Passa hoje

São colégios privados, totalmente financiados pelo estado, ou seja, pagos por todos nós. Só este ano receberam de financiamento, qualquer coisa como 25 milhões de euros. Foram construídos de Norte a Sul do país, onde supostamente, as escolas públicas já não podiam receber mais alunos. Mas, na realidade o que uma equipa da TVI encontrou no terreno é completamente diferente. Fomos encontrar escolas públicas subaproveitadas, com salas vazias, à espera de alunos que foram transferidos para os colégios privados. O «Repórter TVI» mostra-lhe também um retrato do que se passa nesses colégios, com professores a serem ameaçados de despedimento, denúncias de manipulação de notas, professores que se sujeitam a humilhações. Ao todo são 26 colégios, todos do Grupo GPS, que tem como consultores, deputados e Ex-Secretários de Estado que depois de deixarem o cargo, passaram a trabalhar para o grupo. «Dinheiros Públicos, Vícios Privados» é uma reportagem da jornalista Ana Leal, com imagem de Gonçalo Prego e montagem de Miguel Freitas

Comments

  1. maria celeste d'oliveira ramos says:

    onde estão os cmerntadores do aventar da ultra-direita – calaram-se ?? perderam o pio ??


  2. hoje tive uma reunião na escola publica da minha filha e disse ao director, o que faz falta aqui é quem mande. Ele concordou…
    há 6 turmas de Português do 11º ano sem professor, meteu atestado, o substituto quando viu o aumento de trabalho também fez o mesmo e, pasme-se, uma substituta entrou, nunca dera aulas ao secundário, foi assistir a uma aula e… meteu atestado. Já lá vai um mês e os atestados são até… ao inicio das férias…. Venha a gestão privada destas escolas isto nunca aconteceria no privado porque há quem mande, aqui só querem conciliar corporativismos, os alunos que se lixem. E estou a falar de uma escola que é tida muito em conta na cidade do conhecimento…


    • Há quem mande? e já agora mandava fazer o quê perante um atestado médico?


      • engraçado na escola usarem o termo atestado e não baixa ou doença… elucidativo.
        Mas sem querer entrar nesse lado obscuro eu queria que quem mandasse já tivesse resolvido o problema, que não é o do atestado, mas o da substituição do professor. No privado já tive casos de o substitudo estar no dia em que o colega adoeceu, no publico a resolução será conseguida, talvez, no inicio de Janeiro,dois meses depois. Não há quem mande, ou quem manda não quer, ou não pode, vai dar ao mesmo, falta quem mande!

        PS: Essa dos atestados e dos antigos artigos 4 dava outra história…


        • As colocações demoram por exclusiva responsabilidade do Ministério, que acabou com um sistema que funcionava e centralizou um que não lhe interessa que funcione (enquanto se espera, não paga). Quanto aos atestados, a lei é a mesma no público e privado.


          • olhe que não João Cardoso, a lei é a mesma, o uso da mesma é muito diferente. O que está a acontecer na turma da minha filha, atestados dos professores após lhe serem alocadas novas funções, se fosse no privado levaria à dispensa dos “doentes”, acho que ambos sabemos que só uma percentagem reduzida dos atestados na função publica corresponde a doença, por isso lhe chamam atestado e não baixa por doença. Mas o sistema de substituição é horrível, apareceu uma possível substituta que quando chegou disse nunca ter dado 11º ano e mora a 90 kms da escola! Chegou num dia e nesse mesmo dia foi-se embora e o processo reiniciou… desculpe mas isto é impensável numa organização privada, nem a hierarquia o permitiria, nem o empregado tentaria tal esquema, no publico vale, quase, tudo, joga-se com as leis para emperrar, para abusar de direitos, para espezinhar deveres!


          • Qual uso da lei? despedir um trabalhador por estar doente?
            Fantástico.
            Quanto ao resto, qual organização privada? um colégio pode contratar sem entraves burocráticos, é verdade. Mas como se cheira por esta reportagem, são bem capazes de fazer o mesmo para poupar uns cobres e comprar uns carros.

    • clara says:

      “o substituto quando viu o aumento de trabalho também fez o mesmo…” quer dizer: o substituto, já era professor na escola, suponho, não? Ia ficar com mais 6 turmas, é isso? A outra substituta, vive a 90 km, certo? (180 km/dia) sabe-se lá com que horário… nunca tinha lecionado 11º ano, certo? Mas esta gente pensa que lecionar é encher chouriços???

    • João Pinhel says:

      Eu acho bem que venha a Gestão Privada e que existam alternativas privadas ao Ensino Público. MAS… sem financiamentos Públicos. Isso é que não !! Privado financiado por Privados, Público financiado por erário Públicio.

    • João Pinhel says:

      Privado sim, mas sem o dinheiro dos meus impostos. Quem quer ensino privado que o pague. E que tenha opção de benefícios nos impostos, para haver equidade. Assim sim. Agora financiarem o privado com os meus impostos e os meus filhos têm que ir para a Pública, porque os impostos que pago para os colégios privados de alguns não me rende o suficiente para tanmbém lá colocar os meus filhos. Isso não ! Isso é Injústiça e é um ROUBO descarado aos meus rendimentos.

    • Maria says:

      Rui
      Deveria ler os disparaes que escreve… algumas questões para o senhor reflectir: 1. ler as noticias, estar informado, lr teórico da educação e deixar de vomitar disparates. os atestados são da responsabilidade dos médicos; alunosem aulas são da resonabildiade da escola .. só escreves patetices e pensas ptetices … infelizmente este é o argumento destes paizinhos tótos.


  3. as escolas são privadas, mas fazem serviço publico e pelo que li por aí para fazerem o mesmo serviço ficam consideravelmente mais baratas que as equivalentes publicas.


  4. casos de policia. Cuidado com as generalizações, não disse que as fez, só não se coloque tudo no mesmo saco.


  5. Tudo não, mas sobra muito pouco. É que finalmente veio, em parte, a público como se fabrica um ranking.

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  1. […] reportagem de serviço público! Nada poderá ficar como estava depois da reportagem de hoje sobre os colégios GPS! Custa-me, […]

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