Os golos do Benfica, hat trick de Di Maria

O Benfica ganhou facilmente ao Leixões por 4-0, tendo a equipa da casa jogado toda a segunda parte da partida reduzida ao seu meio-campo. Di Maria fez o primeiro hat trick da sua carreia e os primeiros três golos da época no campeonato. Cardoso foi um pouco perdulário e ficou em branco. O Benfica de Jesus jogou à sua imagem e não tirou o pé do acelerador até final do jogo. O primeiro lugar mantem-se, contra um adversário que roubou pontos aos principais rivais na discussão do título. No final o público ecoava “Campeões, campeões” numa clara manifestação de confiança no bom momento da equipa.

Ver os golos aqui.

FUTaventar S.L.Benfica #21

BENFICA ganhou ao Leixões por 4-0, com três golos do Di Maria.
O BENFICA entrou a todo o vapor e só um erro ENORME do bandeirinha impediu o BENFICA de marcar mais cedo. A sorte acabaria por ajudar a estreia do Éder Luís que, de fora da área, conseguiu abrir o marcador no estádio do Mar.

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Depois, foi carregar, carregar e o Cardozo a falhar – se visitar, caro leitor, os comentários em directo que fiz no twitter vai perceber como este jovem jogou…

O intervalo não mudou nada, a não ser o sentido do ataque do BENFICA – passou da direita para a esquerda! E aí foi sempre a abrir.

Di Maria fez o segundo:

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O terceiro…

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E o quarto:

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Para memória futura um escandaloso fora-do-jogo assinalado quando o jogo estava ainda a zero:

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Jesus acaba de assumir que amanhã vai puxar pelo Sporting! Gosto desta sinceridades, a que me associo!

As contradições de Rangel

Francamente, não consigo compreender a natureza humana.

Tenho o Paulo Rangel em conta de pessoa inteligente. Um homem da universidade, com experiência política e com vida para além desta. Ou seja, não consigo compreender estes últimos tiros no pé. Vejamos:

Primeiro jurou que era apenas e só candidato a Deputado Europeu, ao contrário de alguns dos seus adversários de circunstância. Mais tarde, informou que não seria candidato à liderança do PSD. Pelo caminho não se lembrava da sua eventual militância anterior no CDS-PP, como se tal facto fosse crime. Depois cometeu um erro de principiante com aquela sua intervenção despropositada no Parlamento Europeu. Já por esta altura, e confiando em pessoa que tenho por boa fonte, aparentou estar de pedra e cal com José Pedro Aguiar Branco, seu amigo. De repente, avisando por SMS alguns dos seus companheiros, apresenta-se como candidato à liderança do PSD. Não contente com tantas contradições, revelou em entrevista que viveu intensamente o 25 de Abril quando, pasme-se, tinha seis anos de idade (como jocosamente reparou CBO aqui).

Por último, como já a mesma fonte me tinha garantido, provou-se que foi militante do CDS-PP entre 96 e 99 – hoje, com piada, Ricardo Araújo Pereira na TSF destacava o facto de não se lembrar de entrar mas saber perfeitamente quando sair – e eu pergunto: qual o temor de Rangel? Por acaso é crime ter sido militante do CDS-PP?

Espanta-me esta sucessão de contradições. Assusta-me esta facilidade para a mentira. Pode, depois de tudo isto, ser candidato a Presidente do PSD? Pode, até Sócrates chegou a Primeiro-ministro…

Um conto da vida de Zé Pequeno (8)

(Continuando)

Os dias que se seguiram foram de trabalho. Trabalho árduo em que Zé Pequeno investia com persistência no seu juramento. Dias a fio trabalhando a pedra e saciando a sua fome de saber. De olhos vivos e atentos, de um azul que parecia reflectir o céu, buscava o saber e o aperfeiçoamento da sua arte. Queria ser o melhor pedreiro da obra, o melhor pedreiro do mundo. Era na sua arte que todo o seu ser se sustentava, o seu orgulho, a sua vaidade e a sua força.

