Um post exclusivamente para a malta

Até os resultados da bola ajudaram à coisa.

PGR mentiu no parlamento

Foi antes do carnaval, não pode ser brincadeira. O PGR mentiu, tal como o primeiro ministro, na Assembleia da República dizendo que as escutas que mandou destruir continham escutas a José Sócrates, o que numa delas não é verdade. Eram conversas unica e exclusivamente entre duas pessoas que estavam a ser escutadas por ordem de um juiz!

Isto é de uma gravidade extrema, como é possível orgãos de soberania não poderem ter confiança no mais alto magistrado do Ministério Público? A pressa em mandar destruir as escutas tem a ver com o que lá está, pelos vistos tão grave? Não se esqueça que dois magistrados de Aveiro acharam que sim, que era grave e por isso determinaram a abertura de um inquérito.

Como pode um governo tomar medidas fortes e ter força para as manter se a credibilidade é nula? E nós, “Zé Povinho” acreditamos em quem?

Depois há quem se queixe ao ver dezenas de milhares romarem (e rumarem) a Fátima! Ou ver os estádios de futebol cheios! Ou ver os morangos, e os ídolos guindados a coisas muito importantes…

FUTAventar – guarda-redes sem braços II

Quando a bolinha começou a rolar escrevi sobre a ausência de braços num posto específico desta coisa da bola!
Ao contrário de alguém que aqui adivinhou o primeiro não vencedor dos ídolos, eu acertei em cheio!

Aumentos na Função Pública, PS e Sindicatos

O movimento sindical português é dos menos poderosos da europa e ao contrário do que se diz na opinião publicada, Portugal tem dos mais baixos índices de conflito social, expressos, nomeadamente nos dias de greve, coisa quase impossível de acontecer nas empresas privadas.
A ditadura do dinheiro, o excesso de patrões e a falta de empresários, uma ditadura durante anos e um movimento sindical algo conservador justificam tal situação.
A negociação que tem havido entre o governo e os sindicatos da função pública tem sido pouco mais que anedótica. De um lado, os sindicatos dizem, com razão, que não podem ser sempre os mesmos a pagar a factura. Do outro, um infeliz secretário de estado, diz que é melhor estarem caladinhos porque no privado há gente sem emprego e por isso devem ficar bem satisfeitos com o que têm.
No meio disto uma coisa inovadora, até do ponto de vista matemático, que é o “aumento zero”. Será que alguém me consegue explicar o que é um aumento zero?
A realidade dos números mostra que a Função Pública foi aumentada desde 2000 18,16%. Mas, a inflação foi nesse mesmo período de 28,8%. Isso mesmo: os funcionários públicos nos últimos dez anos perderam 10% dos seus vencimentos.
Mas, com tal realidade, como é que a FRENTE COMUM, agora liderada pela Ana Avoila (candidata do PCP à C. M. do Barreiro) não consegue fazer valer a sua razão?

Se com Paulo Trindade (ex-deputado do PCP) nunca foi possível fazer valer a razão de quem trabalha, com Ana Avoila, só a sua presença é motivo de derrota. Não se trata de apresentar uma dimensão pessoal, porque no plano pessoal as pessoas merecem o máximo de respeito, mas antes de ver algo que não está bem: os líderes do movimento sindical na administração pública são maus!

Enquanto trabalhador da Administração Pública estou a perder há pelo menos 10 anos. Pergunto: as organizações que me representam vão ou não conseguir afirmar a nossa razão?
É que fazer greves de calendário, só porque sim… Creio que é um mau caminho!

Os golos de Hulk no FC Porto – Braga

1-0

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/icdUZa6p5ujHuzqEGEM1/mov/1

2-0 [Read more…]

Um conto da vida de Zé Pequeno (2)

(Continuando)

Findo o carreiro, precipitaram-se para o portal da casa, ao fundo de uma empena. Soltaram o som do pequeno sino que alertava a gente da casa.

Por entre os portões de madeira com grossos cunhais de ferro, surgiu gente que os levou aos donos.

