Maria Luís Albuquerque: o que os jornais não contam


30102230919002Maria Luís Albuquerque tem feito furor com o novo refrão estival “Se eu fosse ministra das Finanças, a questão das sanções não se colocava.” Desde “Maria, quero cheirar teu bacalhau” que o Verão português não conhecia um sucesso tão grande, o que é óptimo, porque não há nada melhor do que ir em cantigas.

Alguns jornais têm assinalado que o chamado défice excessivo pelo qual Portugal poderá vir a ser punido é o de 2015, ano em que as finanças portuguesas estavam a cargo da mesma pessoa que declara que não haveria punições se ainda fosse responsável pela área das contas públicas. A antiga ministra das Finanças também terá dito que isso de ser multado por ir em sentido proibido não se colocaria se fosse ela a conduzir.

Alguns mais distraídos poderiam pensar que o défice é apenas uma questão de números, mas as declarações da própria Maria Luís, uma economista, mostram que não é assim. No fundo, Maria Luís é da escola sampaísta, que defende que há vida para além do orçamento.

Do mesmo modo, as declarações não são só palavras. O texto é também contexto e, tantas vezes, subtexto. Em que terá pensado Maria Luís Albuquerque para anunciar ao mundo que o mundo seria outro se ela ainda fosse a mesma?

Se é certo que apareceu com o uniforme de gestora moderna, a verdade é que terá ensaiado outras poses na preparação para a personagem. É isso que os jornais não contam, porque, compreensivelmente, têm medo de um marido que confunde jornalistas com sacos de pancada.

É, portanto, provável que Maria Luís tenha começado por adoptar uma pose gangsta, com equipamento de basquetebolista da NBA e um boné de basebol com a pala para trás. Com a cabeça ligeiramente inclinada e os braços desafiadores cruzados, terá dito: “Iô, putos, comigo. MC/ML a representar nas Finanças, aka ministra, não iam haver cenas destas, ouve lá!”

Num registo diferente, Maria Luís terá posto uma mão na anca revisteira e terá gritado, de queixo erguido: “Ó fiiiilho, ai se fosse eu inda a mandari, passava-me uma coisa pelas vistas e era com um incharcado na tromba!”

Outra hipótese consistiu em baixar as luzes da sala, colocar uma perna ligeiramente à frente da outra e ir subindo a saia até deixar entrever uma liga marota na coxa, ronronando, como Marilyn a Kennedy: “Hmm, vá lá, com isto tudo, acham que ainda havia castigos?”

Algumas fontes mal-intencionadas terão confidenciado que esta última possibilidade teria sido o estratagema utilizado ao longo dos últimos anos, provocando o embaciamento dos óculos de Schauble, mas essas fontes correspondem a pessoas que insistem em lembrar os falhanços das previsões da antiga ministra, como se isso revelasse algum tipo de incompetência.

Comments

  1. Ana A. says:

    Ou então:
    – Maomé está para Alá, assim como, Mª Luis está para
    Shauble!

  2. isabel says:

    Acredito há quem dê o “cú mais cinco tostôes” Mas ela lá sabe, vive num país livre

Trackbacks

  1. […] ainda, que as possíveis sanções são consequência do défice deixado por Passos Coelho e por Maria Luís Albuquerque. Relembre-se, também, que os vários falhanços das metas estabelecidas foram sempre considerados […]

  2. […] a autoria, mesmo quando se sabe que foi ele que esteve sentado quatro anos a compor, ao lado de Maria Luís, grande artista do pimba financeiro (Maria Luís tem, aliás, uma versão do sucesso de Emanuel, em que o refrão é “E se eles […]

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