Bravo, Sílvio, se não existisses, tinhas de ser inventado

Lembro de, quando pequeno, ser brindado com um “se não existisses, tinhas de ser inventado, rapaz”. Ocorria quando fazia uma daquelas graçolas que só as crianças são capazes quando a inocência não é uma palavra vã. Estou certo que também ouviram isto.

Não sei se esta frase de mimo, de carinho, também existe em Itália ou se, por lá, há uma qualquer variação.

Se houver, tenho quase a certeza que Sílvio Berlusconi passa a vida a ouvi-la. Mesmo sendo já um marmanjo.

Sílvio Berlusconi é um homem de coragem. Não pactua com suspeitas de corrupção, algo de que a Itália está farta, como se sabe, e vai daí faz uma limpeza. Profunda, daquelas que era bom tom realizar por alturas da Páscoa.

Sílvio Berlusconi

Sílvio esqueceu velhas amizades, ligações de passado ou menos recente e eliminou das listas do seu partido Povo da Liberdade candidatos ligados a escândalos de corrupção ou suspeitos de associação criminosa. Bem feito.

É de homem. É de Sílvio Berlusconi. É de Il Cavalieri, o maior pantomineiro da política.

Bravo, Sílvio, se não existisses, tinhas de ser inventado.

Um comentário em “Bravo, Sílvio, se não existisses, tinhas de ser inventado”

  1. Ficou a lista só com um corrupto, entäo.
    Mas também, näo é um corrupto qualquer, é o maior corrupto de todos!

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