Três questões sobre a candidatura de Assunção Cristas à liderança do CDS-PP

AC

Assunção Cristas anunciou ontem que se candidata à liderança do CDS-PP por três razões. Uma delas tem a ver com a sua preocupação com o país e com o “desgoverno que torna tudo aparentemente fácil“. Três questões:

  1. Será que a senhora acredita mesmo que a sua passagem de vice-presidente para presidente do CDS-PP terá algum impacto no país e na oposição ao actual governo, principalmente se considerar o peso residual do seu partido, que com a saída de Paulo Portas se acentua ainda mais?
  2. Será que esta Assunção Cristas se teria coligado em 2011 com o PSD que tornava tudo “aparentemente fácil“, e cujo líder vendia ao país uma interessante colecção de contos para crianças que garantiam não ser necessários cortes em salários e pensões, aumentos de impostos ou venda ao desbarato de património do Estado?
  3. Será que, caso chegue a ministra de um governo chefiado pelo próximo Passos Coelho, seduzida pelo discurso “aparentemente fácil” referido no ponto anterior, demonstrará a mesma preocupação com o país que o seu antecessor e se demitirá irrevogavelmente na eventualidade desse Passos Coelho substituir o ministro das Finanças por outro que a futura líder do CDS-PP não goste, para de seguida emergir como vice-primeira-ministra, não sem antes provocar uma quantidade significativa de danos avultados na bolsa de valores e nos juros da dívida?

Fico com dúvidas se Assunção Cristas saberá ao que vai mas suspeito que me vou divertir bastante. Que Jesus a guie, esse que a inspirou a “nunca ter medo de se meter com gente pouco recomendável“. Nunca tal inspiração fez tanto sentido como agora.

Comments

  1. tancredo says:

    O que fazia Cristas antes de Portas criar o PP?.
    .
    Quem faz pergunta está traumatizado, porque ao perguntar:
    “Que fazia Deus antes de criar o Mundo?”
    A resposta do teólogo de pêlo na venta foi: “Preparava o Inferno para meter lá, quem fizesse essa pergunta!”.

  2. Rui Moringa says:

    O poder é algo fascinante. Estas pessoas têm o delírio associado à pretensão de que têm as resposas certas para os nossos males e as resposas dos outros não valem nada:
    – Estão erradas…
    Este CDS é o quê?! Democrata cristão, não parece. Parece mais do tipo messianico evangélico.
    O céu e o inferno não existem enquanto lugares. São os teólogos católicos que o escrevem. O céu e o inferno é vivência diária e “espírito”.
    Por outro lado, deus não tem nada a ver com isto (criador do Mundo). É uma “revelação” em cada um de nós (aqueles que acreditam. Mesmo para quem acredita que deus existe teima em metê-lo nas decisões dos homens. Ora, ele criou o mundo e deixou-nos até cada um de nós morrer. O nome de deus serve para muita coisa…Para a blasfémia, para o negócio e para “jabardices”.
    Comam, bebem e fod**.

  3. Vou ali e já venho says:

    O que é fod** ? Não encontro no Priberam!
    Mas ainda perdem tempo com as “queques” Cristas…? Dasssse!

  4. Helder P. says:

    O CDS até pode ter uma representação parlamentar inflacionada para 18 deputados fruto da coligação com o PSD, mas não é mais actualmente que um partido apêndice. Não é mais que o PEV, que tanto despreza.

    Que identidade, que ideologia defende o CDS? Na anterior coligação quando tinham o poder nas mãos, era um partido de direita da linha dura, agora que levaram com um chuto no rabo já são muito democratas-cristãos e centro-direita. Fofos.
    Ainda vamos ver um CDS a afirmar-se como a “esquerda da direita”.
    E já agora, será que a Assunção Cristas vai propor a mudança do nome do partido de CDS-PP para CDS-AC? AC significa “Avante Camaradas!”, claro.

  5. Experiência acumulada says:

    Presunção e água benta, cada qual toma a que quer. Presunção e arrogância é o que não falta a esta beata. Nâo passa duma marioneta do Portas. O CDS está reduzido à insignificância, tem hoje muito menos importância do que os Verdes ou o Bloco de Esquerda.