No patamar do alpendre, Zé Pequeno mirou duas raparigas de idades aproximadas, ao lado de um homem com roupas limpas e corrente de ouro reluzente sobre o colete castanho.

Maria Pequena saudou com a humildade de quem passara os muros de um mundo que não era o seu e assim negociou o preço, por entre gestos repentinos e queixas de mercadora.

Seu filho admirava a sua esperteza, o seu modo de fazer negócio. Mas naquele instante ele estava atento às duas raparigas do patamar. Especialmente à Lourinha, o nome que logo de cabeça lhe pôs, pelos seus cabelos louros aos cachos. Das duas, era sem dúvida a mais bonita.

Mirava-a nos olhos à busca de um sorriso, mas o seu rosto parecia manter-se inalterado. O que o entristecia, sem saber bem porquê.

Às ordens de sua mãe, Zé Pequeno e os demais seguiram para o laranjal. Contrariado, voltou as costas à rapariga para seguir o grupo.

Um a um, tomava o peso das laranjas às suas costas num pesado fardo, e tomavam o longo carreiro para a pobre casa onde iam arrumando as laranjas num improvisado barraco.

Às costas lá iam suportando o peso da vida árdua, mas de onde vinha o sustento para a fome de cada dia.

Sempre que passava pelo patamar, Zé Pequeno olhava em busca dos cachos louros, mas não mais os viu.

[Read more…]

Arsenal do Minho tem redes sem braços?

Esta semana houve um clube equipado de vermelho que trouxe um guarda-redes sem braços para jogar no dragão, algo facilmente sustentável pelo vídeo que se segue.~

A pergunta que se coloca é:
será que o Arsenal que neste preciso momento começa o jogo no Dragão tem um redes sem braços?

Patriotismo e PS, uma relação estranha

As minhas noções de economia são escassas e não vão muito para lá do que qualquer trabalhador deste país sabe – no fim do mês sobra quase sempre mês no fim do dinheiro.
Em torno do orçamento de estado tem havido, fundamentalmente 3 correntes de opinião:
a) governo, PS, boys, empreiteiros, os do costume, etc- é preciso reduzir a despesa do estado e isso é feito à custa dos funcionários do estado, isto é, a fatia salários é a culpada das desgraças do país.
b) Oposição PSD: o corte tem que ser feito nas obras públicas de grande dimensão que não geram emprego.
c) Medina Carreira e Silva Lopes: isto não vai lá com paninhos quentes. Temos que reduzir e já a despesa.

Os boys do PS dizem que estes últimos são anti-patriotas porque só falam do que está mal, esquecendo o que de bom há no país. Eu costumo dizer que patriotismo é pagar impostos…

Os argumentos de Medina Carreira e Silva Lopes são os que mais me convencem – a cortar que seja já, sem pena de afectar A ou B. Sugerem um corte IMEDIATO de 5% em todos os salários e pensões, por exemplo, acima de mil euros / mês (informação ao leitor: eu faço parte deste grupo).
Dizem que assim conseguimos reduzir 5% da factura imediata e que isso será um grande contributo.
Sugiro, eu, [Read more…]

You are growing up far too soon. Mays'Diary

I never know if I shall see you when you be big, if you are already big after 49 days of having been born! That speed will give me no time to see you  to crawl first, to tumble as you try to walk and to play with your friends! [Read more…]

Madeira, o balanço possível

Depois do dilúvio a acalmia parece ter regressado à Madeira. O tempo, agora, é de localizar desaparecidos, socorrer dasalojados, cuidar dos feridos e repôr comunicações com povoados e habitações que permanecem isolados. É tempo também de desobstruir vias, limpar acessos, e voltar a alguma normalidade quotidiana. Os recenseamentos já começaram e estão em actualização constante: 40 mortos, 70 feridos, 248 desalojados. Outros balanços se farão posteriormente: políticos, técnicos, ecológicos.

Alberto João veio já declarar, contra toda a evidência, que as obras dos últimos anos minimizaram os prejuízos. O continente, durante os próximos dias, será tratado como um amigo que até já disponibilizou fundos e meios económicos. O julgamento público, na ilha, não sei se se fará. O mau tempo é o único responsável, eis a mensagem que o governo regional se esforçará por passar.

