O caso do pai que abortou os filhos na escola

carga horaria

Os colégios internos sempre foram uma boa solução para pais que não estão para aturar os filhos. Mas há poucos, e são caros.

Para democratizar o acesso ao sossego paterno e à tranquilidade materna, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, Jorge Ascensão, teve uma ideia: aulas 11 meses por ano. É a chamada massificação da irresponsabilidade parental, ou da estupidez, como preferirem.

Nesta fase os pais ainda fariam o sacrifício de manter os filhos em casa à noite e fim-de-semana, dadas as dificuldades económicas que o país atravessa, mas poderia iniciar-se a reivindicação seguinte, os dormitórios escolares, a que se seguiria um calendário escolar flexível, em que cada aluno gozasse de férias em data coincidente com as do agregado, porque há que manter algum contacto com as crianças, não vá alguém esquecer-se do nome das crias.

Abortadas as criaturas nas escolas, em Portugal que já tem das maiores cargas lectivas e um sistema de férias absurdo onde dois períodos se dividem às ordens de um feriado móvel, o problema da natalidade resolvia-se num instante. Era tudo a fazer portugueses, o mais idiotizados possível.

Comments

  1. Maria de Almeida says:

    Acho muito bem haver aulas 11 meses por ano e explicações nas férias.
    Os refeitórios deviam a passar a ter lanche da tarde, jantar e ceia de cereais e leite. Depois balneários e escovagem de dentes colectiva.
    Assim, os paizinhos só passam na escola ao final da noite para aconchegar os lençóis, que isto de beijo, é “mariquice”.
    Assim que é que era bem feito. E num reino ideal isto começava na idade do pré-escolar e acabava aos 18.
    Nada como organizar uma petição para levar a ideia ao parlamento. Boa?

    Ironias à parte: haja paciência para aturar os imbecis!

    • Ruben Andrade says:

      Vai-me desculpar mas acho muito rude da sua parte dizer o que disse. Com tanto tempo livre acha mesmo que os pais iam aconchegar os filhos?? uma chamada pelas redes sociais ou assim e já é muito! Mas mesmo assim acho muito mal essa medida. Deviam ser 12 meses por ano 7 dias por semana de aulas. com apenas 11 meses onde é que os jovens iam ter sucesso e tempo para aprender?

      • Maria de Almeida says:

        Sou obrigada a dar-lhe razão Ruben Andrade quanto ao ter sido rude e vou já redimir-me. Um SMS é mais seco e chega para saber se as crias estão vivas.
        Depois, aos 7 dias por semana, acrescentaria todos os feriados civis, religiosos e até me atrevo a falar nos municipais.
        O caminho do “ssusssessso” (assim com muitos ésses) ficava aberto aos jovens deste país e não haveriam de ser uns quaisquer ministecos dum governo incompetente (que só o é porque não teve formação assim à altura) a “manda-los” emigrar.
        Estou tão entusiasmada com a ideia que até já penso em fabricar outra cria.

        • Nury Ferro G says:

          Olá, Maria de Almeida. Apesar da seriedad do tema, confesso que ri muito com com os vossos comentarios e isso foi para nao adherir-me ao choro que tal iniciativa (retrógrada, como mínimo) provoca. Estudei toda a minha vida em Portugal e os horarios eram o de manha ou de tarde e conseguimos sobreviver à “terrível” ideia do “abandono” dos filhos durante o día. Eramos educados para cumprir tarefas na ausencia dos país. Agora cumprem as regras dos jogos de computador y actualizam a diario as conversacoes com os amigos ou extranhos. Falar conozco , ¡para que!?. Nao obstante a infeliz iniciativa do dito cujo, devo dizer que do outro lado do continente velho, também existem jornadas completas (das 8.00 às 16.00 horas), os alunos nao sao educados, sao-lhe tao impingidos os conteúdos e se os meninos nao ouvem o professor ou olham pela janela o tem más notas, coitados de nós que devemos ir a escola assinar um compromisso de que os meninos vao mudar porque, de contrario, os coitaditos dos professores nao sabem dar aulas com meninos “problemáticos”. A juntar a isso, devemos assistir à leitura de um listado de anotacoes “negativas”, como as que já referí (olhar pela janela, nao tomar apontamentos ou falar na sala de aula, etc) e isso significa que o aluno fica na lista dos alunos “em situacao grave”!!! e em risco de repetir o ano!! E se o aluno nao leva parte do uniforme institucional, nao fazem a barba ou nao levam cabelo cortado, ficam retidos e os pais chamados, se necessario todos os días, para tomar cartas no assunto. Ou seja, no Chile, de onde lhe estou a escrever, sequer existe a preocupacao por ensinar e educar. Existe o deber dos pais pagar pela chamada “educacao” dos filhos (absolutamente orientados para competir sem dó nem piedade e nao para ser pessoas com formacao e conviccao profissional) e envia-los “livres de todo pecado” de maneira a facilitar-lhes tao nobre labor de “educar” os nossos filhos. De maneira que, como pode ver, aberracoes há por todos lados e por alguns, piores…Cumprimentos desde Stgo do Chile.