Zé Pequeno não tardou a ser notado e comentado como bom artista, e volta meia volta a vida premiava quem se fazia vingar pela sua arte. Numa dessas raras voltas, Zé Pequeno foi contratado para a obra de S. Macário. O Senhor Nogueira carecia de alguém de confiança para trabalhar com o ferro e Zé Pequeno iniciara-se já com sucesso nessas lides. Sucesso que não obsta às más fortunas. Zé Pequeno em auxílio da dobra do ferro para uma cofragem, viu o seu braço direito ser infligido pela dor. Um dos ferros soltou-se, atingindo-o. Foi a confusão na obra. Todos acorreram para ajudá-lo, improvisando compressas para estancar o sangue que jorrava a impulsos. Não havia transporte da obra, o camião tinha ido carregar areia. Não restou alternativa a Zé Pequeno senão caminhar até à estrada, para apanhar a faniqueira que fazia serviço de carreira à Vila. Ali aguardou pelo transporte, enquanto o seu braço latejava por debaixo da compressa de trapos improvisada.

Por entre os minutos que sabiam a horas, ia-se queixando da sua má sorte e praguejava. Até que, por fim, o transporte quedou-se em sua frente. Entrou, e munido do bilhete descobriu o lugar sobrante que alcançou em três pequenos passos.

Foi então que encarou Luísa que se encontrava do lado da janela. De repente deixou de sentir qualquer dor, anestesiado que ficou pela surpresa. “E agora?” pensou ele, ao mesmo tempo que balançava a impulsos da estrada fraca. Instintivamente sorriu ao mesmo tempo que fazia evidenciar o seu braço martirizado, como que buscasse na pena uma ajuda. E Luísa sorriu com candura. Zé Pequeno sentou-se a seu lado e com a mão esquerda abriu o porta-moedas de Luísa que repousava no seu colo, guardou o bilhete e fechou novamente.

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Faltam 428 dias para o Fim do Mundo

Sobre a horrenda tragédia do Chile deixo para o aventador Prof. Raul Iturra, ninguém melhor do que ele para falar no tema. Tudo no dia em que a nossa Protecção Civil alternou entre o amarelo, laranja e vermelho. Como sou um cidadão cumpridor, estou enfiado em casa. Não sei se aproveite para exercitar os músculos (banhas) na Wii ou se espere novas da bola.

No fundo, ficar em casa sempre significa colocar a leitura em dia e ver como andam as modas laranja (e não estou a falar do temporal de hoje mas de outro que se avizinha).

Ernâni Lopes – oportunidade na Madeira

Ernâni Lopes, ex-ministro das Finanças, diz que a tragédia da Madeira é uma oportunidade para salvar a ilha e para mudar o modelo de desenvolvimento.

É agora possível, já que tem que se investir milhões para recuperar a Madeira, proceder à correcção dos erros cometidos, e relançar a principal actividade económica da região, o Turismo, em outros moldes, abandonando a política de betão e tirar maior partido da beleza natural da ilha.

Manda o bom senso que os túneis, pontes, autoestradas, edifícios, hotéis deixem de  ocupar todo o bocadinho de terra que resta e se passe a exigir um turismo de qualidade, incompatível com a concentração do betão e da demografia predadora.

Já agora vale a pena falar na ilha de Porto Santo, santuário recentemente descoberto pelos “artistas” do betão, as construções já andam muito perto da areia da praia e da água, tudo gigante, a invasão já deu os primeiros passos.

Adeus ilha de Porto Santo

Como tu não há igual

és a praia mais bonita

do reino de Portugal

cantava o MAX com o lenço na cabeça, ainda o vi já velhinho, nas festas das empresas a desafinar que era uma aflição. Pobre MAX se soubesses o que fizeram à terra que tanto amaste e que tanto cantaste!

