A Síntese e o Acordo Ortográfico: “sem problemas de maior”

Acabo de ler (através de ligação, neste excelente texto da Sarah) a Síntese. Por qualquer motivo que me escapa, lida a Síntese, lembrei-me, não de um, não de dois, mas de três, sim, três Orçamentos do Estado.

Vejamos aquilo que a Síntese nos conta: “terceiro sector” e “por setor de atividade”; “outros subsectores” e “transferências para outros subsetores“; “despesa efectiva” e “conjunto da receita efetiva“; “impostos indirectos” e “impostos indiretos“; “impostos directos” e “impostos diretos“; “última actualização” e “pela atualização das pensões”; “outros activos financeiros” e “com ativos financeiros” — ia-me esquecendo quer da cereja em cima do bolo (“Direção-Geral de Protecção Social”), quer da pièce de résistance (“pelo fato da informação não estar disponível”).

Sim, foi há dez meses que o ILTEC nos garantiu que:

o AOLP90 já foi quase plenamente aplicado, como o Estado determinou, sem problemas de maior

Comments


  1. O Fato? E gravata? É mais um caso de confusão com o mesmo erro de sempre: excesso de zelo. Tal como o Governo – que foi além da troika – alguns iletrados da língua também vão além do (des)acordo ortográfico e misturam acontecimentos (faCtos) com indumentária (fatos). Esta é uma das consequências que eu antecipei na devida altura deste (des)acordo ortográfico que continua a permitir grafias diferentes, conforme sejamos brasileiros, ou portugueses (e dos palop).

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