Acorrei que matam a Cultura

Vai haver «peixeirada» ou insulto, porque é este o estado a que a Cultura chegou em Portugal, dizem os organizadores desta semana que se pretende de luta pelo sector.

Destinar 1% do Orçamento de Estado para a Cultura é um insulto e isso não se percebe num país civilizado, ou que se espera civilizado, disse Pedro Penilo à Antena 2 esta manhã.

O Manifesto em Defesa da Cultura, redigido pelo Movimento em Defesa da Cultura, é um documento contra  as medidas impostas pela “troika” e para exigir aumento do investimento público no sector.

Não aceitam o discurso da crise. Vão fazer uma semana de luta pela cultura, a Cultura que em Portugal já nem merece Ministro nem lugar na mesa das decisões políticas.

Comments

  1. E a “cultura” não deveria também fazer mais esforços para se auto-financiar? Entre bilheteira, mecenato e apoios privados certamente que haverá espaço para depender menos do Estado… Com isso resolviam-se dois problemas: a dependência e o peso no erário público.

  2. O Estado não pode de facto pagar tudo mas há as coisas que ao Esatdo pertence – saúde e ensino e as beses para que a Cultura se exprima

    mas se tanto houve e tiram tudo para onde vai o que tiraram – para a cultura política dos jotas – os parrudos é que deviam VIVER à custa de militantes e não à minha que não milito em nenhum partido o trabalho que faço de valor colectivo (hoje mais uma reunião) para a junta da minha freguesia é de BORLA
    ponham todos na rua – façam o grito na rua – ponham todos na rua – n~eo quero ser mandada pelos parasitas nacionais e trtroikanos – não quero morrer a ver o meu país com gente sem esperança nem pão para o corpo e alma (cultura)
    Não dêm mais um tostão para alimentar parridos parasitas – que peçam o $$ aos seus correligionários – eu também pago quotas das associações de que sou membro – não dêm mais $$$$ a fundações nem toureiros – não MATEM mais pessoas – a Santa Casa da Misericordia já não tem $$ para atender mais famílias que nem comem – este é o govermo mais miserável e criminoso de toda aminha vida e por isso puz a minha fotografia no mail para verem que não tenho a idade dos betinhos idiotas e ordinários comentadores do aventar – esse tipos que dêm dinheiro ao seu partido e alimentem os parasitas – quem nem cultura tem o que é natural – bebem nas jotas pagas por quem ?? e dizem mal de quem deles mesmos ??

  3. Enquanto houver alguém nas ALDEIAS a cultura não morre – a cultura urbana já se aguenta mal mas aguenta – sem cultura um homem morre – só a cultura salva

  4. António Maria Coelho de Carvalho says:

    Ignorante mas interessado, chegado há pouco tempo ao mundo dos blogs e por isso muito confuso, agradecia que alguém do Movimento, ou do Manifesto me explicasse o que entendem por cultura. É que eu escrevi há um mês esta pequena crónica e creio que a minha ideia de cultura não tem nada a ver com a que é defendida pelo Movimento.
    ———————————————–
    Estratégias de Manipulação

    Para tentarmos compreender a celeuma levantada em torno da previsível privatização ou
    concessão da RTP, até agora tida como um verdadeiro sorvedouro de dinheiros públicos e cóio
    de escandalosas remunerações e, de um momento para o outro, transformada numa espécie
    de jóia da coroa da democracia à portuguesa, há que recordar a importância enorme que as
    televisões têm na manipulação da nossa opinião.

    Eis um resumo do que Noam Chomsky, (professor americano, homem de esquerda, anarquista
    quanto baste mas inegavelmente uma cabecinha pensadora) diz sobre algumas das
    estratégias de manipulação dos zés pagantes pelos meios de comunicação.

    A estratégia da distracção.
    Aos políticos no Governo e aos grupos económicos dominantes interessa desviar a atenção
    do público dos problemas sociais importantes e das mudanças, por vezes gravosas, decididas.
    Para isso procuram dar-lhe contínuas distracções e uma chuva de informações insignificantes
    para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais da ciência, da
    economia, da psicologia e do direito…

    Criar problemas e depois oferecer soluções
    Por exemplo: deixar que aumente a violência urbana, a fim de que seja o público a pedir leis
    de segurança em prejuízo da liberdade. Ou criar uma crise económica para forçar a aceitação,
    como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços
    públicos.

    A estratégia do pouco a pouco
    Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser tolerada sem causar revoltas violentas
    basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas… (Agora a Troika, não deixa…)

    A estratégia de anunciar para o futuro
    Outra maneira de obter a aceitação pública de uma decisão impopular é a de apresentá-la
    como aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato.

    Manter o público na ignorância e na mediocridade
    A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais baixa
    possível para que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos
    utilizados para seu controle.

    Reforçar a auto-culpabilidade
    Fazer as pessoas acreditar que são culpadas da sua própria desgraça, por serem burras,
    incapazes ou preguiçosas. Assim, em vez de se revoltar contra o sistema económico, o
    indivíduo entra em depressão e não reage. E sem acção, não há revolução!

    Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem
    Nos últimos 50 anos, os avanços da ciência criaram um fosso cada vez maior entre os
    conhecimentos que o público tem e os possuídos pelas elites dominantes, principalmente em
    psicologia aplicada. Isso significa que quem tem o poder exerce um controle maior sobre os

    indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.

    Se pensarmos ainda em quem é dono dos meios de comunicação, em quem dá a maior parte
    da publicidade essencial à sua manutenção, em quem lhes fornece mais notícias, podemos
    sentir como a nossa manipulação é inevitável.

    Exemplos antigos e recentes não faltam, pois não ?

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