A vida num Mini

Hoje, no caminho para o trabalho, seguia à minha frente um Mini branco, modelo antigo. Ri sozinha ao imaginar-me dentro daquele carro pequenino, baixinho, gracioso em seus movimentos e deliciosamente lento.

Mais adiante, reparo que meia dúzia deles aguardavam na berma da estrada antes de chegar a Albergaria (Curval). Uma concentração de Mini’s novos e velhos? O Mini branco não encostou: seguiu a sua vida. Teria conhecimento do evento?

Fiquei com estes pensamentos: «A vida ao ritmo do Mini Austin (do antigo), ao ritmo humorístico de Mr. Bean, ao ritmo do caracol, numa escolha pelo modo slow food, num slow life…».

«Difícil». O meu ritmo é mais o alucinante. É mais o querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo para nada perder. Mas aspiro ao slow life… O meu sonho é viver devagar, vagarosamente.

Talvez um destes sábados encontre por aí um daqueles Mini com mais de trinta anos, estimado, invejado.

É que ao sábado os Mini’s saiem à rua em paz!!

Comments


  1. De vez em quando dizem-se coisas no Aventar que me obrigam ir tão atrás no tempo o que é interessante, e esta do Mini faz-me lembrar o meu primeiro carrinho branco morris 850 de que gostei tanto que o trocava por minis sucessivos – Mas o morris 850 SG 28-10 seria especial pois que depois de o trocar, e eu tenho a apacidade de não estragar e de as coisas me durarem muito e em bom estado, vía-o sempre no mesmo local da Calçada da Conceição da Glória – rua onde nem sequer passava muitas vezes mas onde esteve anos e acabei por o fotografar – não havia ainda cinto de segurança – e não era slow e quando entrava naquele lindo pópó parecia que vestia um “casaco” de tal forma nos ajustávamos um ao outro – E como não havia semáforos um dia nuna encruzilhada algém com pressa bateu-me de frente e maltratou-se e, curiosamente, no sentido oposto vinha alguém de Mini também que parou para me acudir e disse – eu vi tudo o que aconteceu vou chamar uma ambulência e polícia e esteja descansada que vou deixar o seu Mini bem estacionado – eu sou o director do Clube 100 à hora – Mais tarde percebi que era o Joaquim Mègre que foi o que organizou o Paris-Dakar – Nunca mais vi nenhum dos outros minis que tive e quando há “corridas de velharias mini” – lamento não o ter conservado – Era uma coisa que eu vestia e me fazia sentir bem e me levava a qualquer lado – Depois evoluíram muito e continuavam a ser fantásticos – Mais tarde e há poucos anos é que vi reportagem na TV da sua Vida que contou dos muitos ralis que organizou – só aí percebi o seu nome já que não tinha deixado no mini nota de quem era para eu agradecer e penso que faleceu há poucos anos – O mini já foi, o Mègre também – teria sido em 1965 ou 66 e já nem existe, também, a Cª de Seguros La Préservatrice que era em rua da Baixa – Já tudo passou e ficou esta ligação afectiva, posso dizer, com este carrinho simpático – custou 27 mil escudos e se o tive apenas 4 anos era porque se aconselhava mudar de carro nesse espaço de tempo – hoje tenho outro carro mas já com 16 anos e está “novo” com 70 mil km – meu querido mini – No tempo em que não havia Topos de Gama e se podia estacionar na Cidade em qualquer lugar sem EMEL e sem acidentes mortais em espaço urbano – os Mini de hoje são mais do que fanásticos pois que “voltaram” depois de terem sido “deslojados” pelos Y10 (que tive um mas nada de prazer como com o Mini) – os de hoje são fantásticos, é claro, mas caríssimos e até prefiro aqueles carrinhos urbanos de nome SMART

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.