Coimbra não é vossa


rapanço

Para quem não está a ver como é a vida na cidade que viu nascer a tal de praxe, passo a  narrar. Quinze dias do ano em particular, e muitas das terças e quintas em geral, as leis por aqui não são iguais para todos.

Hordas de bêbados atravessam as ruas a qualquer hora da noite berrando, no intervalo de elas  em coro exigirem mais caralho que as foda e eles mais cona que os satisfaça, Coimbra é nossa. Todas as regras sobre ruído e manifestações públicas são mandadas às malvas com a cumplicidade amedrontada da PSP, Polícia Municipal e Ministério Público.

Este estado de excepção leva a que o sono dos indígenas e aqui emigrantes seja um direito perdido num território com  uma constituição à parte, a que podíamos acrescentar  a esterqueira em forma de vómitos e detritos vários que temos de suportar na manhã seguinte. Mas é considerado normal numa cidade onde por exemplo o saque e a vandalização não são perseguidos, um longo historial de burlas nas contas  das festas académicas não é investigado, um simples roubo no Museu Académico é narrado ao contrário.

Com toda a naturalidade está convocada uma manifestação para 2ª feira  pressionando um debate televisivo e podem ter a certeza que nem foi cumprida a lei nem será impedida, como sucederia se fosse de outro teor. Recentemente os dirigentes da AAC pura e simplesmente arrendaram o centro da cidade aos seus confrades portuenses que provocaram desacatos sem que se visse um só polícia nas ruas. No dia seguinte aos cortejos da Queima das Fitas bandos alcoolizados invadem as escolas secundárias, entrando nas salas de aula onde até podem estar miúdos de 12 anos, e nem se vê a Escola Segura de prevenção.

Se há tradição que Coimbra não perdeu foi a do foro académico, que tinha guarda (os arqueiros), legislação e prisão própria, só que agora funcionando em regime de completa impunidade.

Questionar isto leva sempre com a eterna resposta: Coimbra vive dos estudantes.  Nem é verdade, vive sim da Universidade que é muito mais do que isso, nem isso foi necessariamente um benefício já que teve custos ao longo da História por exemplo no desinvestimento industrial (a cidade do saber era suposto não ter fábricas),  e sem querer entrar na especulação do como teria sido se o rei João II não a tivesse trazido para a cidade do Mondego (precisamente porque em Lisboa eram muitas as queixas contra os estudantes e suas praxes), a sua localização geográfica privilegiada  teria permitido outras alternativas. Convém recordar que aqui se fundou Portugal e houve o mais parecido com a primeira capital do reino.

Se aproveito o facto de finalmente as ditas praxes serem objecto de discussão nacional para denunciar isto? aproveito, sim senhor.

A tal tradição só o era realmente em Coimbra (e foi-se reinventado como muito bem explica o Rui Bebiano) e, proclamou o Dux* local, dela depois se fizeram “cópias mal feitas” pelo país fora, dando ideia de que a culpa foi da fotocopiadora.

Não é bem assim. Desde a década de 90 que progressivamente as fotocópias entraram em Coimbra e foram objecto de estudo pelos energúmenos locais como ele muito bem sabe: a prática erótica de depilar testículos não tem tradição conhecida, é apenas um exemplo que veio  a público porque correu mal e, mais grave, ocorreu num julgamento, essa cerimónia secreta tão peculiar e de que tanto se ouve falar pela cidade, mas que anda envolta num pacto de silêncio.

Coimbra não é vossa. Há muito que o assunto praxe me desinteressou, não apanhei na faculdade mais que os trajes e o sossego nas bibliotecas por alturas da Queima. Pregavam-se algumas partidas aos novos alunos, com piada e sem qualquer humilhação, o facto de não me meter no assunto não impediu que só quando finalista tivesse conhecido os meus colegas de ano porque sempre acompanhei sobretudo com os mais velhos, achei sacanita esquecerem-se de mim para os jantares de curso porque não tinha ido no cortejo e recusara o meu nome no livro respectivo, mas paciência. Coimbra era de todos nesse tempo, em que a distância entre o futrica e o estudante era mínima e entre todos se brindava nas tascas, e em que o Pratas aprendia a fazer cervejão comigo e com o Mário da Costa.

Coimbra não é vossa. É do Manuel que se tem de levantar para que vocês almocem, da Emília que precisa de ir cedo para o mercado para que vocês jantem, do Francisco que tem de sair às 6 com o autocarro que vos vai levar à faculdade, da Fernanda médica que vos trata os comas alcoólicos,  e de quem souber viver connosco, que sempre vos soubemos receber sem pinturas, ordens, insultos e humilhações.

Coimbra não é vossa e está a ficar muito farta de vos aturar, sei do que falo porque antes de doutor fui e morrerei futrica, vi como lentamente aquilo que começou numa boa evoluiu para rituais violentos, repelentes, que envergonham os meus amigos envolvidos na restauração da praxe em 1979. Sim fui anti-praxista sempre com amigos praxistas, porque sempre nos entendemos mesmo discordando sobre o seu regresso, porque tínhamos e temos em comum o que mais vos falta: amar Coimbra, com os seus imensos defeitos mas humildemente sem espaço no coração para as suas pequenas virtudes, e sem precisarmos de o berrar aos outros, que o vinho serve para conversar, discutir, despertar ideias.

Coimbra pode voltar a ser vossa, isolem os canalhas, aprendam a respeitar primeiro os vossos colegas, e depois a todos nós. Vão ver que não dói nada.

* O João Luís Jesus anda nas bocas do mundo. Conheço-o desde a sua primeira ou segunda matrícula, era responsável técnico remunerado da RUC, nunca o vi sendo estudante como profissão, trabalhou em muitas coisas, dir-se-á que hoje é um empreendedor. Senhor de algumas lacunas na inteligência e outros excedentes na esperteza, sempre foi bom moço: pode ser conivente com práticas que destruíram a tal tradição, mas nem deve ter reparado nisso. Não façam dele bode expiatório, lá porque dá a cara, duvido muito que tenha ganho directamente grande coisa com isso.

