A Restauração? A de 1640 ou a de 2012?

300px-Joao_IV_proclaimed_king-modificated

Proclamação de João IV como rei de Portugal livre, Veloso Salgado

Entre 1558 e a1668, Portugal esteve sujeito ao reinado da casa de Habsbugo , de Castella. Filipe II, III e IV de Habsburgo, passaram a ser os Filipe I, II e III de Portugal. A história é conhecida, bem como é sabido. Quem deseje saber mais, pode consultar o blogue histórico da página web . Sabemos também que João de Vasconcelos e Sousa, 2º Conde de Castelo Melhor liderou a conspiração que derrubara à denominada Dinastia Filipina, proclamando Rei de Portugal, após uma pesada guerra contra os soldados espanhóis, a João de Bragança como João IV de Portugal. A paz final foi assinada apenas em 1668 entre Afonso VI de Bragança e Carlos II de Habsburgo. Portugal tem tido sempre o hábito da autonomia e da independência. Não eram apenas os Habsburgo que perturbavam esse costume de autonomia, era o hábito da autonomia enraizada na nação desde a existência do Primeiro Rai, Afonso I ou Afonso Henriques como é mais conhecido.

A história de um povo é como um pestanejar. A cronologia saltita entre a fundação do reino, a autonomia do Reino Leão e Astúrias, o direito de permanência dos mouros em um país católico, a República de Outubro 5 de 1910, a criação e o fim do denominado Estado Novo, o cada dias mais esquecido 25 de Abril que nos libertara das guerras coloniais e fizeram da República um Estado Moderno, entrada na Comunidade das Nações Europeias, os diferentes governos socialistas e liberais, até chegarmos ao ponto de viragem em que o poder executivo PSD e CDS-PP nos enche de impostos que devemos pagar para não entrar no estado de devedor fiscalizado, empresas em falência, recorte de dinheiro do Estado nos sítios de mais interesse para nós, a saúde e o ensino entre outros recortes que doem ao Zé Povinho, como a falta de emprego, a migração massiva de jovens profissionais.

Uma nova casa de Habsburgo com Brasão cor Laranja, é a dinastia Filipina que tenta governar um país livre, com dias de férias sagrados para os costumes lusos, comemorados este ano pela derradeira vez.

Derradeira? As opiniões são divergentes. Uma dinastia filipina Habsburgo governou a nossa nação por apenas 110 anos. Uma Dinastia Laranja, em quase dois anos tem causado mais atropelos que a Habsburgo. A aristocracia lusa e a burguesia não a suportaram, um Bragança é proclamado rei a 6 de Dezembro de 1640 e outro Bragança, em 1668, assina o tratado de Lisboa a 13 de Fevereiro de esse ano.

Qual será o tratado nestes dias que nos liberte da pesada carga de impostos, que nos remunere como mandam a Constituição e o Código do Trabalho, que os artigos 113 e 114 sejam cumpridos por um renovado João de Vasconcelos no imaginário do PR?

Haverá tratado? Haverá veto? Haverá devolução de projeto de lei à Assembleia com comentários e emendas? Escola para nossos filhos, um Jerónimo de Sousa ou um José António Seguro que falem também mais do que uma hora no Parlamento, como nos Congressos que decorrem nestes dias? Para explicar e virar a minoria em um grupo de ataque, como Francisco Louçã e o Bloco? Serão os novos Vasconcelos? Com um convertido PR que não ore apenas em Fátima, mas faça oratória com o povo, como as presidências Abertas de Mário Soares, o nosso paladim? A última comemoração da Restauração? Não acredito, se quem lidera o Parlamento costuma dizer não me lembro ou quando tenha tempo? Com um coligado Portas que sabe mentir bem: não meu governo não haverão alça de impostos nem novos impostos? Onde estão os CDS-PP como Rui Barreto, que têm consciência e declaram guerra às dinastias Laranja ou Habsburgo? Calados por temor a fórmula da construção do capital, elaborada por Karl Marx, no seu livro I do Capital, 1865, como argumentei ontem. Os Habsburgo Laranjas têm muitos Vasconcelos para triunfar. Serão atacados pelas forças armadas do povo, comandadas pela UGT e a UGTP e outros sindicatos que levarão à dinastia Passista de Coelho a bom Porto, à rua.

Raúl Iturra

1 de Dezembro, Dia da Restauração de 2012

lautaro@netcabo.pt

Comments


  1. 2012?!!??!?? Ainda é muito cedo… Então se então foram necessários mais de 100 anos para acontecer a revolta, agora com pouco mais de 20 anos passados desde que começamos a perder a soberania já estamos a pensar em restauros!?! Calma… Calma… Deixai o TEMPO correr…

    • Pimba says:

      Mais de 100 anos? De 1580 a 1640 säo 60 anos…

      • Raul Iturra says:

        Caro leitor, obrigado po0r lrr meu texto. Mas, parece ser que leu com pressa. O texto diz 100 anos, porque a Restauração acabou em 1648 entre Afonso VI de Portugal e Carlos II de Castela, no tratado de Lisboa de 13 de Fevereiro de 1668. Foi em 1558 que a pretendente do trono de Portugal perdeu a sua aspiração, pasando a ser rei o seu primo por via materna Filipe I da Espanha, Castela é melhor dizer. No entanto, obrigado pela sua paciência. Cumprimentos
        RI
        lautaro@netcabo.pt


        • E insistes no disparate. É no que dá a ignorância. Em 1558 aconteceu o quê?
          A Guerra da Restauração não impediu que o país fosse governado por um Bragança. São 60 anos de legitima dinastia filipina, o que não acarretou perda de independência já que se tratava de uma monarquia dual, mas enfim, quem te manda sapateiro tocar rabecão?