    • Helder Costa says:

      Melhor ainda.!!!! PAREM DE TER FILHOS.!!!! E assim evita-se esses problemas todos…. Não é só ter, é também ( e ai começa os problemas) educar… Porque fazer e ter é muito fácil…..NÉ.????


      • concordo, não havendo filhos acabava se também com o problema de haver muitos professores em poucos anos, visto o curso acabar e aqueles que existem puderem (como disse o nosso 1º ministro) ficar no desemprego para abrir outras e novas oportunidades, alem do mais assim iriamos também ter a certeza que acabava se o governo que temos hoje em dia. Vendo bem o problema de Portugal não é o governo mas sim as crianças.

    • helena ramos says:

      mas… os 18 é muito cedo…tem que se dar tempo para haver um aninho ou dois de reprovações e esperar até que eles arranjem um trabalhito… não era?

  2. motta says:

    Eu cá começava a fazer os centros escolares ao lado das maternidades. Era só atravessar a estrada e pronto, entregava-se o embrulho. No dia de aniversário encontro no McDonalds do bairro pela hora do lanche e tá feito.
    Parabéns ao idiota!

  3. rita says:

    Muito bem! Enquanto Educadora a “sensação abortiva” é ainda mais visível e revoltante, mas eu tenho esperança de que um dia algo será feito a esses pais abortos…!

  4. liliana parracho says:

    Caros colegas, pais e maes! Sim, porque eu sou educadora de infancia e mae ao mesmo tempo…nao por esta ordem! Devo dizer que trabalho na ilha da Madeira ha 12 anos e ca e assim que funciona o ensino pre-escolar onde as criancas estao enfiadas na escola cerca de 10,5 horas e meia por dia 11 meses por ano. Sinceramente acho uma atrocidade e sempre achei, uma crianca que chega ao infantario as 8:00 da manha e sai as 18:30 e que nao tem direito a sir do mesmo espaco durante 10,5 h. Na terca feira houve uma mae que me perguntou se a escola ia estar aberta no feriado (uma mae que esta em casa sem trabalhar), eu nao sabia se havia de rir ou chorar. Mas se nos dizemos alguma coisa, as educadoras e que nao querem trabalhar… Tenho muito orgulho como mae porque desde que o sou, a minha filha so frequentou a escola no meu turno de trabalho (sao 2 educadoras por sala em que uma faz o horario das 8:00 as 13:30 e outra das 13:00as a18:30). Mesmo quando estive a tirar o meu mestrado, ela tinha 2 anos e nunca a deixei na escola uma unica vez fora do meu horario…bem que me custou trabalhar durante a noite, mas ela nao tinha xulpa das minhas opcoes! Ela hoje tem 5 anos e adora ir a escola porque passa la pouquissimo tempo comparando com os coleguinhas dela…sempre que pode faltar, falta…para estar com a familia. A partir de setembro no 1. Ano vai ter que ser assidua, mas vai ter mais ferias, do que supostamente teria no pre-escolar, e eu, como mae e o eu amrido trabalhamos 11 meses por ano, mas a minha filha, garanto-vos vai ter muitos mais dias de ferias, porque qundo se quer tudo de consegue, mesmo estando longe da familia… Por favor, pensem que um dia os vossos filhos se vos coloxarem num lara e nunca la forem vos visitar, tem toda a razao.

    • cristina says:

      Cara senhora, para mim a solução passa por mudar os horários dos pais e respectivas ferias como em alguns paises em que as crianças são um bem a proteger e nao um estorvo ao horario laboral dos seus progenitores. nem todos têm a sua sorte. Muitos pais e mães sozinhas não têm apoio familiar para isso. A minha filha faz em setembro 4 anos e só à 1 anda na creche. Estive desempregada mas infelizmente preciso de trabalhar para viver. O meu horário é das 9h- 18h e já deve ter percebido as horas que a minha filha está na creche. Temos a vantagem da creche ter um enorme jardim e SEMPRE que está bom tempo, verão ou inverno os miúdos vão para lá brincar. Pelo menos não está as horas todas entre quatro paredes. Esta sociedade não pensa minimamente nas crianças de hoje, adultos de amanhã. Adoraria poder virar as costas a este sistema frio e altamente exigente para adultos e crianças. Se puder partilhar algum segredo ou truque para mães nesta situação: dinheiro reduzido, ter que trabalhar e sem familiares para dar apoio, agradeço do fundo do coração. Muitas felicidades

