Dúvida existencial

alguém me explica como se expulsa um país do euro? Que tratado europeu prevê esta possibilidade? Obrigado!

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Recomendo a tradução da sua pergunta para inglês ou alemão e o correspondente envio ao Sr. Schulz que lhe saberá responder com certeza.
    Foi até agora o único palhaço da política que referiu isso.
    Os palhaços do jornalismo português, não contam…

  2. Joaquim Amado Lopes says:

    Da mesma forma que nenhum país está obrigado a emprestar dinheiro à Grécia, não é preciso expulsar a Grécia do Euro.

    O Estado grego precisa de dinheiro para funcionar. Quando não tiver euros, vai ter que arranjar uma solução. Não aceitando as regras do Euro, a solução mais óbvia (a única, já que é improvável que a Rússia ou a China se cheguem à frente?) é criar uma moeda própria para imprimir quanto dinheiro precisar.
    Ao passar a usar uma moeda própria, a Grécia passa automaticamente a não pertencer à Zona Euro.

    A Grécia não pode ser obrigada a permanecer no Euro, independentemente de os Tratados incluírem ou não as condições e procedimentos para a saída ou expulsão de um país da Zona Euro.

    • Sendo assim não existe mecanismo nenhum. Apenas a possibilidade de isolar a Grécia e esperar que eles fiquem sem um tostão. Dúvida esclarecida Joaquim, obrigado!

      P.S: Os russos e os chineses podem não se chegar à frente mas serão os primeiros beneficiários do processo de isolamento da Grécia. Aposto que irão adorar ocupar as diferentes bases militares gregas, hoje ao serviço da NATO, amanhã ao serviço de quem tiver euros para pagar. Afinal de contas, eles precisam de euros!

      • Joaquim Amado Lopes says:

        João Mendes,
        A Grécia ficar sem um tostão depende apenas dos gregos. Ou acha que os outros países da Zona Euro estão obrigados a sustentar a Grécia, independentemente do que os gregos façam?

        Uma moeda única exige regras a serem respeitadas por todos (mesmo que com alguma flexibilidade negociável caso a caso).
        Os gregos recusam-se a cumprir as regras do Euro e exigem que países com PIB per capita mais baixo, salário mínimo mais baixo, idade de reforma mais alta e mais pobreza do que a Grécia paguem para que as bases militares gregas não venham a ser ocupadas por tropas russas ou chinesas.

        Os gregos não precisam de euros, precisam de dinheiro. Pode ser em dracmas.
        Para precisarem de menos dinheiro podem cortar no investimento público, nas pensões e no funcionalismo público e começar a pagar impostos.

        • joão lopes says:

          uma das propostas do governo grego foi precisamente cortar na defesa.os credores disseram:não….vá lêr o observador:lá dizem as mentiras que voce tanto gosta de ouvir.

          • Joaquim Amado Lopes says:

            João Lopes,
            Não vejo a que propósito puxa desse pormenor específico em resposta ao que escrevi mas, sobre esse assunto, li no Expresso que o único credor que recusou os cortes na despesa foi o FMI e, havendo acordo anterior quanto a uma redução nos gastos militares de 600 milhões (200 em 2015 e 400 em 2016), a BBC refere que a última proposta do Governo grego só incluía uma redução de 200 milhões em 2016.

            Quanto a mentiras, há alguma coisa que eu tenha escrito que seja mentira ou desviou a discussão para os cortes na defesa precisamente porque não escrevi nenhuma mentira e o João não tem mais como argumentar?

          • Rui Silva says:

            Caro Joaquim Amado,

            O próprio estado Grego é mais rico que muitos países que “teriam” ( caso não houvesse democracia) de lhes pagar os vícios, inclusivamente o estado português.
            O estado Grego mantem-se dono da maior parte da economia grega e possui imensas empresas e propriedades. Bastar-lhe-ia vender para pagar o que deve. Mas comopor aqui se entende privatizar é pecado. Bom bom, é o estado ter na mão a vida do cidadão . Claro que para o bem do cidadão.

            cumps

            Rui SIlva

          • Joaquim Amado Lopes says:

            João Lopes,
            http://www.jornaldenegocios.pt/economia/europa/uniao_europeia/zona_euro/detalhe/tsipras_cede_nas_pensoes_e_no_iva_mas_nao_nas_despesas_militares.html
            Parece que, afinal, quem quer cortar o menos possível na Defesa é mesmo o governo grego. Mas aceita cortar no resto, incluindo pensões.