Uma calamidade por semana, no mínimo

Primeiro foi o Haiti, a semana passada a nossa Madeira e hoje, mal desperto do sono, acedo à Internet e deparo com a calamidade do Chile – um terramoto que, no momento em que escrevo e segundo notícias actualizadas, já conta com 122 vítimas mortais. Certa e infelizmente, este número tende a crescer e bastante; serão muitos mais. Basta atentar no grau de devastação que atingiu a pátria chilena, terra onde tenho amigos, na capital Santiago, de quem nada sei. Já tentei colher informações deles através do facebook, mas as mensagens do chat passam a tal velocidade que torna impossível a leitura, mesmo ao mais célere dos leitores. Através das mensagens, consigo apenas aperceber-me de que há apelos dramáticos de chilenos, localizados em vários pontos do globo, procurando desesperadamente familiares e amigos com quem não conseguem contactar.

O povo chileno não merece isto, ou mais correctamente, a estrondosa maioria dos seres terrenos, seja onde for, não merece tão severos e desvatadores castigos das forças naturais. Porém, a Natureza reage com eloquência e discricionário poder de revolta aos desmandos dos humanos. Para infortúnio dos mais humildes e indiferença dos mais poderosos, entre os quais os principais líderes políticos que, em Copenhaga e como agora usa dizer-se, continuaram a assobiar para o lado e a proporcionar substanciais reforços de contas em bancos de ‘offshore’. Até quando? Não sei e duvido que alguém tenha resposta convincente.

Para os interessados em acompanhar em directo o que está a suceder no Chile, sugiro que acedam ao sítio tv-de-chile.

Uma Grande de Portugal


As mais extraordinárias iniciativas são por vezes desconhecidas da imensa maioria, para quem apenas é notícia aquilo que a imprensa entende divulgar. As obras de assistência social são hoje geralmente aceites como da atribuição desse ente que flutua acima das nossas mortais consciências e que se convenciona denominar como Estado. Esta mirífica entidade do éter, é afinal a soma de todos os portugueses e esta é uma clara verdade que não queremos reconhecer, devido ao muito luso e atávico costume do desinteresse pela coisa pública. Esquecemos facilmente associações beneméritas – algumas velhas de séculos – e que preencheram o imenso vazio que as mentalidades de outrora votavam a dezenas de gerações que permaneceram na desafortunada base da pirâmide social.

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Sismo no Chile: "Parece o fim do mundo"

Um sismo de magnitude 8,8 ocorreu por volta das 3h30 da madrugada ( hora local ) com epicentro a 90 quilómetros de Conceição, segunda maior cidade chilena. O abalo fez-se sentir em todo o país, sendo, neste momento, impossível conhecer as suas consequências. Sabe-se, para já, que grande parte das comunicações não funcionam, que o número de vítimas não pára de subir e que, até agora, já foram sentidas mais de vinte réplicas, algumas de magnitude superior a 6.0.

O japão lançou o alerta de tsunami para todo o Pacífico, estando várias operações de retirada de pessoas a ocorrer em diversas ilhas, nomeadamente na Ilha de Páscoa e no Havai.

Sobre sismos, medidas a tomar e precauções consulte o nosso dossier no Aventar.

Antropologia no ISCTE-IUL, segunda parte

Bronislaw Malinowski, fundador da Antropologia Britânica, nosso antecedente

Falava ontem de recrutamento dos docentes do Departamento de Antropologia Social do ISCTE, ou Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, hoje IUL ou Instituto Universitário de Lisboa. Os dois, quase universidades. Por outras palavras, nem Universidades formais nem institutos politécnicos. O problema não era o nome da instituição, o problema era a licença para manter e sustentar mais uma Universidade Pública ao longo do país.

