Pela liberdade de expressão

São seis da tarde de sexta-feira, dia 11 de Fevereiro de 2010. Neste momento encontra-se um oficial de justiça na sede do semanário Sol, procurando executar uma providência cautelar que visa impedir a divulgação de notícias relacionadas com o processo Face Oculta.

Sintomático.

Hoje pela hora do almoço, reuniu-se uma centena de bloggers diante do Parlamento, protestando pela actual derrapagem liberticida que se verifica em Portugal. Acusam-nos a todos de paranóicos e de estarmos ao serviço de um partido da oposição. Pois não estamos. Havia gente do PC até à Direita e estavamos sobretudo interessados em salvaguardar aquilo que ao fim de três décadas, consiste na conquista que verdadeiramente interessa a todos: a liberdade de expressão.

As notícias veiculadas pela comunicação social, confirmam plenamente os nossos receios. A Justiça não é independente e encontra-se politicamente dirigida. Intolerável.

Pela parte do Aventar, cumprimos o nosso dever.

Comments

  1. maria monteiro says:

    No livro “Memórias vivas do jornalismo” Acácio Barradas (1936-2008) refere na entrevista que lhe foi feita «O clique que operou em mim essa transformação radical só se verificou de facto em Maio de 68, quando em Lisboa deparei com esta frase na porta de um casal de jornalistas meus amigos: «Nunca escrevas nada que não possas assinar». Esta frase fez mais por mim do que mil sermões. Mas se é certo que, nesse tempo, havia muita ignorância sobre questões de ética e deontologia, que podem tornar desculpáveis certos comportamentos, que dizer do que se passa hoje e me parece bastante pior? Ainda recentemente, a badalada Teresa Guilherme proclamou aos quatro ventos que «quem tem ética passa fome». Nem sequer lhe ocorreu acrescentar: «mas tem dignidade e merece respeito». Esse hoje foi em 10-2-2005 (data da entrevista) e o livro foi apresentado ontem 11-2-2010.

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