  3. joão lopes says:

    caro joaquim,o que se tem assistido é uma gigantesca campanha de intoxicação da opinião publica,apenas e só porque quem esta no governo é o syriza.fosse os psd/cds/ps lá do sitio o acordo tinha sido conseguido com um “enorme aumento de impostos” que em portugal deu origem a um enorme aumento da divida(130% do pib) desemprgo e emigração.a campanha de intoxicação em portugal é liderada pelo CM,observador e agora tambem a rtp(porque será?).p.s-este governo nunca teve interessado em cumprir as metas da troika,mas sim aproveitar-se da troika para vender tudo o que mexe.cuidado que o proximo a ser vendido pode ser o senhor.

    • Joaquim Amado Lopes says:

      Caro João,
      Portanto, apresento factos que desmentem o que o João afirmou antes e decide desviar a conversa e falar em “propaganda”. Como se quem mais puxa do “argumento” de dizer que os outros é que andam intoxicados pela propaganda não seja quem mais anda intoxicado.

      Independentemente do nome porque se apresenta ou da ideologia que professa, nestes últimos 5 meses o Syriza/governo da Grécia fez por merecer tudo o que de pior se tem dito deles. Chame-lhe propaganda se quiser mas pretender o resto da Europa, incluindo países com níveis de vida inferiores ao dos gregos, continuem a pagar os benefícios de que os gregos gozam (só para começar, um absurdo sistema de pensões e níveis inauditos de fraude fiscal) a troco de promessas vagas que se assume internamente não serem para cumprir é simplesmente ridículo.
      Os gregos podem decidir o que quiserem sobre como vivem as suas vidas mas não podem arvorar-se o direito de decidir que os outros estão obrigados a enviar-lhes dinheiro para sustentar essas decisões. E ainda têm o desplante de dizer que “democracia” é a Europa submeter-se à vontade dos eleitores gregos.

      Quanto ao “enorme aumento da dívida, desemprego e emigração” em Portugal, estava à espera de quê?
      As oposições e o Tribunal desConstitucional recusam cortes na despesa. É óbvio que continuará a haver deficit orçamental e que isso leva ao aumento da dívida. Com os cortes inevitáveis no investimento público, o PIB desce e, naturalmente, a dívida em percentagem do PIB sobre. Isto é álgebra elementar.
      Essa queixa do aumento da dívida é como cuspir para o ar e queixar-se de que o cuspo cai.
      E convém não esquecer que uma parte do aumento da dívida teve a ver com dívida que estava antes escondida em empresas públicas e que passou a ser incluída na “dívida oficial do Estado” a partir de 2011-2012.

      Desemprego aumentou? É claro que aumentou. Menos investimento público, menos empresas a poderem viver à conta do Estado, mais desemprego. A economia tem que se ajustar (e tem-se ajustado) a essa nova realidade e passar a produzir para exportar.
      A culpa pelo aumento do desemprego é deste Governo ou de quem deixou o Estado falido e com um programa de assistência externa que impunha os cortes da despesa do Estado? É que o investimento público só é possível se o Estado tiver dinheiro para investir.

      Mais emigração? Novamente, estava à espera de quê? Desemprego a aumentar, o Estado a ter que cortar em tudo incluíndo apoios sociais, as perspectivas a médio-longo prazo a serem negativas, é claro que quem teve oportunidade foi procurar melhores oportunidades noutros lados.

      Quanto a “vender tudo o que mexe”, já devia ter vendido muito mais (p.e. o Grupo RTP) e muito mais cedo e encerrado a esmagadora maioria das empresas municipais.
      As empresas públicas só servem para duas coisas: dar tachos a “gestores públicos” e “amigos” e prestar mau serviço aos utentes. Veja-se como os sindicatos utilizam de forma repugnante as empresas de transportes públicos para fazerem política partidária.

