Proposta da CGTP como alternativa aos “sacrifícios e destruição da economia”

A ler aqui. Que comentários vos merece?

Comments

  1. moimeme says:

    o único comentário que me merece é que acordaram tarde e agora que se sentem ultrapassados pelo povo não adianta fingirem-se de virgens ofendidas…


  2. O PCP não é um partido muito ouvido em lado nenhum e muito menos nos politólogos habituais das TV todas – até há, sempre que é citado, um risinho de escárnio mal disfarçado, e eu que não posso estar mais longe do PCP do que sempre estive sobretudo desde o “verão quente de 1975” entendo que não o PCP é um partido com a mesma legalidade de existência do que qualquer outro e nem sequer merece menos respeito do que qualquer outro – aliás vê-se pelas duas mega manifestações que respeito merece a direita (PS+PSD) =01H Assunção Cristas mostra-se a cortar cachos de uvas no Douro (tudo tão sêco) o que é mais um acto circense desta ignorante (idêntico ao Paulinho das Feiras), mais ignorante ainda do que os seus pares anteriores das mesmas pastas como nem precisa de se demonstar pois está à vista a que deserto e miséria chegou o país paisagistico e agrícola com o somatório das acçoes dos seus antecessores e ela nem é pior do que les – e talves estando nos “lugares” aprenda alguma coisa ou saiba, melhor, como “vender” o resto que os antecessores venderam à CEE/UE – E sendo que por acaso um dos melhores presidentes de câmara que puzeram Évora no mapa da unesco, foi um PC que fez vários mandatos e estimou e mandou restaurar a cidade exemplarmente – agora não sei como está pos há anos não visito a cidade – mas certamente que estará cuidada porque os alentejanos gostam dos espaços que habitam, e do campo – que lhe roubaram desde 1987 e por isso o alentejo é do mais desértico possível – mas já foi “outra coisa” – não há governantes e em lisboa só há empregados do governo e os milhares de acessores da AR & outros – o FOGO faz o resto e toda a riqueza começa na terra – sempre foi assim – sem terra não há pão mas apenas esanhóis a venderem tomates transgénicos e agroquímicos e o país não é só “vinho”


  3. Qualquer uma delas suscita algumas dúvidas:

    1. Quais transacções, todas? Isto é, se eu transferir dinheiro para a conta das minha filha, sou taxado a 0.25%? É de mim, ou isto é disparatado todos os dias?

    2. Como se as empresas abrangidas por esse novo escalão não tivessem a capacidade de pegar na porcaria da sede fiscal e a metessem noutro sítio qualquer… Continuem com estas propostas da treta, vamos ficar sem tecido industrial e empresarial.

    3. Os investidores só investem porque estão de olho nos dividendos; se estes forem abusivamente taxados, arranjam outra coisa que fazer ao dinheiro. As empresas, tendo menos capital investido, não conseguem crescer e criar postos de trabalho.

    4. Ninguém pode discordar disto, mas como raio conseguiram quantificar o sucesso desse combate?

    • Maquiavel says:

      1. Isso näo é “transacçäo financeira”, é uma “transferência bancária”, onde näo há lucro. O que interessa é haver lucro, entendeu?
      2. O facto de estarmos a ficar sem tecido industrial e empresarial sem que nenhuma destas “propostas da treta” esteja em vigor näo interessa nada.
      3. As empresas crescem e criam postos de trabalho quando vendem. Um bom negócio nunca deixou de ser feito por haver “impostos a mais”, quem o diz é o Warren Buffet, “só” o homem mais rico do Mundo
      4. Como? Com a baixa do défice e da dívida pública, sem aumento de desemprego nem diminuiçäo do consumo interno (ou mais abrangentemente falando, do PIB).

      Simples

      • jorge fliscorno says:

        «As empresas crescem e criam postos de trabalho quando vendem.»

        O problema é quando outros vendem mais barato. Os impostos são capaz de ter alguma influência nisto.

        • Maquiavel says:

          Sim, especialmente se houver concorrência externa. Mas näo se limita a isso.

