A véspera (rutilante) do futuro (ainda) adiado

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Ela era linda. Morena, como ainda convém hoje aos meus olhos, fiéis a esse tom de pele inultrapassável e absoluto. Tinha 17 anos; eu, 23. Partilhávamos ao jantar a mesma sala, as mesmas mesas (uma em frente da outra) e trocávamos olhares desde o primeiro dia em que entrei na Tubuci para uma das especialidades da sua cozinha. Eu estava fardado, ela vestia de negro. Quando a via de negro, deixando faiscar os seus incríveis olhos verdes num contraste de sonho, todo eu me derramava por dentro e deixava que a minha energia voasse pela sala ao seu encontro.

Decidimos namorar aí por finais de Fevereiro. Exacto, nos meus anos. Ia buscá-la ao liceu, ficávamos a semear beijos e a cultivar a ternura até quase à hora de jantar. Depois, chegavam os meus camaradas de mesa, ela ia deixar os livros ao quarto e descia.

Deixei de passar os fins-de-semana em Paços de Ferreira ou Felgueiras, comecei a “a ficar” pelo quartel. Ela, para “manter as boas notas”, deveria ficar em Abrantes, não iria para Mação. Claro que não tínhamos o tempo todo para nós. Mação descia à cidade no passo acelerado do pai e a tagarelice da mãe, mas vamos lá embora, José, que a pequena quer estudar… durava pouco a visita.

A partir de Abril, sei lá, a partir do dia 5 ou 6, intensificavam-se reuniões a propósito de tudo. Desapareciam os comandantes de companhia no fim da instrução, isto está a aquecer, diziam outros, daqueles que pouco se descosiam em público.

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Comecei a ter convites estranhos, naquela de está preparado, andam coisas no ar, vê lá de que lado estás, isto está podre mas é por pouco tempo, as Caldas foram uma precipitação, desta vez é que é. Unidos. O povo. A guerra. Já não os turras, os guerrilheiros dos movimentos de libertação. Vencer. Liberdade…

Um dia, encontro Marques Júnior a jantar na Tubuci com oficiais do meu Regimento. Estranho! Seria mesmo?

Tudo se precipitou na semana anterior. Sabíamos que ia acontecer, como ia acontecer, o que faríamos todos e cada um. Quem controlaria o Calado, quem prenderia o Piçarra, quem…, quem… Quando?! Estava tudo controlado, em cima, ou o “velho” não tivesse escrito “o livro”. Atenção aos sinais, à rádio, ao Paulo de Carvalho, ao Zeca… mas essa do Paulo e do Zeca só nos foi transmitida depois do jantar de 24, todos no quartel, hoje ninguém namora, em nome da nação e do futuro.

E começámos a conhecer paulatinamente os rostos escondidos do golpe. Eu percebi, então, a razão da substituição do capitão Salavessa pelo tenente Marques Júnior, em Mafra. E comecei a perceber outras movimentações, sobretudo as que iam acontecendo no segundo ciclo de instrução.

Mas, depois de tudo, já no dia 26 de Abril, eu tive a primeira perda da revolução. Inês chegou vergada por um rosto crivado de sulcos, o verde dos seus olhos raiado de vermelho em volta. Abraçou-me com a força do desespero, beijou-me sofregamente como se fosse um adeus. E era! O pai decidira que este país não era para “faxos”, embarcava com a família para o Brasil, “amanhã, meu amor, já viste? O que vai ser de nós?”. E desabou num pranto absoluto. “O que vai ser de nós?”.

De nós, pouco mais houve no tempo. Aliás, houve tudo. Tudo o que ainda não tivéramos. O meu espólio interior mesclou-se com o seu corpo aberto em dádiva. Demo-nos um ao outro como se não houvesse amanhã. E não havia! Apenas um casarão fechado onde eu persistia em ir, quando estava de oficial de prevenção, e repetia todas as vezes o trajecto da perda na minha ronda de solidão primeira, ou segunda.

Coreto Mação

Mação, terra de bons enchidos, bom fumeiro e de uma mulher surpreendentemente bela aos 17 anos, acabaria para mim mal pusesse os pés no IAO, em Santa Margarida. Não voltei, nem a Abrantes nem a Mação!

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Eu gosto de me considerar um gajo do caraças!