Depois, o regabofe continuará: construção desenfreada, impermeabilização indiscriminada de solos, ocupação de zona de cheias, encanamento de ribeiras, “tunelizações”, desflorestação, minimização da laurissilva.

Consequências a tirar? Confiar na boa disposição  S. Pedro e esperar que um dia alguém corrija os erros que entretanto se vão acumulando. É pouco, muito pouco.

Madeira: Será possível regressar à normalidade?

A tragédia provocada pela tempestade na Madeira é só mais uma prova da nossa fragilidade perante a natureza. Dizemos sempre isto quando as forças naturais nos afectam. Mas depressa o esquecemos quando tudo regressa à normalidade.

Mas não há regresso à normalidade para quem perdeu familiares ou amigos nesta tragédia.

Pensamentos XIII e XIV

XIII

A linha recta, caro amigo, não existe.

Deus escreve circular por linhas tortas.


XIV

Não é, exactamente, a falta de fim que define o infinito.

É a falta de princípio.


Conheça o primeiro Caderno de Pensamentos do Sr. Anacleto da Cruz.

Chamou-lhe um Figo!

O Presidente do Tagus Park nada sabia acerca do contrato com Figo o que bem vistas as coisas só quer dizer que não pertence ao “inner circle”, não tem nada que saber, é assunto interno do PS!

Figo fez o que tinha a fazer, ganhou o dele, faz render a sua imagem enquanto de lembram dele, nada a dizer. É pouco ético enganar os eleitores fazendo crer que está perdido de amores por Sócrates e que o seu apoio era desinteressado? Pois sim, mas só um ingénuo é que vai nisso.

Mas que dizer de uma empresa com dinheiros públicos que utiliza a massa para financiar a campanha do partido do governo e que por acaso tem lá os boys donos do dinheiro? Pagar a Figo para ser cabeça de cartaz de uma campanha de propaganda ao País é íligitimo? Não, não é, salvo se ele  estiver a ser paga pelo empurrãozinho que deu ao candidato Sócrates.

E cá estamos no lamaçal que Sócrates adora. É, mas não é, estão lá os amigos e os boys mas ele não sabe de nada, os xuxas trabalham sem o chefe saber, são mais Sócrates do que Socrates, afinal quem é que aos 39 anos ganha 2.5 milhões de euros/ano tanto quanto ganharia um funcionário público no topo da carreira ao fim de 20 anos. Reparem, não é ganhar o mesmo ,eram precisos 20 anos para juntar um só ano do milionário vencimento!

Isto é algo tão escandoloso que não vale apena sequer tentar que as pessoas se sintam motivadas.

Nos ricos países sociais- democratas a relação é de 1 para 3, em Portugal é de 1 para 8 !

A que limite poderá chegar a ganância?

Viva o luxo! Novo e desnecessário aeroporto

Apontamentos do Porto (4)

(Rio Douro, Barcos Rabelos, Cidade do Porto)

Até ao último grão de pólvora!


Dois luso-tailandeses

Hoje, junto do cemitério onde jazem cerca de 200 restos mortais de luso-siameses, evoquei essa tragédia. Aquela gente lutou até ao último grão de pólvora e não vacilou ao decidir lutar pela sua liberdade. Uma lição de heroísmo que integra as mais vibrantes páginas da saga portuguesa nos confins desta Ásia que celebrará proximamente a aliança na paz e na guerra entre dois povos. Os luso-siameses terão compreendido perfeitamente o sentido daquela façanha que hoje evocámos. Os tailandeses, todos falando um excelente português, compreenderam, também eles, que os portugueses não vieram aqui apenas para fazer business pois, chegada a hora decisiva, lutaram ombro a ombro com os siameses na defesa da terra comum, não deixaram cair a bandeira e não tentaram, como outros, fugir e salvar os cabedais. Morreram pela sua liberdade; é tudo.Isto merecia uma coprodução épica luso-tailandesa ou o nome de uma avenida lisboeta: Avenida dos Heróis de Ayutthaya.

Leia mais A Q U I !