      • SusiB says:

        Compreendo completamente o que diz…infelizmente, as medidas governamentais muito pouco se preocupam com as mães que há muito deixaram de o ser para dar lugar ao papel de mãe-empregada-empregada (doméstica)… No entanto, enquanto docente, deixe-me que lhe diga uma coisa: grande parte dos alunos que ficam mais tempo na escola têm pais que não trabalham ou têm horários reduzidos, e que enviam os filhos para a escola na mesma, em períodos desnecessários, com o argumento de que «a criança gosta muito de estar na escola»… Tenho conhecido mães
        que, sem razão aparente, nem ao fim de semana passam com os filhos, enviando-os para os avós, porque querem ir sair (de forma constante). Tenho quatro filhos e, a partir do momento em que tive o primeiro, soube que jamais poderia levar uma vida como a que levava antes de ser mãe. Mas optei por sê-lo…Quando tomamos opções desta importância, temos de perceber que a escolha foi nossa e não da criança que nasceu…não podemos «destruir» a sua felicidade em prol das nossas necessidades e «desnecessidades»… Ainda assim, compreendo perfeitamente o seu ponto de vista :-).

    • Emilia Bonifácio says:

      Eu já trabalhei na Madeira e quando chegou a primavera era vê-las…mãezinhas de toalha e bikini a deixarem as crias no jardim de infância.


    • tem consciência que a esmagadora maioria dos portugueses que trabalham não têm o seu horário, e que muitos realmente trabalham entre as 8 as 18h??

    • Maria says:

      Nem todos os pais se podem dar ao luxo de laborar 5h30 por dia.
      Minha Senhora a maioria dos progenitores trabalham 8h P/ dia, à exceçao da função pública. É este o mundo real.
      Fora uma grande parte que para pagar as contas ao fim do mês trabalham em 2 empresas.
      Sabe o que é o Salário Mínimo Nacional ???

  5. helena esparteiro says:

    CHAMAM-SE PAIS A ESTES SENHORES?TANTA GENTE QUE QUE
    RIA TER UM FILHO BIOLOGICO E NÃO O CONSEGUE TER!!!!COMO TUDO É INJUSTO!!!! ESTA GENTE NEM O NOME DE PAI OU MÃE MERECIAM TER, METE DÓ!!!!

  6. maria amélia says:

    Caros pais, usufruam da companhia dos vossos filhos, brinquem com eles, leiam histórias juntos, façam jogos tradicionais, conversem, inventem histórias, joguem à bola no parque, num terraço…tudo isto que é tão bom, descomprime no fim de um dia de trabalho.
    Não os deixem entre quatro paredes um dia inteiro, não calculam o que isto limita uma criança. Deixem-nos junto dos avós ou familiares (se houver por perto) , deixem-nos brincar ao “faz de conta” com outros amiguinhos. Permanecer na escola tantos dias e tantas horas é demitirem-se da função de educadores e de formadores. A escola tem a função de ensinar, educar é função dos pais. Não confundam as funções, a escola não é o local para as crianças estarem mais de seis horas, estar com os pais permite outras aprendizagens, proporcionem-lhes isso. Tantas horas na escola conduz a irritabilidade, a desequilíbrios, a cansaço; as crianças precisam de outros contactos sociais, para crescerem como pessoas, para enriquecerem os seus conhecimentos, para se socializarem.
    Deixem desabrochar a criança que ainda há em vós, estejam com os vossos filhos, muito, muito tempo. Eles crescem tão depressa que um dia já não há criança para estar convosco. Sejam mesmo pais!

  7. José Pedro Paixão Camacho Vieira says:

    Vindo duma Associação que diz ser de pais, até “arrepia”. Alguém que diga isto, não pode gostar dos seus filhos e é um ignorante no que respeita aos princípios mais básicos da pedagogia! Apetece-me perguntar: Quando é que os progenitores exercem o seu DEVER e DIREITO à parentalidade? A escola não tem como função substituir-se aos pais. A escola não é um depósito de crianças ou adolescentes. A função da escola é ensinar; a dos pais é educar com amor! Para isso, há que haver tempo… Os pais são insubstituíveis!