          A diferença salarial para trabalhadores entre uma empresa alemä e uma portuguesa é muito maior que a diferença de impostos que cada uma paga. No entanto, há empresas alemäs a produzir mais barato (basta o salário mínimo português ser 1/3 daquele alemäo). Mequé?
          Será que é só da escala (entäo e custo de transporte desde o centro da Europa?), ou o facto dos senhores administradores das empresas portuguesas ganharem (bem) mais que os seus congéneres alemäes a fazer o custo final do produto alemäo mais barato?


      • 1. Expliquei-me mal, mas pensei que fosse claro: as minhas filhas têm uma conta de títulos. Quando coloco lá mais dinheiro, na realidade estou a disponibilizar mais dinheiro ao banco para investir em títulos – daí que uma proposta destas tenha que ser bastante mais clarificada, para saber se me vão taxar a mim, ou não. Se sim, volta o dinheiro todo para uma conta poupança normalíssima;

        2. Da maneira que estamos já é mau, por isso vamos piorar? Realmente, só das cabeças da CGTP/PCP…

        3. O Fliscorno apontou ali o defeito, direitinho. Citar Warren Buffet (que já não é o homem mais rico do mundo) não deixa de ser irónico, tendo em consideração que ele se tornou milionário ao comprar agressivamente, através de várias parcerias sob o seu controle, uma outra empresa maior, bem abaixo do preço de custo, e depois juntando todas as parcerias numa só. Ao longo da vida, fez isto, pelo menos, mais duas vezes. Até ficar bilionário. O homem nunca fundou uma empresa produtora, nunca produziu um parafuso que fosse. As empresas são-lhe um meio, não um fim em si mesmo. Preciso continuar?

        4. Acho que o seu ponto 4 não bete com o meu. Eu estou a falar do combate à evasão fiscal que consta na proposta e só pergunto de onde é que veio aquele número.

        • Maquiavel says:

          2. Da maneira que estamos já é mau, por isso vamos piorar? Realmente, só das cabeças da CGTP/PCP…

          E quem lhe disse que vamos piorar? Onde está a sede fiscal do Lidl, por exemplo?
          Interessante que säo as empresas dos países-pedintes que o fazem, sem que os clientes se importem. Se o Lidl fizesse o mesmo que o PD Ou Continente perdia os clientes todos no dia seguinte.
          Mais: a “maneira que estamos” é fruto do pensamento ortodoxo fanático neoliberal, que já se percebeu (desde há 30 anos) só funciona em teoria, e tem de ser uma teoria muito dogmática e pouco empírica.

          Negar isto é ser täo fanático como os estalinistas que tanto criticam!


  4. Considero as percentagens muito baixas…

  5. António Manuel says:

    Bom 1º a CGTP não pode garantir que não haverá perdas do poder de compra dos salários e pensões, basta o euro variar os 20% que desvalorizou face ao dólar ou os 6% ou 7% que revalorizou de 1,20 para 1,29 dólares.

    2ºCGTP-IN APRESENTA PROPOSTAS PARA EVITAR SACRIFÍCIOS E A DESTRUIÇÃO DA ECONOMIA

    1 – Criação de uma taxa sobre as transacções financeiras
    A criação de um novo imposto, com uma taxa de 0,25%, a incidir sobre todas as transacções de valores mobiliários independentemente do local onde são efectuadas como taxamos as acções que são vendidas pelos chineses ou malaios?
    é que acções da EDP ou outras são detidas por muita gente

    e se os polacos que têm acções da jerónimo martins são europeus

    2 – Introdução de progressividade no IRC
    A criação de mais um escalão de 33,33% no IRC para empresas com volume de negócios superior a 12,5 milhões de euros, ….há umas 25 da construção civil que detinham o triplo disso e faliram cerâmicas e restantes andam na mesma
    e as que têm lucros não têm crédito logo…

    3 – Sobretaxa de 10% sobre os dividendos distribuídos
    tirando a edp e a PT e pouco mais duvido que haja 16 mil milhões em dividendos onde quer que seja

    4 – Combate à Fraude e à Evasão Fiscal 1.162 milhões de euros só?
    25% de 20 mil milhões que escapam são 5 mil milhões
    desde tarefeiros a consultores camarários há bué

    alguns são do ministério das finanças e membros do sindicato….diria mesmo mais

    • jorge fliscorno says:

      Acho irónico o título da proposta dizer que é uma alternativa à destruição da economia e, depois, aumentar os impostos às empresas.