          • Raul Iturra says:

            Lamento não lhe dar o prazer que procura, mas os oinsultos é apenas a sua ignorância de não saber que a dinastia filipina xomeçou com um Braçança linha materna em 1558, a restauração com rei português em 1640 e tratado final, 1668.Lamento não lhe dar o prazer que procura. Agradecia não comentar mais os meus textos. Ricardo Santos Pinto, como coordenador do blogue, devia chamar a sua atenção, caramba!


          • Enquanto insistires no disparate, comentarei. Não queres que comente, deixa de espalhar erros científicos na net.
            Como insistes, diz lá quem foi o Bragança de 1558. Ou então muda Palência no mapa e mete-a em Trás-os-Montes, pode ser que lá caiba.
            http://es.wikipedia.org/wiki/Catalina_de_Austria

          • Raul Iturra says:

            Obrigado pelo seu comentário. Assim aprendo mais e vou aprofundar as minhas leituras sobre Isabel de Portugal, mãe do primeito Filipe que governou Portugal, sem deixar de comentar que o Prior Filipe Crato tinha sido proclamado tei de Portugal entre 1558-59, porque em Portugal não queriam um rei meio xastelhano, meio luso. Queriam um rei luso-luso. Obrigado pela sua lição.
            Abraço agradecido
            Raúl Iturra
            lautaro@netcabo.pt


          • http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_de_Portugal,_Prior_do_Crato
            1583. Convenhamos que 30 anos é pouca coisa.


      • Limitei-me a fazer contas conforme o que está no texto… Se o ler pode ser que chegue ao valor!

        😎

        Não que nada de isto me interesse… Pouco me importa o que se passou há séculos atrás, tirando o aspecto de que estamos sempre a viver num circuito fechado… 😎

  2. maria celeste d'oliveira ramos says:

    1910-2012 – curiosamente 2012 o ano – único creio – em que a bandeira portuguesa foi hasteada na CML de “pernas para o ar”

    • Raul Iturra says:

      Maria Celeste, acredite que escrevi o texto a pensar no seus comentário, e o que ia dizer. Refere um episodio vergonhoso para o PR quem foi que alçou a bandeira. Esperemos que seja o Vascocelos de esta crise! Obrigado pela sua simpatia!
      Com carinho
      Raúl nIturra
      lautaro@netcabo.pt

  3. piet says:

    É mesmo impressionante como consegue combinar um historismo romantico do sec XIX com analogias aventureiras á situação actual Portuguesa. Talvez um puco demais do Saraiva?

  4. Manuel says:

    Lamentável que se escrevam barbaridades históricas e só alguns verdadeiros portugueses se disponham a rebatê-las!
    Para quem não saiba houve uma união ibérica entre 1580 e 1640, são sessenta anos! A Guerra da Restauração terminou pelo Tratado de 13 de Fevereiro de 1668, foram 28 anos de combates com os castelhanos que na conjuntura da época conseguimos vencer!
    Infelizmente D. António, Prior do Crato, não teve forças suficientes, em 25 de Agosto de 1580 para combater o invasor espanhol!


    • Olha outro. Mas que invasor? Por acaso já viu uma árvore genealógica da família real portuguesa a partir de João II? Tem ideia do motivo pelo qual os reis de Portugal andaram a casar os filhos com as princesas de Espanha? ou s ficasse um rei português a governar as duas coroas já era legítimo?
      Sabe o que ficou prometido por Filipe II nas Cortes de Tomar e foi cumprido, até chegar o III?

      • Manuel says:

        Caro amigo, sei muito bem a que se refere no seu comentário, dado que me interesso por este tema !
        Concordo que se deve considerar uma União Ibérica, nesse período, o que foi prometido nas Cortes de Tomar e depois não foi cumprido !
        No entanto discute-se qual era o sucessor com mais legitimidade!
        Como deve saber Filipe II disse que tinha comprado, conquistado e herdado o reino de Portugal. Conquistado na Batalha de Alcântara, comprado muitos dos que participaram nas Cortes de Tomar e já agora como sucessor era simplesmente o partido mais forte, terá de provar-me que era o mais legítimo pois tenho sérias dúvidas!
        Quanto ao que o povo português sofreu de humilhações pelos castelhanos, parece-me que está a par! Poderá consultar também Historia de Portugal nos seculos XVII e XVIII
        , Volume 1 (e-Livro Google), de Luiz Augusto Rebello da Silva.
        Cumprimentos.

  5. Flamer says:

    Se houvesse união ibérica provavelmente não estavamos num fosso tão grande. E se era para sermos governados pelo legítimo pretendente ao trono, então o Filipe II de Espanha era o mais proximo na linhagem de sangue depois de D. Sebastião. A nobreza portuguesa simplesmente não gostou dos impostos e do apoio que a os Espanhois pediram, deram o golpe, mas não tinham razão.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.