    • MARIA ISABEL VALADA SANTOS says:

      Depois de ler vários comentários sobre esta tristeza foi o único que em poucas palavras disse tudo se não é para dar muito amor brincar mimar educar e passar o mais tempo possível co m os nossos filhos não os deixem nascer

  8. Nightwish says:

    E não se esqueçam de que podem aproveitar esses meses extras com lavagem cerebral, perdão, cadeiras de empreendedorismo.

  9. INDIGNADO says:

    A serio????????????????
    Porque querem ter filhos?????????
    Para que conste, nem tudo o que necessitamos de aprender na vida se aprende na escola. Esta noticia é no mínimo ridícula e de gente completamente desinformada sobre as necessidades das crianças.
    Os pais querem tempo de lazer…e os filhos??????????????? ESCOLA e MAIS ESCOLA para que os pais se possam divertir. Nem sei se ria se chore.


  10. Que tal o estado criar orfanatos para o período de férias? Assim os pais tinham o seu problema resolvido! Até podiam ir de férias sozinhos, não aturavam os filhos e poupavam em tempos de crise !

  11. Helena says:

    Eu não sei o que o presidente da confederação nacional das associações de país disse ao certo!?
    Por certo achará que quando os alunos vão de férias, a escola fecha e os “preguiçosos” dos professores ficam também de férias!? Alguém deveria explicar que há tarefas de encerramento e abertura de ano letivo, avaliação docente e não docente, planificação, inventários, matrículas, tarefas de organização escolar, turmas, horários… E tudo é feito pelos professores!
    Por outro lado, a realidade é que:
    – os país têm só 1 mês de férias por ano;
    – os avós ainda trabalham (não podem ficar com os miúdos);
    – as alternativas para algumas famílias são poucas ou nenhumas, pois em tempo de crise o sustento da casa acaba por ganhar lugar de destaque;
    – as câmaras organizam tempos livres… Caros;
    – claro que há famílias disfuncionais, com país irresponsáveis, mas essas nem deveriam ter filhos, pois são as que produzem comportamentos disruptivos e estou em crer que são uma minoria.
    Eu sou professora, o meu filho tem a sorte de ter país conscientes que o educam com amor e lhe dão opções e experiências de vida construtivas, mas preocupam-me “os outros” que sofrem mais em casa do que na escola e serão os futuros país e adultos ativos do nosso país!
    Também tenho a certeza que a solução não passará por mais meses de aulas, mas há que pensar (não copiar de outros países) em soluções válidas para ajudar estas crianças e jovens.
    Também acho que em matéria de educação, nós (professores e educadores) somos os técnicos superiores especializados e temos que parar, reflectir e arranjar soluções, caso contrário continuarão os “treinadores de bancada” a inventar “tolices”…
    Está é a minha opinião!

    • Luisa says:

      Pode ter toda a razão naquilo que escreveu, mas a partir do momento em que disse que era professora, já não consegui concentrar-me em mais nada, a não ser num erro ortográfico que é repetido constantemente. Desde quando é que a palavra PAIS leva acento no I? Nem com o acordo ortográfico! PAÍS é Portugal. Quando se assume como professora, convém ter mais cuidado com o que escreve e também deve decidir se obedece ou não ao acordo ortográfico, para não escrever «letivo» e no mesmo texto «reflectir» 😉

  12. Sandra says:

    Agora com 30 anos e a ponto de ser mãe olho para trás e vejo que fui uma destas crianças, ja fiz as pazes com o passado e com essa infância solitária que tive e perdoei aos meus pais. Sei que não foi negligência ou falta de vontade foi fruto de uma maternidade demasiado precoce e de uma vida económica complicada mas nada disto muda o facto de eu ter crescido sozinha. Tornei-me numa adolescente/jovem adulta insegura e ansiosa com grandes dificuldades de expressar sentimentos e de lidar com o fracasso. Anos de terapia depois e muito trabalho pessoal sou uma pessoa mais equilibrada e encontrei um homem que me ajudou muito. Espero conseguir ser uma mae presente e especialmente ser consciente da falta tremenda que fazem os pais. Tenham tempo para os vossos filhos porque as marcas ficam para a vida

  13. fernanda oliveira says:

