Taxa de desemprego em JUN 2011 foi 12.1%

desemprego 2011

A imagem supra mostra duas coisas. À esquerda pode-se ler o tweet do Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, onde este reclama com o Wall Street Journal quanto aos números do desemprego. À direita está a nudez dos factos, copiados directamente das estatísticas oficiais publicadas pelo INE.

Em primeiro lugar, há a questão do Sec. Estado estar objectivamente a mijar fora do penico, já que, como se constata, a sequência de tweets nada ter a ver com assuntos europeus. Mais um caso em que a boiada usa o assento no estado para promover propaganda partidária.

Depois, acontece que Maçães usa como referência Setembro de 2011, quando o seu governo já se encontrava em funções há 3 meses. Recorde-se, porque a memória é curta, que em Setembro de 2011 já Passos Coelho tinha em marcha uma valente dose de austeridade, nomeadamente sobretaxa de 3.5% no IRS, encerramento de escolas, aumento do IVA da electricidade e do gás de 6% para 23% , congelamento de carreiras na AP, contribuição especial sobre pensões, cortes na saúde, na educação e na SS.

Em terceiro lugar os números que o Sec. Estado enviou ao WSJ são falsos, já que, como se pode ver no boletim do INE, em Setembro de 2011 a taxa de desemprego era 12.4% e, além disso, como se viu, Maçães devia ter enviado a taxa de desemprego de Junho de 2011, a qual ainda é mais baixa (12.1%).

Um caso de manipulação rasca, mas tão rasca que bastam duas googladas para se desmascarar o logro. O mais cómico em toda esta situação é a luta do governo por umas décimas entre os números martelados de 2011 e os de agora (que ainda nem sequer foram publicados pelo INE). Compreende-se que sem recuperação, que não existe, o governo fica na difícil situação de explicar para que é que serviu a austeridade, já que os objectivos que se tinham proposto alcançar (défice e dívida) não foram atingidos.

Entretanto, o WSJ comeu a patranha. Alguém que procure a oposição onde quer que ela se tenha escondido e que lhe pergunte se anda a dormir.

Comments

  1. Filipe P says:

    Desonestidade intelectual é mais grave do que não saber. Vale tudo.

  2. claro que vale… vale muito $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$…. lol
    http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=561375

  3. Quem é este Maçãs ou Maçães? Tem ar de seminarista e de menino-bem envergonhado. Tem, ao que parece e a exemplo do seu líder, tendência para a intrujice. Aliás, sendo secretário de estado de uma coisa, por que motivo se mete noutra? Só pode ser por sabujice, dada a pretensão de enganar dolosamente o eleitorado. Não vai ter sorte, pois o povo não dorme.

    • José Silva vaz says:

      Mais um maçães ou maçã podre! A política está cheia deles! Nada como dar a fruta podre aos porcos!

  4. Pedro vieira says:

    O desemprego está mesmo a descer e Portugal a recuperar, o resto é conversa. Não fui ver os posts anteriores que fez quando o desemprego subiu, a troika veio e o Sócrates perdeu as eleições, mas certamente estavam do lado da solução e não do lado do problema.

  5. j. manuel cordeiro says:

    “O desemprego está mesmo a descer e Portugal a recuperar, o resto é conversa. ”

    Está a atirar areia para os olhos.
    http://www.dinheirovivo.pt/Economia/interior.aspx?content_id=4693597

    22/07/2015 | 15:03 | Dinheiro Vivo
    O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), tutelado pelo Ministério do Emprego e da Segurança Social, “eliminou dos ficheiros” uma média de 56,3 mil desempregados por mês desde o início do ano; 60 mil em junho, mostra um estudo do economista Eugénio Rosa. Esta “limpeza” permite ao governo anunciar números de desemprego registado muito mais favoráveis, acusa.

    É um milagre o desemprego baixar e o emprego não aumentar.

    “Não fui ver os posts anteriores que fez quando o desemprego subiu, a troika veio e o Sócrates perdeu as eleições, mas certamente estavam do lado da solução e não do lado do problema.”

    Devia ter ido ver.

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  1. […] o estejam a fazer de forma tão tosca que facilmente são desmascarados. Assim se percebe que Bruno Maçães tenha ficado abespinhado quando O WSJ não seguiu o enredo que a coligação tinha […]

  2. […] impacto da emigração, passando pelas alterações nas regras de contabilização do IEFP ou pela recente patranha de Bruno Maçães. É a engenharia política do desemprego em todo o seu […]

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