É um facto que dei voz de prisão a um graduado da GNR que acabava de agredir um puto num jogo de futebol, apenas porque o puto escorregou do talude onde via o jogo e tinha aterrado junto à linha do campo pelado da terrinha. Esse graduado, mesmo à minha frente, em vez de ajudar o miúdo a levantar-se, deu-lhe com a espada. Claro que toda a moeda tem duas faces; eu tinha feito uma promessa, em 1969, que não conseguira ainda cumprir: aquele que agrediu, num comício da CEUD em certa vila do Vale do Sousa, o maior democrata que conheci, haveria de pagar essa afronta. Ora, por que raio existem coincidências?! Logo ali, a duas semanas de embarcar para Moçambique, militar de Abril, oficial vaidoso, quiçá inconsciente, entre amigos de infância, o “sorja” entregou nas minhas mãos a salva com a sua – própria ou comum – cabeça de duplo agressor, o mesmo sargento da GNR, aquele… A vida é um espectáculo, e ninguém pode prescindir do seu papel nessa peça. Sobretudo se, de repente, nos reclamam como actor principal, aos 23 anos, e nos enchem a cabeça de vaidades várias e nos colocam galões nos ombros. E nos ensinam que, quem tem o poder, tem de exercê-lo

A partir daí, eu mesmo entrei com muito gozo no jogo disputado por muitos jovens oficiais que enveredaram pela via de cobrarem algumas dívidas de que eram credores junto da PSP e da GNR e fizeram a vida negra a alguns agentes. Também quem os mandava porem-se a jeito?! A mim “saiu-me” a velha rábula de tentarem cobrar-me a coima por atravessar uma rua fora da passadeira. No Porto?! Com audiência feminina?! Em Junho de 1974?! Por que razão haveria o barrigudo agente de bater de frente comigo?! Hoje, temos pena, mas não nos compete adivinhar os ventos da história e acabamos por nunca saber se estamos do lado certo nas revoluções. Como muitos, parte da minha juventude passei-a com algum medo pelo emprego que tinha, era funcionário público interino; a outra parte foi uma série de pequenas vingançazinhas para reequilibrar a minha malvadez quase teenager. Naquele tempo, sem tempo nem tomates para assumir os custos duma adolescência (que era isso?) assumida, ficávamos teenagers até tão tarde!!!

É terrível um adolescente tardio, investido de poder.

rossio

Não, não vou esquecer – jamais – as reuniões de oficiais e sargentos no Rossio ao Sul do Tejo, porque era do outro lado do rio, nós que estávamos no RI2, em Abrantes. Não, todos os oficiais e sargentos que fossem ainda bater com os costados no Ultramar não comprariam camuflado. Se a guerra estava a conhecer o fim e as reuniões políticas estavam praticamente concluídas, para quê usar camuflado. Nós não íamos colonizar, íamos descolonizar, até à civil podíamos fazê-lo. Mas não íamos tão longe, vá lá, fardas dois e três!

RI2

Não, nunca poderei deslembrar Abrantes, onde não voltei, como já escrevi, os meses que lá passei e onde o 25 de Abril me encontrou. Mas nem o 24 de Abril me impediu de ir jantar à Residencial Tubuci, nem eu deixei de estar presente, numa caserna às escuras, onde, em silêncio, todos roemos as unhas entre um “E depois do adeus” e uma “Grândola Vila Morena”, para, ainda em silêncio, cumprir cada um o plano de operações, da prisão do comandante até à monitorização dos “pides”, desde logo aquele oficial a quem um soldado gritou, uns dias após a revolução, depois de o ter obrigado a rastejar até ao reconhecimento, “meu capitão, já viu a altura da ponte?!”

Como vou sempre lembrar, no bar de oficiais do RI2, a figura do comandante da Unidade, que, entre o preso e o libertado, uma questão de horas e por ter sido considerado inofensivo, só repetia, como sentença inabalável, enquanto coçava as partes: “Camaradas, o que é preciso é força na verga e não derrubar a cadeia de comando”.

Ou aquele camarada de posto, que já dava os primeiros passos na crítica política, como colaborador do “Expresso”, e que por isso se julgava o centro de todas as informações privilegiadas, mas não passava de um bufozito, um leva e traz com voz indistinta, daquelas que, mesmo entre os profissionais do júri da versão portuguesa do “The Voice”, semearia a dúvida: homem ou mulher?

E quem me informou foi o próprio comandante do meu batalhão. Mais do que, por formação castrense, discordar do que estávamos a fazer, preferiu ser honrado e desvendar a toupeira que enganava os camaradas e repetia para fora tudo o que se passava nas reuniões.