    Eu sou uma pessoa que também opina que as ferias de verão são muito longas, mas ao mesmo tempo acho que o horário escolar também é longo.
    Acho que se devia de olhar sim para outros países e talvez adaptar e ou ajustar um desses horários escolares.
    Eu nasci e cresci na Holanda, lá o horário era muito diferente daqui.
    Ferias: 1 semana em outubro(chamada as ferias do outono)
    2 semanas natal
    1 semana primavera/carnaval
    1 semana principio de maio
    6 semanas verão
    Além disso os horários são das 8:45 as 12:15 e das 13:00 as 15:00 e as quartas e sextas terminam as 12:45.
    As escolas não tem refeitórios uma vez que lá não usam almoçar, mas sim comer sandes, mas há a opção de os deixar na escola se não estiver ninguém em casa.
    Estes são os horários para infantário, primeiro ano ao 6º os do 7º para cima tem outros horários, mas não são muito diferentes e as ferias são iguais acrescentando uma semana mais no verão.
    Acho que assim as ferias são mais divididas pelo ano e faz com que eles não andem tão cansados.
    Quando vim viver para Portugal e o meu filho no primeiro ano tinha de ir para a escola das 8:00 até as 18:00 fiquei bastante irritada, claro podia optar por não o por nas aulas de inglês, física, etc. Coisa que achei que não era do melhor interesse para ele uma vez que se ia atrasar em comparação com o resto da turma. E claro ao chegar a casa ainda os trabalhos de casa, não chegava o tempo na escola ainda tinha de fazer trabalhos de casa em vez de passar tempo com a família.


  14. Já pensaram numa coisa ? nesse dito mês de férias o país para? Pois TODOS os pais vão querer tirar um mês ou 15 dias de férias no verão com os filhos. No meu serviço sem filhos temos 2 pessoas todos os outros tem filhos. Ou será que também vão de férias sem os filhos, assim divertem-se mais. Esta ideia é totalmente ridícula e irresponsável.

  15. Cristina Saragoila says:

    Muito há a dizer de tudo isto. A educação em Portugal está um caos e cada um dos nossos governantes que passa pelo Ministério da Educação quer deixar a sua marca, mas não se preocupa com a qualidade da mesma….. e depois os outros que descalcem a “bota”.
    O “nosso querido representante dos pais e presidente da Associação” é um assalariado do Ministério da Educação que recebe cerca de 31000 euros anuais como representante da Associação, por isso não esperem que ele vá contra as decisões governamentais, e segundo consta é sócio de um colégio privado, que como muitos ( a maioria deles) recebem mais de subsídio que uma escola pública tem de orçamento para funcionar durante o ano, por isso o que o Ministério da Educação decidir ele assina por baixo.


  16. Reblogged this on primeiro ciclo.

  17. natércia pacheco says:

    Não consigo dizer piadas. Acho deprimente que Portugal esteja cada vez pior. Há um totalitarismo pós-moderno que impede gande parte das crianças de viver uma vida de crianças… Que adultos se preparam?


  18. A Confap esqueceu-se de dizer o seguinte: no mês de férias da criançada, a escola devia providenciar para que docentes e pessoal auxiliar os levassem a Acampar, à Praia, ir ao ZOO, ao Oceanário, etc.

    Assim, os pais podiam ter férias mais descansadas e frequentar mais os Centros Comerciais e irem em paz aos saldos e Black Fridays.

    Pais inteligentes e responsáveis deviam mandar a Confap para o raio que a parta.

    Sobre condições na escola, sobre mega-agrupamentos com alunos amontoados, sobre falta de espaço para jogarem à bola (ai, os vidros das escolas requalificadas que se partem quando 1 bola atirada com mais força, à C7 lhes acerta!), sobre aulas seguidas de 90 sobre 90 minutos, sobre os exames de 4º e tb de 6º, sobre o facto de outros alunos ficarem sem aulas por causa dos exames de 4º e 6º, sobre os exames serem feitos a meio do 3º período……..DIZEM NADA!

  19. Fernanda says:

    Defender um horário de trabalho mais flexível para famílias com filhos em idade escolar, de modo a poderem educar os filhos e, oh! estranheza!, estar com os filhos mais tempo, é coisa para que a Confap se estás nas tintas.

    Isto dá mais trabalho e entra no horrível reino da política e participação cívica dos cidadãos.

    Vai de retro! Que é sempre mais fácil defender que os alunos passem mais tempo nas escolas e tenham menos férias!

    40 anos de História não são nada para mudança de mentalidades. E aí está a Confap (significa mesmo o quê a sigla?) a comprová-lo.


  20. As escolas são vistas cada vez mais como um espaço de guarda das crianças e jovens. Os pais, por seu lado, estão cada vez mais distantes dos filhos. Torna-se fácil de perceber os resultados deste caminho.


