Uma prenda

Francisco Assis

Francisco Assis está para a esquerda como Paulo Fonseca para os adversários do FC Porto: é um abono de família, ambos o querem como rival.

Na ânsia de ir buscar votos ao mítico centro, Seguro apresentou a pedido e no tempo da concorrência, o melhor adversário que João Ferreira e Marisa Matias podiam ter: defensor de blocos centrais, hábil em despistar-se com Clios,  um discípulo de Blair e outros cangalheiros da social-democracia europeia na economia.

Paulo Fonseca conseguiu ressuscitar um clássico do Rui Veloso:

Este espírito natalício em vésperas de entrudo, esta generosidade ímpar que segue a par, vai acabar mal, para o PS e para o FC Porto. Ora se o segundo caso me preocupa, o primeiro terá o que merece.

O último a rir rirá melhor

foto miguel BaltazarFotografia: Miguel Baltazar

Cabeças

Os líderes do PS e do PSD escolheram para cabeças de listas às europeias os respectivos opositores à última luta pela liderança dos seus partidos. É um ganho para todos.

Os escolhidos vão bem pagos para uma mobilidade de luxo. Os mandantes livram-se da proximidade dos adversários exilando-os para longe. Nós ganhamos por deixar de aturar as suas baboseiras semanais na televisão, no programa comicamente chamado “prova dos nove”, onde fazem reciprocas vénias desde que o assunto seja a parte ausente da esquerda.

Porque o mais elementar sentido ético lhes imporá que abandonem imediatamente tal programa onde são comentadores profissionais remunerados. (Imperativo ético?! Está bem, está…).

Vou comprar um descapotável

1953 Buick Skylark Convertible Coupe

Com 45 anos, não sou novo, ainda não sendo velho. Já há “putos” na política, cheios de cagança a postular lições de vida, da vida que não tiveram. É a ordem das coisas, para outros, também este post foi escrito por “putos”. Por outro lado, já se acumula saber, que de nada servirá à juventude, surda pela característica arrogância de quem se sente eternamente jovem.
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Delírios da social-democracia do avental

mozart-montenegro

Apesar de residirmos todos no mesmo país, a cúpula social-democrata parece viver numa realidade distante daquela em que vive a esmagadora maioria dos restantes portugueses. Ou então, à semelhança do seu líder, são viciados na mentira. Na passada Sexta-feira, ouvi declarações do maçon que lidera a bancada parlamentar social-democrata – “eu sei que a vida quotidiana das pessoas não está melhor, mas não tenho dúvidas que a vida do país está muito melhor do que em 2011” – que não consegui interpretar, lacuna que penso decorrer da minha incapacidade de dissociar a vida dos habitantes de um país da vida do próprio país. Se calhar, como disse e bem o meu amigo Nabais, “este país não é para pessoas“.

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