INHAMINGA - casas abandonadas_resizeSempre respeitei a memória desse tenente-coronel que permanentemente me obrigava a cortar o cabelo quando ia à sede da CCS em Inhaminga e ele me vislumbrava da janela do seu gabinete. Ou era eu que gostava de o ver assumir aquela postura de “chicalhão”, ele que era uma alma tão humana, e deixava crescer o cabelo de propósito, só para o ouvir. Caso contrário, teria entrado de forma menos ostensiva no quartel, do que aparecer no helicóptero de uma multinacional.

Mas a história altera-se, a dado momento. O RI2, uma das fábricas mais recheadas e uma das mais pertinazes linhas de montagem de carne para canhão, como eram as unidades que visavam unicamente as incorporações para o Ultramar, é hoje a Escola Prática de Cavalaria. E a freguesia do Rossio ao Sul do Tejo foi extinta em 2013. Sinais dos tempos. Se a revolução fosse amanhã, Salgueiro Maia sairia de Abrantes, não de Santarém…

baú3Das memórias que herdei do meu 25 de Abril faz ainda parte uma bala perdida, que roçou a minha orelha, numa rusga ao Miramortos, na Beira, quase me levando desta para melhor (será melhor a vida além?). Fronteiro ao cemitério de Santa Teresa, daí o nome, era o maior antro de prostituição e uma das grandes fontes de sarilhos para as polícias militares.

Ou a formação da primeira companhia de PM da Frelimo, naquela cidade do Índico, cujo comandante se chamava Jacinto Eléctrico Jornal.

Mas, voltando atrás e a Mafra, conheci aí um dos elementos de Grupo dos Capitães, que, afinal, era tenente, e foi o meu segundo comandante de companhia de instrução, deputado, Presidente da Comissão de Ética da AR, Marques Júnior, já falecido. Então, jovem tenente, jogador de futebol, como extremo-esquerdo do Limianos FC, à primeira instrução nocturna que comandou, já a meio do segundo ciclo, nos atira: “Numa emboscada, num ataque, há sempre três soluções: a primeira, que é a que vem nos manuais; a segunda, a que é discutida nos “briefings” sobre os planos de operações, ou que é apresentada pelos comandantes; a terceira é aquela que não lembra nem ao caralho. Quase sempre é esta que vos safa!”. Era ele quem, dias antes da grande marcha, haveria de jantar em Abrantes.

frelimoFoi dessa verdade insofismável sobre a guerra – ou a guerrilha – que eu me fui servindo ao longo da vida, até quando, não havendo outra forma de o fazer, porque a logística entre combatentes da Frelimo era primária, e muitos grupos de combate viviam sem ligações à rede de comando, numa independência anárquica, a solução que não lembrava nem ao dito foi deslocar tropas, indo bem na frente, e distanciado do resto das viaturas, um jipe descoberto, apenas com o motorista, um comandante da Frelimo e um oficial português, rezando para que os guerrilheiros aparecessem antes de disparar, e o comandante pudesse dizer-lhes em frelimês que a guerra acabara, horas depois de ter sido assinado o Acordo de Lusaca. A mim, calhou-me a picada entre Vila Fontes e Marromeu. Acompanhava-me uma lenda da guerrilha moçambicana que, por pudor, não menciono.

Kawawa, Jacinto, Tigre, Ismael, saravá!

E a Gorongosa… esse paraíso que está a ser reconstruído, árvore a árvore, animal a animal?!

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O que eu poderia contar sobre a Gorongosa, desde o frente a frente do Nobre com um leão, num sítio que revi, recentemente, com a Catarina Furtado como guia, na RTP. Foi como se, de repente, eu tivesse outra vez 23 / 24 anos e me banhasse na cachoeira, apanhasse com o tripé de uma máquina de filmar na cabeça, numa carga de elefante, ou me visse, com o Carlos Silveira aos comandos, a sobrevoar, espantando as manadas de animais que enchiam a pista ao romper do dia, quatro, cinco horas da manhã. Ou o Nobre, de camuflado, a saltar do unimog e a fugir da bátega de chuva para se abrigar numa casa abandonada, exactamente, se bem se lembram da reportagem, e que era nem mais nem menos, já nessa altura, a “casa dos leões”. E há também tudo aquilo que sobre a Gorongosa nunca poderá ser dito! Porque é uma promessa.