  21. Custa-me qualificar a ideia deste indivíduo sem ser desagradável.

  22. Sonia says:

    Deliram todos (ou quase todos)???? Ou beberam água da retrete?
    Expliquem-me que opção têm os pais que trabalham todos os dias uteis das 8h30 às 17h30 e levam quase 1h a chegar do trabalho ao infantário? Pais esses que têm apenas 1 mês de férias por ano a conciliar com os colegas do serviço. Ou seja, nem sempre conseguem tirar férias quando querem ou no famoso mês de agosto que alguém escolheu como mês de eleição para fecharem as escolas.
    Não podendo contar com uma avó que vive a 900km e outra com 70 e muitos anos com marido acamado, digam-me o que fazer? Sim, os meus filhos entram no infantário antes das 8h e saem depois das 18h30.
    Qual a solução?
    Acham que gosto de passar tanto tempo linge dos meus filhos? Acham? Parvalhões!!!
    Parece que vivem noutro mundo!!!! Acordem!

    • Ana Duarte says:

      Concordo em absoluto, mas parece que há outras realidades que pelo menos eu desconheço… E tirar o mês de Agosto inteiro é de loucos, não conheço muitas empresas que o permitam…

    • monica says:

      Tem como opção um ATL. A criança, na escola, no nosso sistema de ensino, apesar de ter tempos lúdicos, tem tempos de aprendizagem à qual é-lhe exigida que adquira certas competências de acordo com o currículo que foi estabelecido durante essa interrupção letiva do verão (os professores só têm 1 mês de férias). Há locais adequados para as crianças estarem sem ser na escola, mesmo que não tenham familiares disponíveis. Claro que representa um custo acrescido, mas quando se ama um filho, fazemos o nosso melhor por ele.


      • o dinheiro na conta não cresce paralelamente ao amor pelo filho, e quando a escolha é entre a conta da luz ou do supermercado, esse custo acrescido é incomportável para as dezenas ou centenas de milhares de portuigueses que recebem o ORDENADO MINIMO = 505€

    • má mãe says:

      bem dito, sou pior mãe do que todos estes pais cheios de sorte,porque com um ordenado minimo tenho que ter 2 empregos e não tenho dinheiro para tempos livres nem familia que me ajude e não tenho outra opção senão deixar os filhos mais tempo no infantário?
      devem ser todos funcionarios publicos com bom salario e menos horas de trabalho (sei que agora fazem 40 horas, mas não são ameaçados com desemprego se recusarem trabalhar mais horas, pois não? eu sou)

  23. INDIGNADO says:

    Atenção, as escolas só fecham em Agosto. Os pais que não poderem ter ferias em Agosto, porque nem todos se podem dar a esse luxo, vão deixar de ter de aturar os filhos nas ferias porque vão deixar de ter ferias na mesma altura. Uns ficam muito felizes pelos vistos

    • Sandra says:

      As escolas não fecham. Em agosto também há trabalho a ser feito (horários e burocracia relacionada com os exames).

  24. Mari says:

    Pffffffffft 11 meses de aulas? Como estudante acho que isto é patético. Eu já tenho de forçadamente aprender coisas que não acho que sejam interessantes para mim ou que tenham minimamente a ver com o tipo de trabalho que quero ter, e ainda me querem fazer ficar mais tempo lá? Claro, nós somos todos uns robôs, tamos cá é pa engolir a informação e o resto que se lixe. Acho que pessoal se começa a esquecer que nós também somos pessoas com sentimentos e problemas e OUTRAS COISAS PARA FAZER QUE NÃO SEJAM APRENDER… 11 meses de aulas e quanto apostam que só vai fazer os alunos terem piores notas? Espero que essa ideia absurda não passe a ser algo mais. Acho que passar 3 periodos a stressar com notas, testes, exames e trabalhos MAIS AINDA, sem saber o que raios quero eu fazer da vida, ACHO QUE MEREÇO OS MEUS 2 MESES E MEIO DE FÉRIAS.

    • Cremilde Ricardo says:

      Concordo em pleno, como antiga estudante, mãe e avó. Eu sou do tempo que tinhamos 3 – digo três – meses de férias… e … senhores… era tão bom!!! trabalhava nas ditas (apenas usufruia dos fins de semana para meu belo prazer), pois meus pais eram pobres, económicamente. Mas aprendi muito, entre outras coisas a poupar o dinheiro que eu mesma ganhava.
      Eramos adultos mais cedo, hoje a sociedade trata um jovem de 15, 16 ou 17 anos como se fosse um imbecil e apenas prestasse para andar na escola… Lamento e receio que a longo prazo “paguemos a fatura” 🙁

