Vive la Révolution

Este artigo de Pedro Cardim é das coisas mais pertinentes que já li nos últimos tempos no que diz respeito à questão dos nacionalismos ibéricos. A questão da Catalunha é secundária, apesar de começar por ser a razão do texto. O que interessa verdadeiramente são as considerações do autor sobre o chamado “nacionalismo” português. Infelizmente, alguns comentários ao artigo são, como sempre, mostras de alguma ingenuidade e anacronismo.

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Jamé

Vícios

O problema do FC Porto é não saber perder, mesmo quando dá jeito.

OPS!…

silva lopes
O PS convidou Silva Lopes para se dirigir, em sumarento discurso, aos participantes no seu encontro. Ainda por cima, esqueceram-se de silenciar – piedosa e prudentemente – as câmaras que por lá estavam.

E assim, pudemos ver e ouvir, no seu estilo de velho ranzinza sem qualquer preocupação de contenção verbal, o cáustico Silva Lopes a desancar o partido convidante, chegando ao ponto de classificar como “estúpidas” algumas das medidas e posições assumidas pelo PS.

Não digo que concorde com o que disse o orador – longe disso -, mas lá que foi divertido, isso foi.

O meu quase amigo mafioso

Quem vê filmes está farto de saber que mafioso que dê com a língua nos dentes frente a um juiz, e com isso atire para a choldra os seus antigos compinchas, tem de começar vida nova, com outro nome, noutra cidade, com outra ocupação, se quer manter-se vivo. O que muitos não sabem é que isso também se faz por cá, não é só na Pensilvânia  ou no Massachusetts, e eu também só fiquei a sabê-lo quando conheci o Alfredo (chamemos-lhe assim).

O Alfredo é um tipo baixote, com papos debaixo dos olhos, nariz partido de boxeador, um intervalo entre os dentes da frente, cabelo reluzente e sempre penteadíssimo, calça vincada, sapatos de tacão sonante. Conheci-o no pão quente que abriu no meu bairro, um sítio que não teria interesse nenhum se não fosse o Alfredo, porque o pão é fraco, a sala – de paredes nuas e muito brancas, luz de unidade de cuidados intensivos – faz-nos sentir desconfortáveis, e à boa maneira portuguesa sopra ali vento por todos os lados. O Alfredo avançou para a mesa com passos enérgicos, ar de quem ia resolver logo ali um imprevisto que não permitiria que lhe arruinasse os planos, e atirou-me, à queima-roupa: [Read more…]

O pai do Igor teve que partir

igor I
Não conheço o Igor. Tampouco conheço o pai, a mãe e a irmã dele, mas tenho acompanhado o caso desde há uns tempos.
Há imensas crianças que necessitam de ajuda, com problemas gravíssimos e raros. Não sei por que motivo me senti tão tocada por este menino. Talvez por ser próximo em idade da minha filha mais nova, talvez por ser apoiado por uma associação com a qual colaboro, talvez porque o seu olhar doce me emociona e me revolta contra a injustiça de tudo o que este bebé já sofreu.
O Igor sofre de uma doença muito rara, o Síndrome de Costello. Para além de todos os exames, consultas, tratamentos e afins a que tem que se submeter, o Igor necessita, pelo menos durante seis meses, de terapias cujo custo diário é de cinquenta euros.
Não sei, não imagino, como sem ser rico se pode viver a pagar aquele valor. Para além de tudo o resto. É que, por muito que não nos interesse, aos nossos desgovernantes não interessa mesmo nada, as famílias das crianças doentes também pagam renda ou prestação de casa, também gastam electricidade e gás, também comem (imagine-se o desplante!), também necessitam de cuidados médicos, também, também, também… [Read more…]

Estação Casa da Música

estacao_avendida_da_franca_porto© Avenida da França, 1967, agora chamada “Casa da Música” e servida pelo Metro do Porto.