A fotografia é minha: Coimbra, Queima, 2007 Retirei, a pedido de dois dos retratados, um que se sentou ofendido por “estar involuntariamente a dar a cara por frases tipo “cona que os satisfaça” e outras que tais”. É verdade, tinha sido tirada numa noite de serenata, e nenhum dos que nela apareciam estava a gritar tal coisa. Troquei por uma fotografia do Paulo Abrantes.
Sobre João José Cardoso

Comments

  1. João Paz says:

    Concordo com o seu artigo João José Cardoso.
    Poderia escrever MUITO MAIS mas não é necessário. O Essencial está escrito.

  2. Tirante pormenores, que são isso só, pormenores… Apoio.

  3. Luis Gomes says:

    Bem que podias também ter incluso as toirdas, animais em circos e casa dos segredos! Deviamos acabar com tudo! Este pais devia ser governado por uma dictadura de intelectuais que decidiriam tudo o que deviamos fazer!

    • Luis Gomes says:

      * Toiradas, não toirdas, peço desculpas.

      • Pedro Frazão says:

        Não será touradas? Se calhar é por isso que tem medo dos intelectuais. Se prefere ser governado por bestas, porque não anda de gatas?

    • Tens razão; devia ter incluso os analfabetos que não sabem conjugar o verbo incluir. Assim a dita dura tanto que ainda se grafa dictadura. É uma exclusão indecente.

      • João R. says:

        Clássico!

        Quando falta argumentação, vamos apontar erros ortográficos e ganhamos a discussão

        • Ai sim? qual argumentação? a de que os outros são intelectuais?
          Ou a que lhe posso mandar à cara, tão ignorante que confunde sintaxe com ortografia? também anda na Lusófona? é que se for na UC, o caso é mesmo, mas mesmo muito grave.

          • João R. says:

            blablabla, generalize mais e continue a generalizar, há de ir longe

  4. L. Rodrigues says:

    Sempre me interroguei de quem seria a culpa do cervejão…

    • O segredo, que aqui não revelo porque nas mãos desta maltinha ia ser o fim do mundo, tenho de perguntar ao Mário com quem o aprendemos, estou com a ideia que foi por outras terras peninsulares.
      Um dia destes tenho de contar como um cervejão perfeito empurrou todo um piquete da PSP escadas abaixo de uma certa República entretanto demolida…

  5. Fernando Santos says:

    Simplesmente espetacular.
    Nado e criado nesta Coimbra e, nos ultimos 24 anos como motorista de táxi tenho assistido muito de perto a toda desordem “oficial” com o ganho de uma economia paralela sem limites.
    Coimbra é de todos e para todos Universalmente.
    OBRIGADO

  6. Nascida e criada em Coimbra, fiz com orgulho parte da comissao de praxe academica quando por lá passei, honrando a herança da minha mãe, que fez parte dos 30 e poucos que se juntaram em 79 a restaurar a praxe. Isto foi há 15 anos. Já havia loucuras e excessos, sim, mas havia repercussoes legais (poucas, mas sempre era alguma coisa) e era-nos dito que era preciso bom-senso. Vivi as praxes como uma semana maravilhosa de integraçao no início das aulas (sem humilhaçao nem jogos sexuais), e foi com um enorme pesar que 2 anos depois me declarei anti-praxe. Mas se pudesse voltava atrás: não é contra a praxe que eu sou mas contra a falta de juízo das gerações de jovens que não conseguem perceber limites nem têm vergonha na cara. Concordo em absoluto, Coimbra não é deles – e mesmo que seja de alguns, quando a tornam um local onde dormir está fora de questão e ficar sóbrio uma noite inteira é uma vergonha desculpem, mas deixa de ser. Coimbra é de quem a ama e a sabe tratar em condições, e a praxe é de quem a sabe fazer e cuidar. Tenho pena, muita pena, de que tenhamos chegado a isto e que as gerações que hoje pululam na universidade lá tenham chegado apenas para mostrar que não lá deviam estar – o civismo devia ser a primeira das provas de admissão.

  7. JorgeF says:

    Os meus 53 anos “de casa” levam-me a ,evidentemente, concordar, não com tudo, mas com o essencial do que diz o João José.
    E as autoridades (???) da nossa cidade pactuam, são cúmplices, quase aplaudem esta imbecilidade.

  8. Insignia Universitatis Conimbriga - In Omne Aeuum says:

    Coimbra tolera e digere bem uma certa decadência, faz parte. Tem de haver exagero, a juventude é por inerência estúpida.
    Há ainda assim que reconhecer que muita coisa a evoluiu em sentido positivo: veja-se por exemplo o que o Eça de Queiroz, na sua novela “A Capital”, descreve como que uma das actividades corriqueiras praticadas pelos estudantes de Coimbra do seu tempo: andar pelas ruas, armados com mocas, a matar gatos!!!!
    E foram bestas como essas que em parte que nos dera a questão Coimbrã e introduziram o realismo literário em Portugal. Hoje em dia tal animalidade seria impensável, Graças a Deus!!!! Portanto, se os pecados desta geração forem fazer barulho durante a noite, acho que ainda há esperança…
    E depois…
    Dizer que antigamente é que era bom porque havia consequências mescladas em *Archeiros e prisões académicas é uma falácia, porque os crimes punidos nesse ius residiam muitíssimas vezes em roubos e assassinatos protagonizados por estudantes.
    Ora, segundo o que li e ouvi na FDUC em relação a esse assunto, as punições dos crimes eram geralmente brandas, essencialmente porque as vítimas dos crimes eram “futricas” e os autores estudantes, i.e., ”doutores”. E por haver uma justiça segregada, de e para a academia…seria fácil adivinhar o desequilíbrio com que pendia a balança. Por alguma razão se acabou com essa treta discricionária.
    Certo que a academia se tornou um bocado Pimba, mas isso é a normal consequência da democratização do ensino superior…estamos melhor agora que no tempo do outro senhor, não vos parece?
    Dei com esta publicação porque me deram conta que apareço na foto…e fiquei qualquer coisa incomodado que numa foto em apareço e que retrata uma fase da minha vida que muitas saudades deixa, que esta sirva para ilustrar um artigo tão negativo sobre a mais antiga academia do país…
    Há sempre espaço para melhorar e evoluir, mas não acho que este velhissímo “Saber-e-Fazer” (ou tradição, ou o que seja) que é o lado mais boémio da Universidade de Coimbra mereça o retrato que aqui lhe foi feito.
    É fácil num período em que a histeria grassa à volta duma suposta praxe que resultou mal, atacar coisas as coisas pela maneira como estão instituídas, mas não é demais lembrar que este “viver de estudante” nos transcende a todos.
    Não ter a capacidade de reconhecer isso, principalmente em virtude do “Politicamente Correcto” que se vive hoje em dia, torna aquilo que dizemos e escrevemos em relação a este assunto extremamente limitado e, não tarda nada, completamente extemporâneo.

