Selecção regressou de Barcelona

Armindo de Vasconcelos

Chegou ontem à noite a Portugal, vinda de Barcelona, a selecção nacional de hóquei em campo, que ali cumpriu um pesadíssimo programa de treinos e jogos de preparação para a Liga Mundial.

De facto, todos os dias, a equipa nacional acrescentava, a duas horas e meia de treino, um jogo. Dois deles, contra a equipa principal do colosso do hóquei espanhol, o Atletic Terrassa; outros dois contra a equipa B, o Vallès.

Da dureza do programa se ressentiram alguns atletas (William Rogerson, David Franco, Leandro Morais e Ricardo Silva), que deixaram o seleccionador Hugo Gonçalves praticamente sem soluções atacantes até final da preparação.

Quanto aos resultados desportivos, nada a fazer contra o poderio do Atletic: uma derrota por 4-0 e outra por 7-1, esta última quando Portugal já contava apenas com 12 jogadores de campo, sem grandes soluções por isso.

Frente ao Vallès, uma primeira derrota por 3-0 e um empate no jogo final, a três bolas.

Hugo Gonçalves pronunciou-se assim sobre o primeiro jogo: “Perdemos todos os atacantes, o que condicionou o plano de estágio. Temos que repensar a estratégia para os próximos dias”.

Sobre o segundo jogo, falou José Manuel Nunes, director responsável pela comitiva: “O cansaço foi enorme, o esforço foi ímpar, dadas as limitações criadas pelas lesões. A grande diferença no resultado prende-se com a eficácia nos cantos curtos. Estamos apreensivos sobre a recuperação atempada dos atletas lesionados”.

Depois da derrota com o Vallès, Hugo Gonçalves referiu: “A relocação de posições e o recurso a situações alternativas dificultaram o nosso jogo, mas penso que a apreensão de conceitos de posse de bola na defesa e no meio-campo começa a dar frutos”.

Terminado o último jogo, o seleccionador concluiu: “Uma vez que decidimos contornar o cansaço dos atletas com o jogo a ser disputado no formato de 20x20x20 minutos, a equipa demonstrou importantes princípios de jogo, principalmente na fase de construção, e conseguiu durar mais tempo. Daí o resultado, mais próximo do que pretendíamos, embora uma vitória fosse importante como tónico motivacional”.

Comments

  1. maria celeste ramos says:

    Portugal já foi campeão do mundo durante anos e anos – Montreux – eu ouvia na Rádio pois nem havia TV – imbatíveis – mas Espanha aprendeu e não deixa de rivalizar com – na altura o futebol era incipiente

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