a questão (Memória descritiva)

A propósito da mini-polémica que aqui se desencadeou sobre o universo dos blogues, entre o aventor Carlos Fonseca e o artista plástico Leonel Moura, lembrei-me de um artigo de Pierre Assouline que, em 26 de Janeiro passado, foi publicado no “le Monde des livres” sobre os escritores blogueres. Antes de mais, temos uma inauguração pessoal – resolvi adoptar o verbo blogar. Blogar – verbo transitivo (do inglês to keep a blog). Não sou pioneiro, outros já o utilizam há tempos. Mas vamos ao tema.

Segundo diz Assouline, são mais raros do que se pode julgar os homens de letras que blogam e por duas razões: uma boa parte deles não mantém qualquer convívio com o computador e com o universo que se encontra subjacente, e os que estão ligados à net depressa se apercebem de que a manutenção de um blogue representa um exercício de regularidade e um acréscimo de trabalho que obrigam a sacrificar todos os dias algumas horas do tempo de escrita. Assouline não o diz, mas eu acrescento que, além do tempo que se ocupa a redigir os textos, o vício de consultar o blogue diversas vezes ao dia, ler e responder a comentários, transforma-nos em blogo-dependentes.

Diz o jornalista francês que o facto de não ser meio a que os escritores se afeiçoem facilmente, constitui ainda mais razão para referir aqueles que não só se aventuram por esses caminhos, como dão também um prolongamento de tinta e papel ao seu diário on line, como é o caso de José Saramago, de 87 anos, e do romancista francês Èric Chevillard, de 46 anos. Não vou transcrever as entrevistas, disponíveis na net, apenas referir um ou outro aspecto do conteúdo do texto de Assouline. [Read more…]

Conflito não resolvido entre economia e meio ambiente

“Mas eu não quero conforto. Quero Deus, quero

a poesia, quero o perigo autêntico, quero a liberdade,

quero a bondade. Quero o pecado.”

Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo

Chamou-me a atenção um ensaio do Dr. Daniel Sieben*, um jovem economista alemão doutorado, que recebi através de um amigo alemão. Por demonstrar que o pensar e agir sistémico-holístico se encontra instalado em todas as faixas etárias e por apontar exactamente na mesma direcção por mim postulada em relação à saída da crise, resolvi traduzi-lo. Espero que dê para pensar e que vos seja útil.

Rolf Domher [Read more…]

Apontamentos do Porto (7)

(Foz do Douro, Cidade do Porto)