    • Onde é que eu escrevi que antigamente é que era bom, porque havia archeiros? de resto o que diz sobre esse direito privado é historicamente correcto, como o é vários monarcas pura e simplesmente terem proibido a praxe.
      A academia não está mais pimba porque democratizada, generalizou-se foi um espírito de horda que era minoritário. E pela simples razão de que a praxe deixou de ser regulada pelo Conselho das Repúblicas, e passou a sê-lo em exclusivo pelo de Veteranos (que por acaso nem tem legitimidade nenhuma para existir, à luz do código de 57). Agora se você acha que uma cidade transformada em bordel permanente é um mal menor, venha para cá viver e tentar dormir, no meio da histeria rotineira das 3ª e 5ªs, pode ser que me compreenda.
      Quanto à foto. como é óbvio não associa ninguém em particular ao texto, embora me pareça que o ilustre, pelo movimento. Se a ideia fosse essa teria outras, tiradas a pedido no mesmo dia e local, mas que precisamente porque os retratados estavam em pose achei preferível não associar aqui. O efeito, para algumas mentalidades, até seria bem mais chocante.
      E já agora, negativo sobre a minha academia, não escrevo. Ainda andariam todos de fato completamente eclesiástico se não existisse crítica e debate dentro dela.

      • Insignia Universitatis Conimbriga - In Omne Aeuum says:

        Acho que não lhe fiz mal nenhum para me estar a tratar por você ;).

        E depois, o João José Cardoso ao estar a supor que, por eu ter sido estudante de Coimbra, cá não tenha nascidom e não cá não habite, é um erro.
        Sou de Coimbra, e “antes de doutor fui e morrerei futrica”. A minha relação com Coimbra não se fica por 5 anos de faculdade e por isso a minha opinião tem, tal como a do autor, essa legitimidade ou esse viés, nem sem bem….

        E no que respeita à referida histeria nocturna das 3ª e 5ª a que se assiste em Coimbra, se for à noite do Porto , assistirá a uma movida boémia igualmente indiscritível e descontrolada, que pôs a cidade na cena turística internacional (há vários artigos que o ilustram, é procurar)…e se for a Lisboa, a bandalhice nocturna do bairro alto ao cais do sodré é também uma constante…
        Claro que os moradores se queixam, mas isso são externalidades ou consequêncais do pulsar de vida nas cidades! A sua ausência é muitíssimo mau sinal.

        Eu percebo aquilo que diz, mas não se pode querer “sol na eira e chuva no nabal”.
        Vá por exemplo ao centro histórico de Bragança ou Mirandela, e veja se os seus comerciantes, taxistas, donos de bares, etc, não ficariam todos contentes com o tanta clientela nocturna…

        A boémia coimbrã pode deixar uns quantos habitantes sem dormir, mas por outro lado legitima-se numa tradição secular, perpetua e incorpora em parte aquilo que se pode chamar “património imatrial da humanidade” (e não estou a confundir-me com o faduncho “lesboeta”) e enche a barriga a muitíssimas pessoas, quer directamente pelas receitas que gera, quer pela aura que dá à cidade, diferenciando a Cidade e atraindo por isso mais turistas e, mais importante ainda, mais estudantes, a verdadeira força desta Cidade.

        • “Certo que a academia se tornou um bocado Pimba, mas isso é a normal consequência da democratização do ensino superior…”. Comentário todo ele brilhante, mas este excerto resume aquele que é, a meu ver, o verdadeiro problema da Academia. Ou como diriam os ingleses, menos envergonhados e politicamente correctos do que nós quando toca a chamar as coisas pelos nomes, “The types they let in these days!”e é isso precisamente – e não a Praxe em si mesma- que transforma, como diz o sr.José João Cardoso, “a cidade num bordel”. A democratização tem destas coisas, banaliza, não selecciona; e se uma instituição com séculos de tradição não zela pela honra do convento, não se pauta por valores de exigência e de brio, temos estudantes burros como ursos (conheci alguns) a desvirtuar o traje transformando-o em mini saias, ou a ir para as aulas em trajes menores e havaianas- como conheço, infelizmente, alguns exemplos aviltantes, com todos os comportamentos pouco edificantes que condizem com isso. “Não ter a capacidade de reconhecer isso, principalmente em virtude do “Politicamente Correcto”…”histeria”… não podia concordar mais. Primeiro, porque e preciso ter noção de que a tragédia (que aconteceu no decurso de uma praxe académica, mas podia ter sucedido em qualquer noitada de bebedeira entre jovens estúpidos) não se deu, graças a Deus, em Coimbra. Por cá, com excepção de alguns exemplos infelizes, o mal da praxe é durar eternidades, Nada tinha contra quando foi a minha vez, mas ao fim de três dias de brincadeira enfastiei-me mortalmente.
          .Segundo, porque não podemos querer, como foi dito acima” sol na Eira e Chuva no Nabal” – um embevecimento desgraçado quando nos tornamos Património, um exagero com a Cabra que é linda, e Coimbra do Mondego como se Coimbra fosse só isso, e virar a casaca no instante em que já não nos dá jeito estar associados a notícias que -sendo tristes e merecendo decerto atenção -primam por um sensacionalismo muito deselegante. Haja um bocadinho de frieza e sensatez em vez deste “mata e esfola” e aquela bela coisa que se chama meio termo.