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Ou o meu cão Ringo, um lobo do Malawi, cuja morte desencadeou o fim de John, o macaquito, que não suportou a dor de perder o amigo.

fb-antc3b3nio-josc3a9-clara-zeca-russoHoje, já não sou um gajo do caraças, seria incapaz de prender o Zé Beira ou resgatar um furriel miliciano das mãos do Zeca Russo (aliás, Monteiro dos Santos; aliás, Ginger Joe; aliás, Carlos Rocha), um dos maiores bandoleiros da África portuguesa e pós-portuguesa. E que, em vésperas da independência, dava os primeiros passos como um dos mais odiados e facínoras inspectores da PIC (polícia política, ainda que sob o eufemismo de investigação criminal…) moçambicana. Com um percurso destes, a sua morte só podia ter sido a tiro, num apartamento na África do Sul, ou na Zâmbia, ou na Tanzânia (conforme o ponto que se acrescenta ao conto), garantindo quem sabe que o assassino, apanhado e julgado, teve uma pena levíssima, logo com ligações ao poder ou a grupos portugueses na África do Sul. Ou da própria Frelimo, já farta dos exageros e da fortuna acumulada pela lei do poder sobre a morte e a vida, do “deus” Zeca Russo da Beira.

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Quarenta anos passaram, entretanto. Esqueci tanta coisa que sonhei ao longo de 1974 e 1975. E os políticos que a revolução permitiu nas quatro décadas seguintes acabaram por enterrar definitivamente esses e outros sonhos. E muitos direitos. Eu que, há 40 anos, já trabalhava há seis, sobrevivo com uma pensão de 39 anos de descontos, mas que representa apenas 56% da que teria direito se fosse mais velho. Ou seja, o fascismo, aos que nada tinham como eu, obrigava-os, como me obrigou a mim, a trabalhar antes do tempo; a democracia só me deixava aposentar fora do tempo. Como se o jogo de domingo próximo, entre o Benfica e o Porto, começasse com as regras do futebol e ao intervalo mudasse para as de andebol, básquete ou críquete…

25 de Abril .arte_facto hereges perversões 1Certo, não pode, mas foi o que me aconteceu. Por isso, o meu 25 de Abril começou antes do da maioria, mas acabou mais cedo do que para uma extensa minoria de privilegiados que se serviram da ingenuidade do povo, desde logo da minha. Valha-me, pelo menos, algumas liberdades, que ainda não conseguiram calar. Mas “eles andem aí”, os vampiros da cantiga do Zeca, o nosso. Até Fundações têm à nossa custa e não cumprem os seus deveres de estado. Não abdicam das mordomias, mas dão-se ao luxo de virar as costas à sede da democracia, independentes nas suas associações e corporações políticas ou castrenses.

Peter Hannes-Lehmann e Gerd Heidemann, jornalista e fotógrafo da Stern, ocuparam-me em acompanhamento, durante vinte dias do mês de Março de 71. Com eles fiz toda a viagem, por picada, de Farim a Cuntima, e passei em Nema, a três quilómetros de Farim, onde pernoitámos, uma das noites mais agradáveis da minha permanência na Guiné: um belo jantar com leitão à bairrada, tostadinho como devia ser, regado com excelente vinho verde branco engarrafado, servido muito frio, e depois uma sessão de fados e cavaqueira, em que todos participámos, inclusive os alemães, até altas horas.

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Comandava a companhia ali aquartelada um jovem oficial, excelente camarada,que mais tarde viria a reencontrar em Lisboa e a quem me ligaria, durante o tempo necessário, o que me parecia então indefectível amizade: Vasco Correia Lourenço, capitão de Infantaria, já em fim de comissão.” (Alvorada em Abril, de Otelo Saraiva de Carvalho, Bertrand).

Sim, esse mesmo, o líder da Associação 25 de Abril, que, apesar de ter uma tença anual muito superior à minha e à de 90% dos portugueses, se recusa a cumprir o seu mandato como instituição. Aos militares, e a alguns políticos, sempre lhes faltou uma certa postura de Estado, sobretudo quando os governos não são das suas cores políticas. Apesar de muitos pertencerem à Maçonaria, por exemplo, pouco aprenderam, quedaram-se pela sua estatura física, pelas suas propaladas “melenas e pá”, talvez não merecessem a dimensão cósmica e institucional a que foram alcandorados. E, talvez por isso, quase todos os ideais de Abril não tenham sobrevivido, passados apenas 40 anos. Há pessoas que, como diz Otelo, apenas “parecem”.

Disse!

Comments

  1. Helena Maria says:

    E…dissste bem!!
    O 25 de Abril de há 40 anos está no coração de quem o viveu…
    Um sonho perdido pelo caminho ….
    Urge reinventar um novo, e se possivel que não olhe para tras!

    Parabéns Armindo… !!

  2. António Fernando Nabais says:

    Pois, não és um gajo do caraças e eu não fiquei com uma lágrima no canto do olho. É tudo mentira, pois.

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