  25. Alexandra says:

    Com alguma sabedoria, alguém me disse “aproveita enquanto estás no estado de graça (grávida)”. Porque a partir do momento que teu filho nascer passas a ser “Mâe”. A partir deste instante a sociedade vai-te sempre criticar seja porque motivo for. Porque és ou não católica, pertences ou não a um clube, gostas ou não de deitar-te cedo/tarde, cozinhas bem ou mal, etc, A sociedade avalia e julga com preconceito o teu comportamento.
    Certo, é que hoje em dia a sociedade está a exigir às crianças o que a sociedade pediu aos adultos na era industrial no séc. 19. A jorna de 12 horas de trabalho para os adultos e para acompanhar este ritmo, cidadãos escravos no futuro, o mesmo é pedido às crianças. Não me parece justo julgar a parte pelo todo. A maior parte dos pais fica angustiado porque não tem onde deixar as crianças quando tem de corresponder às exigências da escravidão moderna. Não seja injustos com os pais. Reivindiquem outras condições de trabalho e lutem por uma sociedade mais justa.

    • Sonia says:

      Finalmente alguém normal!
      Concordo!
      Anda toda a gente a ver o problema do prisma errado. Ou então sou levada a concluir que estes que criticam não trabalham. Devem vegetar à custa dos que têm de deixar os filhos na escola 10 a 11h por dia porque o trabalho assim obriga.

    • Sandra says:

      Concordo. Mas, na verdade, não vejo os pais a importarem-se com as coisas que realmente importam na Educação,mas apenas preocupados com a permanência das crias na escola. Como já ouvi alguém dizer: “não quero saber das atividades que ele tem na escola, desde que fique por lá o dia inteiro”… e isto vindo de pessoas que estão em casa todo o dia.

  26. Ana Duarte says:

    Bem, eu não sou mãe, mas li esta notícia e os comentários a ela e fiquei a pensar… Um paizinho lembrou-se de que os filhos deviam ter aulas durante 11 meses do ano, está certo que é muito, mas tem graça, eu trabalho 11 meses num ano também! É preferivel ter as crianças abandonadas em casa durante os períodos de férias mais alargados?!

    • Sandra says:

      Quem tomaria conta delas na escola? Porque durante as férias dos alunos há muito trabalho a ser feito. Eu também trabalho 11 meses por ano e só posso tirar férias num período muito limitado e sempre repartidas para poder cumprir as tarefas que me são atribuídas.

  27. Manuela says:

    Quanto mais tempo os filhos passarem na escola mais fácil se torna abdicar de qualquer responsabilidade quanto à educação dos filhos!

  28. Paulo Alves says:

    A brincar, a brincar…
    Nas primeiras décadas do Séc. XX, após a IGG, no recém-criado País dos sovietes, estava previsto que as crianças, desde cedo, passassem a ser criadas por instituições do Estado, de modo a dar mais “Liberdade” ao trabalhador para poder contribuir, com o seu trabalho, para o progresso da Nação.
    As coisas não avançaram por aí, de forma absoluta, mas há todo um conjunto de informação que atesta essa intenção, bastando pesquisar pelas revolucionárias alterações urbanísticas previstas, como a idealização da “Cidade Ideal” para uma Sociedade Ideal.
    Vários arquitectos europeus deslocaram-se à União Soviética, entre os quais Le Corbusier, frevoroso adepto do conceito de “Homem Novo”, e dar o seu contributo para a Revolução Bolchevique.
    Numa época em que o conceito de “Homem Novo” era entusiasticamente aceite pelos progressistas da Época, outros socialismos, com idêntico pressuposto, emergiram. Em Itália e Alemanha.

    O paradigma dos tempos modernos nada tem a ver com socialismo, mas sim comodismo. Comodismo decadente e individualista, no qual as Crianças, mais uma vez, são “dadas” ao Estado para que este as crie.

  29. Manuelalourenço says:

    Sou prof., sou mãe de três meninas, trabalho a 35 km de casa, não tenho família de apoio na cidade onde resido, o marido tem horários complicados, fiz mestrado,… e mesmo assim as minhas filhas sempre passaram o tempo mínimo exigível na escola desde o pré-escolar… é uma questão de prioridade! A minha sempre foi e será a família, e sofri na pele uma ADD injusta, porque faltava qd uma delas estava doente. Mas por elas valeu a pena, e voltaria a fazer tudo de novo… Não somos só profissionais que não podem falhar, somos Pais a fazer a tarefa mais nobre do mundo: Amar e ajudar os filhos a crescerem rumo ao futuro!!!

  30. A. Martins says:

    Há pessoas para tudo, o problema é quando os imbecis tomam o poder.
    Já trabalhei em instituição de acolhimento e vi progenitores que pedem ao tribunal para que os filhos sejam institucionalizados, porque não têm tempo para eles. Também conheço mães que puseram os seus bebés nas creches, logo no primeiro mês, com o argumento que era mais fácil para eles se habituarem.

