Arremesso de Anões

arremesso anão

Admito a minha ignorância desportiva.
Nunca imaginei que uma coisa destas pudesse existir. Pelo vistos, pode. Ou melhor, pôde. Pelo menos até 1989, na Florida – USA, pois claro!
Naquele país, onde o sol brilha mais forte, embora nem sempre nasça para todos, onde todos são livres, embora muitos estejam agrilhoados, e onde todos os sonhos se podem concretizar, embora nem todos possam sonhar, naquele país, houve uma magnífica tradição que foi, vá-se lá saber por que motivo, abolida.
Pois surgiu um senhor, um republicano, deputado, eleito pela Florida, Ritch Workman (nome bastante sugestivo para um Republicano, diria eu) que defendeu o regresso dessa enriquecedora tradição que tanta falta faz para animar a malta lá do sítio. Queria o senhor Workman que a abolição fosse revogada, uma vez que os anões estão no seu direito de querer ser arremessados. Este tão magnânimo senhor, que até nem gosta do referido desporto, estava apenas preocupado com a liberdade de opção das pessoas com nanismo e com a perda de trabalho que a dita abolição representa.
Entretanto, o tal senhor decidiu deixar cair a sua proposta por ter sido insistentemente abordado por diversos anões e ter percebido que, de facto, tão importante tradição não abona em nada para a dignidade das pessoas pequenas.
Como isto de ser Aventadora acarreta consigo grandes responsabilidades, fiz umas pequenas pesquisas sobre o assunto e que descobri eu?
Duas coisas muito interessantes:
1 – Houve uma tentativa de trazer esse fantástico entretenimento de bar para a França, tentativa essa que logo foi barrada por um presidente de câmara, insensível ao direito de todos os anões a ter trabalho, nem que seja como bola de arremesso. Por cá, o melhor que conseguimos foi uma tentativa frustrada de organizar uma tourada com anões;
2 – O senhor Ritch Workman é assim a modos que uma espécie de Isabel Jonet lá do sítio. Ainda não lhe li nenhuma pérola sobre pobreza, não. A fixação deste é nos direitos de liberdade das pessoas. Afirma ele que vive numa busca incessante pela liberdade de escolha das pessoas, para as libertar do Big Brother em que a sociedade americana se transformou. Para além do arremesso de anões, defende que deveria ser levantada a proibição do trabalho infantil, já que as crianças têm o direito de decidir se querem ou não trabalhar. Mais, este ser humano admirável adianta que se os pais não têm trabalho, a criança deve trabalhar para ajudar a família «inútil» (worthless foi o termo usado por tão nobre pessoa) na qual nasceu. Claro que depois de defender esta opção como uma manifestação de liberdade, o sr. Workman acrescenta que o trabalho infantil reduziria drasticamente o valor dos salários, pelo que os EUA se tornariam bastante mais competitivos, podendo até (ó utopia!), ficar em pé de igualdade com os países subdesenvolvidos.
Como nós por aqui ainda não temos este tão fantástico e entusiasmante desporto, nem, felizmente, um homem de trabalho que o defenda, resta-nos pensar em alternativas que alegrem o nosso tão cinzento panorama desportivo. Eu tenho umas quantas em mente, todas elas envolvendo pessoas de estatura normal, mas bastante pequenas. Antes de me pronunciar, prefiro ler primeiro as vossas ideias que sei que serão muito criativas. Aceitam-se sugestões.

Comments

  1. maria celeste ramos says:

    Os USA não são em nada exemplo para ninguém como se vê constantemente – são o povo mais atrazado do mundo mental e espiritualmente – e invadem e matam o mundo por se julgarem donos do mundo e nem deles são donos da melhor maneira – até ensinam a matar como se fosse natural
    E têm leis anti-natura e anti dignidade humana e matam e não é só a CIA que afirma em directo (reportagem da TV) que mata como se fosse o melhor exemplo a dar ao homem comum – Matam o desenvolvimento espiritual de cada um e da comunidade e ensinam a matar como se fosse a coisa mais natural do mundo – e por isso sºao o pís do mundo que mais prisões têm no mundo e prisioneiros e não contentes espalam-se pelo mundo a fazer, também, prisioneiros e não homens livres, esses arautos da falsa liberdade e dos direitos humanos – que fantasia mortífera

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