        • antónio says:

          Realmente este comentário merece nota zero. Eu nasci em Coimbra vivi a repressão de 1969, o luto Académico e o renascer da Queima das Fitas em 1980 e porque tenho de trabalhar para pagar os impostos esbanjados neste pseudo estudante ainda me dizem que se quero descansar tenho de aguentar….

          • mário g. says:

            sim tem que aguentar! tanto aqui como noutra cidade, se quer sossego mude para a aldeia mais sossegada pois a essência das grandes cidades é esta, queria também dizer que não devemos generalizar os estudantes pois como há estudantes burros e outros mais capacitados, também o acontece com o resto das pessoas.

            A praxe sempre foi e continuará a ser excessiva, e já que é mais velho se andou também na universidade deveria saber, faz parte da juventude exceder-se e ultrapassar os limites .

            Em relação aos descontos que faz não serão certamente para estes “pseudoestudantes” como diz, e mais, se não fossem estes “pseudoestudantes” provavelmente não teria emprego pois é esta tradição que atrai pessoas e enche cidades como a de Coimbra!

            Em relação as autoridades não agirem, de alguns comentários que vi, essas pessoas deveriam preocupar-se mais com os verdadeiros crimes que se cometem nos dias de hoje, pois as praxes são algo insignificante perante tanta criminalidade!

            Para acabar queria deixar a minha opinião de que ninguém é obrigado a nada, e que aceitando as praxes as pessoas sujeitam-se as suas normas e tradição, como em tudo na vida! 😉

  9. Kattuxa Cunha says:

    …”com a cumplicidade amedrontada da PSP, Polícia Municipal e Ministério Público.” Pois, são estes que há muito deveriam actuar fazendo cumprir a lei e porque não o fazem? Porque estes “meninos” são em geral filhos, afilhados, compadres, “de famílias” e isso inclui, júizes, procuradores do MP, que se conhecem todos uns aos outros e que tornam estes delinquentes em criaturas impunes.

  10. jonhdue says:

    Gostava de saber se sem estudantes Coimbra sobreviveria… sem o absurdo de dinheiro pago por dispensas com camas, por casas a cair aos poucos a pessoas que só vêem cifrões.. Pessoas que do alto do seu pelouro de morar em Coimbra, do alto da sua arrogância que se acham a nata da sociedade, que utilizam palavras sem sinónimos de tão caras que são! Gostaria também de saber se quem matou a indústria nesta cidade foram os estudantes bêbedos ou os Coimbrinhas emproados que têm nojo de sujar as mãos, mas não o chão. Coimbra é de todos os que por ela têm paixão e não daqueles que aqui moram porque Lisboa já ta cheia ou porque o factor C só chega aos limites territoriais do distrito.. É daqueles que já viram o bom e o mau da cidade e continuam a amá-la, não daqueles que são Coimbra de inverno e Figueira de Verão, porque as férias dos pobres ricos, cumpridores de uma aparência imaculada, são passadas numa cidade sem história (ou pouca) académica mas que vê as suas casas, ruas e descanso violentamente usurpados por vizinhos de 50km que vieram fazer o barulho de beleza e a folia de descanso… Eles que tanto se queixam das rugas provocadas pelos estudantes estrangeiros de outros lugares que não compreendem a sua Coimbra… No meu tempo de estudante, encontrei tanto coimbrinha de peito feito aos berros rua a cima a provocar desacatos por estar no seu bairro, e por trazer mais 10 consigo igualmente vizinhos, que por se achar em casa tratavam os outros, sejam eles novos ou velhos, nacionais ou estrangeiros, como se fossem escrementos de um animal com um desarranjo intestinal, porque no meu bairro eu sou o maior! Vi também altos notários da social light, estrebucharem o jantar gourmet dentro e fora de portas, além do leilão de carnes em desespero em locais públicos, de renome, de um nome que se vai perdendo na noite à medida que as horas crueis incerram o triste destino… Isto todos os fins de semana durante 365 dias.. Agora pergunto, será que foi um estudante bebedo que vos vomitou a porta ou o vosso vizinho do lado?

    • Ai Ai says:

      outro que não sabe escrever «excrementos» nem «imaterial»…. deve ser duma santa terra que adoraria ter desacatos, droga, álcool sem fim e barulho e lixo à porta. isso das rendas deve-se à manifesta falta de mais residências para estudantes.

      • Ai ai joshua says:

        Também a um ponto final sucede sempre uma maiúscula, e nuinguém está a fazer bandeira disso.

        Se não consegues argumentar com mais do que nos diz o corrector ortográfico do Word, acho que o mundo passa bem sem os teus comentários, senhor Ai ai

    • No teu tempo de Coimbra tinhas uma daquelas senhorias que só te deixavam tomar banho ao sábado. Lamento.
      Teres ficado com o hábito de te vingares cheirando eternamente mal aos outros, não aprendendo a respeitar o próximo, e cuspindo em quem tem a pachorra de te aturar, já não lamento, tal como comentares sem leres o que está escrito, nem saberes que Coimbra foi afastada nos planos de fomento e de urbanização da indústria, porque aqui se estudava, como em Braga se rezava, no Porto trabalhava e em Lisboa se fazia não faço ideia o quê.

