O farsola e o pote
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[…] PS começa a propaganda eleitoral com um vídeo de Miguel Portas, e armado em esquerda. O partido de José Sócrates mente, não é novidade. Se tivessem cara diria […]
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
[…] PS começa a propaganda eleitoral com um vídeo de Miguel Portas, e armado em esquerda. O partido de José Sócrates mente, não é novidade. Se tivessem cara diria […]

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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Sobre isso não tenho a menor das dúvidas [de que Passos não vai ganhar as eleições].
Que fantásticas coisas não serão as que têm o condão de fazer este deputado ter uma dúvida…
Vai uma aposta?
… Para mim, Passos Coelho ultrapassou o prazo de validade.
São já muitos os episódios em que dexou exposta a faceta imatura; em que, pela dureza da realidade, se mostra desconfortável, incapaz de dar uma opinão ou parecer que se mantenha por algum tempo… O que, de seguida, me leva a perguntar, quem é esta gente, sem experiência de vida, e de que modo chega aos lugares de decisão e se apresta para decidir sobre o destino de tanta gente?…
Haverá alternativa?… Não vejo. Olho para toda a gente que ciranda pelo hemicíclo, e não consigo enxergar quem ofereça confiança. A casa está preenchida por essa perigosa mistura de ingenuidade e perversão. Tudo isto agravado pela existência de um Presidente sem inteligência nem frescura para estabelecer e impôr directrizes; demasiado fragilizado pelo rescaldo do BPN, compreendendo, também, o comportamento de figuras que lhe são próximas —digo “são”, porque, apesar das evidências, Cavaco Silva não as expõe, não as responsabiliza; sem o que, por razões óbvias, não pode recuperar ou salvar o que resta do capital de confiança que lhe foi atribuído e que, apesar de tudo, se atribui.
Se, por um lado, se poderá louvar a fidelidade por se ser amigo; por outro, estão em causa factos demasiado graves, que, por tão danosos para o erário público, deixam a ideia, razoável, de que, ao invés de fiel, seja cúmplice…
É este o País que se debate, em estertores, pela sobrevivência; minado por todas as viroses; e com todos os algozes tentando salvar os fundos e a pele, em vez de, abnegadamente, procurarem soluções… Mas que soluções, se, havendo, a sua aplicação feriria os seus interesses; levá-los-ia à reposição do que roubaram, mais à perda do estatuto de privilegiados?
Que Justiça os confrontaria, se, ela própria, não escapa ao clima de promiscuidade, na medida em que não há delitos, cometidos em tão elevados patamares, sem a cumplicidade de figuras de relevância nos domínios da Justiça? Ninguém chega tão longe, sem conselho avisado, sem aconselhamento seguro; sendo essa a razão por que a Justiça —ou a parte da Justiça que gostaria de agir— emperra; porque ninguém progride, na carreira, sem “benção”.
Há, em tudo isto, um dado novo. A Comunidade Económica Europeia. Os contratos assinados, as responsabilidades assumidas. Porque, enquanto Salazar devia a si mesmo todas as explicações, por não estar hipotecado, agora, há organizações externas à espera de que os portugueses se expliquem; necessitam saber que bases suportam os pedidos de ajuda, e quais as que garantem que os compromissos serão cumpridos…
Não é tarefa fácil, porque, depois de Abril, todos os limites foram derrubados, e todas as tolerâncias se impuseram. Deixou-se instalar a ideia de que era possível viver sem fazer nada, e que as escolas eram, apenas, meros pontos de passagem, onde, melhor ou pior, esperavam as passagens administrativas…
A necessidade de aproveitamento passou a ser coisa estúpida, porque o que todos queriam era ser felizes… E a verdade é que foram!… Mas chegou a factura. E chegou numa altura em que ninguém está disponível para sacrifícios; ninguém quer prescindir de privilégios, mesmo dos abusivos, por excessivos.
Meus caros, repito o que já escrevi: alguém tem que impôr uma ditadura. Alguém tem que, com conhecimento e isenção, estabelecer e fazer cumprir modos de comportamento. Se não acontecer, a Vida se encarregará de nos fazer provar o que há de mais amargo, porque a realidade não se compadece e altera todos os cenários. Virá o dia em que, sem hesitação, dirá: —Acabou o recreio!