O ditador líbio cita Franco, comparando a entrada deste em Madrid à tomada de Benghazi. Sem capacidade militar para se defender da aviação, da artilharia e das tropas de elite de Gadafi, a população de Benghazi aguarda o massacre, enquanto muitos tentam a fuga. Gadafi ameaça:
“Estás son las últimas horas de esta tragedia, llegaremos esta noche y no tendremos compasión“
Os resistentes preparam-se para morrer como os republicanos espanhóis, sabem que o gritar Não Passarão de pouco lhes servirá.
Entretanto o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma zona de exclusão aérea. Ver ingleses, franceses e americanos a intervir num país estrangeiro traz-me as piores recordações. Mas ver morrer os resistentes de Benghazi seria sem dúvida o pior dos pesadelos.
Neste conflito se decide a sorte das revoltas árabes que enfrentam ditaduras sanguinárias. A Arábia Saudita já invadiu o Bahrein. Esta é a última esperança de que evitando um banho de sangue os revoltosos de toda a região ganhem o alento necessário para a sua luta.








Aqueles “revoltosos” não me parecem muito organizados e enquadrados. Não se vê ninguém com nivel superior, Professores, economistas, políticos da oposição, militares ou deputados a dar a cara pela “liberdade”.Parecem, isso sim, um bando de arruaceiros que pelas suas funestas e interesseiras acções estão a prejudicar em muito a população de um país, que até à sua acção era sossegado e próspero.
O presidente da Líbia tem razão ao dizer-lhes o que disse. Amanhã, já não haverá senão bandeiras verdes e festejos na rua. Se a população estivesse armada os chamados revoltosos já tinham fugido para o Irão.