      • É um bom título cheio de titularidade says:

        aqui faliram mais três esta semana, mas só a câmara tem empresas que fazem mais de 12 milhões e meio ao ano, as celuloses e a coca-cola ficam fora dos limites fiscais deste deserto
        Andamos nos 23% de desempregados, felizmente o deserto inda tem muitos camelos


  6. Deve-se exigir o máximo possível até porque eles devem ser punidos pelo que têm feito ao país!

  7. edgar says:

    É evidente que há alternativas a estas políticas, a começar pela renegociação da dívida cujos juros representam um encargo actual de cerca de 8 mil milhões de euros anualmente.
    A redução de juros, acrescida da receita referida nas propostas da CGTP e de outras que não deixarão de aparecer, permitiria relançar a economia e o emprego sem prejudicar pensões e salários.

  8. Osório says:

    É de notar que apesar do problema do país ser o excesso da despesa pública estes aristocratas do comité central do PCP propõem como solução nada mais do que o aumento generalizado dos impostos, e isto apesar de na maior manifestação de sempre de Portugal a mensagem central ter sido a exigência de se baixar os impostos e cortar na despesa. Assim se vê a vontade que essa gente tem de realmente resolver os problemas, e a vontade que essa gente tem de apaparicar os militantes do PCP com medidas para inglês ver.

    • É um bom título cheio de titularidade says:

      Chamar aristocratas ao comité central é feio, tirando o Arménio Carlos e o outro que é cornudo o comité central anda cheio de gente popular à farta, andam é no parlamento`há muito tempo e apanharam maus hábitos.


  9. É necessário repensar os critérios utilizados para aferir o peso da Dívida Pública no PIB. Deviam ser introduzidas ponderações atendendo à estrutura da nossa economia, debilitada após a nossa integração europeia, pois o nosso PIB, em queda livre, não pode ser comparado com o PIB de países do centro europeu com economias estruturadas com sectores de elevado valor acrescentado produzindo bens com preços muito mais elevados do que os produzidos pelas nossas empresas.

  10. jorge fliscorno says:

    Acho que a bota não bate com a perdigota. Se, como ontem referiu Carlos Carvalhas, a banca ganha 3% de juros com os empréstimos que o estado pede, não seria isso um caminho óbvio? Ainda mais se estranha quando CGTP e Carvalhas são da mesma área política.

    Por outro lado, na lista de poupanças não surge nem um único aspecto de poupança do estado? Só aumento da colecta fiscal? Quer isto dizer que o estado paralelo das fundações, institutos, empresas municipais, etc. não precisa de ser mudado?

    É certo que não sou consultor pago a peso de ouro nem tenho um aipéde para exibir em reuniões mas, se era para ir apenas a contas de mercearia, até eu pegava numa folha de cálculo e começava a cozinhar números com base nos dados públicos que se conhecem desse estado paralelo.

    • jorge fliscorno says:

      Mas mesmo assim, são alternativas e elas aparecerem é de salutar. Venham mais e que se discutam. Mas que não sejam como o espasmo do Seguro, de taxar as PPP e que, quando lhe perguntaram, nem soube quantificar os valores envolvidos.

    • jorge fliscorno says:

      Acrescento que me parecem razoáveis as medidas 1 a 3. Já a 4ª medida não sei se terá assim tanta eficácia. Por um lado, se é uma economia que se desconhece (daí ser paralela), quantificar quanto se possa ganhar com aperto da fiscalidade apenas conduz a um ganho de 0.05% do PIB (Parece real, não é? Mas inventei este número; acabo de usar a técnica do Rui Zink : é a magia dos números). Por outro lado, se calhar a ideia de termos uma grande economia paralela não passa de um mito.