Universidades privadas haviam muitos, mas eram sustentadas pelas altas propinas de matrícula que os estuantes deviam pagar e com o apoio, mais diminuído que o outorgado as 12 universidades públicas, da parte, nesses anos, do Ministério da Educação. Nesses anos, digo, porque hoje em dia o ensino superior, é dizer Universidades e Institutos de ensino Superior, encontram-se baixo a alçada do novo Ministério de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

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Almoços gratuítos desagradáveis

Primeiro todos ganharam com o endividamento da Grécia (e não só), manipuladores e manipulados. Uns sugeriram que a CEE significava almoços gratuitos para sempre e os outros acreditaram.

E agora os manipulados vêm-se “gregos”. São eles os primeiros a ter que passar pelas armas. Os manipuladores seguir-se-ão mais tarde. É assim quando o inútil se junta ao desagradável. Continuar a ler “Almoços gratuítos desagradáveis”

A questão dos tabacos (Centenário da República)


A antiga Fábrica de Tabacos de Xabregas

1906 foi um ano crucial no desgaste do regime monárquico. Para além da crise política que vinha de trás, a questão dos tabacos e a dos adiantamentos à casa real, embora correspondendo a factos e a erros ou atropelos da legalidade por parte dos sucessivos governos, foram aproveitados pela máquina de propaganda republicana (e não só).

Vejamos a questão dos tabacos. Não vos vou contar a história desde o princípio, de como a partir do século XVI a planta começou a ser introduzida na Europa. No século XVIII, em Portugal, o negócio do tabaco era já significativo. Uma lei de 1736, assinada por D. João V, proibia a entrada de planta estrangeira, em Portugal e em todos os territórios administrados pela Coroa. Continuar a ler “A questão dos tabacos (Centenário da República)”

Antropologia no ISCTE-IUL, primeira parte

antropólogos a ensinar, como Einstein
Lembro-me de ter escrito num outro ensaio intitulado As minhas memórias do ISCTE, hoje IUL, de 23 de Dezembro do ano passado, como éramos pequeninos nos anos 80 do Século passado. Remeto para esse texto, a história das nossas vidas e porque quer o tempo, quer o espaço, são curtos. Também, não queria dar mais trabalho à Maria da Graça Pimentel, que revê o texto antes de publicar, nem ao João José Cardoso, que tem emendado erros informáticos meus ao longo do último ano.

Éramos poucos, muito poucos e apenas uma licenciatura, partilhada com a de Sociologia. A Sociologia era o alvo do nosso patrão, Adérito Sedas Nunes. Mas, confidenciou-me um dia que à Sociologia fazia-lhe faltava uma coisa que não estava bem certo do que seria, até reparar que era o método comparativo com povos de outras culturas, sítios geográficos e costumes. Já havia esse tipo de ensino, com os hoje Professores Catedráticos, os Doutores Joaquim Pais de Brito e José Fialho Feliciano. O primeiro, ensinava usos e costumes de Portugal, na linha de Jorge (António) Dias, da sua mulher alemã Margot, de Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Eanes Pereira. Estudavam Portugal, a correr, antes que se fosse embora a residir pelas vias estrangeiros, trazidas ao ISCTE por todos nós. Com formas diferentes de ensinar, saber, pensa e investigar. Como de facto, aconteceu. Continuar a ler “Antropologia no ISCTE-IUL, primeira parte”

Guerra Santa – Kadhafi não esquece os minaretes

Cá se fazem cá se pagam. Leiam porque é que o espaço de Schengen se encontra seriamente ameaçado. Se a perda de poder solidário do ocidente no mundo continuar, qualquer dia nas nossas relações com os países muçulmanos verificar-se-á uma obediência antecipada da nossa parte. Será o fim das nossas liberdades democráticas.

Rolf Domher

SPIEGEL ONLINE, 02/26/2010

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Alpine Jihad: Libya’s Gadhafi Declares Holy War Against Switzerland

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The feud between Libya and Switzerland has been simmering for months. On Thursday, Moammar Gadhafi went on the offensive, calling for a jihad against the Alpine country.

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