  31. Mª Octávia says:

    Eu sou professora. Já do ensino secundário. Por vezes ainda tenho ilusões e fico admirada pelo facto de os miudos chegarem ao secundário no lastimável estado em que chegam. Mas admirada com o quê? Os pais e mãe gostam de “fazer” os filhos. Dá um prazer infinito. O pior é depois: passar noites sem dormir, gastar dinheiro em fraldas e aturar-lhes as birras. Para os calar levam-nos ao fim de semana aos shoppings e compram de tudo. Com 6 anos um telemóvle, de preferncia com jogos para se entreterem sozinhos e “não chatearem”. Depois um tablet e está feito. A escola e os professores “que os aturem”, que lhes dêem atenção, que os ensinem a brincar, a ler escrever contar, mas que lhes ensinem a ser gente. Porque os pais que estes garotos têm não sabem sequer ensinar-lhes a ser pessoas. Depositam-nos nas escolas, de preferência 24 horas por dia, 7 dias por semana, porque fazer é bom, aturar não dá. E cada pai e mãe, com esta falta de paciência para um ou dois filhos, acha que qualquer professor que por si também é pai, consegue educar 20 e muitos miúdos com infinita paciência. Pior cada professor tem também de educar os pais dos seus alunos.
    Haja paciência para tamanha heresia, tamanha ignorância. E preparemo-nos para um futuro sem futuro com crianças produzidas por pais deste calibre, que os depositam na escola para que alguém faça aquilo que eles não querem fazer.

  32. Artur says:

    Também é preciso ter em consideração que muitas crianças e jovens estão bem melhor nas escolas, publicas ou privadas, do que junto das bestas dos seus pais…

    • Rosa says:

      Se isto não levar uma grande volta, no futuro, as creches e jardins de infância ficarão ao lado da maternidade! É pena que ter filhos pareça ser, cada vez mais, uma questão se status para alguns e garantia de algum rendimento para outros. Mas o facto das crianças ficarem cada vez menos tempo com os pais e mais tempo nas instituições escolares faz com que esta bola de neve vá crescendo de forma galopante. Felizmente fui duma geração que embora o pai saísse muito cedo para trabalhar, havia uma mãe sempre lá! E os fins de semana eram para a família. Era um prazer ir à escola. O tempo que lá se passava era para aprender e restava tempo para brincar e ainda ajudar os pais! Hoje é casa-escola-casa! Não há tempo, nem o que dar a fazer aos filhos pois a rotina e todas as actividades que têm impedem que reste tempo. Ser pai/mãe exige muito e cada vez há menos paciência para tal. Em certos casos faz lembrar quando se quer uma animal de estimação quando é pequenino, mas depois é abandonado. O mesmo não pode acontecer com os filhos. É uma questão social, porque se não fosse…
      Ao longo dos meus 22 anos de carreira docente, também percebo que há muidos que se portam que nem “lordes” tendo em conta o que vivem em casa.


  33. o jorge ascenção é um ASNO.

  34. Cambs says:

    Ja agora nao querem produçao de especies colectiva pois pelo andar da carruagem Portugal vai ser transformado em aviario. Num entanto devo informar que temos um país digno de medidas de influenciar qualquer taxa de natalidade da Europa, pois as medidas tomadas sem qualquer fundamento equilibrado, pois das duas uma ou quem criou estàs ideias parvas nao tem nem sonha o que é ter filhos, ou quer mostrar trabalho. Para terminar digo apenas duas coisas, primeira assim nao vamos la nem aquí nem na china, segunda quando decidí ser mae nao foi com o intuito de ter o meu filho presó em quatro paredes como se tivesse a pagar un crime que nao cometeu, culpa de adultos, o meu filho tem o direito a ser livre, brincar, independente, amado e respeitado como qualquer criança. Quando quiserem fazer leis sobre o futuro das crianças em Portugal. Façam um referendo peçam ajuda e percebam de una vez o que e democracia ……….

  35. Ana Mendes says:

    Isto visto comofilha, menor e estudante e um absurdo. Não sei como poderia ser está ideia pior. O criador desta ideia não sabe o que e ser pai nem o que e ser adolescente ou então não tem criancas em casa. Ou filhos… Dois meses de férias passam a correr e no meio de todo esse tempo temos 15 dias ou uma semana para estar com os nossos país. Para isso fechem as escolas e os colégios e abram as prisões ou então congelem nos e quando se lembrarem que têm filhos vão nos lá buscar e descongelem nos. Oh meu deus oaro vai de mal a pior

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