      O que me parece muito negativo no documento da CGTP é não apresentar uma linha quanto ao estado paralelo. E o Helder acabou de postar um belo post sobre isto.

  11. jorge fliscorno says:

    O filtro de spam ensandeceu e reteve indevidamente alguns comentários.


    • Já não há pachorra para o “argumento” de que não se podem taxar os lucros, porque os capitalistas fogem. É tolo, porque fogem mesmo não sendo taxado, e simultaneamente ficam se o forem, porque embora menos ganham na mesma.
      Está ao nível da cantiga do despesismo. O nosso problema é outro e muito simples: economia paralela e não taxação de dividendos, mais os juros da dívida e não a dívida propriamente dita.
      Mas de quem emprenha pelos ouvidos escutando o Medina Carreira não se pode esperar muito…

      • jorge fliscorno says:

        Eh pá, ando com um pesito a mais mas daí a ter empenhado vai uma boa distância 🙂

        Com que então não há estado paralelo. Pronto, está bem.

      • jorge fliscorno says:

        «O nosso problema é outro e muito simples: economia paralela e não taxação de dividendos, mais os juros da dívida e não a dívida propriamente dita.»

        Este argumento é deveras curioso porque desculpa a governação passada. Os anteriores governantes (e não me refiro apenas ao anterior governo) perante o facto de não terem dinheiro para as coisas que lhes traziam vitórias eleitorais decidiram o quê? Conterem-se ou endividarem-se? O problema é a dívida e os juros. Até porque sem a primeira, os segundos não existiriam.

        Sobre a economia paralela, um argumento muitas vezes usado, não percebo nada disso nem tenho dados onde me basear. Por isso, cito, Tiago Caiado Guerreiro, jornalista:

        «Porque é que a administração fiscal, que é tão efectiva na fiscalização, porque nós estamos na média da União Europeia em termos de economia paralela, que é uma coisa que não se diz e eu tenho aqui os dados – Itália tem 27%, a Belgica tem 22, Portugal tem 23, a Dinamarca, que é dos países com menos do mundo, tem 18%, porque que este fire power todo não é virado para o estado, para os 13740 organismos públicos dos quais só 1724 apresentaram contas? Porque é que eles não pegam nisso e não começam a fiscalizar o próprio estado? Só nisso, provavelmente resolviam o défice em 6 meses se fizessem fiscalizações e se fizessem responsabilização. E se fizessem responsabilização como fazem por exemplo no sector privado, que tem normas de fraude fiscal iguais ou quase iguais às de homicídio.» (vídeo)


        • Quanto à economia paralela, contas há muitas:
          http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/economia-paralela-fuga-ao-fisco-evasao-fraude-fiscal/1374338-1730.html.

          “Este argumento é deveras curioso porque desculpa a governação passada.” – não é bem assim, não comparo é os efeitos de uma crise mundial aos disparates (PPP’s, BPN, por exemplo) locais. Ou seja: em circunstâncias “normais” não estaríamos a pagar juros astronómicos, estaríamos endividados e a garantir rendas, como de costume. Procura o peso dos juros no total da dívida actual…


        • Eu não ponho as mãos no fogo pelo que diz esse Tiago Guerreiro. Não confio no que diz. Os nºs das notícias que têm vindo a público indicam que Portugal está em média com o sul da Europa, em particular Espanha, Itália e Grécia (estes dois últimos países onde a corrupção e o desgoverno tem imperado nos últimos anos) e muito acima da média da OCDE: Retiro do link acima:
          “Tendo em conta o peso médio da economia paralela nos países da OCDE, que é de 16,4%, o investigador conclui que a tributação a uma taxa média de 20% sobre os 9% que separam Portugal da média da OCDE permitiria uma receita fiscal de 4,1 mil milhões de euros e colocaria o défice nacional nos 2,2%”.

          Acho que isto desmistifica essa coisa da máquina fiscal eficiente.


  12. Já agora, para algumas dúvidas, é de ler a proposta integral: http://www.cgtp.pt/images/stories/imagens/2012/09/PROPOSTAS_ECONOMIA.pdf

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