Mais um manifesto, é muito abaixo-assinado para o meu gosto, mas este certeiro, afinando da direita à esquerda o coro do óbvio: esta dívida pública não será paga.
Chama-se mínimo denominador comum da evidência denunciando o jogo da mentira e sua propaganda. Toda a gente o sabe, da nacional direita absolutista mais ou menos extrema aos próprios credores.Honrar os nossos compromissos, dito por Passos Coelho, o vigarista da formação em segurança nos aeroportos encerrados, não passa de propaganda, a máquina de propaganda que nos inferniza: apelar à honra para instalar a receita do não há alternativa, ou seja: destruir o estado social, privatizar a vida, reduzir Portugal a uma estância turística asiática da Europa, carregada de bons negócios para os do do costume e a mais abjecta miséria para os habituais.
E acertou no alvo, o vigarista ficou histérico, o ministro da propaganda vai ficar afónico, os rapazes de Chicago ou Viena acorrem solícitos (Carlos Guimarães Pinto descobre outra evidência, a intervenção estrangeira serviu para safar os bancos estrangeiros e contagiar ao máximo os portugueses) e salta-lhes mesmo a tampa, revelando que a distância entre o nazismo histórico e o dito liberalismo é apenas temporal (é isso que significa uma mentira com a dimensão de a “dívida alemã resultou da destruição do país na guerra 39-45“, só faltou o Heil, isto escrito sem vergonha mesmo nenhuma na cara).
Um bom e certeiro manifesto, para variar, folguemos. Tão certeiro que entre a esquerda que não o assina (mas sempre gostava de perceber porque não foi Arménio Carlos convidado a assinar, o sectarismo quando nasce é mesmo em todos os quintais) saltou a habitual cegueira revolucionária, da malta nova que só vê nazis em Kiev e com menos do que uma revolução socialista não se contenta. A falta que faz a história.







Quem é quem na ” cegueira da esquerda revolucionária, da malta nova que só vê nazis em Kiev e com menos do que uma revolução socialista não se contenta”?
Habitual cegueira da (devia ter saído na) esquerda revolucionária e “cegueira da esquerda revolucionária” não é bem a mesma coisa.
Sou dessa esquerda, e ainda tenho a sensação de ver alguma coisa.
” entre a esquerda que não o assina”
Quem é?
(não estou ao corrente das notícias)
Por exemplo: http://obeissancemorte.wordpress.com/
Não te reconheço a discutir pela calada João José Cardoso. Eventualmente é porque ainda não consegui perceber que vitórias encontraste aqui, olhos nos olhos. Abraço.
http://obeissancemorte.wordpress.com/2014/03/12/clown-army-manifest/
A minha discussão é com o outro lado, esta era mera indirecta, e generalizável. Abraço.
Manifestantes da fina flor do entulho que não se misturando com o povão nas manifestações cagam manifestos. A muitos dos ilustres assinantes do dito cujo (gente do costume) devia ser exigido que pagassem (andaram com as mãos sujas na massa) uma boa parte da divida do próprio bolso. Contas á vista e cravinhos tipo cavilha de 12 polegadas neles.
Há falta de argumentos, atacam-se os subscritores. O costume.
O meu argumento principal, que penso ficou bem explicito é que foi a maior parte desta cambada que nos encaminhou para o poço sem fundo onde agora vegetamos, e ao que parece pretendem perpetuar.
Explícito ficou. Não tem é nada de argumento. Eu dou o desconto: acabou-se a utopia dita liberal. Agora, que a burguesia percebeu a alhada onde está metida, só lá vão com a tropa. Vai é ser difícil.
Obrigado pelo desconto. Sempre é mais sério de que não pagar.
Seriedade? não pagar? ladrão que rouba a ladrão tem 100 anos de perdão. Logo a parte da Alemanha, esse país pouco sério, não conta.
Não conta? A sério?
E quem continua a aumentar as rendas, comprou submarinos e ganhou milhões com um banco fraudulento paga o quê?
Bento 2014
Já disse o mesmo no blog da família.
A Esquerda näo precisa de assinar o manifesto: a Esquerda escreveu o manifesto há um ror de anos, a Direita é que só agora o assinou.