  11. Leonel says:

    finalmente alguém fala a verdade sobre o joão luís.
    quanto ao resto, sou da praxe, verificando que os vícios que a mesma vão enfermando se devem aos vícios da própria sociedade portuguesa atual…

  12. jonhdue says:

    ahahahahah tenho pena de ti e daqueles que argumentam com acordos ortográficos!! realmente a mesquinhice dá para isso. Deve ser uma desolação imensa ser-se completamente oco e fútil.. Diz-me lá, o que te chateou mais, foram as rendas, a vossa futilidade clerical, o leilao de carnes ou seres um revolucionário ressabiado esquecido na gaveta da câmara municipal? Mas mais uma vez pergunto, quem matou a indústria, foram os estudantes ou a má gestão municipal?? É que a minha ignorância diz-me que a universidade está em Coimbra, como estão outras noutros lados e não é por isso que somos uma país que vive à conta de estudantes!! Vejamos pois então, Aveiro que tem universidade e tem zona industrial, Braga tem rezas, como dizes, universidade e é uma das zonas mais fortes em termos de indústria! Porto tem universidade e vejam só, tem um porto que faz movimentar milhoes para os cofres deste país!… ahhhhhh que escândalo!! que ultraje!!!… Por acaso, no meu tempo de estudante tomava banho as vezes que quisesse, o tempo que quisesse, desde que o dinheiro ao fim do mês desse para pagar ao chupista da renda e às águas de Coimbra.. E não, não me faltou o dinheiro, porque o saloio da aldeia (que é de Coimbra) é uma pessoa honrada e cumpridora das suas obrigações… Trabalhei para pagar os meus estudos! Se calhar afoguei-lhe as mágoas enquanto via as carnes a passar.. Se calhar o problema de Coimbra não está nos jovens bebedos, mas nos seus residentes permanentes que adoram pôr a culpa em tudo menos neles! Tenho pena que emprenhem pelos ouvidos e que sejam comidos por parvos pelos vossos sucessivos pseudo governantes a quem nunca lhes interessou indústria, porque talvez não gostassem de ver os brejeiros de mãos sujas de trabalho a passear nas ruas da sua mítica cidade..

  13. jonhdue says:

    ahahahahahahah é o ensino da tua querida universidade, da tua querida cidade!! Afinal a cidade dos Doutores também licencia burros!! ahahahahahah

  14. Caramba, este artigo supostamente defende valores de civilidade e de decência, e o próprio autor do artigo vem quebrar isso tudo e insultar os comentadores? Lol

    • Lolito, insultar quem, como e onde?

      • lolol says:

        “Não distinguir sintaxe de ortografia, é de bicho para baixo.
        Ora não discuto com quem tem a escolaridade obrigatório por cumprir.
        Cresce, aprende, e aparece. Entretanto rasteja, como vais fazendo nesta caixa de comentários, com a imbecilidade suprema de nem dares por isso.”

        aqui.

        meu deus, o cavalo onde está montado deve ter prai 3m de altura, cuidado não caia.

        

        • Ok, não sabes o que é um bicho, nunca meteste os penantes em Coimbra, desconheces a sua praxe, mais um tolinho da Lusófona armado em chico-esperto, confere com o IP.
          Vai para o Meco, pá, o mar hoje parece que está porreiro para rituais satânicos.
          A discussão aqui é mesmo sobre os caminhos que as praxes tomaram em Coimbra, não é a tua praia de criminosos.
          E conversa acabada.

          • lolol says:

            não sei que espécie de otário é você, mas não deixou margem para dúvidas que o é, com uma resposta deste “””””””nível””””””””

          • Ó mentiroso, não te esqueças de amarrar os pés para a prova ser maior, e assegurares o teu posto de canalha mor.
            Vai, vai, apanha a onda, isto aqui é Coimbra, não é Japão.

          • lolol says:

            de onde veio essa da Lusófona ainda estou para perceber, mas continue a gozar com pessoas que morrem, seja em que circunstância for. Como conimbricense, até concordava com algumas das coisas escritas, outras nem tanto, mas depois de ver que espécie de personagem foi responsável pelas mesmas, distância deste site e deste “artigo”, por favor.

            “mentiroso”, “canalha”, “bicho”, entre outros, nem todos para mim, mas sim senhora. insultos pela internet, digno de um teenager, os meus parabéns.

          • Um conimbricense sabe o que significa bicho. Não é o teu caso, que poucas vezes terás atravessado a ponte, e portanto vives no Japão (e vai outra), tomando por insulto o que não o é.
            É tão fácil encontrar um gato, deixam sempre a cauda de fora.

          • lolol says:

            você é hilariante. os meus parabéns. passou ao lado de uma grande carreira em comédia. podia perfeitamente ser o próximo nilton! (não, não é um elogio)

          • Esses gajos da Lusofona mereceu é um enxerto de porrada que nunca mais levantem os cornos do chão!
            Eu dou-vos o pacto de silencio! Cambada de atrasados!

          • Que atestado de Caracter... :) says:

            Não me parece, aqui parece-se mais com “Pintelhos” do que com “Conversa”. Mas não seria de esperar nada mais do que isto. QUERO MAIS É QUE SE F***** … 🙂

            ” Toca a cabra a repique, TOING ” … “Toing”… A julgar pelo IP, vê lá se não está a usar um “proxy”, sabe do que falo ou para si é mais “bolos”…?!

            Se quer que lhe diga sinceramente, de facto não deverá existir ninguém mais versado em Lingua Portuguêsa que o Sr. Dr..
            E só lhe fica é mal, em vez de corrigir os erros das pessoas tipo “Capataz” ( Há habitos que não mudam nunca ) as quisesse de facto “Educar” e não “Achincalhar”, mas mais uma vez é a minha modesta opinião, e se esta é a sua forma de “educar” compreendo perfeitamente o que se passa hoje em dia.
            Sabe, eu aprecio que corrija os erros, mas gostaria mais que se concentrá-se nos conceitos que representam as palavras e menos na forma como foram apresentados, porque só não percebe que se acha “Muito” à frente dos outros.

            P.S. – Leve isto como um conselho de quem não tem a escolaridade obrigatória… Queres “dar nota” a esta?!

            🙂

  15. Concordo em absoluto, o que é válido para Coimbra também o é para Lisboa. As mortes, os desacatos e as humilhações sobre a estudantada que só participa para não ser alcunhada ou excluída tem que parar de ver. Proíba-se de vez a palhaçada. Desde quando tradição é sinal de bom costume ? se assim fosse ainda defenderíamos práticas inquisitoriais e queima de bruxas em praça pública.

  16. O JJC não se cansa de assentar toutiçada no cocuruto seboso
    dos praxeiros lusofónicos !
    Que nunca lhe doam as mãos caro JJC !

