A Praxe integra

Ou havia dúvidas?
Desfile do Enterro da Gata em Braga, 17 de Maio de 2017.
© FB Alex Liberall

O observador no seu melhor; o “policiamento das praxes

AAC 2
AA de Coimbra? Não conheço. Conheço a sigla AAC, sigla que abrevia a Instituição Associação Académica de Coimbra. É o que dá poupar nos títulos.

Mas até via com bons olhos o policiamento das praxes. O policiamento a sério, sem aspas, com ordem para dar nas canelas e nas cacholas de todos aqueles frustrados recalcados (na sua praxe) que acham que o uso de uma capa e batina dá direito a super poderes ilimitados para molestar, agredir e humilhar.

Propor a supervisão das praxes por parte das instituições de ensino superior e do governo é algo que não vai mudar absolutamente nada na questão a não ser a criação de mais uma dúzia de observatórios fantasma (quase sempre criados para dar mais uns empregos aos boys das jotas) e de relatórios inconclusivos. O humilhado na praxe vai continuar a humilhar na veste de praxista, o agredido vai agredir, o veterano vai continuar a tentar abusar sexualmente da inexperiente caloira na sua primeira semana (sim, isto acontece!) e por aí adiante. Os crimes que diariamente se cometem pelas instituições de ensino superior deste país continuarão a ser silenciados pelos que os sofrem em virtude daquela estranha e arcaica Omertà imposta pelos vets e as vítimas, bem as vítimas continuarão a desistir dos seus cursos por vergonha ao invés de serem estimuladas a clamar por justiça.

Praxes académicas em Braga

praxe_braga_universidade_minho

© ?

Ricardo Luís Sant’Anna

Ontem antes de ir dormir dei de caras com esta fotografia.
Nela podemos ver um grupo de estudantes de Biologia Aplicada da Universidade do Minho faz uma praxe. Até aí nada de novo; o que me deu a volta ao estômago completamente foi reparar que um dos praxados ostentava uma braçadeira do partido nazi! Não era apenas a imagem de uma suástica, utilizada por inúmeras culturas ao longo dos milénios, mas a típica braçadeira vermelha, com a suástica preta em círculo branco.
Não há possibilidade de engano.
No passado dia 27 de Janeiro celebrou-se a nível mundial o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, e ontem, dia 9 de Fevereiro, os alunos da prestigiada Universidade do Minho andavam a brincar.
Duvido que tenha partido do caloiro.
Não é admissível que isto aconteça no tempo em que vivemos, muito menos em supostos estudantes do ensino superior que tem por obrigação conhecer um mínimo de história.

Estamos a tornar-nos em bestas insensíveis?

Maçonaria

Eu que não percebo nada disso, entrar na Maçonaria é tipo brincadeirinha com caloiros, não é? Tipo praxe. A diferença é que os praxantes andam de avental.

Sexta é 13 e com lua cheia

Haverá praxes no Meco?

Finalmente, a praxe

Sendo que sou estudante e estou inserida no sistema de ensino superior português penso que tenho alguma legitimidade para falar sobre este assunto.

Devo confessar que – devido à  natureza e à história da minha universidade – até há relativamente pouco tempo eu achava que as praxes nas universidades públicas eram brincadeiras em que a malta era pintada e faziam flexões e todos bebiam cerveja por 50 cêntimos. Sabia que Coimbra era uma excepção mas sinceramente não fazia ideia que na maioria das universidades a praxe era tão divulgada e tão universal. Entretanto, comecei a ler umas coisas e a falar com pessoas e a desenhar algumas conclusões. Escusado será dizer que a minha faculdade não precisa de retirar legitimidade da “tradição académica”. Isto tudo para explicar que a partir do momento em que entrei para a faculdade nunca me foi incutido que a tradição académica era importante para avaliar o valor de uma universidade, seja ela qual fosse.

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Para variar: a praxe…

Quando fui caloiro esbarrei com a semana do dito e respectiva praxe. Ao segundo dia avisei que não regressava. Foi coisa a que não achei nenhuma piada e cuja fronteira entre o passar-me da cabeça e ter de dar um sopapo a alguém era tão ténue que preferi desamparar a loja.

Obviamente, nunca praxei ninguém. É por isso que não assino esta petição, não quero praxar a Câncio e muito menos tirar-lhe o pio. Seria elevar a f a Nossa Senhora das Redes…