Cavaco e Passos representam quantos portugueses?

cavaco_passos

Presidenciais 2011 (maior abstenção de sempre em eleições para a Presidência)
2.231.956 votaram em Cavaco Silva, representando 23,32% do universo de eleitores inscritos. Abstenção+Brancos=5.164.859, representando 56,63% do universo de eleitores inscritos. Cavaco ganhou com 52,95% dos que votaram.

Legislativas 2011 (maior abstenção de sempre em eleições para o Parlamento)
Dos 9.624.354 eleitores inscritos, abstiveram-se 43,88%, ou seja, 4.039.725 não votaram, 2.159.181 votaram no PSD (22,62%) e 653.888 votaram no CDS-PP (6,85%).

(num apanhado rápido, usando esta fonte, que entretanto se ‘fornece’ na Comissão Nacional de Eleições)

Comments

  1. maria celeste ramos says:

    Está quase possível realizar o sonho de Saramago – ZERO eleitores – zero votos – o pior são os BPN e BICs


    • 😆 Maria… Cenário impossível! Não te esqueças dos que sofrem de “partidite” crónica, e que recebem soldo pelo voto! Além disto ainda tens os filhos que andam na J’s já a treinar!
      É fazer um grande banquete!

  2. maria celeste ramos says:

    mas, mesmo assim até teria graça pois que dizem (??dizem??) quantos votos por “partido”
    ai que bom seria termos um dia a “celebrar” o da votação em branco branco branco como o pepsodente presidencial
    O Benfica anda a portar-se mal – um empate não é elogioso – ai “jesus”


  3. Representa todos os portugueses assaltados.

    Desejo um FELIZ ANO NOVO A TODOS (que não se desviem dos assaltos fiscais para caírem no naplam)

  4. Ajom Moguro says:

    98% é que era!

  5. Cisfranco says:

    Agora só falta mesmo que os cidadãos se consciencializem mais um pouco e, por opção, conscienciosamente, não apareçam nas eleições. Abstenção a subir cada vez mais. Deixar que sejam eleitos com o apoio , apenas, das máquinas partidárias. Também falariam em legitimidade democrática? Não sei, mas a coisa levava uma volta e não era o fim do mundo, nada disso, alguns profissionais da política é que fazem crer nisso.
    A mediocridade tomou conta do poder.


  6. CONCLUSÃO: Os que se abstêm são a causa do estado a que chegamos, já que são maioritários na democracia actual.

    • Cisfranco says:

      Abstenção não por desinteresse mas por militância. Que se juntem mais militantes abstencionistas e o caso vai piar mais fino …
      A mediocridade tem que deixar de comandar os destinos deste País.

  7. Sarah Adamopoulos says:

    Que disparate Cisfranco. O grosso da abstenção não tem na sua origem qualquer militância, mas apenas, justamente, desinteresse, desejo de penalizar a classe política, e ignorância relativamente ao sistema eleitoral vigente. No entanto, e porque ainda há (e haverá) quem vote (mesmo sem convicção partidária, e cada vez mais escolhendo o mal menor), quem ganha as eleições fá-lo com cada vez menos votos – e é essa a questão de fundo: o sistema eleitoral que permite que assim seja, tornando ‘democraticamente’ ilegítimos os governos. Não Cisfranco, não é pela abstenção que vamos, mas pela reforma do sistema eleitoral. Vá lá estudar um pouco como funciona esse sistema e depois volte.


  8. E vai mais um copia/cola… A quem já leu, minhas desculpas!

    “Olá! Também conheço bem os números da nossa “democracia”… Mas a causa é que deve ser discutida… E uma provável é a seguinte: A geração nascida em finais da década de 60 e início da década de 70 do século XX, foi a que teve mais acesso a instrução/informação… Quando chegou a altura de começarem a votar (+-1990) provavelmente uma grande quantidade de inscritos, fruto de um melhor conhecimento do que é a fraude da “democracia” (a da altura e a de agora) decidiram não “votar”… Pois sabem que o sistema está minado!
    Tirando isto…
    A última réstia de esperança para o sistema “democracia” é o pessoal dar uma hipótese a todos os partidos que nunca governaram até hoje… Se no final se verificar que afinal “são todos iguais” – até hoje não podemos fazer tal afirmação – então podemos mandar a democracia, nestes moldes, às urtigas! “


  9. Onde está o Seguro?

    A cavalgar a abstenção violenta?

  10. Sarah Adamopoulos says:

    Em 2011, o PS (o partido que gastou mais dinheiro em campanha) foi votado por 1.566.347 eleitores, representando 28,05% dos que votaram e 16,41% dos eleitores inscritos.


    • O que acham de tornar o voto obrigatório? Resolveria alguma coisa?

    Eu por um lado julgo que sim, mas por outro lado temo que a obrigatoriedade do voto fosse dar legitimidade acrescida a quem tem a melhor e mais rica máquina de marketing.

  11. Sarah Adamopoulos says:

    Sim à obrigatoriedade do voto. Mas reforma do sistema eleitoral também.


