Património e patrimóino

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Tanta água passou debaixo das pontes e a direita portuguesa, através dos seus opinantes, na hora da verdade,mostra o ar castiço e reaccionário que lhe é atávico, afastando-se de qualquer réstia de cosmopolitismo com que alguns dos seus raros letrados insistem abençoá-la. A discussão a propósito da venda dos quadros de Miró patenteou até à obscenidade esta alma pequenina.

Pulido Valente escreve, no Público, um texto confusamente bronco em que, após exorcizar a ignorância do povo a que, com náusea, pertence – tentando mostrar que mais de 99% da população,designadamente os jovens licenciados, em relação aos quais parece nutrir um ódio especial, não faz ideia de quem é Miró e, a bem dizer, não sabem nada de nada -, alinha umas confusas linhas com considerações sobre se o pintor catalão tem alguma importância na história da arte em Portugal. [Read more…]

Et tu, Gabriela?*

Ainda a propósito dos Mirós, noticia o jornal Expresso de hoje que a venda dos ditos já vinha do tempo do anterior governo (do PS, de Sócrates e de Gabriela Canavilhas).
Era o que já se sabia, pois se houve Ministro da Cultura a fazer fretes foi Gabriela Canavilhas, que faz agora tudo para aparecer como a grande defensora da cultura e do património (dos touros e das touradas já sabemos que é fã). Que tristeza!
Quanto aos Mirós, recomendo a leitura de Vasco Pulido Valente no jornal Público de ontem. Artigo lúcido, de um homem que foi um dos melhores Secretários de Estado da Cultura dos governos após o 25 de Abril.

*Reza a história (sem confirmação científica) que quando o Imperador Júlio César foi apunhalado no Senado, no ano 44 aC , e ao ver que o seu pupilo Marcus Junius Brutus também fazia parte da tramóia, terá dito a frase “Et tu, Brutus?”, que numa tradução livre quer dizer  “Também tu, Brutus?”.

WC colectivo

é na Rússia!

Comboio Porto~Madrid

comboio-internacional-barca-alva-fregeneda-1984Trajecto Barca d’Alva-Fuente de San Esteban, 1984. © Alberto García Alvarez

A menina que queria mudar a Lego

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É uma história simples que anda a correr mundo. [Read more…]

Os contactos que se perderam

Há três anos, garantiram-nos que

A adopção do Acordo Ortográfico pelos órgãos de comunicação social tem vindo a contribuir, numa base quotidiana e de forma progressiva e natural, para a familiarização da população com as novas regras ortográficas.

Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, Diário da República, 1.ª série — N.º 17 — 25 de Janeiro de 2011, p. 488

Mais recentemente, ficámos a saber que

A verdade, porém, é que, apesar de o final do período de transição ainda se encontrar distante, ao nível do ensino, das instituições oficiais, nacionais e internacionais, e das restantes entidades públicas, o AOLP90 já foi quase plenamente aplicado, como o Estado determinou, sem problemas de maior

ILTEC, Lisboa, 21 de Março de 2013

“A verdade, porém”? Salvo melhor opinião, a “verdade, porém” é a “familiarização da população” com o contato. O resto é superstição.

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Desejo-vos um óptimo fim-de-semana, efectivamente “sem problemas de maior”.

Sopa dos pobres

Deveria ter escrito isto ontem, mas não fui capaz. Deveria ter entrado naquele parque de estacionamento e oferecido a minha ajuda, mas não fui capaz. Deveria ajudar mais quem de mim, de todos nós necessita, mas nem sempre sou capaz. É mais fácil, muito mais fácil, encostar-me no meu canto, ficar com as minhas filhas e com o meu marido e não sair à noite para conviver com a infelicidade alheia.
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