      Se quiser queixar-se deste Governo, fale da forma criminosa como a máquina fiscal actua (embora o problema já venha de antes), de não cortar a eito nos benefícios dos políticos, da Lei da Cópia Privada, das taxas e “taxinhas” e regulamentosinhos e apoios para tudo e mais alguma coisa que os ministros socialistas do CDS tanto têm promovido.
      Mas aquilo de que por aqui gostam de se queixar é de inevitabilidades óbvias para quem sabe fazer contas e do (pouco) que o Governo ainda tem feito para as tornar menos inevitáveis. Com tudo o que o Governo fez mal, o programa de apoio foi terminado antecipadamente, existem condições para se acreditar que conseguiremos sobreviver sem problemas de maior às convulsões do sistema financeiro causadas pelo “problema grego”, os juros da nossa dívida soberana estão ao nível mais baixo de sempre, as exportações ao mais alto de sempre e a economia está a recuperar. Quem se queixa do que o Governo fez para, com muito sacrifício dos portugueses, atingir estes bons resultados é quem elogia e quer que Portugal se cole a quem está a levar os gregos a uma situação de miséria, com pessoas a chorarem nas filas das máquinas multibanco para tentarem levantar algum dinheiro para comprar medicamentos e comida que começam a escassear. E ainda dizem que os maus são os “outros” por não darem mais dinheiro a fundo perdido à Grécia.

      • joão lopes says:

        se na grecia levantam dinheiro no MB,em portugal nem sequer levantam(lesados do BES).no caso dos “gestores” ,tem sido sempre os mesmo,ora nas empresas publicas,ora no privado(daí a alusão ao caso BES,que esta interelacionado com os diversos governos em portugal,a saber:psd,cds e ps).quanto a empresas municipais(por ex.) serviram sempre para “chutar/esconder” divida.acontece que a maioria são geridas pelos mesmos:psd,cds e ps. acima de tudo responsabilizo o chamado bloco central pela situação actual.quanto ao euro,recordo que o inicio da CEE,existia uma palavra chamada solidariedade que juntamente com a livre circulação de produtos/pessoas era sem duvida um grande projecto europeu.agora existe apenas palavreado “economês” juntamente com um “directorio chamado alemanha.p.s.-foi o papa francisco que falou na idolatria do dinheiro.pense nisso.

        • Joaquim Amado Lopes says:

          João Lopes,
          Lá tinha que vir o chavão despropositado da “solidariedade”.

          A Grécia já teve um perdão de dívida de 100 mil milhões de euros. Tem os juros mais baixos e as maturidades e períodos de carência mais longos de toda a Europa.
          Quem pagou e está a pagar isso? Os contribuintes dos outros países europeus, a maior parte dos quais tem um nível de vida equivalente ou inferior ao grego.
          Onde está a solidariedade da Grécia para com esses países quando exige mais perdões de dívida e “empréstimos” a fundo perdido para continuar a sustentar um nível de vida que não quer fazer por poder vir a pagar pelos seus próprios meios?

          A Grécia já recebeu mais solidariedade que qualquer outro país e não mostra qualquer solidariedade para com os outros.
          Mas se os outros têm o desplante de recusar dar-lhes mais do seu dinheiro, esses é que “idolatram” o dinheiro. A Grécia idolatra o quê?

          Puxar do chavão “solidariedade” para esta discussão é o equivalente a falar de “democracia” quando se pretende que uns poucos decidam por todos (sem que estes lhe tenham dado mandato para tal) e de “liberdade” quando se tenta controlar as vidas dos outros. É curioso que são sempre os mesmos a fazê-lo.

          Já agora, o calote que os gregos nos querem pregar (pelo que já nos devem e pelo que agora pedem) vai somar à dívida pública portuguesa. O João Lopes vai pôr a responsabilidade por esse aumento da dívida em quem? No Governo PSD-CDS?

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