O título que os Observadores não quiseram fazer hoje

Alteração de 2014 à idade normal de acesso à reforma traz aumentos já a partir de hoje

Seria mais exacto do que o truque escolhido. O Dinheiro Vivo explicou a alteração há tempos:

O factor de sustentabilidade começou a ser aplicado em 2008, mas foi alterado pelo anterior governo em 2014, tendo resultado num agravamento do seu valor e passando também a determinar a idade de saída da vida activa. Vieira da Silva tem referido publicamente que discorda deste regime, manifestando intenção de alterá-lo. Quer ainda desenhar um sistema de reformas antecipadas que distinga positivamente as carreiras contributivas muito longas. As novas regras devem entrar em vigor em 2017, mas as linhas de acção poderão ser conhecidas em 2016. As alterações que foram introduzidas no sistema de pensões em 2014 levou a que se o corte por via do factor de sustentabilidade praticamente duplicasse – porque passou a ter-se como referência a esperança de média de vida em 2000 e não em 2006 como até aí sucedia. Este factor fez ainda com que a idade legal da reforma avançasse dos 65 para os 66 anos em 2014. Em 2016, o fim da vida activa avançou para os 66,2 anos. No próximo ano e no seguinte, a idade legal aumentará em mais um mês por ano.

Continua a haver porcaria a desfazer.

reforma antecipada

Comments

  1. martinhopm says:

    Para Coelho e seus capangas a reforma só seria possível desde que observadas duas condições: levar o requerente o pedido numa das mãos e o atestado de óbito na outra. Claro que seria assim para a maioria dos trabalhadores. Nanja para os ungidos.

  2. anti-pafioso diabrete . says:

    Cambada de jagunços reaccionários ao serviço da comunicação Direitista e pidesca . 25 de Abril sempre

  3. JgMenos says:

    Os queridos vão do berço à idade de -24 anos subsidiados pelo Estado.
    Como jovens nem-nem mamam mais uns aninhos aí até aos 30; trabalham aí uns trinta aninhos e mamam mais vinte e cinco por conta dos enormes descontos capitalizados a rendibilidades estonteantes – vamos dar de barato o SNS, mais umas baixas médicas e uns desempregos sabáticos.
    Haja quem pague ou empreste!


    • Falas com conhecimento de causa, é isso?


    • Está a desviar o tema do post. Podemos ter essa discussão sobre a justiça das reformas. Mas este post é sobre uma alteração legislativa do governo PSD/CDS que foi noticiada omitindo este “detalhe”. Da qual, por acaso, Vieira da Silva até tem referido publicamente que discorda deste regime. Notícia esta que dá a entender que a alteração foi trazida pela Geringonça. Este post é, portanto, sobre manipulação na comunicação social.

  4. tá bem tá says:

    Jg Menos – mete mais tabaco nisso, deixa de lado o Correio da manhã e o Diabo. Olha em teu redor, tonto.

    Os jovens não têm é trabalho. O mais que têm é ofertas de escravatura disfarçada. Indignas. Para se poder distribuir dividendos pelos srs. accionistas.

    • JgMenos says:

      O dinheiro vai todo para sustentar a massa de reformados majorados, antecipados e regalados; juntem-lhe os subsidiados.
      Não sobra para investimento e a mama da dívida está por um fio…
      E os fundos europeus a fundo perdido são para ciclovias e pouco mais!
      Mas nada como as ‘boas almas’ continuarem a admirar-se que não há empregos. É o mundo virtual dos ‘virtuosos’.

      • ZE LOPES says:

        Andas aqui que nem um toureiro a fazer umas bregas! Olé! Olé! gritam os “graderios”! Mas tem cuidado: ouvi agora mesmo um touro pronto a entrar sussurrar: olé, olé? Oxalé não te lixes!

  5. braga city says:

    Claro que os pais, avós e bisavós têm que trabalhar até aos 70 anos, para sustentarem os descendentes com 30 e mais anos de idade, licenciados, mestrados e doutorados, mas sem emprego. Reduza-se, de imediato, a idade da reforma para os 65 anos, aplicável de forma genérica a todos os trabalhadores, sejam, magistrados, pedreiros, motoristas ou funcionários públicos. Só assim se criará emprego para a nossa juventude. E garanto, depois disto, não faltarão crianças a nascer em todo o território nacional. Agora, sem emprego, quem se arrisca a ter filhos? Só um louco ou masoquista. Acordai, ó políticos analfabetos !!!!

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