  17. O que a maioria das pessoas fazem é atribuir as culpas à praxe.
    – É por haver praxe que ha bebados na rua a cantarem, brincarem ou seja o que for? Se analizarmos, os bebados mais “simpáticos” são os que estão a ser praxados…
    – É por haver praxes que as ruas ficam sujas? Não me parece que a praxe seja o motivo de uma pessoa meter o lixo para o chão..Se tiver principios de casa, não o faz..
    – É por haver praxe que acontecem acidentes como o infeliz sucedido na praia? Não…aconteceu durante “uma praxe”, mas tal poderia ter acontecido por qualquer outro motivo..

    Já no seu tempo, embora secalhar não sujavam tanto a rua, os estudantes esperavam os operários na rua para o chamado “Chá de moca” (acho que não necessita explicações). Isso era a Praxe? Não..eram alguns estudantes sim, mas não confundam com Praxe…

    Nascido e criado em Coimbra, nunca presenciei uma praxe contra a liberdade do ser humano. Sempre vi um caloiro a ser praxado com orgulho, por vezes algum sofrimento pelo frio por exemplo mas, nunca obrigado. Sei que existem “praxes” desumanas , ridiculas e perigosas, mas isso são casos pontuais, e a culpa de tal não deve ser atribuida à praxe em si mas sim à educação que vem de casa e da familia.
    Os abusos e desrespeitos cometidos numa praxe sao cometidos por pessoas sem educação ou respeito pelo proximo, e não porque o tenham aprendido na praxe.

    Portanto não confundam por favor vandalismo e desrespeito de pessoas que de praxe pouco ou nada sabem com a Praxe.

    Sou completamente a favor da praxe mas, claro, contra o desreseito pelo proximo.

    ****** E por favor parem com esta novela da praxe ******

  18. Coimbra não é mesmo vossa. Muitos estão de passagem. Deixem-se de arrogâncias e percebam que estão apenas de passagem.
    Incomoda-me como se associa a praxe com o desrespeito pelos moradores, a falta de civismo, a falta de educação. Coimbra tem praxe há muitos anos, mas só nos últimos 10 anos é que se tornou insuportável para os moradores.
    O exemplo do Porto não o aceito, porque havendo incumprimento do Regulamento Geral do Ruído é um péssimo exemplo. Por outro lado, os estudantes são vítimas, porque dessas noites de excessos e sem lei, com shots, drogas e outras coisas a fatura virá mais tarde. Quem ganha? Os donos da noite (bares) e a autarquia que cobra uns dinheiros (como Judas). Eu não alugo quartos a estudantes, mas já tentei viver condignamente com a minha família num apartamento, que depois de ter estudantes no andar superior tive que abandoná-lo. Até me vomitaram para do chapéu que estava aberto na minha varanda! Aqueles que se queixam de que os quartos alugados são impróprios para pessoas, deviam apresentar queixa na ASAE e nas Finanças.
    Eu não incomodo qualquer estudante. O que lhes dá direito a não me deixarem dormir.
    A propósito, ainda sou do tempo em que no interior do país que me viu nascer, as habitações eram no piso superior e no piso térreo viviam porcos, galinhas, burros, vacas, etc. Lá conseguia-se dormir. Com estes estudantes não se consegue dormir.
    Alguém me perguntou se prefiro uma cidade em que se possa descansar, ou uma cidade em que a noite se transforma num arraial, muitos dias por ano? Eu prefiro ter direito ao repouso, ao sono e à tranquilidade. Garanto-lhes que é mais saudável!

    • mário g. says:

      mesmo nos últimos anos a praxe não é sinonimo de insónias para os habitantes das cidade, as noites não são só universitários e temos que saber aceitar o ambiente noturno das grandes cidades.se deixarem de existir praxes não irá deixar de existir barulho, nem vandalismo, nem sujidade, nem muitas mais coisas foram referidas nos comentários, mas deixará de existir tradição e inserção o que nos leva a uma revolta dos estudantes que só vai criar mais problemas, gostando ou não esta é a cidade dos doutores e são eles que dão tradição ,ambiente e nome a cidade e também são eles também que atraem turistas e geram grande parte do dinheiro que sustenta a cidade!
      deixem de ser ignorantes e preocupem-se com coisas mais importantes que as praxes, esta polémica só se começou a gerar como o que aconteceu no meco e apesar de ter sido um excesso,é normal nestas idades e fui uma situação pontual que não pode ser generalizada! tal como aconteceu aqueles estudantes poderia ter acontecido com outras pessoas! COIMBRA É NOSSA!!!!!!!!!!!!!!!!

  19. Rafael says:

    E os dez anos livres de praxe em Coimbra? 1969-1979? Quando para lá fui não havia praxe, era normal, ninguém falava nisso, não se sabia o que era, fui de longe, fui sózinho, integrei-me, fiz o que tinha que fazer. Quando de lá vim, a praxe tinha ressuscitado, muito graças à importância que não tinha e que lhe foi atribuida por quem contra ela lutou, não, não foi pacífica a ressurreição, mas ela aí está…, agora difundida por todo o país! E, como o autor, sempre fui contra a praxe, nunca bati em ninguém na Praça da República e alguns dos meus colegas e amigos desfilaram no primeiro desfile da primeira queima das fitas, eu não desfilei, mas fui vê-los passar, deram-me frras e tentaram convencer-me a seguir com eles, não fui, mas ainda hoje somos amigos, raramente nos vemos, mas vamos falando. De vez em quando vou a Coimbra e gosto de ir, tenho por lá mutos e bons amigos, mas não vou nesses períodos conturbados das queimas e coisas do género, Coimbra, felizmente, é muito mais que isso e, claro, Coimbra é de todos, a paz há-de regressar à cidade.

  20. PQP a Praxe! says:

    Os praxistas defendem-se uns aos outros como quaisquer elementos de outra seita, gangue ou claque. É tudo igual. Ou seja, eles acham que têm de impor as suas merdosas regras aos outros. Mais nada! É para integrar os colegas, dizem eles. Mas quem é que lhes pede para ser integrado, catano!
    Um estudo interessante seria medir o QI aos praxistas. Gostaria de saber os resultados.