    • Eu começaria por reformar a forma como os partidos são financiados. Penso que deveriam ser financiados a 100% pelo estado. Os 10 primeiros partidos receberiam o financiamento em partes iguais, não se deveria gastar nem mais um cêntimo do que gastamos


  12. Liberdade?!? E os sinos tocam… mas não se ouve nada!!! Obrigatório ir Votar?!? Não consigo ver o que isso trará de positivo… Basta olhar para os países que têm essa obrigação implementada… Em que diferem do nosso?!?
    Responsabilidade, Capacidade de Pensar, de Reflectir, de Participar… Algo que é retirado assim que as novas gerações sentam o rabo na cadeira da escola, e que vai sendo coadjuvado pelos “Meios de Merda Social” ao longo do tempo…
    Obrigar a votar?!? Para quê!?! Para começarem a existir milhões de boletins de voto com bonecos e frases escritas em forma de protesto?!?
    Como já escrevi… Última hipótese para este sistema actual: Votar nos que nunca governaram… Se virmos que se confirma a máxima “São todos iguais”, então apenas nos resta alterar o sistema… E para alterar o sistema já sabem que têm que estar dispostos a PERDER! 😎


  13. Já agora FELIZ 2013!

    (para quem não sabe o que representa o gráfico… É apenas a evolução da Dívida Directa do Estado durante a vigência do actual governo PSD/CDS… Bom proveito!)

  14. Cisfranco says:

    Reforma do sistema político, sim. E como deveria ser essa reforma? Quanto a mim, um item que essa reforma deveria ter (além de outros que fica para outra conversa),era a permissão de candidatos independentes, sem vinculo a partidos. Mas é isto precisamente que os partidos não querem. Até agora ainda ninguém propôs isso. E assim continuamos, só os que estão dispostos a aceitar esperar pela sua vez, dentro da mediocridade dos partidos, é que serão eleitos. Nos partidos também há gente capaz, mas os medíocres são mais e levam sempre a melhor e ainda por cima com legitimidade “democrática”, com aspas sim, porque enquanto essa alteração se não fizer, continuaremos numa espécie de democracia, mas não democracia de facto.
    É claro que a abstenção de que falei acima não é em si solução nenhuma, só falei nela imaginando uma hipotética abstenção maciça que fizesse rebentar o sistema pelas costuras.


    • O sistema partidário está ele próprio minado, pois é a representação escalar de nível inferior do que se passa a nível nacional…
      Como já escrevi não podemos esperar que sejam os partidos, isto é, os bacanos que por lá existem, a força motriz da mudança… Eles estão bem… Para quê MUDAR? Para quê PERDER?
      A força terá de ser forçosamente externa aos partidos… Da populaça!!
      E de preferência que os partidos sejam riscados do sistema “democrático”. Várias Assembleias regionais constituídas por membros independentes, eleitos pelos habitantes das várias regiões com base nas informações disponíveis on-line e nas instalações das assembleias. Apenas uma pequena Assembleia Geral constituída pelo mesmo número de pessoas quantas assembleias regionais existam, e apenas para decisão sobre assuntos de interesse global do país. Fim do SEGREDO DE ESTADO, como é lógico, em democracia não há segredos, penso eu! Só nisto “ai JASUS!!!”. Quantos já estão a cortar os pulsos! Todos os documentos e reuniões, independentemente do assunto, estarão disponíveis on-line e nas instalações das assembleias regionais para todos acederem quando quiserem. E por aí fora…
      Claro que tudo isto implica MUITA PERDA para MUITA GENTE… LOGO cenário impossível… Pelo menos com a mentalidade em vigor hoje em dia, e com a falta de vontade de movimento e mudança… e perda! Enfim… Acho que já me estiquei!

      Abraço e boa Dívida para 2013! 😎

      • Sarah Adamopoulos says:

        Essas “assembleias regionais” já existem embora numa versão grandemente desconhecida: são os Orçamentos participativos. O problema é que essas experiências de democracia participativa estão reféns do sistema representativo e das suas redes de corrupção endémica.
        http://www.op-portugal.org/


        • Nem por sombras! As Assembleias Regionais que refiro não têm nada a ver com essas palhaçadas que referiu, inventadas para fazer de conta que o cheiro da “democracia” é diferente!

Trackbacks


  1. […] Uma das consequências perversas da arma de propaganda política que constituem as sondagens – falando das que se publicam para desmoralizar –, é levar as pessoas a desacreditar completamente: na democracia, na classe política (claro), mas também no próprio povo de cidadãos eleitores. Tudo fica então reduzido a essa visão do Inferno que transforma a gente a que se pertence no mais abjecto dos povos – gente burra que nem portas, incapaz de raciocinar e compreender os princípios do sistema eleitoral que, com a abstenção, premeia os vencedores, entregando-lhes ilegitimamente (falando da representatividade em que assenta o sistema) os governos da Nação. Gente afeita ao sofrimento como se de um destino, que faz da fuga a única saída, para sobreviver materialmente, mas também para voltar a gostar de si mesma, quando a distância gerar a saudade. Basta ver o que se escreve nas caixas de comentários dos jornais e blogs sobre essas sondagens bota-abaixo, para constatar a que ponto o desprezo pela gente a que pertencem se acende nesses momentos. “Povo desprezível”, que “só tem o que merece”, apontam logo vários, escolhendo censurar as suas acções do passado em vez de começar a construir o futuro. Como? Votando. Votando no menos mau, mas votando sempre. Participando do que existe para começar a construir o que existirá. Não há outro caminho. Acordem. Nas últimas eleições abstiveram-se mais de quatro milhões.  […]

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