Derrota para o Benfica?

Pois, fica para a próxima. Lamentamos imenso.

Os sorteios de automóveis do Fisco

antero

A verdadeira oposição

i-2014-02-10

[Read more…]

O dia em que a dívida pública aumentou 153 milhões

Sem se conhecerem os planos de pagamento, são contas de mercearia mas, mais milhão menos milhão, o grande sucesso da compra de 3000 milhões de euros a 5,11%  corresponde a um aumento da dívida pública na casa dos 153 milhões.

É esta a parte do preço de uma coisa que ninguém sabe exactamente o que será, mas que leva o epíteto de “saída limpa”, e que se soma a anteriores “sucessos”.

Mas apesar de tanto “sucesso”, há fortes contradições no discurso e nos factos, o que indicia que algo vai mal no reino da Dinamarca. [Read more…]

Foi há um ano

Foi precisamente há um ano que finalmente soltaste amarras e, libertando-te do teu corpo terreno já gasto e das doenças e sofrimento que ele te trouxera, partiste.
Finalmente despojado do que em ti havia de material, ficaste tu, as memórias de quem eras e, mais do que isso, as memórias de quem tinhas sido.
Por incrível que pareça, pelo menos a mim parece incrível, quase todos os dias me lembro de ti, penso em ti de alguma forma. [Read more…]

Última hora: Benfica-Sporting

Comunicado em português europeu: “Protecção Civil”, “Projectista”, “factor”, “respectivo”, “espectáculo” e “11 de Fevereiro”.

Foz do Douro (10/2/2014)

foz

© Paulo Duarte/Associated Press. Fonte: Folha de S. Paulo.

As botas, o futebol e os livros

Os tempos que se seguiram ao 25 de Abril, foram de grande ânimo para a criançada da aldeia, onde a luz ainda não chegava a toda as casas e muito menos a água canalizada.

Essa recolhia-se na “bica”, com “canecos” de um plástico azul grosso, tarefa que era deixada para os mais pequenos, assim que conseguiam provar ter força para tal.

Para além das idas à bica, a mando dos pais, onde para animar os dias se faziam verdadeiras batalhas de água, que, ao chegar a casa, davam direito a umas boas chineladas, o tempo corria muito devagar.

O Verão, o estio, era o período do ano mais longo e chato de atravessar, com os seus dias grandes e de calores como nunca mais vi, já que a aldeia ficava no fundo de um vale, onde só ia quem tinha que ir, pois não era zona de passagem, para nenhumas das “terras importantes” das redondezas.

Na colectividade, cujo edifício naquele tempo já existia, mas que não passava de um pavilhão para realizar um baile por mês, começaram a aparecer, aos fins de semana, grupos de “gente de fora” (“as brigadas de alfabetização” ou como lhe chamavam na terra “as brigadas culturais”), que projectavam filmes, tentavam fazer debates e “educar” os autóctones, com longas explicações, pouco entendidas – parece-me – “que depois da revolução, quer os homens, quer as mulheres tinham os mesmos direitos.”
[Read more…]