    • mário g. says:

      tal como os antipraxes fazem! defendem-se uns aos outros! certamente teriam um QI mais elevado que o teu, se não não vinhas para aqui comentar palha 😉

  21. Archeiros e não arqueiros.

  22. Bom,na minha opinião o problema não é a praxe,e sim a cabeça desorientada da juventude de hoje em dia.Valores que aprendemos em casa,com os pais já não valem nada,ou são “antiquados” na visão dos jovens.”Não posso respeitar limite algum,porque estarei fora do padrão”,é assim que muitos pensam.Vemos isso não somente no meio escolar,mas em em todo lado onde se aglomeram grandes grupos de jovens.Educação começa em casa meus caros,a Escola que nós acabamos por frequentar,nos ensina a ler e escrever e não a sermos gente.O defeito maior é que está todo mundo (Pais ) malucos com outros problemas,que se esquecem de olhar para os filhos com os olhos que deveriam olhar.Concordo com a colega acima que diz, “o civismo devia ser a primeira das provas de admissão”.

  23. cláudia says:

    Fui estudante em Coimbra mas nunca na vida viveria em Coimbra. Amo Coimbra pelas pessoas que conheci mas curiosamente nenhuma delas nasceu em Coimbra. Não suporto Coimbrinhas armados ao pingarelho que desprezam os estudantes e a vida estudantil. Gostaria eu de saber que seria da cidade de Coimbra sem estudantes. Uma cidade/aldeia com meia dúzia de autocarros e centros comerciais, cheia de gente mesquinha e parva que sai aos fins de semana vestida como se fosse para o baile da parvónia ou então vestidos e armados em pseudo intelectuais de meia tigela. Curiosamente o ambiente aos fins de semana é de fugir e é bem divertido e cheio de gente gira aos dias de semana. Seja dia ou seja noite. Expulsem os estudantes da vossa cidade e fiquem lá sozinhos, embrenhados na vossa pequenez e tacanhez, convencidos que são inteligentes e que vivem numa cidade interessante e cultural. Expulsem de lá os estudantes e vão ver o que são centros comerciais vazios, mãezinhas e paizinhos a não conseguirem alugar casas e quartinhos, cinemas e teatros sem ninguém, comércio sem clientes e por aí fora. Expulsem os estudantes e fiquem com as urgencias dos hospitais só para vocês, com a Dona Maria que levou porrada do marido e o menino Joãozinho que caiu das escadas em casa. Deus vos Livre de contactarem com estudantes inteligentes, Deus vos Livre de contactarem com estudantes estrangeiros, Deus vos Livre de conhecerem outras pessoas e outros modos de viver. Deus vos mantenha no vosso mundinho de cidade/aldeia das Beiras que almeja um dia ser cidade com gente interessante e culta. Fiquem com Coimbra toda para vocês e sejam muito felizes.

    • Abençoados fins-de-semana, e meu querido mês de Agosto, quando as claúdias deste mundo voltam às suas berças.
      E fiquemos por aqui, antes que adjective uns merecidos substantivos.

    • PQP a Praxe! says:

      A Cláudia atingiu um grande nívei frustracional, talvez devido a algum inconseguimento. Nisso, às vezes os conimbricenses falham um pouco. 😉

    • Nasci em Trás-os-Montes, casei em Coimbra, já levo 38 anos de Coimbra, fiz duas licenciaturas e um mestrado em Coimbra e nunca incomodei ninguém, pela simples razão de que como estudante-trabalhador e pai de 3 filhas, já licenciadas em Coimbra, não tinha tempo para me divertir, quanto mais para incomodar aqueles que têm direito ao sono, ao repouso e à tranquilidade.
      Isto está no preâmbulo do Regulamento Geral do Ruído e aplica-se também a Coimbra. Porque é que coloca a questão nesses termos? O que seria de Coimbra sem estudantes? Eu prefiro o seguinte raciocínio: O que seria de Coimbra com estudantes civicamente bem formados, respeitadores dos direitos dos moradores e simplesmente estudantes? Não arruaceiros, não mal educados, não bebedolas, etc.
      Vou contar-lhe um episódio que ocorreu numa rua de Coimbra, próximo das 4 horas da manhã. Uma idosa, moradora no rés-do-chão acordou com os gemidos de uma menina. foi à janela e viu um casalo de estudantes a fazerem sexo, deitados no passeio, em cima da capa de um deles. A idosa barafustou com a falta de vergonha daqueles arruaceiros. Responde-lhe o estudante: “Oh velha cala-te porque ela é Croata e não sabe o que estás para aí a dizer! É isto que defende para uma Cidade que se quer de gente decente? Pode ser para rir, mas, do ponto de vista legal é uma situação enquadrável em vários delitos.
      Outra. Também próximo das 4 horas da manhã, um moradora com dois filhos menores, foi acordada com as pancadas na porta de entrada, que não parava de abanar. Foi à porta e deparou-se com um casal de estudantes a fazerem sexo encostados à porta. Barafustou, porque quase acordavam as crianças. Resposta do arruaceiro: tenha calma que isto está quase a acabar. Isto é humilhante para os moradores.
      Se se revê neste tipo de episódios convide estes arruaceiros para a sua porta e seja feliz! Mas, eu e muitos moradores respeitadores desta cidade não aceitamos tais mentecaptos. Se não quiserem vir estudar, eu repito estudar, para Coimbra não venham! Eu dispenso-os. Já agora dou explicações, mas não a mentecaptos.
      Como exemplo de estudante de Coimbra tenho a minha neta, que se levanta todos os dias às 7 horas da manhã, vai todos os dias da semana para o colégio, que é privado, faz todos os dias os deveres de casa e deita-se por volta das 22 horas. Aquilo a que chamam “estudante” de Coimbra é, porventura, alguém que passa dias sem por os pés na faculdade, à espera da noite para emborcar litrosas, que abre as sebentas poucos dias antes das frequências para preparar as cábulas e que à noite se comporta como se não houvesse regras de boa convivência em sociedade.
      Estudante de Coimbra é a minha neta. Quem não estuda não é, nem nunca sera estudante.

      • Insignia Universitatis Conimbriga says:

        Se o critério de admissão fosse o deitar cedo e cedo erguer, nem o nosso trinca-fortes, o zorolho Camões, teria estudado em Coimbra…
        Não se teria qualificado por falta de decência, porque também ele era um bandalho. Um dos maiores, pelos vistos…

        Acabar com a parvoíce dos estudantes em Coimbra seria para a Cidade um erro tão grave como o foi para o reino de Portugal expulsar os marranos nos finais do século XV…um disparate de tal dimensão que ainda hoje dele não recuperarmos, e erro igualmente provocado pela intolerância e falta de compreensão/visão das pessoas…

        Coimbra sem a tradicinal desgarrada de costumes, seria apenas mais uma cidade com ensino universitário, como o é o Porto, Braga, Lisboa, Vila Real, Covilhã, Faro, Aveiro ou Evora, ou mesmo com cidades com ensino superior politécnico, como Bragança, Tomar, Viseu, Castelo Branco, Beja, Guarda ou ainda outras de que agora me não recordo, sem falar das cidades com ensino superior privado, como é o caso de Almada ou Figueira da Foz, e ainda haverá mais…

        Acham pois que com tão grande oferta de ensino superior – muito dele de altíssima qualidade – num país tão pequeno como este, se Coimbra não se destacar pelo espírito, tradição, experiência e aventura, tem alguma hipótese de captar alunos?

        Se acham que havendo tantas escolhas ao nível do ensino superior ao pé de casa, haveria um número expressivo de alunos a escolher Coimbra? E ainda mais numa altura de crise?
        Isso só acontece porque a Cidade tem uma Alma e uma Identidade únicas.
        Querer acabar com isso seria um sacrilégio, com consequências fatais para a sustentabilidade da cidade.
        Basta ver o que aconteceu a Roma quando o Papa se mudou para Avinhão…(e era Roma, com muito mais a mostrar que Coimbra).

        Em Macedo de Cavaleiros também os habitantes se queixavam do barulho nocturno, provocado pelos 3 000 estudantes do Instituto Piaget da Cidade….quando fecharam aquele estabelecimento de ensino superior, os macedences finalmente dormiram sossegados…
        Mas muitos deles em Paris, para onde tiveram de emigrar após os respectivos negócios se terem tornado inviáveis por falta de clientela. Vide o decréscimo da população desde o fecho do Piaget, no sítio do INE.
        Estes conimbricenses devem querer destino igual, aparentemente…

        E depois, parece que todos os males do mundo são imputados aos estudantes de Coimbra…

        Se há fome no mundo, a culpa é dos Estudantes?!

        Vejam esta reportagem da SIC Notícias:
        http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2014/02/02/trafico-e-consumo-de-droga-na-baixa-de-coimbra-preocupam-moradores

        Entre a Rua Direita e o Terreiro da Erva, zona onde há muito não há estudantes, ninguém dorme descansado…e ninguém sai à rua à noite. Crédito de indigentes e drogados, que tomaram como deles uma zona história da Cidade.

        Acabar com a boémia nocturna pode criar espaço para outros fenómenos, desses que não trazem vantagens a ninguém…é isso que querem para a nossa Cidade?

        Como diria ou outro, “Já agora, valia a pena pensar nisso”

  24. Há uma coisa que não percebi então os bêbados são apenas quem está ligado à praxe. Acabando com a praxe os estudantes iriam deixar de sair e beber? É muito mau generalizar e dar este tipo de receitas, acho que não percebe o que é a praxe, ou seja não deveria falar sem saber.
    Acho que generalizar é muito mau, e uma sociedade que me parece que defende não deveria ser assim.
    As pessoas são livres como tal quem quer vai quem não quer não vai.
    Considero que deveria haver mais regulamentação e controlo.
    Nesta altura fica Sp bem, aproveitarmo nos de todo este mediaríamos pq um grupo de miúdos teve um acidente, até então a praxe não era problema.
    Pq NG fala do caso e todos criticam a praxe que não teve nada haver, opinar do eu não se conhece e pk um grupo de jovens, bêbados faz barulho parece me bastante baixo.
    SÃO OPINIÕES

  25. Errata:
    no meu último post, onde se lê: “Uma idosa, moradora no rés-do-chão acordou com os gemidos de uma menina. foi à janela e viu um casalo de estudantes a fazerem sexo,”. Deve ler-se: “Uma idosa, moradora no rés-do-chão acordou com os gemidos de uma menina, foi à janela e viu um casal de estudantes a fazerem sexo.”

    Onde se lê: “Quem não estuda não é, nem nunca sera estudante.” Deve ler-se: “Quem não estuda não é, nem nunca será estudante”.

    As minhas desculpas, se forem detectados outros erros ortográficos ou de pontuação.

  26. conselhodeveteranosCORRUPTOS says:

    e prender o filho da puta do Dux (que tem um falso contrato de trabalho para se manter trabalhador estudante)e restantes acólitos que desviam milhões de euros da queima das fitas todos os anos????? é a maior operação de desvios de fundos a “céu aberto” que ocorre no noso país sem que ninguém se pronuncie: reitor, o invariavelmente jota e corrupto presidente da AAC, os responsávis pela acção social, etc… As secções sem dinheiro nenhum, o edificio da AAc a cair de podre e estes cabrões a roubarem o mais que podem!!!!

Trackbacks

  1. […] Hordas de bêbados atravessam as ruas a qualquer hora da noite berrando, no intervalo de elas  em coro exigirem mais caralho que as foda e eles mais cona que os satisfaça, Coimbra é nossa. Todas as regras sobre ruído e manifestações públicas são mandadas às malvas com a cumplicidade amedrontada da PSP, Polícia Municipal e Ministério Público. Vale a pena ler mais. Ler tudo. […]

  2. […] Nos gustaría acercar en esta ocasión un texto publicado el pasado día 2 de febrero por João José Cardoso en el portal portugués Aventar, llamado Coimbra no es vuestra. […]

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